Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado
Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.
A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.
A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.
Decisão de avançar com a doação
Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”
O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.
Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.
Reforço da capacidade de resposta clínica
Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.
O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.
Impacto direto nos doentes
Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”
A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.
Investimento com leitura simbólica
A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.
O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.
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