Normal view

ETIC_Algarve leva criatividade ao IPDJ de Faro

8 June 2026 at 19:54

Entre 3 e 17 de julho, a ETIC_Algarve promove, no IPDJ de Faro, o Out of The Box, um novo evento dedicado à criatividade, à cultura, à experimentação e à ligação às indústrias criativas.

A iniciativa surge no ano em que a escola assinala 15 anos de atividade, assumindo-se como uma celebração do percurso construído pela ETIC_Algarve na região e do impacto que tem vindo a afirmar nas áreas artísticas, digitais e tecnológicas.

Ao longo de duas semanas, o evento vai abrir portas à comunidade para apresentar projetos, experiências e percursos desenvolvidos pelos formandos, reunindo exposições, workshops, sunset talks, cinema, concertos e momentos de contacto com o mercado de trabalho.

Para Nuno Ribeiro, diretor da ETIC_Algarve, o Out of The Box representa “uma celebração do percurso criativo construído pela escola ao longo destes 15 anos e, sobretudo, das pessoas que fizeram parte dessa história”.

Projetos, oficinas e conversas sobre indústrias criativas

Segundo Nuno Ribeiro, “o Out of The Box nasce da vontade de abrir a escola à comunidade e mostrar aquilo que os nossos formandos têm vindo a criar ao longo destes 15 anos. Queremos criar um espaço onde criatividade, cultura, talento e o networking se encontram, reforçando o papel da ETIC_Algarve na formação das novas gerações criativas e no desenvolvimento das indústrias criativas no Algarve”.

As exposições serão centradas nas áreas de Design, Fotografia, Animação e Videojogos, permitindo ao público conhecer diferentes projetos, linguagens visuais e processos criativos desenvolvidos pelos formandos da escola.

O programa inclui ainda workshops nas áreas de Design, Fotografia, Vídeo, Som e Música, Animação e Videojogos, Programação, Marketing e Comunicação, proporcionando experiências práticas e interativas relacionadas com as várias áreas de formação da ETIC_Algarve.

Speed Hunting aproxima formandos e empresas

O Out of The Box contará também com sunset talks conduzidas por convidados ligados às indústrias criativas, cujos nomes serão revelados em breve. As conversas abordarão temas como criatividade, inovação, comunicação, cultura digital e futuro profissional.

A programação integra ainda cinema, com projetos audiovisuais desenvolvidos pelos formandos da área de Vídeo, e concertos protagonizados pelos alunos da área de Som e Música.

Um dos momentos centrais será o Speed Hunting, iniciativa inspirada no conceito de speed dating, mas orientada para o networking profissional e o recrutamento criativo. Empresas e entidades do tecido empresarial algarvio poderão conhecer formandos da ETIC_Algarve através de apresentações rápidas de currículos, portefólios e projetos criativos.

Com entrada gratuita, o Out of The Box pretende afirmar-se como um novo ponto de encontro criativo no Algarve, aproximando público, empresas, profissionais e novos talentos num ambiente pensado para inspirar, experimentar e criar ligações.

O programa completo do evento pode ser consultado no site oficial outofthebox.eticalgarve.com

Leia também: Despiste no IC27 em Castro Marim faz um morto e um ferido grave

Prisão preventiva para homem suspeito de perseguir ex-companheira em VRSA

8 June 2026 at 17:40

A Brigada de Investigação Criminal de Vila Real de Santo António, da PSP, deteve na sexta-feira, 5 de junho, um homem de 52 anos suspeito da prática do crime de violência doméstica contra a ex-companheira.

O detido foi presente à autoridade judicial competente, que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva, na sequência do reiterado incumprimento das medidas anteriormente impostas.

De acordo com o Comando Distrital de Faro da PSP, numa ocorrência anterior, o suspeito já tinha sido detido depois de forçar a entrada na residência da vítima a pontapés. No interior da habitação, terá ameaçado a ex-companheira de morte e dirigido vários insultos.

Ao aperceber-se da chegada dos polícias, o homem colocou-se em fuga, tendo sido intercetado e detido pouco depois. Na sequência dessa detenção, foram-lhe aplicadas as medidas de coação de proibição de contacto com a vítima e de vigilância eletrónica.

Homem terá violado medidas de coação

Segundo a PSP, apesar das determinações judiciais, o suspeito terá mantido uma conduta de assédio persistente, com sucessivas tentativas de contacto e novas ameaças de morte.

A polícia refere ainda que o homem chegou a trepar os andaimes do edifício para tentar forçar a janela do quarto da vítima, comportamento que agravou a avaliação do risco e motivou nova intervenção policial.

Face à gravidade dos factos e à reiteração dos incumprimentos apurados no âmbito da investigação conduzida pela Brigada de Investigação Criminal de Vila Real de Santo António, em articulação com o Ministério Público, foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, posteriormente cumpridos.

A PSP sublinha que mantém “em permanência, o seu total empenho no combate à violência doméstica”, assegurando em particular “a proteção das vítimas”.

Leia também: Despiste no IC27 em Castro Marim faz um morto e um ferido grave

Associação de Música Sambrazense celebra 23 anos com desfile da Banda Filarmónica

8 June 2026 at 17:25

No dia 10 de junho, a Associação Cultural e Recreativa Escola de Música Sambrazense (ACREMS) celebra, 23 anos de atividade, assinalando a data com um desfile aberto à comunidade em São Brás de Alportel.

A iniciativa decorre após a cerimónia comemorativa do Dia de Portugal e o hastear da bandeira nos Paços do Concelho. Segue-se a execução do Hino da ACREMS e, a partir das 10:15, o desfile da Banda Filarmónica de São Brás de Alportel pelas principais ruas da vila.

Associação promove ensino musical e cultura filarmónica

Desde a sua fundação, a ACREMS tem centrado a sua atividade no ensino de instrumentos de sopro e percussão, na promoção da cultura musical e na dinamização de iniciativas ligadas à música filarmónica.

Segundo a associação, a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel é “um dos frutos mais visíveis deste percurso”, refletindo mais de duas décadas de trabalho na formação musical e no envolvimento da comunidade.

Ao longo dos últimos 23 anos, a ACREMS tem contado com o apoio dos órgãos autárquicos e de várias entidades locais, regionais e nacionais, parcerias que considera determinantes para concretizar os seus objetivos e reforçar a presença da música filarmónica no concelho.

Leia também: A praia é de quem? Polícia Marítima fiscaliza chapéus de sol nas concessões em Vila Real de Santo António

Despiste no IC27 em Castro Marim faz um morto e um ferido grave

8 June 2026 at 16:58

Uma pessoa morreu e outra sofreu ferimentos graves na sequência do despiste de uma viatura, ocorrido ao início da tarde desta segunda-feira no concelho de Castro Marim, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, o alerta para o acidente foi dado às 13:02. O despiste ocorreu no Itinerário Complementar 27 (IC27), estrada que liga os concelhos de Castro Marim e Alcoutim.

A mesma fonte indicou que uma das vítimas foi declarada morta no local, enquanto a outra sofreu ferimentos considerados graves, tendo sido assistida e transportada para uma unidade hospitalar.

As circunstâncias em que ocorreu o despiste da viatura ligeira são desconhecidas e estão a ser investigadas pela Guarda Nacional Republicana.

No local estiveram operacionais dos bombeiros, elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), apoiados por várias viaturas e um helicóptero.


Leia também: A praia é de quem? Polícia Marítima fiscaliza chapéus de sol nas concessões em Vila Real de Santo António

O país onde a esperança custa um euro – e a solidão custa ainda mais | Por Luís Ganhão

8 June 2026 at 16:41

Há imagens que dizem mais sobre Portugal do que qualquer relatório estatístico.

Uma delas repete-se diariamente em papelarias e quiosques de norte a sul do país: um idoso, de mãos trémulas, a contar moedas para comprar uma raspadinha. Outra, mais silenciosa, mas igualmente reveladora: uma pessoa idosa, sozinha em casa, a ligar para um programa televisivo de participação paga que promete prémios imediatos, enquanto calcula se a pensão chega até ao fim do mês.

Estas imagens não são exceções curiosas. São sinais de um país onde a esperança foi convertida em negócio — e onde essa transformação recai com especial intensidade sobre quem tem menos recursos, menos proteção e menos alternativas.

LUÍS GANHÃO
Jurista
Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina

Não se trata apenas de entretenimento. Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina. Não apenas pela promessa remota de ganho, mas porque preenchem um vazio mais imediato: o da solidão, da repetição dos dias e da ausência de contacto humano regular.

A raspadinha não é um simples jogo. É um mecanismo de antecipação emocional cuidadosamente explorado. Um instante de expectativa vendido a quem, muitas vezes, já perdeu quase tudo o resto em termos de expectativa social.

E é aqui que o problema deixa de ser individual.

Portugal mantém níveis persistentes de pobreza entre a população idosa. Muitas pensões não chegam para responder ao custo real de vida. Neste contexto, a promessa de uma mudança súbita de destino deixa de ser fantasia inocente e passa a funcionar como substituto simbólico de uma mobilidade social inexistente.

Não há necessidade de engano explícito para que haja exploração. Basta a existência de um desequilíbrio estrutural: produtos concebidos para maximizar repetição, estímulo e adesão, colocados num mercado onde uma parte significativa dos consumidores vive com margens económicas mínimas.

As raspadinhas estão omnipresentes, normalizadas, integradas no quotidiano. Os concursos televisivos alimentam-se de urgência emocional, linguagem de vitória fácil e promessa permanente de recompensa imediata. Tudo isto é legal, tudo isto é publicamente visível — e precisamente por isso a sua eficácia é tão relevante.

O que está em causa não é a liberdade individual de jogar ou participar. O que está em causa é a forma como essa liberdade é sistematicamente capturada num contexto de vulnerabilidade. Quando pequenas perdas sucessivas têm impacto real no orçamento mensal, o jogo deixa de ser neutro. Passa a ser regressivo.

Há aqui uma assimetria difícil de ignorar: de um lado, sistemas desenhados para maximizar participação e receita recorrente; do outro, pessoas para quem a promessa de um ganho improvável representa, muitas vezes, a única narrativa de escape disponível.

Não é preciso caricaturar intenções para reconhecer o resultado. Pode não haver malícia individual direta. Mas há um modelo que funciona porque encontra fragilidade — e a explora de forma consistente.

E isso deve ser dito com clareza: quando a esperança se torna produto vendido sistematicamente a quem menos pode suportar a perda, não estamos apenas perante entretenimento. Estamos perante uma forma normalizada de extração de valor a partir da vulnerabilidade.

O problema não é moralizar quem joga. O problema é aceitar sem incómodo suficiente um sistema que depende, estruturalmente, de que os mais frágeis continuem a alimentar a sua promessa.

E é nesse desequilíbrio — entre promessa e fragilidade, entre estímulo e limitação — que se torna difícil evitar a conclusão essencial: quando a esperança é transformada em produto sistematicamente direcionado a quem menos margem tem para perder, o problema já não é apenas individual. É estrutural.

Leia também: A era dos comentadores de fato feito | Por Luís Ganhão

Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

8 June 2026 at 16:07

O Município de Tavira assinala, no dia 24 de junho, mais um Dia da Cidade, com um programa que inclui cerimónias oficiais, homenagens a trabalhadores, distinções de mérito municipal e um concerto da banda portuguesa Delfins.

As comemorações começam às 10:30, com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 11:00, a sessão solene no Teatro Municipal António Pinheiro.

A cerimónia contempla a atribuição de uma medalha de bons serviços e dedicação, grau prata, a um trabalhador com 30 anos de serviço, bem como a entrega de 14 medalhas de bons serviços e dedicação, grau cobre, a funcionários com 20 anos de serviço.

A autarquia vai ainda distinguir cidadãos e entidades locais com medalhas de mérito municipal, graus prata e cobre, reconhecendo percursos de relevo na sociedade tavirense.

Santos Populares animam ruas, jardins e praças

O momento alto das celebrações acontece pelas 22:00, na Praça da República, com o concerto dos Delfins. O público poderá ouvir alguns dos temas mais conhecidos da banda, como “Sou Como Um Rio”, “Baía de Cascais”, “Aquele Inverno”, “Um Lugar ao Sol” e “Saber Amar”.

O programa inclui ainda a encenação da Lenda da Moura Encantada, o espetáculo piromusical, a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas” e vários arraiais dos Santos Populares.

Nos dias 20, 21, 23, 24, 27 e 28 de junho, a partir das 21:00, a Rua do Cais e o Jardim do Coreto voltam a receber arraiais promovidos pela Câmara Municipal de Tavira, com atuações do Grupo Gerações, Ruben Filipe, Nelson Campos, Rancho Folclórico de Santo Estêvão, Silvino Campos, Cristiano Martins e Hélder Reis.

Na noite de São João, o Castelo de Tavira acolhe, pelas 22:30, a encenação da Lenda da Moura Encantada pela Armação do Artista. Segue-se, às 23:59, na Ponte dos Descobrimentos, o espetáculo piromusical que dará as boas-vindas ao Dia da Cidade.

Mais tarde, pelas 06:00, realiza-se a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas”, uma iniciativa do Município de Tavira dinamizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão.

Segundo a autarquia, junho é tempo de celebrar os Santos Populares e o Dia da Cidade. O Município recorda que é o período dos “manjericos, das quadras, dos arraiais, das ruas ornamentadas, de saltar à fogueira e comer sardinha assada”.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Treinadores reuniram-se em Albufeira para debater futuro do desporto

8 June 2026 at 15:43

Albufeira recebeu, no sábado, o Congresso da Confederação de Treinadores de Portugal, iniciativa que reuniu profissionais de várias modalidades desportivas no Auditório Municipal para um dia dedicado à partilha de conhecimento, reflexão e atualização profissional.

O encontro integrou a programação de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo.

Promovido pela Confederação de Treinadores de Portugal, entidade que congrega treinadores de todas as modalidades desportivas, o congresso constituiu uma oportunidade para a atualização de competências, troca de experiências e debate sobre os desafios atuais e futuros do desporto.

Treinadores destacados pelo papel educativo e social

Durante a intervenção, Jorge Carmo destacou “a relevância do papel do desporto e da sociedade”, sublinhando que “o seu trabalho vai muito além da vertente técnica e competitiva”.

O autarca acrescentou que “os treinadores acompanham diariamente os atletas, transmitem valores, ajudam a formar cidadãos e desempenham uma importante missão educativa, humana e social”.

Jorge Carmo recordou ainda que “a realização deste congresso assume um significado especial num ano em que Albufeira é a Cidade Europeia do Desporto”, defendendo que o município tem procurado afirmar o desporto em todas as suas dimensões.

Segundo o vice-presidente, essa aposta passa não apenas pela realização de grandes eventos, mas também pela qualificação dos profissionais que contribuem diariamente para o desenvolvimento da atividade desportiva.

A participação no congresso conferiu certificação para o Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), bem como certificação para professores de Educação Física, reforçando a componente formativa da iniciativa.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Reportagem sobre moradores da Meia Praia vale novo prémio a David Marreiros

8 June 2026 at 15:20

O jornalista lacobrigense David José Marreiros, do Jornal do Algarve, recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, distinguindo-se com uma reportagem dedicada à luta dos moradores da Meia Praia pela posse das habitações construídas no âmbito do Programa SAAL.

O trabalho premiado, intitulado “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”, recupera uma história com mais de cinco décadas, ligada ao período posterior ao 25 de Abril e às respostas criadas para enfrentar a crise habitacional em Portugal.

Lançado em agosto de 1974 pelo então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo, o arquiteto Nuno Portas, o SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local – procurou dar resposta ao défice habitacional que afetava o país, envolvendo moradores, associações e arquitetos na construção de bairros destinados às próprias comunidades.

Reportagem dá voz a uma luta com mais de 50 anos

Na Meia Praia, em Lagos, esse processo deu origem ao Bairro 25 de Abril e ao Bairro 1.º de Maio. Mais de 50 anos depois, muitos moradores continuam sem ser proprietários das casas que ajudaram a construir, ou que foram construídas pelos seus pais e avós.

A reportagem de David Marreiros procurou perceber as razões desta situação e acompanhar uma reivindicação que atravessa sucessivos mandatos autárquicos, diferentes governos e várias gerações de moradores.

A cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, promovido pela Associação Corações com Coroa, decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa.

O evento foi conduzido por Catarina Furtado, presidente da associação, e incluiu a apresentação de uma instalação do artista SELF, bem como um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos, desenhadas por alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.

Prémios distinguiram trabalhos sobre direitos humanos e igualdade

O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, pelo trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. Foram ainda atribuídas menções honrosas aos trabalhos “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho, da RTP, “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, de João Pinhal e Guilherme Pinto, do Público, e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro, do Expresso.

Na categoria Campanha, o prémio foi atribuído a “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro, da VLM/WPP para a Vodafone.

Os Prémios Comunicação CCC, apoiados pela Missão Continente, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, que integrou também Francisco Sena Santos, membros da Associação Corações com Coroa, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género, representantes do Camões I.P., do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da APAP — Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing.

A cerimónia terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Rute Rodrigues assume Marketing e Comunicação dos Supermercados Apolónia

8 June 2026 at 14:50

Os Supermercados Apolónia anunciaram a nomeação de Rute Rodrigues para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação, reforçando a equipa de liderança da marca algarvia.

Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de marketing, comunicação e branding, Rute Rodrigues chega à insígnia depois de um percurso profissional desenvolvido nos setores do turismo, hotelaria e retalho.

Ao longo da carreira, assumiu funções de liderança em marcas e grupos como Designer Outlet Algarve, AP Hotels & Resorts e Jupiter Hotel Group, onde desenvolveu estratégias integradas de marca, campanhas 360º, eventos, ativações e projetos ligados à experiência do consumidor.

Nova responsável quer reforçar notoriedade da marca

Antes de integrar os Supermercados Apolónia, Rute Rodrigues desempenhou funções como Marketing Manager no Designer Outlet Algarve, onde foi responsável pela estratégia de marketing, campanhas de grande escala, parcerias estratégicas e iniciativas de posicionamento ligadas ao turismo, lifestyle e retalho.

“É com grande entusiasmo que integro a equipa dos Supermercados Apolónia, uma marca reconhecida pela sua qualidade, diferenciação e excelência no serviço ao cliente. Abraço este desafio com a ambição de contribuir para o reforço da notoriedade e posicionamento da marca, dando continuidade à estratégia de crescimento e valorização que tem vindo a ser desenvolvida”, sublinha a nova Diretora de Marketing e Comunicação.

Segundo a empresa, Rute Rodrigues traz para os Supermercados Apolónia uma experiência sólida em estratégias de marca, campanhas 360º, comunicação digital, eventos e experiência do consumidor, bem como uma visão estratégica orientada para resultados, considerada relevante para a consolidação da insígnia no setor da distribuição alimentar.

Os Supermercados Apolónia afirmam-se como uma referência na distribuição alimentar no Algarve, com mais de quatro décadas de atividade.

Fundada por Avelino e Célia Apolónia, a empresa evoluiu de um minimercado familiar para uma estrutura composta por três supermercados e um centro de distribuição, empregando cerca de 400 colaboradores.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Faro acolhe evento satélite da Nova Bauhaus Europeia

8 June 2026 at 12:48

O Algarve vai receber, nos dias 11 e 12 de junho, o Al-Bauhaus Dream Academy, evento satélite do NEB Festival 2026, que pretende aproximar a comunidade regional dos princípios da Nova Bauhaus Europeia e assinalar os 40 anos de Portugal Europeu.

A iniciativa decorrerá na Alameda João de Deus e no Campus da Penha, em Faro, e surge como uma oportunidade para conhecer, celebrar e aprofundar a presença da comunidade Bauhaus no Algarve, envolvendo a academia, parceiros institucionais e a população em geral.

A Nova Bauhaus Europeia (NEB) é um movimento lançado pela Comissão Europeia em 2020, inspirado no Bauhaus histórico, que procura transformar os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e do Acordo Industrial Limpo em mudanças concretas no território, com impacto na vida quotidiana das pessoas.

Segundo a CCDR Algarve, o movimento propõe integrar sustentabilidade, estética e inclusão nas cidades e nos modos de vida, respeitando a diversidade dos territórios, do património e das culturas europeias.

Sustentabilidade, estética e inclusão em debate

A Nova Bauhaus Europeia assenta em três princípios centrais: “Belo, Sustentável, Para Todos”. De acordo com a organização, trata-se de um “convite a descobrir como viver em harmonia, connosco próprios, uns com os outros e com os espaços e edifícios que criamos e ocupamos”.

O NEB Festival, organizado de dois em dois anos pela Comissão Europeia, celebra e avalia o progresso da Nova Bauhaus Europeia. A edição de 2026 terá lugar em Bruxelas, entre 9 e 13 de junho, sob o mote “Primeiro a vida, depois os espaços e, por fim, os edifícios”.

O festival pretende destacar o poder transformador da participação democrática na construção de comunidades mais inclusivas e sustentáveis, sublinhando o papel dos cidadãos e das autoridades locais na criação dos ambientes em que vivem.

A habitação acessível estará também no centro da reflexão, enquanto elemento essencial da participação democrática e da construção de territórios mais justos, sustentáveis e preparados para os desafios contemporâneos.

Os interessados podem consultar o Programa — Al Bauhaus Algarve.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Planetas, Lua Nova e Via Láctea fazem de junho um mês especial | Por Fernando J.G. Pinheiro

8 June 2026 at 12:15

O primeiro evento astronómico significativo deste mês tem lugar no dia oito, altura em que a Lua atinge a sua fase de quarto minguante junto à constelação do Aquário.

Na noite de dia nove os planetas Vénus e Júpiter apresentar-se-ão a pouco mais de um grau e meio (três vezes o diâmetro da Lua) um do outro. Vénus será o mais brilhante destes dos planetas situando-seentre Júpiter e Pólux, uma estrela situada numa das cabeças da constelação do Gémeos, até junto do planeta Júpiter. Vénus continuará a sua deslocação para leste ao longo do mês, chegando aos limites da constelação do caranguejo no dia doze.

Ao final da madrugada de dia dez a Lua irá nascer junto ao planeta Saturno e, dois dias depois, junto ao planeta Marte.

O planeta Mercúrio atingirá a sua maior elongação (afastamento relativamente à posição do Sol) no dia quinze, coincidindo com a Lua Nova. A presença da Lua na direção do Sol dar-nos-á a oportunidade de observarmos melhor a Via Láctea e alguns objetos do céu profundo como a Nebulosa da Lagoa (ou Messier 8), uma nebulosa interestelar situada na constelação do sagitário, ou os aglomerados estelares Messier 10 e o da Borboleta (Messier 6) situados, respetivamente, na constelação do Ofiúco e do Escorpição. Como o nome “objetos de céu profundo” sugere, a observação destes astros requer a ausência de fontes de poluição luminosa tais como as luzes das cidades.

FERNANDO J.G. PINHEIRO
Astrónomo e investigador do CITEUC – Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra

Ao final do dia dezasseis a Lua passará ao lado de Mercúrio e, na madrugada seguinte, junto ao planeta Júpiter. De notar que a distância entre estes dois planetas irá diminuindo aos poucos até chegarmos ao dia vinte e cinco, altura em que distarão em cerca de quatro graus, i.e., pouco menos do que três dedos vistos com o braço estendido.

Por sua vez, ao final de dia dezassete, a Lua passará tão perto da direção do planeta Vénus que será possível ver este planeta a ser ocultado pela lua ao longo de uma faixa que vai do Canadá até ao nordeste brasileiro, passando pelo norte do méxico, e incluindo países como a Venezuela ou Cuba

Na noite de dia dezoito não só iremos observar o alinhamento dos planetas Mercúrio, Júpiter e Vénus, mais a estrela Régulo, como também o crescente da Lua.

De todas as efemérides deste mês, a mais importante irá ocorrer as nove horas e vinte e cinco minutos da manhã de dia vinte e um. Neste dia a Terra atingirá o ponto da sua órbita no qual o hemisfério norte se encontra mais inclinado na direção do Sol: é o que neste hemisfério é conhecido por solstício de verão por marcar o início desta estação.

Ceu a oeste pelas 22:00 de dia 21. Igualmente é indicada a posição da Lua na noite de dia 16

Ao final deste mesmo dia vinte e um a Lua atinge a sua fase de quarto minguante, enquanto que a Lua Cheia chegará ao início da última madrugada do mês. No entanto por esta última fase lunar ocorrer pouco depois da Lua ter atingido o seu apogeu (ponto da órbita mais alto) ela apresentar-se-á ligeiramente mais pequena do que é habitual: é o que se chama de micro Lua cheia.

Leia também: Super Lua Cheia e chuva de estrelas Leónidas iluminam o céu nas noites de novembro | Por Fernando J.G. Pinheiro

Fibra ótica chega a mais de 730 casas em Odeleite

8 June 2026 at 11:35

A dstelecom vai reforçar a rede de fibra ótica no concelho de Castro Marim, com a chegada da tecnologia à freguesia de Odeleite até ao final de junho. O projeto permitirá cobrir cerca de 65% da localidade e levar banda larga de última geração a mais de 730 habitações.

Com esta expansão, o número de famílias abrangidas pela rede da dstelecom no concelho deverá subir para cerca de 7 mil, correspondendo a aproximadamente 80% do território municipal.

Conhecida pela sua albufeira e pelos sobreirais que se estendem entre a serra e o Guadiana, Odeleite passa assim a dispor de melhores condições de conectividade digital, aproximando os serviços disponíveis no interior dos níveis de acesso existentes no litoral.

A intervenção pretende responder a lacunas no acesso à internet e beneficiar residentes, empresas, neorrurais e teletrabalhadores, criando novas condições para a fixação de população e para o desenvolvimento da economia local.

Rede aberta pretende combater desigualdades territoriais

Para além do impacto na vida das famílias, a dstelecom sublinha que a chegada da fibra ótica a Odeleite poderá ter reflexos diretos na atividade económica local, nomeadamente em áreas como a cortiça, o agroturismo, o alojamento local e os pequenos negócios, que passam a contar com ferramentas digitais mais robustas.

Ricardo Salgado, CEO da dstelecom, afirma que “Levar fibra ótica a Odeleite é cumprir aquilo a que a dstelecom se propõe: chegar onde mais ninguém chega, e fazê-lo com uma rede aberta aos principais operadores de telecomunicações”.

O responsável acrescenta ainda que “Ao alargar esta cobertura, reforçamos o compromisso da dstelecom em diminuir desigualdades territoriais no acesso a serviços de alta velocidade e em criar novas possibilidades para famílias, empresas e instituições locais”.

A rede da dstelecom é neutra e aberta, permitindo aos consumidores escolherem o serviço e o operador de telecomunicações de acordo com as suas necessidades, beneficiando simultaneamente de maior concorrência e de preços mais competitivos.

Os residentes podem verificar a disponibilidade de cobertura através do site da dstelecom ou solicitar informação por email ou telefone, indicando a morada completa e, sempre que possível, as coordenadas GPS.

Criada em 2008, a dstelecom tem como missão reduzir barreiras geográficas no acesso às comunicações digitais.

A empresa opera uma rede multioperador de fibra ótica presente em 154 municípios portugueses, com cobertura próxima de um milhão de casas.

Leia também: GNR apreende droga e detém 65 pessoas no Algarve

Olhão chama comunidade a desenhar o futuro da cultura

8 June 2026 at 11:10

O Município de Olhão está a desenvolver um conjunto de iniciativas participativas para envolver a população na construção da Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão (ECCO), documento que irá orientar as políticas culturais e criativas do concelho entre 2027 e 2030.

Uma das primeiras etapas deste processo decorre no dia 9 de junho, às 20:30, no Clube Recreativo Fuzetense, na Fuseta, através de um encontro de cidadãos destinado a recolher contributos, ideias, expectativas e propostas da comunidade.

Segundo a autarquia, a designação ECCO pretende refletir o objetivo da estratégia: “fazer eco das necessidades, visões e sugestões dos cidadãos e transformá-las em políticas públicas realistas, consistentes e com impacto no desenvolvimento cultural e criativo do concelho”.

Encontros percorrem freguesias até ao final de junho

O processo participativo decorre entre junho e outubro e inclui encontros comunitários nas várias freguesias, laboratórios participativos com associações culturais, recreativas, artísticas e patrimoniais, bem como sessões dirigidas a crianças e jovens dos agrupamentos escolares.

A primeira fase do ciclo de encontros comunitários de ativação cívica começa na Fuseta, a 9 de junho, seguindo-se Pechão, no dia 13, Moncarapacho, a 17, Quelfes, a 22, e Olhão, a 30 de junho.

A versão final da Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão será apresentada publicamente no final de novembro de 2026, no âmbito da Bienal Participação Cívica e Cultura, que encerrará as comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.

Os interessados podem obter mais informações ou enviar contributos através do Departamento de Cultura do Município de Olhão, pelo email departamento.cultura@cm-olhao.pt ou pelo telefone 922 215 879.

Leia também: GNR apreende droga e detém 65 pessoas no Algarve

GNR apreende droga e detém 65 pessoas no Algarve

8 June 2026 at 10:53

O Comando Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana realizou, entre os dias 1 e 7 de junho, um conjunto de operações no distrito, dirigidas à prevenção e combate à criminalidade violenta, à fiscalização rodoviária e ao reforço da segurança pública.

No balanço divulgado, a GNR dá conta da detenção de 65 pessoas em flagrante delito. Entre as situações registadas, destacam-se 23 detenções por condução sob o efeito do álcool, 16 por condução sem habilitação legal e 10 por tráfico de estupefacientes.

Durante as operações, foram ainda apreendidas 183 doses de haxixe, 161 doses de cocaína e três telemóveis.

Fiscalização rodoviária registou 661 infrações

No âmbito da fiscalização de trânsito, os militares detetaram 661 infrações. O excesso de velocidade foi a ocorrência mais expressiva, com 348 autos registados.

Foram ainda assinaladas 74 infrações por falta de inspeção periódica obrigatória, 44 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização, 20 por falta de seguro de responsabilidade civil, 13 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança ou sistema de retenção para crianças e oito por uso indevido do telemóvel durante a condução.

No mesmo período, a GNR registou 162 acidentes rodoviários no distrito de Faro, dos quais resultaram uma vítima mortal, dois feridos graves e 35 feridos leves.

A Guarda Nacional Republicana sublinha que continuará a desenvolver ações de prevenção e fiscalização “com o objetivo de reforçar a segurança rodoviária e a tranquilidade pública em todo o distrito”.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

Gimnochamps de Tavira faz história no Nacional de Trampolins com 15 medalhas

8 June 2026 at 10:27

A Associação Gimnochamps de Tavira alcançou uma prestação de destaque no Campeonato Nacional de Níveis de Trampolim Individual, Duplo Mini Trampolim, Tumbling e Ginástica Adaptada, realizado no domingo, 7 de junho, em Sines.

O clube tavirense trouxe para Tavira 15 medalhas, das quais oito de ouro, seis de prata e uma de bronze, num campeonato que voltou a evidenciar o crescimento da associação e o trabalho desenvolvido ao nível da formação, da competição e da inclusão através da ginástica.

Para a Associação Gimnochamps de Tavira, estes resultados representam “um enorme orgulho para Tavira”, reforçando o papel do clube na promoção da ginástica e na participação competitiva de atletas de diferentes níveis e capacidades.

Um dos momentos mais marcantes da competição foi protagonizado por Jéssica Pereira. A atleta tavirense participou no escalão de Ginástica Adaptada Feminina A +14 e, de acordo com a associação, “fez história” ao abrir caminho para que outras atletas possam vir a competir em provas nacionais de trampolins adaptados.

Ginástica Adaptada em destaque no campeonato

Na Ginástica Adaptada, Jéssica Pereira sagrou-se campeã nacional em Trampolim Individual, Tumbling e Duplo Mini Trampolim, no escalão Feminino A +14.

Francisco Santos também se destacou ao conquistar o título nacional em Trampolim Individual, Tumbling e Duplo Mini Trampolim, no escalão Masculino A sub-13.

Ihor Tanchyk foi campeão nacional em Trampolim Individual e Tumbling, tendo ainda arrecadado a medalha de bronze em Duplo Mini Trampolim, no escalão Ginástica Adaptada A +14. Já Dinis Rodrigues sagrou-se vice-campeão nacional em Trampolim Individual e Tumbling, alcançando ainda o 4.º lugar em Duplo Mini Trampolim, no mesmo escalão.

Nos restantes resultados, Salvador Jubilot foi vice-campeão nacional de Trampolim Individual, no nível 3 masculino, tendo ainda obtido o 4.º lugar em Duplo Mini Trampolim e em Tumbling. Alexandre Alves conquistou o título de vice-campeão nacional de Tumbling, no nível 1 masculino, além do 6.º lugar em Duplo Mini Trampolim e do 9.º posto em Trampolim Individual.

Carlota Rufino foi vice-campeã nacional de Tumbling, no nível 4 feminino, tendo alcançado também o 20.º lugar em Trampolim Individual e o 47.º em Duplo Mini Trampolim. Lara Fernandes conquistou igualmente o título de vice-campeã nacional de Tumbling, no nível 3, somando ainda o 50.º lugar em Duplo Mini Trampolim e o 32.º em Trampolim Individual.

A participação da Gimnochamps incluiu ainda vários resultados de relevo nos diferentes aparelhos e níveis competitivos. Lara Pintado foi 16.ª em Trampolim Individual nível 1 feminino e 30.ª em Duplo Mini Trampolim nível 2 feminino. Mafalda Sousa terminou em 57.º lugar, Bruna Silva em 63.º, Joana Antunes em 68.º, Gali Berger em 82.º e Mea Ribeiro em 83.º, todas em Trampolim Individual nível 1 feminino.

Em Duplo Mini Trampolim nível 1 feminino, Gali Berger alcançou o 5.º lugar, Mea Ribeiro foi 8.ª, Bruna Silva terminou em 13.º e Joana Antunes em 27.º. No setor masculino, Manuel Ribeiro foi 7.º em Duplo Mini Trampolim nível 1, Tomás Gonçalves alcançou o 5.º lugar no nível 3 e Sérgio Alves terminou em 16.º no nível 2.

Em Tumbling feminino nível 1, Joana Antunes obteve o 7.º lugar, Gali Berger foi 25.ª e Mea Ribeiro terminou na 27.ª posição.

Para a associação, a participação e os resultados obtidos na Ginástica Adaptada demonstram que a modalidade deve ser “cada vez mais aberta, inclusiva e acessível a todos”.

Com esta prestação, a Associação Gimnochamps de Tavira reforça a sua afirmação no panorama nacional da ginástica, destacando-se não apenas pelos resultados desportivos, mas também pelo contributo para uma prática mais inclusiva.

Para conhecer os resultados basta clicar aqui.

Leia também: Roderick Carmo sagra-se campeão nacional e leva Alcoutim ao top-10 coletivo

A política europeia de reindustrialização: soberania, segurança e competitividade | Por António Covas

8 June 2026 at 09:47

Nas últimas décadas a política industrial europeia foi concebida em termos de soft policy com base numa política de abertura comercial, concorrência e eficiência das cadeias de valor globais. Os factos da geoeconomia e da geopolítica fizeram, entretanto, evoluir este paradigma de soft policy. Hoje somos testemunhas de um regresso às políticas de potência e relações de força, que delimitam áreas de influência e novos alinhamentos geoestratégicos. A pandemia, a guerra na Ucrânia, a guerra no Médio Oriente, a crise energética, a rivalidade tecnológica entre grandes potências e a crescente utilização do comércio, da tecnologia e do investimento como instrumentos de poder revelaram uma vulnerabilidade estrutural, qual seja, a dependência excessiva pode converter-se em risco estratégico e geopolítico. A chamada reindustrialização europeia nasce, precisamente, desta tomada de consciência. A política industrial, a soberania digital e a segurança económica não podem, mais, ser conduzidas separadamente pois fazem, doravante, parte de um conceito geoestratégico de autonomia e segurança europeias. Este pensamento está presente no alinhamento mais recente dos instrumentos de política industrial europeia: o Regulamento das Subvenções Estrangeiras (2023), a Estratégia de Segurança Económica (2023), o Regulamento dos chips (2023), o Regulamento dos Serviços Digitais (2024), o Regulamento do impacto-zero (2024), o Regulamento das matérias-primas críticas (2024), a Bússola para a Competitividade (2025), o Pacto da Indústria Limpa (2025), a Bússola da Cultura (2025), o Regulamento da IA (em vigor no dia 2 de agosto de 2026), o Ato do Acelerador Industrial (proposta da Comissão de março de 2026).

Estamos na primavera de 2026, podemos dizer que a política industrial europeia e os principais setores industriais se inscrevem em quatro grandes cadeias de valor: a cadeia de valor da soberania digital, mais ou menos diferenciada, que se estende dos minérios raros aos materiais críticos e dos semicondutores à computação avançada (1), a cadeia de valor da descarbonização e eletrificação, com uma sustentabilidade mais ou menos diferenciada, que vai da matriz energética até à interoperabilidade do sistema elétrico (2), a cadeia de valor da gestão multirrisco, que se estende da prevenção do risco até à gestão de vulnerabilidade e segurança das infraestruturas críticas (3), finalmente, a cadeia de valor da segurança económica, mais ou menos globalizada, e que se estende das cadeias globais de abastecimento à produção local e do comércio de mercadorias ao investimento direto estrangeiro (4). Vejamos algumas dimensões desta nova política industrial europeia.

Uma primeira dimensão diz respeito à Estratégia de Segurança Económica de 2023. A União identificou quatro riscos prioritários: a resiliência das cadeias de abastecimento, incluindo a segurança energética (1), a segurança física e cibernética das infraestruturas críticas (2), a segurança tecnológica e a fuga de informação valiosa (3), e ainda a instrumentalização de dependências económicas por países terceiros (4). Neste sentido, a Comissão propôs organizar a sua ação em torno de três objetivos: promover a competitividade, proteger a segurança económica e estabelecer parcerias de reciprocidade. Mais recentemente, a Bússola para a Competitividade e o Pacto da Indústria Limpa consolidaram esta viragem. A primeira, apresentada em janeiro de 2025, parte do diagnóstico de que a Europa precisa de recuperar competitividade, reduzir encargos regulatórios e reforçar a integração do mercado interno, e, entre outros, identifica formas de reforçar e diversificar cadeias de abastecimento. O segundo, lançado em fevereiro de 2025, procura transformar a descarbonização num motor de crescimento industrial, incentivando investimento em tecnologias limpas e respondendo simultaneamente aos elevados preços da energia e à intensificação da concorrência internacional em setores estratégicos. Ambas visam reforçar a base industrial, acelerar a transição energética e reduzir dependências num contexto cada vez mais competitivo.

Uma segunda dimensão da nova política industrial europeia diz respeito à revisão dos instrumentos de análise do investimento estrangeiro. O atual mecanismo europeu de escrutínio de 2019 está em revisão. O texto, que já mereceu o acordo do Parlamento Europeu e do Conselho, visa tornar o sistema mais coerente e eficaz em toda a União, introduzindo requisitos mínimos para os regimes nacionais de controlo em setores críticos e reforçando a cooperação entre Estados-Membros e Comissão. Num contexto em que investimento, tecnologia e segurança se tornaram dimensões cada vez mais interligadas, este reforço do quadro europeu de controlo do investimento estrangeiro assume uma importância crescente para a proteção da segurança económica da União. A este instrumento soma-se o Regulamento das Subvenções Estrangeiras, aprovado em 2022 e atualmente em processo de revisão, que permite à Comissão investigar apoios financeiros concedidos por países terceiros a empresas ativas no mercado interno sempre que esses apoios sejam suscetíveis de falsear a concorrência. O regulamento incide sobre operações de concentração e procedimentos de contratação pública onde o impacto económico e estratégico pode ser significativo. Isto é, a União Europeia já não se limita a escrutinar quem investe ou adquire ativos estratégicos, passa, também, a olhar para a fonte de financiamento que não está sujeita às mesmas restrições dos auxílios de Estado dentro da União. O regulamento procura impedir que dependências estratégicas se aprofundem por via de formas indiretas de projeção de poder económico por países terceiros.

Uma terceira dimensão diz respeito a uma proposta legislativa da Comissão de 4 de março de 2026 denominada Industrial Accelerator Act (IAA), cujo objetivo é impulsionar a indústria transformadora e apoiar a adoção de tecnologias mais limpas. Esta iniciativa, em linha com o relatório Draghi, foi lançada no âmbito do Clean Industrial Deal e introduz índices de baixo carbono para os contratos públicos e os regimes de apoio público, em especial em setores estratégicos selecionados como o aço, o cimento, o alumínio, os automóveis. Atualmente, a indústria transformadora representa 14,3% do PIB da União Europeia e a proposta estabelece como meta aumentar este valor para 20% até 2035. A proposta incentiva uma maior reciprocidade nos contratos públicos, introduz condições específicas para investimentos estrangeiros e medidas para simplificar os processos de licenciamento, incluindo a criação de um balcão único digital. Outra novidade é a criação de Áreas de Aceleração Industrial, isto é, zonas destinadas a facilitar a cooperação entre empresas e a criação de clusters de produção limpa tendo em vista os investimentos em infraestruturas energéticas e projetos de produção sustentável. 

Uma quarta dimensão na política industrial europeia para o século XXI diz respeito a uma nova geração de indústrias culturais e criativas (ICC) que nasce precisamente do cruzamento entre ciência, tecnologia, dados, propriedade intelectual, inteligência artificial, design e comunicação. Doravante, a tecnologia, a economia e a cultura, deixarão de ser mundos compartimentados e dessa nova matriz de recursos e ativos surgirá uma competitividade europeia muito mais imaginativa e sustentável. Num mundo em que a IA redefine criação, distribuição e valor acrescentado o património europeu não pode ficar restringido à gestão da conservação e restauro, precisa de ser reinterpretado, digitalizado e valorizado para gerar novas formas de conhecimento, experiência e inovação. As múltiplas interfaces entre economia produtiva e economia criativa serão o grande trunfo da sociedade e do projeto europeu para o século XXI. O alargamento dos modelos de linguagem, a produção de conteúdos e aplicações proporcionados pela inteligência artificial terá um impacto muito abrangente, ou seja, vamos assistir, por um lado, a uma padronização crescente da economia produtiva e, por outro, ao crescimento da economia criativa em sentido amplo em toda a cadeia de valor que se estende da educação à ciência e tecnologia e das artes à cultura.

Em síntese, a escala proporcionada pela tecnologia e suas hiperligações – digitalização, automação, inteligência artificial, computação avançada – exige o alargamento dos mercados globais que tornam lucrativos os investimentos realizados e, acima de tudo, se traduzem na capacidade de definir standards tecnológicos globais, capacidade industrial e controlo de cadeias globais de abastecimento de recursos críticos. No plano europeu a política pública tem assentado em regulação, investimento e normalização técnica. No plano regulatório com legislação sobre gestão de dados, serviços digitais e inteligência artificial, procurando assegurar as condições de funcionamento do mercado que tenham em conta controlo, segurança e previsibilidade, o que influencia também a forma como as tecnologias são desenvolvidas e utilizadas fora da Europa. Ao nível do investimento há um esforço importante para desenvolver capacidade própria, em áreas como cloud, computação avançada, semicondutores e cibersegurança e na vertente da normalização técnica é relevante a definição de standards em áreas como interoperabilidade, segurança e IA que permitem à União Europeia influenciar mercados e cadeias de valor a uma escala mais ampla.

Dito isto, a transformação estrutural da indústria europeia projeta-se para o século XXI através de uma matriz energética mais renovável (1), infraestruturas de rede, capacidade computacional e inteligência artificial de suporte a ecossistemas tecnológicos (2), novas fileiras e consórcios empresariais e industriais inseridos em cadeias críticas de abastecimento e circularidade (3), uma nova geração de atividades científicas e culturais, com mais conteúdos criativos (4) e a rematar este complexo, uma rede de infraestruturas críticas de proteção, vigilância e cibersegurança (5), Neste contexto, a dúvida que permanece é dupla. Por um lado, se esta reindustrialização salvaguarda a competitividade da Europa nos mercados globais, pois a Europa continua, por agora, a debater a soberania sem ter resolvido ainda as dependências estruturais que a limitam, das indústrias mais críticas à autonomia tecno-digital. Por outro, se salvaguardamos as nossas liberdades e direitos fundamentais no interior de um crescente universo tecno-digital.

Artigo publicado no Observador.

Leia também: União Europeia, a reforma da governação, do governing ao governance | Por António Covas

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é logotipo-Europe-Direct-Algarve.jpg

Europe Direct Algarve faz parte da Rede de Centros Europe Direct da Comissão Europeia. No Algarve está hospedado na CCDR Algarve – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

CONSULTE!  INFORME-SE!  PARTICIPE!  Somos a A Europa na sua região! 

Newsletter * Facebook * Twitter * Instagram

Red Seagull reforçou segurança aquática no Algarve 7’s em Monte Gordo

8 June 2026 at 09:24

A equipa da Red Seagull integrou o dispositivo de segurança aquática do Algarve 7’s – Prova de Águas Abertas, que decorreu no passado dia 7 de junho, na Praia de Monte Gordo, em articulação com os nadadores-salvadores locais.

A segurança da prova foi assegurada através de uma equipa SIB – Sistema Integrado de Binómio – composta por um nadador-salvador e um socorrista. Este modelo permite uma resposta coordenada e mais eficaz em situações de emergência, tanto no meio aquático como em terra.

A Red Seagull resulta da cooperação entre duas empresas de nadadores-salvadores com atividade no Algarve, a Algarve Ocean e a Seagull Sentinel, que juntaram meios, experiência e competências para reforçar a segurança em eventos e atividades ligadas ao meio aquático.

Prova decorreu sem ocorrências

O dispositivo contou com dois operacionais com formação de nadador-salvador e Técnico de Ambulância de Transporte (TAT), estando ainda disponível um SUP Rescue equipado para operações de resgate aquático.

Segundo a Red Seagull, a prova decorreu “sem qualquer ocorrência registada”, resultado que a equipa associa ao comportamento dos participantes, à coordenação entre as várias entidades envolvidas e à eficácia do dispositivo implementado.

A Red Seagull felicitou a organização pela realização do evento e manifestou o desejo de que este tipo de provas continue a crescer na região. A equipa sublinha que “o litoral algarvio reúne condições excecionais para a prática de águas abertas”, oferecendo um cenário privilegiado para competições desta natureza.

A participação no Algarve 7’s reforça, segundo a Red Seagull, o compromisso das empresas parceiras com a promoção da segurança aquática, a prevenção do afogamento e o apoio a iniciativas desportivas que valorizem a prática segura de atividades no mar.

Leia também: Lídia Jorge recebe Medalha de Mérito Cultural no Fórum Cultura

Castro Marim recebeu conferência sobre cavalaria e espiritualidade cristã

8 June 2026 at 08:59

A conferência “Cavalaria e Espiritualidade na Tradição Cristã”, proferida pelo investigador Jorge de Matos, realizou-se no sábado, 6 de junho, no antigo Mercado Municipal de Castro Marim.

A iniciativa foi promovida pela Comendadoria do Algarve do Grão-Priorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém e reuniu vários participantes ligados à vida institucional, cultural e associativa da região.

Segundo a organização, a sessão constituiu “um momento de elevada reflexão intelectual”, articulando o legado espiritual da cavalaria cristã com o desenvolvimento individual e com a missão contemporânea da Ordem.

Ordem destaca memória histórica e valores cavaleirescos

A sessão contou ainda com intervenções do Grão-Prior de Portugal, Fernando Águas, e do Comendador do Algarve, Óscar Caeiro Pinto.

Entre os participantes estiveram o vereador da Câmara Municipal de Castro Marim, Jorge Martins, a vereadora da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Mariana Ornelas do Rego, o presidente da Junta de Freguesia de Castro Marim, Nuno Emídio, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real de Santo António, José Palma.

Com esta iniciativa, a Ordem de São Lázaro reafirmou o compromisso de “promover o conhecimento, valorizar a memória histórica e cultivar os princípios espirituais e cavaleirescos” que orientam a sua ação em Portugal e no mundo.

A Ordem expressou ainda o seu agradecimento à Câmara Municipal de Castro Marim pela colaboração na cedência do espaço.

Leia também: Lídia Jorge recebe Medalha de Mérito Cultural no Fórum Cultura

A não necessidade dos porquês | Por Andrea Moura e Joaquim Caeiro

8 June 2026 at 08:28

Durante muitos anos senti uma necessidade constante de compreender tudo.

“Porque me acontece isto?”

“Porque me acontece sempre o mesmo?”

“Porque não consigo sair desta situação?”

Procurava respostas, causas e justificações para aquilo que me fazia sofrer. E, muitas vezes, essa procura é importante. Compreender a origem de uma dor pode ajudar-nos a curá-la.

Mas existe uma diferença entre procurar compreensão e ficar preso numa busca interminável por explicações.

Quando vivemos agarrados aos porquês, corremos o risco de permanecer ligados ao passado, aos acontecimentos e ao papel de vítima. Sem nos apercebermos, colocamos fora de nós a responsabilidade pelo que sentimos e perdemos contacto com o nosso verdadeiro poder: a capacidade de escolher como lidamos com aquilo que nos aconteceu.

O passado ajudou a construir quem somos hoje. As experiências, as escolhas, os erros e os acertos fazem parte da nossa história. Contudo, a nossa história não precisa de determinar o nosso futuro.

Se existem memórias, situações ou emoções que continuam a gerar sofrimento, é importante olhar para elas, integrá-las e, se necessário, procurar ajuda para as transformar.
Não para ficarmos presos ao que aconteceu, mas para nos libertarmos disso.

Talvez a questão mais importante não seja:

“Porquê?”
Mas sim:
“Como?”

Como quero viver a minha vida? Como quero sentir-me? Como quero relacionar-me comigo e com os outros? Como quero utilizar a minha energia? Como posso transformar aquilo que vivi numa força para avançar?

O “como” convida à ação. Implica escolha, responsabilidade e movimento.

Não podemos mudar o passado, mas podemos mudar a forma como nos relacionamos com ele.
Acredito que muitas pessoas continuam em sofrimento porque procuram incessantemente justificações para aquilo que viveram. No entanto, a verdadeira liberdade surge quando deixamos de procurar respostas para tudo e começamos a construir conscientemente o caminho que queremos percorrer.

A necessidade de saber porquê pode tornar-se uma prisão.
A não necessidade de saber porquê pode ser profundamente libertadora.

Chega um momento em que precisamos de deixar de olhar constantemente para trás e começar a olhar para a frente. Honrar a nossa história, sem viver presos a ela.

E talvez a vida nos continue a perguntar:
“Como queres viver daqui para a frente?”
Cabe a nós escolher.

Gratidão.

  • Artigo da autoria de Andrea Moura e Joaquim Caeiro

Leia também: Auto-conhecimento e liberdade | Por Andrea Moura

Lídia Jorge recebe Medalha de Mérito Cultural no Fórum Cultura

8 June 2026 at 08:03

Loulé, Tavira e Faro recebem, esta segunda e terça-feira, o 4.º Fórum Cultura, iniciativa que tem como um dos momentos centrais a atribuição da Medalha de Mérito Cultural à escritora Lídia Jorge.

Organizado pelo Ministério da Cultura, da Juventude e do Desporto, o 4.º Fórum Cultura vai debater o impacto da tecnologia no setor cultural e as políticas públicas para a música, em sessões distribuídas pelos dois dias do encontro, informou o gabinete da ministra Margarida Balseiro Lopes.

A entrega da Medalha de Mérito Cultural à escritora algarvia Lídia Jorge está agendada para as 18:30 desta segunda-feira, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé. A cerimónia contará com a participação do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.

“Será a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas”, justificou a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, citada no comunicado.

Tecnologia e novas expressões artísticas em debate

O MuseuZero, situado em Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira, acolhe a abertura do Fórum Cultura, na manhã de hoje, com uma reunião de trabalho à porta fechada com os responsáveis pelos organismos tutelados pelo ministério na área da Cultura e representantes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

Às 14:30, o MuseuZero volta a abrir portas para uma sessão pública dedicada ao “Impacto da tecnologia na Cultura: efeitos e novas expressões”, que vai contar com a participação de “especialistas de várias áreas, como o artista Leonel Moura, a professora catedrática Mirian Tavares, o cineasta Mário Patrocínio, a cantora Viviane e Pedro Pina, vice-presidente do YouTube”, para abordarem “os desafios da digitalização e as novas formas de criação artística”, segundo o comunicado do Ministério da Cultura, sobre o Fórum.

“A tecnologia deve estar ao serviço da Cultura, mas não pode substituir a visão, o pensamento crítico, a sensibilidade e a experiência humana”, considerou Margarida Balseiro Lopes, citada nesse comunicado.

Faro acolhe debate sobre políticas para a música

Na terça-feira, o Fórum Cultura desloca-se para o Teatro das Figuras de Faro, com a sessão “Políticas Culturais para a Música: da criação à circulação”, que juntará agentes e entidades culturais para debater soluções para “um setor em transformação, marcado por novos modelos de negócio e desafios para a criação artística”, adiantou o ministério.

“É preciso refletir sobre as condições da produção e da circulação da música e os novos padrões de consumo e os impactos no trabalho, valorização e reconhecimento dos artistas portugueses”, argumentou a ministra.

Lídia Jorge distinguida pelo percurso literário

Nascida há 79 anos, em Boliqueime, no Algarve, a escritora portuguesa Lídia Jorge estreou-se na literatura em 1980, com o romance “O Dia dos Prodígios”.

Além de mais de uma dezena de romances, da sua bibliografia fazem igualmente parte coletâneas de contos, obras de literatura infantil, de ensaio, de teatro, de poesia e crónica.

Lídia Jorge recebeu vários prémios portugueses e internacionais, como o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara, o Prémio Médicis e o Prémio Pessoa 2025, e sempre desempenhou um papel ativo na vida pública e política, tendo integrado o Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República Portuguesa, durante o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

Leia também: Da Ria Formosa ao topo da Europa: relembre o percurso de João Neves e Gonçalo Ramos até se tornarem bicampeões da Champions pelo PSG

❌