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ETIC_Algarve leva criatividade ao IPDJ de Faro

8 June 2026 at 19:54

Entre 3 e 17 de julho, a ETIC_Algarve promove, no IPDJ de Faro, o Out of The Box, um novo evento dedicado à criatividade, à cultura, à experimentação e à ligação às indústrias criativas.

A iniciativa surge no ano em que a escola assinala 15 anos de atividade, assumindo-se como uma celebração do percurso construído pela ETIC_Algarve na região e do impacto que tem vindo a afirmar nas áreas artísticas, digitais e tecnológicas.

Ao longo de duas semanas, o evento vai abrir portas à comunidade para apresentar projetos, experiências e percursos desenvolvidos pelos formandos, reunindo exposições, workshops, sunset talks, cinema, concertos e momentos de contacto com o mercado de trabalho.

Para Nuno Ribeiro, diretor da ETIC_Algarve, o Out of The Box representa “uma celebração do percurso criativo construído pela escola ao longo destes 15 anos e, sobretudo, das pessoas que fizeram parte dessa história”.

Projetos, oficinas e conversas sobre indústrias criativas

Segundo Nuno Ribeiro, “o Out of The Box nasce da vontade de abrir a escola à comunidade e mostrar aquilo que os nossos formandos têm vindo a criar ao longo destes 15 anos. Queremos criar um espaço onde criatividade, cultura, talento e o networking se encontram, reforçando o papel da ETIC_Algarve na formação das novas gerações criativas e no desenvolvimento das indústrias criativas no Algarve”.

As exposições serão centradas nas áreas de Design, Fotografia, Animação e Videojogos, permitindo ao público conhecer diferentes projetos, linguagens visuais e processos criativos desenvolvidos pelos formandos da escola.

O programa inclui ainda workshops nas áreas de Design, Fotografia, Vídeo, Som e Música, Animação e Videojogos, Programação, Marketing e Comunicação, proporcionando experiências práticas e interativas relacionadas com as várias áreas de formação da ETIC_Algarve.

Speed Hunting aproxima formandos e empresas

O Out of The Box contará também com sunset talks conduzidas por convidados ligados às indústrias criativas, cujos nomes serão revelados em breve. As conversas abordarão temas como criatividade, inovação, comunicação, cultura digital e futuro profissional.

A programação integra ainda cinema, com projetos audiovisuais desenvolvidos pelos formandos da área de Vídeo, e concertos protagonizados pelos alunos da área de Som e Música.

Um dos momentos centrais será o Speed Hunting, iniciativa inspirada no conceito de speed dating, mas orientada para o networking profissional e o recrutamento criativo. Empresas e entidades do tecido empresarial algarvio poderão conhecer formandos da ETIC_Algarve através de apresentações rápidas de currículos, portefólios e projetos criativos.

Com entrada gratuita, o Out of The Box pretende afirmar-se como um novo ponto de encontro criativo no Algarve, aproximando público, empresas, profissionais e novos talentos num ambiente pensado para inspirar, experimentar e criar ligações.

O programa completo do evento pode ser consultado no site oficial outofthebox.eticalgarve.com

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Este erro na reforma pode tirar-lhe centenas de euros todos os meses: saiba do que se trata

8 June 2026 at 19:30

A reforma antecipada continua a ser uma possibilidade para milhares de trabalhadores portugueses, mas a decisão pode ter consequências duradouras no valor da pensão. Em 2026, quem optar por deixar o mercado de trabalho antes da idade legal de acesso à reforma enfrenta um conjunto de penalizações que podem traduzir-se numa redução permanente do rendimento mensal.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a idade normal de acesso à pensão de velhice está fixada nos 66 anos e nove meses. Quem solicitar a reforma antes dessa idade, sem beneficiar de um regime especial, fica sujeito a um corte de 17,63% através do chamado fator de sustentabilidade.

Dois cortes que se acumulam

A redução não se fica por aqui. Ao corte aplicado pelo fator de sustentabilidade soma-se uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação relativamente à idade legal de reforma.

Na prática, quanto mais cedo for apresentado o pedido de reforma, maior será a redução aplicada ao valor da pensão. Como ambas as penalizações se acumulam, o impacto financeiro pode tornar-se expressivo e acompanhar o pensionista durante toda a vida.

O sistema foi concebido para desencorajar saídas precoces do mercado de trabalho e para responder aos desafios colocados pelo envelhecimento da população. É neste contexto que surge o fator de sustentabilidade, um mecanismo que ajusta o valor inicial das pensões em função da evolução da esperança média de vida.

O que é o fator de sustentabilidade

O cálculo deste fator assenta na comparação entre a esperança média de vida aos 65 anos registada atualmente e a verificada no ano 2000. À medida que os portugueses vivem mais anos após atingirem essa idade, o valor inicial das novas pensões sofre ajustamentos destinados a preservar o equilíbrio financeiro do sistema de Segurança Social.

Nos últimos anos, a evolução deste indicador não foi uniforme. Em 2022 e 2023 registou-se uma redução temporária do fator de sustentabilidade, consequência do impacto da pandemia na esperança média de vida. Contudo, a tendência voltou a inverter-se e, em 2026, o corte associado a este mecanismo atinge os 17,63%.

Há exceções às penalizações

Apesar das regras gerais, nem todos os trabalhadores são afetados da mesma forma. A legislação prevê situações em que parte das penalizações pode ser eliminada.

É o caso dos trabalhadores que, aos 60 anos de idade, já tenham acumulado 40 anos de descontos. Nestes casos, o fator de sustentabilidade deixa de ser aplicado, embora se mantenha a redução mensal de 0,5% por cada mês de antecipação.

Existem também situações mais favoráveis para quem tem carreiras contributivas particularmente longas. Os trabalhadores com pelo menos 60 anos de idade e um mínimo de 46 anos de descontos, desde que tenham iniciado a atividade profissional antes dos 16 anos, podem aceder à reforma sem qualquer penalização.

Estas exceções refletem o reconhecimento de percursos contributivos mais extensos e procuram atenuar o impacto das regras aplicáveis à generalidade dos trabalhadores.

O efeito das penalizações pode ser significativo. Uma antecipação de apenas um ano representa uma redução adicional de cerca de 6% na pensão, valor que acresce ao corte imposto pelo fator de sustentabilidade. Segundo a mesma fonte, a idade normal de reforma deverá aumentar para 66 anos e 11 meses em 2027, acompanhando a evolução da esperança média de vida e elevando, potencialmente, o custo de uma saída antecipada do mercado de trabalho.

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Tem 1€? Pode comprar este antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados

8 June 2026 at 18:50

Um antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados está à venda na Alemanha por apenas um euro. O preço simbólico chama a atenção, mas há um detalhe importante: o edifício está abandonado há vários anos e precisa de obras profundas de reabilitação.

De acordo com o jornal espanhol AS, o imóvel é o Waldkrankenhaus, situado em Rosbach, no estado alemão de Hesse. O antigo hospital encerrou definitivamente em 2002, depois de deixar de cumprir os padrões sanitários europeus em vigor.

Apesar do valor simbólico, a compra não é simples. A autarquia local quer que os interessados apresentem um projeto viável e garantam capacidade financeira para recuperar o edifício.

Obras podem custar milhões

O hospital está sem uso há mais de duas décadas e as instalações encontram-se obsoletas. Para poder ser transformado em habitação, alojamento turístico, espaço assistencial ou outro projeto, terá de ser adaptado às normas atuais.

Segundo a imprensa espanhola, o custo da reabilitação poderá ascender a vários milhões de euros. É por isso que o município não procura apenas um comprador, mas alguém capaz de impedir a degradação total do imóvel.

Ainda não são conhecidos prazos concretos para a apresentação de propostas. As autoridades locais estarão, no entanto, em contacto com investidores interessados em assumir o projeto.

Edifício tem valor histórico

O Waldkrankenhaus foi construído no início do século XX e funcionou durante décadas como centro especializado no tratamento de doenças respiratórias.

O edifício tem dezenas de quartos e amplas zonas comuns, distribuídas por cerca de 6.000 metros quadrados. A dimensão torna o espaço apelativo, mas também aumenta a complexidade das obras.

Parte do conjunto arquitetónico está protegido pelo seu valor histórico. Esta condição pode dificultar a intervenção e tornar a recuperação mais cara, uma vez que certas características terão de ser preservadas.

Localização em ambiente natural

Outro fator que torna o imóvel especial é a sua localização. O antigo hospital fica numa zona natural próxima do vale do rio Sieg, o que pode ser atrativo para projetos turísticos, residenciais ou de saúde.

Ao mesmo tempo, a proximidade a uma área ambientalmente sensível pode impor regras adicionais. Qualquer projeto terá de respeitar o enquadramento natural e as limitações urbanísticas aplicáveis.

É precisamente esta combinação entre dimensão, valor histórico e localização que torna o caso invulgar. O edifício custa apenas um euro, mas o verdadeiro investimento estará na sua recuperação.

Preço simbólico não significa negócio fácil

A venda por um euro pode parecer uma oportunidade rara, mas funciona sobretudo como forma de atrair investidores com capacidade de reabilitação. O objetivo é dar nova vida ao imóvel antes que o estado de conservação piore.

Casos deste tipo são cada vez mais usados por municípios europeus para recuperar património abandonado. Em vez de manter edifícios vazios e degradados, as autarquias procuram compradores que assumam obras e apresentem projetos sustentáveis.

No caso do Waldkrankenhaus, o futuro dependerá da capacidade de encontrar uma proposta credível. Por agora, o antigo hospital alemão tornou-se notícia pelo preço simbólico, mas também pelo desafio financeiro que esconde.

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Termómetros vão ‘disparar’: vem aí uma massa de ar quente e temperaturas chegam aos 40 ºC nestas regiões

8 June 2026 at 18:20

Portugal continental vai sentir uma subida acentuada das temperaturas ao longo desta semana, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em algumas regiões. A mudança será provocada pela chegada de uma massa de ar quente subtropical, que deverá ganhar força a partir de quarta-feira.

De acordo com a Meteored, a semana começa seca e soalheira, mas ainda com contraste térmico entre o litoral e o interior. As máximas deverão variar entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Beja e Castelo Branco.

Nos próximos dias, porém, o cenário muda. Segundo a previsão da Meteored, a subida das temperaturas será generalizada e mais expressiva a partir de 10 de junho, sobretudo no interior Centro e Sul.

Quarta-feira traz primeira subida

A partir de quarta-feira, dia 10, a aproximação da massa de ar quente deverá fazer subir os termómetros em grande parte do território continental. O interior Centro e Sul será o mais afetado nesta primeira fase.

Nestes locais, as temperaturas máximas poderão chegar aos 34 ºC. No Norte, a subida será menos marcada no arranque, com valores até 28 ºC, mantendo algum contraste face ao resto do país.

As anomalias térmicas positivas deverão cobrir praticamente todo o território continental, com exceção do Algarve. Em alguns pontos, as temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima da normal climatológica.

Norte aquece mais na quinta-feira

Na quinta-feira, dia 11, a subida deverá chegar com mais força também ao Norte. O Vale do Douro poderá atingir os 35 ºC, enquanto Braga poderá chegar aos 32 ºC e Vila Real aos 30 ºC.

O calor deverá continuar a intensificar-se no Centro e no Sul, aproximando o país de um cenário mais típico de verão. O tempo seco e soalheiro deverá dominar a maior parte do território.

Esta evolução será acompanhada por uma sensação térmica mais elevada, sobretudo nas zonas interiores, onde a influência marítima é menor e o aquecimento diurno se acumula com mais facilidade.

Sexta-feira pode ser o dia mais quente

A sexta-feira, dia 12, deverá ser o dia mais quente da semana. Os termómetros podem aproximar-se dos 40 ºC nos vales do Douro e do Tejo, assim como em zonas mais a sul, como Alcácer do Sal e Grândola.

Entre as capitais de distrito, as mais frescas deverão ser Aveiro e Viana do Castelo, com máximas de 27 ºC. Porto e Guarda poderão registar cerca de 31 ºC.

Já Braga, Beja e Évora poderão chegar aos 36 ºC. Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu deverão rondar os 35 ºC, confirmando uma subida acentuada de norte a sul.

Calor pode aliviar no fim de semana

No sábado, dia 13, os mapas apontam para um ligeiro alívio no noroeste do país. Ainda assim, as temperaturas deverão continuar elevadas em várias regiões.

As máximas poderão variar entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém e Beja. Isto significa que, mesmo com algum alívio, o calor continuará a marcar o fim de semana em boa parte do território.

A previsão indica ainda a possibilidade de regresso da chuva ao interior Norte ao final da tarde de sábado, bem como a hipótese de trovoada em zonas do Norte e Centro.

Atenção ao calor intenso

A subida das temperaturas pode exigir cuidados adicionais, sobretudo entre idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao sol. Beber água, evitar esforços nas horas de maior calor e procurar sombra são medidas simples, mas importantes.

O calor será mais intenso no interior, nos vales do Douro e Tejo, no Alentejo e em algumas zonas do Centro. No litoral, os valores deverão ser mais moderados, embora também possam subir face aos dias anteriores.

Como a previsão ainda pode sofrer ajustes, sobretudo para o fim de semana, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo dos próximos dias.

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Condução autónoma chega às estradas portuguesas, mas há uma condição obrigatória

8 June 2026 at 18:10

Portugal deu um passo em direção ao futuro da mobilidade com a publicação do Decreto-Lei n.º 113/2026, que cria o enquadramento legal para testes de veículos com sistemas de condução autónoma em vias públicas. A medida abre caminho à experimentação destas tecnologias em contexto real, ainda sob supervisão humana, e estabelece regras detalhadas para garantir segurança, controlo e responsabilidade durante os ensaios.

De acordo com a Razão Automóvel, site especializado no setor automóvel, o diploma tinha sido aprovado em Conselho de Ministros no final de abril e entra em vigor 30 dias após a sua publicação. A legislação define um conjunto de requisitos técnicos e operacionais que passam a reger a circulação experimental destes veículos em território nacional, numa altura em que a indústria acelera o desenvolvimento da automação à escala global.

O diploma não se limita à condução automatizada. Inclui também sistemas de conectividade, que permitem a comunicação entre veículos, infraestruturas e outros pontos externos, considerados fundamentais para a mobilidade inteligente. Esta componente ganha relevância num cenário onde a troca de dados em tempo real pode influenciar decisões na estrada e contribuir para reduzir riscos.

Três níveis de automação, um mesmo princípio de controlo

A nova legislação organiza os sistemas de condução em três níveis distintos. A automação condicional permite que o sistema conduza o veículo, mas exige a presença de um condutor preparado para intervir a qualquer momento. Na automação elevada, o veículo pode operar de forma autónoma em determinadas condições previamente definidas, podendo reduzir a intervenção humana. Já a automação total prevê uma condução completamente autónoma, sem necessidade de intervenção, embora este cenário ainda esteja longe de aplicação prática no contexto atual dos testes.

Os ensaios podem decorrer em qualquer via pública, independentemente da sua gestão ser estatal, regional ou municipal. Também é permitida a circulação em vias privadas abertas ao trânsito. O objetivo é aproximar os testes das condições reais do quotidiano, simulando diferentes cenários de circulação.

Apesar deste avanço, a presença humana continua a ser obrigatória. Os testes exigem sempre um condutor ou operador responsável, que deve ter carta de condução há pelo menos seis anos e não apresentar infrações graves ou crimes rodoviários nos últimos cinco anos. Há ainda limitações adicionais: os operadores não podem conduzir mais de três horas seguidas sem uma pausa mínima de uma hora.

O limite de álcool é igualmente mais exigente. Nestes contextos, a taxa máxima permitida desce para 0,2 gramas por litro de sangue, reforçando a necessidade de vigilância acrescida durante os testes.

Regras apertadas e foco na segurança

O decreto-lei impõe a apresentação de um plano de segurança detalhado antes de qualquer autorização. Esse plano terá de identificar riscos potenciais, prever medidas de cibersegurança, definir procedimentos de transição de controlo entre sistema e condutor e estabelecer respostas para falhas técnicas.

Além disso, os veículos deverão estar equipados com sistemas de registo de dados em tempo real, capazes de recolher informações relevantes como velocidade, aceleração e intervenções humanas durante o percurso. Estes dados são vistos como essenciais para análise e validação do comportamento dos sistemas.

Outro ponto relevante diz respeito ao seguro obrigatório. O capital mínimo exigido será quatro vezes superior ao de um seguro automóvel convencional, garantindo maior cobertura em caso de danos materiais ou corporais.

Em situações de acidente ou incidente grave, a comunicação às autoridades competentes tem de ser feita num prazo máximo de 24 horas. Paralelamente, os veículos em teste terão de circular abaixo dos limites de velocidade habituais, com uma margem de redução até 20 km/h.

As sanções previstas são significativas. Infrações graves podem levar à apreensão dos veículos e dos equipamentos, com coimas que variam entre 250 e 40 mil euros. Segundo a mesma fonte, a legislação portuguesa permite ainda reconhecer licenças emitidas por outros países, facilitando a entrada de projetos internacionais e reforçando a atratividade do país para o desenvolvimento desta tecnologia.

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Primeira Bandeira Azul do Algarve em 2026 já foi hasteada nesta praia

8 June 2026 at 17:50

Albufeira acolheu esta manhã o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve de 2026, numa cerimónia realizada na Praia da Rocha Baixinha Nascente. O momento assinalou o reconhecimento da qualidade ambiental das praias do concelho e do trabalho desenvolvido na gestão do litoral.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, da diretora regional da Agência Portuguesa do Ambiente e Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Inês Sousa Silva, e de entidades ligadas à gestão e monitorização das zonas balneares.

A atribuição da Bandeira Azul volta a colocar Albufeira em destaque no panorama regional, reforçando a importância da qualidade da água, da segurança, da acessibilidade e da gestão sustentável das praias.

Rocha Baixinha Nascente recebeu cerimónia

A Praia da Rocha Baixinha Nascente foi o palco escolhido para o hastear simbólico da primeira Bandeira Azul do Algarve deste ano. A iniciativa marcou o arranque oficial de mais uma época balnear com reconhecimento ambiental no concelho.

Este galardão internacional distingue praias que cumprem critérios exigentes relacionados com qualidade da água, informação ao público, segurança, serviços, educação ambiental e gestão do espaço balnear.

Para Albufeira, a cerimónia representa também o resultado de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo do ano por várias entidades e serviços municipais.

Albufeira com 24 praias distinguidas

Em 2026, o Município de Albufeira confirma 24 praias com Bandeira Azul. O número reforça a posição do concelho como um dos principais destinos balneares do Algarve.

Além das praias com Bandeira Azul, Albufeira conta ainda com 13 praias distinguidas com o galardão Praia Acessível. Esta distinção reconhece condições para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo acessos, equipamentos e apoio adequado.

A autarquia sublinha que estes resultados refletem a aposta na valorização do litoral e na manutenção de elevados padrões de qualidade nas zonas balneares.

Qualidade ambiental e segurança em destaque

A Bandeira Azul é um dos símbolos mais reconhecidos pelos banhistas e turistas. Para muitas famílias, funciona como garantia de que a praia cumpre requisitos importantes de segurança, limpeza, informação e qualidade da água.

No caso de Albufeira, a distinção é também relevante para o turismo. O concelho recebe todos os anos milhares de visitantes que procuram praias com boas condições, acessos e serviços.

A manutenção destes padrões exige vigilância, limpeza, monitorização da qualidade da água e coordenação entre autarquia, APA, autoridades marítimas, concessionários e restantes entidades envolvidas.

Compromisso com o litoral

A Câmara Municipal de Albufeira destaca que o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve reafirma o compromisso do concelho com a sustentabilidade e a proteção dos recursos naturais.

A preservação das praias é considerada essencial não só para a atividade turística, mas também para a qualidade de vida dos residentes. O litoral é um dos maiores ativos ambientais e económicos do município.

Com 24 praias galardoadas e 13 praias acessíveis, Albufeira entra na época balnear de 2026 com forte reconhecimento regional. A primeira Bandeira Azul do Algarve foi hasteada no concelho, confirmando o peso da cidade no mapa balnear algarvio.

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Prisão preventiva para homem suspeito de perseguir ex-companheira em VRSA

8 June 2026 at 17:40

A Brigada de Investigação Criminal de Vila Real de Santo António, da PSP, deteve na sexta-feira, 5 de junho, um homem de 52 anos suspeito da prática do crime de violência doméstica contra a ex-companheira.

O detido foi presente à autoridade judicial competente, que lhe aplicou a medida de coação de prisão preventiva, na sequência do reiterado incumprimento das medidas anteriormente impostas.

De acordo com o Comando Distrital de Faro da PSP, numa ocorrência anterior, o suspeito já tinha sido detido depois de forçar a entrada na residência da vítima a pontapés. No interior da habitação, terá ameaçado a ex-companheira de morte e dirigido vários insultos.

Ao aperceber-se da chegada dos polícias, o homem colocou-se em fuga, tendo sido intercetado e detido pouco depois. Na sequência dessa detenção, foram-lhe aplicadas as medidas de coação de proibição de contacto com a vítima e de vigilância eletrónica.

Homem terá violado medidas de coação

Segundo a PSP, apesar das determinações judiciais, o suspeito terá mantido uma conduta de assédio persistente, com sucessivas tentativas de contacto e novas ameaças de morte.

A polícia refere ainda que o homem chegou a trepar os andaimes do edifício para tentar forçar a janela do quarto da vítima, comportamento que agravou a avaliação do risco e motivou nova intervenção policial.

Face à gravidade dos factos e à reiteração dos incumprimentos apurados no âmbito da investigação conduzida pela Brigada de Investigação Criminal de Vila Real de Santo António, em articulação com o Ministério Público, foram emitidos mandados de detenção fora de flagrante delito, posteriormente cumpridos.

A PSP sublinha que mantém “em permanência, o seu total empenho no combate à violência doméstica”, assegurando em particular “a proteção das vítimas”.

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Associação de Música Sambrazense celebra 23 anos com desfile da Banda Filarmónica

8 June 2026 at 17:25

No dia 10 de junho, a Associação Cultural e Recreativa Escola de Música Sambrazense (ACREMS) celebra, 23 anos de atividade, assinalando a data com um desfile aberto à comunidade em São Brás de Alportel.

A iniciativa decorre após a cerimónia comemorativa do Dia de Portugal e o hastear da bandeira nos Paços do Concelho. Segue-se a execução do Hino da ACREMS e, a partir das 10:15, o desfile da Banda Filarmónica de São Brás de Alportel pelas principais ruas da vila.

Associação promove ensino musical e cultura filarmónica

Desde a sua fundação, a ACREMS tem centrado a sua atividade no ensino de instrumentos de sopro e percussão, na promoção da cultura musical e na dinamização de iniciativas ligadas à música filarmónica.

Segundo a associação, a Banda Filarmónica de São Brás de Alportel é “um dos frutos mais visíveis deste percurso”, refletindo mais de duas décadas de trabalho na formação musical e no envolvimento da comunidade.

Ao longo dos últimos 23 anos, a ACREMS tem contado com o apoio dos órgãos autárquicos e de várias entidades locais, regionais e nacionais, parcerias que considera determinantes para concretizar os seus objetivos e reforçar a presença da música filarmónica no concelho.

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Despiste no IC27 em Castro Marim faz um morto e um ferido grave

8 June 2026 at 16:58

Uma pessoa morreu e outra sofreu ferimentos graves na sequência do despiste de uma viatura, ocorrido ao início da tarde desta segunda-feira no concelho de Castro Marim, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Segundo o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, o alerta para o acidente foi dado às 13:02. O despiste ocorreu no Itinerário Complementar 27 (IC27), estrada que liga os concelhos de Castro Marim e Alcoutim.

A mesma fonte indicou que uma das vítimas foi declarada morta no local, enquanto a outra sofreu ferimentos considerados graves, tendo sido assistida e transportada para uma unidade hospitalar.

As circunstâncias em que ocorreu o despiste da viatura ligeira são desconhecidas e estão a ser investigadas pela Guarda Nacional Republicana.

No local estiveram operacionais dos bombeiros, elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), apoiados por várias viaturas e um helicóptero.


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O país onde a esperança custa um euro – e a solidão custa ainda mais | Por Luís Ganhão

8 June 2026 at 16:41

Há imagens que dizem mais sobre Portugal do que qualquer relatório estatístico.

Uma delas repete-se diariamente em papelarias e quiosques de norte a sul do país: um idoso, de mãos trémulas, a contar moedas para comprar uma raspadinha. Outra, mais silenciosa, mas igualmente reveladora: uma pessoa idosa, sozinha em casa, a ligar para um programa televisivo de participação paga que promete prémios imediatos, enquanto calcula se a pensão chega até ao fim do mês.

Estas imagens não são exceções curiosas. São sinais de um país onde a esperança foi convertida em negócio — e onde essa transformação recai com especial intensidade sobre quem tem menos recursos, menos proteção e menos alternativas.

LUÍS GANHÃO
Jurista
Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina

Não se trata apenas de entretenimento. Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina. Não apenas pela promessa remota de ganho, mas porque preenchem um vazio mais imediato: o da solidão, da repetição dos dias e da ausência de contacto humano regular.

A raspadinha não é um simples jogo. É um mecanismo de antecipação emocional cuidadosamente explorado. Um instante de expectativa vendido a quem, muitas vezes, já perdeu quase tudo o resto em termos de expectativa social.

E é aqui que o problema deixa de ser individual.

Portugal mantém níveis persistentes de pobreza entre a população idosa. Muitas pensões não chegam para responder ao custo real de vida. Neste contexto, a promessa de uma mudança súbita de destino deixa de ser fantasia inocente e passa a funcionar como substituto simbólico de uma mobilidade social inexistente.

Não há necessidade de engano explícito para que haja exploração. Basta a existência de um desequilíbrio estrutural: produtos concebidos para maximizar repetição, estímulo e adesão, colocados num mercado onde uma parte significativa dos consumidores vive com margens económicas mínimas.

As raspadinhas estão omnipresentes, normalizadas, integradas no quotidiano. Os concursos televisivos alimentam-se de urgência emocional, linguagem de vitória fácil e promessa permanente de recompensa imediata. Tudo isto é legal, tudo isto é publicamente visível — e precisamente por isso a sua eficácia é tão relevante.

O que está em causa não é a liberdade individual de jogar ou participar. O que está em causa é a forma como essa liberdade é sistematicamente capturada num contexto de vulnerabilidade. Quando pequenas perdas sucessivas têm impacto real no orçamento mensal, o jogo deixa de ser neutro. Passa a ser regressivo.

Há aqui uma assimetria difícil de ignorar: de um lado, sistemas desenhados para maximizar participação e receita recorrente; do outro, pessoas para quem a promessa de um ganho improvável representa, muitas vezes, a única narrativa de escape disponível.

Não é preciso caricaturar intenções para reconhecer o resultado. Pode não haver malícia individual direta. Mas há um modelo que funciona porque encontra fragilidade — e a explora de forma consistente.

E isso deve ser dito com clareza: quando a esperança se torna produto vendido sistematicamente a quem menos pode suportar a perda, não estamos apenas perante entretenimento. Estamos perante uma forma normalizada de extração de valor a partir da vulnerabilidade.

O problema não é moralizar quem joga. O problema é aceitar sem incómodo suficiente um sistema que depende, estruturalmente, de que os mais frágeis continuem a alimentar a sua promessa.

E é nesse desequilíbrio — entre promessa e fragilidade, entre estímulo e limitação — que se torna difícil evitar a conclusão essencial: quando a esperança é transformada em produto sistematicamente direcionado a quem menos margem tem para perder, o problema já não é apenas individual. É estrutural.

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Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

8 June 2026 at 16:07

O Município de Tavira assinala, no dia 24 de junho, mais um Dia da Cidade, com um programa que inclui cerimónias oficiais, homenagens a trabalhadores, distinções de mérito municipal e um concerto da banda portuguesa Delfins.

As comemorações começam às 10:30, com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 11:00, a sessão solene no Teatro Municipal António Pinheiro.

A cerimónia contempla a atribuição de uma medalha de bons serviços e dedicação, grau prata, a um trabalhador com 30 anos de serviço, bem como a entrega de 14 medalhas de bons serviços e dedicação, grau cobre, a funcionários com 20 anos de serviço.

A autarquia vai ainda distinguir cidadãos e entidades locais com medalhas de mérito municipal, graus prata e cobre, reconhecendo percursos de relevo na sociedade tavirense.

Santos Populares animam ruas, jardins e praças

O momento alto das celebrações acontece pelas 22:00, na Praça da República, com o concerto dos Delfins. O público poderá ouvir alguns dos temas mais conhecidos da banda, como “Sou Como Um Rio”, “Baía de Cascais”, “Aquele Inverno”, “Um Lugar ao Sol” e “Saber Amar”.

O programa inclui ainda a encenação da Lenda da Moura Encantada, o espetáculo piromusical, a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas” e vários arraiais dos Santos Populares.

Nos dias 20, 21, 23, 24, 27 e 28 de junho, a partir das 21:00, a Rua do Cais e o Jardim do Coreto voltam a receber arraiais promovidos pela Câmara Municipal de Tavira, com atuações do Grupo Gerações, Ruben Filipe, Nelson Campos, Rancho Folclórico de Santo Estêvão, Silvino Campos, Cristiano Martins e Hélder Reis.

Na noite de São João, o Castelo de Tavira acolhe, pelas 22:30, a encenação da Lenda da Moura Encantada pela Armação do Artista. Segue-se, às 23:59, na Ponte dos Descobrimentos, o espetáculo piromusical que dará as boas-vindas ao Dia da Cidade.

Mais tarde, pelas 06:00, realiza-se a marcha de São João “Todos a caminhar sob as estrelas”, uma iniciativa do Município de Tavira dinamizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão.

Segundo a autarquia, junho é tempo de celebrar os Santos Populares e o Dia da Cidade. O Município recorda que é o período dos “manjericos, das quadras, dos arraiais, das ruas ornamentadas, de saltar à fogueira e comer sardinha assada”.

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“Mais do que merecido presente”: autarquia de Paços de Ferreira paga viagem de avião para o Algarve a centenas de crianças

8 June 2026 at 15:56

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira está a assegurar a deslocação de centenas de alunos do 4.º ano ao Algarve, numa iniciativa que inclui viagem de avião e visita ao Zoomarine, em Albufeira. O projeto envolve 512 finalistas do ensino básico e está a ser realizado ao longo do mês de junho, com partidas organizadas por várias escolas do concelho.

De acordo com o portal de notícias Imediato, o primeiro grupo, pertencente à Escola Básica de Freamunde, aterrou no Aeroporto de Faro na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, iniciando de imediato o programa de atividades no parque temático Zoomarine. A viagem marca o arranque de um plano logístico que se irá estender a todas as escolas participantes.

Projeto apresentado como experiência marcante

Durante o arranque da iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Ferreira, destacou o impacto do programa, afirmando tratar-se de um “mais do que merecido presente” para os alunos. O autarca acrescentou ainda que se trata de uma experiência que “ficará para sempre gravada na memória de todas estas crianças. Todas, sem exceção”, numa intervenção associada ao momento de partida do primeiro grupo.

Segundo a mesma fonte, a iniciativa foi previamente assinalada com a entrega simbólica de vouchers aos alunos da EB1 de Freamunde. A cerimónia contou com a presença de responsáveis municipais e representantes da comunidade educativa, incluindo a vereadora da Educação, o diretor do agrupamento escolar e a coordenadora da escola.

Plano alargado a todo o concelho

O projeto foi estruturado para abranger todas as crianças que terminam o 1.º ciclo no concelho, numa lógica de participação generalizada. Conforme a mesma fonte, o objetivo passa por promover experiências partilhadas entre alunos de diferentes escolas, garantindo o acesso equitativo à viagem e às atividades programadas no Algarve.

Nas semanas seguintes, novas turmas de várias escolas do concelho irão seguir viagem para o sul do país. Entre os estabelecimentos envolvidos estão unidades de Arreigada e Seroa, Meixomil, Penamaior, Carvalhosa, Paços de Ferreira, Frazão, Eiriz, Sanfins, Ferreira, Figueiró, Raimonda e Lamoso, completando assim o conjunto de participantes previsto para esta edição.

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Treinadores reuniram-se em Albufeira para debater futuro do desporto

8 June 2026 at 15:43

Albufeira recebeu, no sábado, o Congresso da Confederação de Treinadores de Portugal, iniciativa que reuniu profissionais de várias modalidades desportivas no Auditório Municipal para um dia dedicado à partilha de conhecimento, reflexão e atualização profissional.

O encontro integrou a programação de Albufeira Cidade Europeia do Desporto 2026 e contou com a presença do vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo.

Promovido pela Confederação de Treinadores de Portugal, entidade que congrega treinadores de todas as modalidades desportivas, o congresso constituiu uma oportunidade para a atualização de competências, troca de experiências e debate sobre os desafios atuais e futuros do desporto.

Treinadores destacados pelo papel educativo e social

Durante a intervenção, Jorge Carmo destacou “a relevância do papel do desporto e da sociedade”, sublinhando que “o seu trabalho vai muito além da vertente técnica e competitiva”.

O autarca acrescentou que “os treinadores acompanham diariamente os atletas, transmitem valores, ajudam a formar cidadãos e desempenham uma importante missão educativa, humana e social”.

Jorge Carmo recordou ainda que “a realização deste congresso assume um significado especial num ano em que Albufeira é a Cidade Europeia do Desporto”, defendendo que o município tem procurado afirmar o desporto em todas as suas dimensões.

Segundo o vice-presidente, essa aposta passa não apenas pela realização de grandes eventos, mas também pela qualificação dos profissionais que contribuem diariamente para o desenvolvimento da atividade desportiva.

A participação no congresso conferiu certificação para o Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), bem como certificação para professores de Educação Física, reforçando a componente formativa da iniciativa.

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Se a Seleção Nacional não alcançar este resultado será um “mau Mundial”: Pedro Proença define objetivos concretos

8 June 2026 at 15:33

A definição de objetivos para a Seleção Nacional no Campeonato do Mundo ficou marcada por uma posição clara de exigência por parte de Pedro Proença, que fixou a fasquia mínima nos quartos-de-final. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol sublinhou ainda que qualquer desempenho abaixo desse patamar será considerado insuficiente, num contexto em que a equipa orientada por Roberto Martínez se prepara para uma competição de elevada pressão competitiva.

Pedro Proença afirmou em declarações à RTP que “um mau Mundial será obviamente não chegar acima dos quartos-de-final”, enquadrando a avaliação da participação portuguesa nesse patamar competitivo. O dirigente destacou que o formato curto da prova aumenta a imprevisibilidade, sobretudo na fase a eliminar.

Torneio curto e com margem para surpresas

O presidente da FPF sublinhou que a competição pode ser influenciada por pequenos erros na fase inicial, abrindo espaço a resultados inesperados nos jogos de eliminação direta. Ainda assim, reforçou a confiança no desempenho da equipa nacional, assumindo que existe expectativa positiva em relação ao percurso de Portugal.

“É a qualidade da nossa seleção que nos permite, obviamente, estar muito esperançosos de que este ano podem acontecer coisas boas”, referiu Pedro Proença ao canal público. O dirigente acrescentou que a preparação tem sido intensa e que existe um forte compromisso por parte dos jogadores, muitos dos quais poderão estar perante uma das últimas oportunidades de conquistar um grande título internacional.

Roberto Martínez e a continuidade do projeto

O futuro de Roberto Martínez foi também abordado no mesmo contexto, numa altura em que têm surgido especulações sobre a continuidade do selecionador após o torneio. Conforme a mesma fonte, Pedro Proença garantiu existir alinhamento total entre a estrutura federativa e a equipa técnica, sublinhando a estabilidade do projeto em curso.

“Há um alinhamento total entre a Direção Técnica e o seu Presidente”, afirmou o líder da FPF, acrescentando que o foco está exclusivamente no Mundial. Ainda assim, deixou claro que a avaliação global do ciclo será feita após a competição, indicando que o resultado final terá peso decisivo nas conclusões a retirar sobre o projeto desportivo.

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Reportagem sobre moradores da Meia Praia vale novo prémio a David Marreiros

8 June 2026 at 15:20

O jornalista lacobrigense David José Marreiros, do Jornal do Algarve, recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, distinguindo-se com uma reportagem dedicada à luta dos moradores da Meia Praia pela posse das habitações construídas no âmbito do Programa SAAL.

O trabalho premiado, intitulado “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”, recupera uma história com mais de cinco décadas, ligada ao período posterior ao 25 de Abril e às respostas criadas para enfrentar a crise habitacional em Portugal.

Lançado em agosto de 1974 pelo então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo, o arquiteto Nuno Portas, o SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local – procurou dar resposta ao défice habitacional que afetava o país, envolvendo moradores, associações e arquitetos na construção de bairros destinados às próprias comunidades.

Reportagem dá voz a uma luta com mais de 50 anos

Na Meia Praia, em Lagos, esse processo deu origem ao Bairro 25 de Abril e ao Bairro 1.º de Maio. Mais de 50 anos depois, muitos moradores continuam sem ser proprietários das casas que ajudaram a construir, ou que foram construídas pelos seus pais e avós.

A reportagem de David Marreiros procurou perceber as razões desta situação e acompanhar uma reivindicação que atravessa sucessivos mandatos autárquicos, diferentes governos e várias gerações de moradores.

A cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, promovido pela Associação Corações com Coroa, decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa.

O evento foi conduzido por Catarina Furtado, presidente da associação, e incluiu a apresentação de uma instalação do artista SELF, bem como um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos, desenhadas por alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.

Prémios distinguiram trabalhos sobre direitos humanos e igualdade

O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, pelo trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. Foram ainda atribuídas menções honrosas aos trabalhos “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho, da RTP, “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, de João Pinhal e Guilherme Pinto, do Público, e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro, do Expresso.

Na categoria Campanha, o prémio foi atribuído a “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro, da VLM/WPP para a Vodafone.

Os Prémios Comunicação CCC, apoiados pela Missão Continente, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, que integrou também Francisco Sena Santos, membros da Associação Corações com Coroa, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género, representantes do Camões I.P., do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da APAP — Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing.

A cerimónia terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.

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Este bolo de chocolate cremoso tem três ingredientes e está viral no Brasil: aprenda a fazê-lo em casa

8 June 2026 at 15:10

Um bolo de chocolate com apenas três ingredientes tornou-se viral no Brasil, ganhando destaque nas redes sociais pela simplicidade da preparação e pelo resultado cremoso. A receita foi partilhada por uma conta de Instagram dedicada a culinária saudável e rapidamente se espalhou entre utilizadores que procuram alternativas rápidas e com poucos ingredientes.

De acordo com a página de Instagram “Receitas Fitness da Érika”, a popularização deste bolo está ligada ao facto de exigir apenas três componentes básicos e de poder ser preparado tanto no forno como na air fryer. A conta, que reúne mais de 980.000 seguidores, tem divulgado várias versões simplificadas de sobremesas tradicionais.

Ingredientes simples e preparação rápida

A receita inclui 200 gramas de chocolate com 70% de cacau, 200 gramas de iogurte natural ou creme de ricota e quatro ovos. O processo começa com a fusão do chocolate em banho-maria ou no micro-ondas, sendo depois misturado com os restantes ingredientes até se obter uma massa homogénea.

A massa é colocada numa forma forrada e levada à air fryer a 150 graus durante cerca de 30 minutos ou ao forno a 170 graus durante 40 minutos. Segundo a mesma fonte, o resultado pode ser ajustado com a adição de coberturas ao gosto de cada pessoa, mantendo a base minimalista da receita.

Papel do cacau na receita viral

O ingrediente principal do chocolate, o cacau, é o fruto do cacaueiro e apresenta um sabor naturalmente amargo antes de ser processado com açúcar e outros componentes. No processo de transformação alimentar, explica o site do Hospital Lusíadas, este ingrediente mantém propriedades nutricionais relevantes.

Conforme a mesma fonte, o cacau contém polifenóis e flavonoides com ação antioxidante, ajudando a proteger as células contra radicais livres. Também inclui catequinas associadas à redução do colesterol LDL, bem como fibras que contribuem para o funcionamento intestinal.

Nutrientes e impacto no organismo

O mesmo site refere ainda que o cacau é fonte de vitaminas do complexo B, ferro e magnésio, nutrientes ligados ao metabolismo muscular, à prevenção de anemia e ao funcionamento cardiovascular. Entre os compostos destacados estão ainda substâncias como a teobromina e a anandamida, associadas a sensações de bem-estar.

Segundo o Hospital Lusíadas, o cacau contém também triptofano, aminoácido envolvido na produção de serotonina e melatonina, neurotransmissores relacionados com o humor e o equilíbrio emocional. Estes elementos ajudam a explicar a valorização nutricional do ingrediente na alimentação contemporânea.

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Alerta nacional: Portugal arrisca várias horas sem luz

8 June 2026 at 15:00

Portugal pode enfrentar várias horas por ano sem luz com cortes no consumo elétrico para evitar um apagão geral, caso nada seja alterado na operação do sistema. O alerta consta do Relatório de Monitorização da Segurança de Abastecimento do Sistema Elétrico Nacional, divulgado pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

O relatório indica que o país não deverá conseguir cumprir a norma de fiabilidade do sistema elétrico. Isto significa que, em cenários de maior pressão entre procura e oferta, poderá ser necessário reduzir consumo para manter a segurança da rede.

Segundo o documento, citado pelo Notícias ao Minuto, o chamado “estádio de rutura”, em que o sistema eletroprodutor deixa de ser adequado para responder à procura de eletricidade, pode ocorrer já em 2026 nos testes de stress realizados.

Indicador ultrapassa limite definido

O relatório aponta que o indicador operacional de segurança de abastecimento do Sistema Elétrico Nacional poderá atingir 12,8 horas por ano. Este valor ultrapassa largamente a norma de fiabilidade fixada para Portugal continental, que é de 1,46 horas por ano.

A análise assume ainda o funcionamento da central de ciclo combinado a gás natural da Tapada do Outeiro até ao final de 2026. Mesmo assim, o sistema não conseguiria cumprir a margem de segurança definida.

De acordo com a informação avançada, Portugal não cumpre o valor mínimo da norma de fiabilidade em nenhum dos cenários avaliados. As simulações foram feitas com base em modelações da REN — Redes Energéticas Nacionais.

O que significa para os consumidores

Na prática, este risco não quer dizer que o país vá necessariamente ficar às escuras de forma generalizada. O que está em causa é a possibilidade de ser necessário cortar parte do consumo em períodos críticos para evitar uma falha maior.

Estes cortes seriam usados como medida de proteção do sistema, quando a produção disponível não fosse suficiente para responder à procura. O objetivo seria evitar um apagão mais alargado.

O relatório serve como sinal de alerta para a necessidade de reforçar a segurança de abastecimento, ajustar a operação da rede e garantir capacidade suficiente para responder aos picos de consumo.

Oferta pode não chegar para a procura

O risco apontado está ligado ao equilíbrio entre a eletricidade disponível e a procura dos consumidores. Quando a procura supera a capacidade do sistema para responder com segurança, aumenta a probabilidade de medidas excecionais.

Este tema ganhou maior atenção depois do apagão ibérico de 28 de abril de 2025. Ainda assim, o relatório agora divulgado analisa a segurança de abastecimento do sistema elétrico nacional e os cenários futuros de fiabilidade.

O desafio passa por garantir que Portugal tem produção, armazenamento, interligações e capacidade de gestão suficientes para responder aos períodos de maior consumo.

Apagão ibérico foi considerado excecional

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos classificou o apagão ibérico de 28 de abril de 2025 como um evento excecional. Essa classificação afasta o pagamento de compensações individuais automáticas aos clientes por incumprimento dos critérios de qualidade de serviço.

Segundo a ERSE, a evidência disponível aponta para circunstâncias excecionais ligadas ao funcionamento interligado do sistema elétrico ibérico, com origem em Espanha. Por isso, o incidente foi considerado exógeno e extraordinário.

Ainda assim, os consumidores que tenham sofrido prejuízos concretos podem tentar reclamar indemnizações por via judicial ou arbitral. Esses pedidos terão de ser avaliados caso a caso.

Sem compensações automáticas

Por ter sido classificado como evento excecional, o apagão não será considerado para efeitos dos indicadores de qualidade de serviço dos operadores de rede. Assim, não há lugar a compensações automáticas aos clientes.

A ERSE esclarece, no entanto, que isso não impede ações individuais, dependendo da forma como forem configuradas e das entidades identificadas como responsáveis. Essas ações podem decorrer em Portugal ou em Espanha.

No quadro legal português, o direito de indemnização por responsabilidade extracontratual prescreve, em regra, no prazo de três anos, a contar da data em que o lesado teve conhecimento do direito que lhe compete.

Relatório deixa alerta para o futuro

O alerta do relatório não significa que haja um corte iminente anunciado para os consumidores. Trata-se de uma avaliação de risco sobre a capacidade do sistema elétrico responder à procura nos próximos anos.

Ainda assim, os números mostram que a segurança de abastecimento exige atenção. Se nada mudar, Portugal poderá ter de recorrer a cortes seletivos de consumo em momentos críticos para proteger a rede.

A conclusão é clara: a procura de eletricidade pode superar a oferta disponível em determinados cenários, obrigando o país a preparar medidas para evitar falhas mais graves no sistema elétrico.

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Rute Rodrigues assume Marketing e Comunicação dos Supermercados Apolónia

8 June 2026 at 14:50

Os Supermercados Apolónia anunciaram a nomeação de Rute Rodrigues para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação, reforçando a equipa de liderança da marca algarvia.

Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de marketing, comunicação e branding, Rute Rodrigues chega à insígnia depois de um percurso profissional desenvolvido nos setores do turismo, hotelaria e retalho.

Ao longo da carreira, assumiu funções de liderança em marcas e grupos como Designer Outlet Algarve, AP Hotels & Resorts e Jupiter Hotel Group, onde desenvolveu estratégias integradas de marca, campanhas 360º, eventos, ativações e projetos ligados à experiência do consumidor.

Nova responsável quer reforçar notoriedade da marca

Antes de integrar os Supermercados Apolónia, Rute Rodrigues desempenhou funções como Marketing Manager no Designer Outlet Algarve, onde foi responsável pela estratégia de marketing, campanhas de grande escala, parcerias estratégicas e iniciativas de posicionamento ligadas ao turismo, lifestyle e retalho.

“É com grande entusiasmo que integro a equipa dos Supermercados Apolónia, uma marca reconhecida pela sua qualidade, diferenciação e excelência no serviço ao cliente. Abraço este desafio com a ambição de contribuir para o reforço da notoriedade e posicionamento da marca, dando continuidade à estratégia de crescimento e valorização que tem vindo a ser desenvolvida”, sublinha a nova Diretora de Marketing e Comunicação.

Segundo a empresa, Rute Rodrigues traz para os Supermercados Apolónia uma experiência sólida em estratégias de marca, campanhas 360º, comunicação digital, eventos e experiência do consumidor, bem como uma visão estratégica orientada para resultados, considerada relevante para a consolidação da insígnia no setor da distribuição alimentar.

Os Supermercados Apolónia afirmam-se como uma referência na distribuição alimentar no Algarve, com mais de quatro décadas de atividade.

Fundada por Avelino e Célia Apolónia, a empresa evoluiu de um minimercado familiar para uma estrutura composta por três supermercados e um centro de distribuição, empregando cerca de 400 colaboradores.

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Mulher de 37 anos fingiu ter 12 para ser adotada: tia foi a primeira a desconfiar

8 June 2026 at 14:40

A investigação sobre uma mulher de 37 anos que terá fingido ser uma adolescente de 12 anos para ser adotada por uma família no Brasil levou à sua detenção e à reabertura de suspeitas sobre outros casos semelhantes. A situação ocorreu em Joinville, no Brasil, e prolongou-se durante 14 meses, período em que a mulher viveu integrada numa família adotiva sem levantar suspeitas imediatas.

De acordo com o jornal Nascer do Sol, a mulher, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, já tinha antecedentes de situações semelhantes, tendo sido detida em 2023 por alegadamente enganar várias pessoas ao afirmar ser menor de idade e vítima de redes de exploração. Nesse período, terá construído múltiplas narrativas falsas para sustentar a sua identidade.

Em Joinville, apresentou-se como Gabriele e aproximou-se da família depois de procurar uma igreja, onde contou que teria fugido do estado do Pará devido a alegados maus-tratos. Durante esse período, viveu como filha adotiva, beneficiando das condições proporcionadas pela família.

Investigação e atuação policial

“Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Bueno Gusso, citado pela mesma publicação. O mesmo responsável explicou que a mulher não recebia dinheiro diretamente, mas tinha acesso a tudo o que a família podia proporcionar, num ambiente descrito como confortável e controlado.

Ao longo dos 14 meses, a família não terá suspeitado da verdadeira idade da mulher, que justificava comportamentos e características físicas com alegadas condições médicas e experiências traumáticas na infância. Segundo a mesma fonte, usava até objetos associados a crianças, como biberões e chupetas, para reforçar a narrativa que apresentava.

Descoberta do caso

A revelação do esquema terá começado com a desconfiança de uma tia da família, que decidiu procurar informação adicional na internet. “Ela nunca acreditou que ela era menor de idade, então começou a pesquisar na internet”, referiu o delegado responsável, acrescentando que essa investigação informal levou à descoberta de um caso semelhante no Rio de Janeiro.

A mulher foi novamente detida e ficou em prisão preventiva por decisão do tribunal, que determinou ainda a realização de exames de avaliação psicológica. O advogado de defesa, Rafael Luiz, citado pelo Nascer do Sol, sublinhou que aguarda os resultados da perícia para clarificar as circunstâncias do caso e definir os próximos passos processuais.

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A praia é de quem? Polícia Marítima fiscaliza chapéus de sol nas concessões em Vila Real de Santo António

8 June 2026 at 14:30

Numa situação que continua a gerar muita discórdia, a Polícia Marítima está no terreno a fiscalizar banhistas que colocam chapéus de sol em frente às concessões em praias do município de Vila Real de Santo António. A situação está a gerar dúvidas no arranque da época balnear, depois de a APA e o Governo terem esclarecido que as praias são espaços de utilização pública e acesso livre.

A fiscalização reacende a polémica sobre a organização do areal e os limites entre zonas concessionadas, áreas de segurança e espaços de uso livre. O tema tem sido discutido em várias praias do Algarve, numa altura em que aumentam os banhistas e a procura por lugares junto ao mar.

Na Praia do Cabeço, em Castro Marim, um concessionário adiantou ao Correio da Manhã que a Polícia Marítima tem sensibilizado os banhistas para não ocuparem a faixa de areia situada em frente aos apoios de praia. Segundo o empresário, há pessoas que aceitam a indicação, mas outras mostram resistência.

Concessionário defende zona livre de equipamentos

O concessionário ouvido pelo jornal defende que a faixa em frente aos apoios de praia deve manter-se sem chapéus de sol, tendas ou para-ventos. Na sua interpretação, trata-se de uma área pública onde as pessoas podem circular e permanecer, mas não instalar equipamentos balneares.

Esta posição é semelhante ao modelo que tem sido seguido nos últimos anos em algumas praias da zona. No entanto, o entendimento tem levantado dúvidas entre banhistas, sobretudo quando essas áreas não estão claramente identificadas como concessionadas ou de segurança.

A questão central está em saber onde termina a área concessionada, onde começam as faixas de segurança e que parte do areal pode ser livremente ocupada por quem leva o seu próprio chapéu de sol.

APA lembra que praias são de acesso livre

A Agência Portuguesa do Ambiente esclareceu recentemente que os banhistas podem instalar chapéus de sol, para-ventos e outros equipamentos balneares particulares fora das áreas concessionadas e das faixas de segurança.

A APA recordou que as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre. Isto significa que as zonas sem licença ou concessão podem ser utilizadas pelos banhistas, desde que sejam respeitadas as regras de segurança e circulação.

O esclarecimento não elimina a existência de áreas reservadas ou condicionadas, mas reforça que o areal não concessionado não pode ser tratado como espaço exclusivo dos concessionários.

Governo defende informação clara

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, também abordou o tema durante uma visita à Praia da Fuzeta-Mar, em Olhão. A governante lembrou que cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia.

A ministra recordou ainda que as concessões têm limites legais. Segundo a governante, não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem ultrapassar 50% da frente de praia.

As faixas de segurança variam de praia para praia e podem existir junto aos acessos, postos de nadadores-salvadores, embarcações de salvamento ou perto da linha de água. Por isso, a sinalização é essencial para evitar conflitos.

Autarquias podem corrigir sinalização

Maria da Graça Carvalho defendeu a colocação de informação clara à entrada das praias, de forma a identificar as zonas concessionadas, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre.

Questionada sobre sinalética que continua a encaminhar banhistas para zonas específicas do areal, a ministra admitiu que eventuais situações incorretas devem ser corrigidas pelas autarquias.

A governante sublinhou, ainda assim, que a lei não mudou e manifestou confiança de que a maior parte da sinalética esteja de acordo com a legislação em vigor.

Vila Real de Santo António mantém modelo

Apesar da posição assumida pela APA e pelo Governo, o município de Vila Real de Santo António continua a defender o modelo de organização seguido nos últimos anos nas praias do concelho.

Esta diferença de interpretações tem contribuído para a confusão entre banhistas, concessionários e autoridades no terreno. Para quem chega à praia, nem sempre é claro onde pode colocar chapéus de sol ou para-ventos próprios.

A recomendação prática é verificar a sinalização existente à entrada da praia, respeitar faixas de segurança e confirmar se a zona está ou não dentro da área concessionada.

O que os banhistas devem saber

Os banhistas podem usar livremente o areal que não esteja concessionado nem integrado em faixas de segurança. Nestes espaços, a instalação de chapéus de sol e outros equipamentos particulares deve ser permitida, desde que não bloqueie acessos nem coloque em causa a segurança.

Já nas zonas concessionadas, o uso do espaço está sujeito às regras da concessão. Nas faixas de segurança, a ocupação pode ser limitada por motivos de circulação, salvamento, acesso ao mar ou proteção dos utentes.

Com a época balnear a começar, o tema deverá continuar em discussão. Até haver sinalização mais clara, a colocação de chapéus de sol em frente às concessões promete continuar a gerar dúvidas em várias praias do Algarve.

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