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Adeus Al Sud, olá Preceito: no novo restaurante que abriu em Lagos o peixe vem do mercado e as ostras da Ria de Alvor

5 June 2026 at 17:50

O antigo Al Sud, restaurante que chegou a conquistar uma estrela Michelin em Lagos, deu lugar a um novo conceito gastronómico. Chama-se Preceito, abriu portas a 15 de abril no Palmares Ocean Living & Golf e é liderado pelos chefs Alexandre Cabrita e Andreia Carreira. De acordo com a NiT, o projeto aposta numa cozinha centrada no produto nacional, com especial destaque para ingredientes provenientes do Algarve, mantendo os 24 lugares do restaurante anterior, mas com uma abordagem diferente daquela que caracterizava o espaço.

O encerramento do Al Sud, liderado por Louis Anjos, marcou o fim de uma etapa naquele resort algarvio. O Preceito nasce agora com uma identidade própria, procurando combinar uma cozinha cuidada com um ambiente mais descontraído. Alexandre Cabrita, natural de Portimão e vencedor do título de Chefe do Ano 2025, assume a liderança de uma carta que procura valorizar o território algarvio sem deixar de incorporar referências de outras regiões do país.

Algarve como principal inspiração

Grande parte dos produtos utilizados na cozinha chega de fornecedores locais. O peixe é adquirido no Mercado de Lagos e as ostras vêm diretamente da Ria de Alvor. A aposta passa por trabalhar ingredientes próximos do restaurante e criar uma ligação entre a oferta gastronómica e a região onde está inserido.

A mesma filosofia estende-se às sobremesas assinadas por Andreia Carreira. A chef, distinguida anteriormente com o prémio Jovem Talento da Gastronomia, criou uma das sobremesas mais procuradas da casa a partir de três ingredientes associados ao Algarve: alfarroba, amêndoa e folha de figueira. “Quis juntar estes ingredientes todos e tem sido um grande sucesso”, afirmou à mesma fonte.

Carta que vai além da região

Embora os produtos algarvios tenham um papel central, os responsáveis decidiram integrar outras referências da gastronomia portuguesa. Segundo a mesma fonte, a intenção passa por oferecer mais diversidade aos clientes sem perder a identidade principal do projeto.

Entre os exemplos encontram-se o atum vermelho proveniente dos Açores e um croquete inspirado no tradicional leitão da Bairrada. “O primeiro foco foi sempre aquilo que está mais perto, de uma ponta à outra do Algarve, mas também temos esta diversidade”, explicou Alexandre Cabrita, reforçando a ideia de uma carta que combina proximidade e variedade.

Dos petiscos aos pratos principais

Nas entradas destacam-se propostas, como o tártaro de novilho com enguia fumada e gema curada, as ostras da Ria de Alvor servidas com molho ponzu e poejo, os croquetes de leitão e o carabineiro de Sagres grelhado. São pratos que refletem a importância atribuída à matéria-prima e ao trabalho desenvolvido à volta dos produtos do mar.

Nos pratos principais surgem opções, como lula grelhada com manteiga de cabra e xerém de citrinhos, robalo e gamba da costa com arroz de forno, terrina de rabo de boi e ainda um bitoque de lombo de novilho acompanhado por carabineiro grelhado. A carta inclui igualmente alternativas vegetarianas e pratos concebidos para partilhar.

Novo capítulo no Palmares

A equipa procurou criar um restaurante menos formal e mais acessível, sem abdicar da qualidade dos ingredientes nem do cuidado na execução. Conforme a mesma fonte, o objetivo foi disponibilizar um espaço capaz de atrair tanto os hóspedes do resort como visitantes que procuram uma experiência gastronómica ligada ao Algarve.

Além do restaurante, o Palmares Ocean Living & Golf disponibiliza várias opções de alojamento, incluindo hotel e apartamentos turísticos. Com uma nova identidade, uma nova equipa e uma forte ligação aos sabores da região, o Preceito inicia agora uma nova etapa num dos espaços gastronómicos mais conhecidos de Lagos.

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Filho conversava com a mãe como se estivesse em Lisboa mas estava na Tailândia: “Temo que possa ter ido fazer aquilo que não devia”

5 June 2026 at 13:30

O desaparecimento de João Espada, jovem português de 20 anos que vivia em Lisboa, deixou a família sem respostas desde o início de maio, após o último contacto conhecido e uma sequência de mensagens contraditórias que sugerem uma viagem inesperada para fora do país. O caso envolve comunicações apagadas, deslocações entre a Tailândia e o Vietname e uma investigação ainda sem resultados conclusivos.

De acordo com o Correio da Manhã, João vivia sozinho em Lisboa e trabalhava num restaurante na Penha de França, sendo dado como em rotina normal pela família até ao início de maio. O último contacto direto terá ocorrido no dia 7 desse mês, altura em que deixou de responder de forma consistente. Poucos dias depois surgiram mensagens de um número português desconhecido, sem identificação, que alteraram o rumo do caso e levantaram dúvidas sobre o seu paradeiro.

“Esta pessoa disse-me que tinha conhecido o João num bar, em Banguecoque, na Tailândia. Acrescentou que se o João não tinha regressado a Portugal, deveria apresentar queixa na polícia. Eu nem sequer sabia que o meu filho estava fora do País”, relatou Sara Figueiredo, mãe do jovem, em declarações ao Correio da Manhã. As mensagens terão sido apagadas pouco depois e o contacto desapareceu, levando a família a avançar com queixa junto da PSP.

Pistas na Ásia e registos limitados

Segundo a mesma fonte, a família conseguiu entretanto confirmar que João terá chegado à Tailândia a 29 de abril, mantendo contactos regulares com a mãe nos dias seguintes, apesar de simular estar em Lisboa. “Eu não sei a razão da viagem, mas temo que possa ter ido fazer aquilo que não devia”, afirmou a mãe, acrescentando que não existem registos de movimentos bancários no período em causa, o que aumenta as dúvidas sobre o que terá acontecido.

Conforme a mesma fonte, a investigação familiar levou ainda à identificação de uma mulher na Tailândia que confirmou ter estado com o jovem, existindo também uma fotografia tirada num bar em Banguecoque a 6 de maio como único registo visual confirmado. Pouco depois da entrevista da mãe ao ao jornal, surgiu a indicação de que João terá atravessado a fronteira para o Vietname no dia 7 de maio, data do último contacto conhecido.

Caso permanece sem respostas

Desde então, não há novos registos confirmados do seu paradeiro. As autoridades continuam a ser acompanhadas pela família, mas até ao momento não foram divulgados desenvolvimentos conclusivos. O caso mantém-se em aberto, sustentado apenas por pistas dispersas entre dois países asiáticos e pela esperança de uma mãe que procura respostas a milhares de quilómetros de distância.

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Sul de Portugal vai ficar ‘à pinha’ no verão? Turismo do Algarve admite não ter subido preços

5 June 2026 at 11:29

O Algarve entra na época alta com sinais de forte procura turística e preços ainda estáveis, apesar do aumento dos custos de energia e da incerteza internacional. A Região de Turismo do Algarve (RTA) garante que, para já, não há subidas generalizadas no alojamento ou na animação turística, embora admita que esse cenário pode vir a alterar-se se a pressão económica continuar.

De acordo com o jornal Diário de Notícias, o presidente da RTA, André Gomes, afirma que o setor tem conseguido evitar aumentos no preço final ao consumidor, apesar da subida dos custos operacionais. “Não há um aumento de preços no Algarve face ao ano passado”, disse, explicando que esta estabilidade resulta do esforço dos empresários para manter a procura.

Segundo a mesma fonte, essa estratégia passa por absorver internamente os encargos adicionais, sobretudo ligados aos combustíveis. Ainda assim, o responsável admite que esta solução poderá não ser sustentável a médio prazo. “Os empresários estão a engolir os custos, mas mais tarde será inevitável uma subida”, referiu.

Procura em alta e crescimento sustentado

Apesar das pressões, a perspetiva para o verão mantém-se positiva. André Gomes afirma que o Algarve continua a registar um nível de reservas ligeiramente superior ao do ano passado e antecipa um crescimento moderado, sem aumentos abruptos na procura.

Conforme a mesma fonte, os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que, nos primeiros quatro meses do ano, a região recebeu 1,2 milhões de hóspedes e 4,4 milhões de dormidas, com crescimento também nos proveitos turísticos, que subiram 6,9% para 288 milhões de euros.

Transporte aéreo e mercados internacionais impulsionam região

O reforço da ligação aérea a Faro tem ajudado a sustentar a procura, com mais 400.000 lugares disponíveis este verão. Estão incluídas novas rotas para cidades, como Bucareste e Katowice, além do regresso de ligações transatlânticas.

André Gomes destaca ainda o crescimento dos mercados norte-americano e canadiano, sublinhando que a região continua a atrair visitantes internacionais, mesmo num contexto global instável. Também o mercado nacional mantém peso relevante, contrariando a ideia de uma eventual quebra de interesse dos portugueses pelo destino.

O responsável da RTA deixou críticas à falta de investimento da TAP em Faro, considerando “incompreensível” a ausência de reforço comparável ao observado noutras regiões do país. Ainda assim, reconhece como positivo o aumento de algumas ligações, nomeadamente a partir do Funchal.

Debate sobre praias acrescenta tensão ao setor

Mais recentemente, a discussão sobre a utilização de chapéus de sol em praias concessionadas gerou contestação entre entidades regionais e autoridades ambientais. A RTA considera que o tema cria ruído desnecessário num momento crítico para a atividade turística.

“Estamos a levantar problemas onde eles não existem”, afirmou André Gomes, defendendo que a prática sempre foi habitual e regulada localmente. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA), por sua vez, lembra que as praias são de uso público e que a ocupação por concessões está sujeita a limites definidos por lei.

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Vai à Loja do Cidadão? Estes serão os únicos serviços assegurados esta sexta-feira

5 June 2026 at 10:26

O funcionamento das Lojas do Cidadão e conservatórias está a sofrer perturbações esta sexta-feira, 5 de junho, devido a um plenário nacional de trabalhadores dos registos e notariado, com impacto direto na prestação de vários serviços públicos em Portugal. Em causa estão limitações temporárias que obrigam a definir serviços mínimos para garantir respostas consideradas urgentes.

De acordo com o site da rádio TSF, o plenário reúne mais de 3.000 trabalhadores inscritos e deverá provocar constrangimentos em serviços centrais, conservatórias e Lojas do Cidadão. Ainda assim, estão previstos serviços mínimos para situações específicas, nomeadamente pedidos urgentes de cartão de cidadão, passaporte e casamentos previamente agendados.

Arménio Maximino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Registos e do Notariado, explicou à TSF que, apesar das perturbações, haverá resposta em casos prioritários. “Serviços para o cartão de cidadão e passaporte extremamente urgentes, o cartão cidadão provisório e os casamentos urgentes e os previamente agendados”, afirmou o dirigente sindical.

Negociações sem acordo em abril

Segundo a mesma fonte sindical, o plenário surge na sequência de negociações falhadas com o Ministério da Justiça, que terminaram em abril sem consenso. O sindicato considera que a proposta apresentada pela tutela “não resolvia nenhum problema estrutural”, mantendo em aberto várias reivindicações do setor.

Arménio Maximino aponta ainda um défice significativo de recursos humanos. “Há atualmente um défice crónico acumulado de recursos humanos. Faltam 279 conservadores de registos e 2731 oficiais de registos”, afirmou, acrescentando que esta realidade afeta diretamente a capacidade de resposta dos serviços. O sindicalista sublinha que os atrasos são recorrentes e que a dificuldade em garantir atendimento em tempo útil é já estrutural.

Receitas e contestação sindical

O responsável do STRN critica também a gestão financeira do setor. “Os cidadãos e as empresas pagam em taxas de registo 600 milhões de euros por ano”, disse, defendendo que este valor deveria permitir o funcionamento pleno dos serviços. Na mesma intervenção, acusou o Governo de desviar verbas para outros organismos, agravando a pressão sobre os registos.

O sindicato considera que “cedeu até onde podia ceder” nas negociações de abril, mas mantém que não foi possível chegar a um entendimento. Arménio Maximino reforça que “uma negociação tem de ser boa para ambas as partes”, referindo que o prolongamento do diálogo não produziu resultados. O STRN avançou entretanto com uma greve marcada para começar na próxima segunda-feira e prolongar-se até 13 de junho.

Impacto no atendimento ao público

A paralisação e o plenário desta sexta-feira decorrem até às 20 h, período durante o qual se esperam constrangimentos em vários serviços administrativos. Apesar disso, os serviços mínimos definidos deverão evitar a interrupção total do atendimento em situações consideradas urgentes.

O sindicato sustenta que a proposta governamental recente não respondeu às dificuldades estruturais do setor, mantendo-se em aberto questões relacionadas com carreiras, número de trabalhadores e organização dos serviços. O impacto deverá ser mais sentido em unidades com maior pressão de atendimento ao público.

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Novo Lidl pode estar a caminho desta cidade no Algarve: loja deverá situar-se junto da EN125

5 June 2026 at 10:07

A cidade de Lagos poderá vir a receber uma nova loja Lidl, num projeto que depende de um processo administrativo já em curso na Câmara Municipal. De acordo com o jornal online Algarve Marafado, a futura superfície comercial deverá ser construída na área industrial da Marateca, junto à Estrada Nacional 125, numa zona próxima das atuais bombas de combustível, caso avance a venda de um terreno municipal que está a ser preparado para esse fim.

O processo começou com a aprovação, por unanimidade, da desafetação de uma parcela de terreno com 3604 metros quadrados, propriedade do município. Esta decisão é necessária para retirar o espaço do domínio público e permitir a sua posterior venda, abrindo caminho à integração do terreno numa operação imobiliária com destino comercial.

Terreno e a avaliação feita pela autarquia

Segundo o documento analisado pela autarquia, o terreno foi avaliado por um perito independente em pouco mais de 418.000 euros. A venda está prevista para uma empresa que já detém um terreno contíguo naquela zona industrial, o que permite a junção das parcelas para criação de uma área mais ampla.

Conforme a mesma fonte, essa integração será determinante para viabilizar a construção de uma futura superfície comercial, que ficará posteriormente associada à marca Lidl através de um contrato de arrendamento.

Estrutura do negócio em análise

O comprador identificado no processo é a empresa Barlavenda – Compra e Venda de Propriedades, que ficará responsável pela aquisição do terreno municipal. Depois da compra, o espaço será arrendado à Lidl & Companhia, que deverá ser a entidade a explorar o supermercado.

A operação ainda não está fechada e depende de várias fases administrativas, incluindo um período de apreciação pública onde poderão ser apresentadas reclamações ou contributos por parte de cidadãos ou entidades interessadas.

Próximos passos do processo

Depois desta fase de consulta, o processo seguirá para a Assembleia Municipal de Lagos, onde será votado pelos deputados municipais. Só com essa aprovação final poderá avançar a concretização da venda do terreno e, consequentemente, a possibilidade de instalação do novo supermercado.

Segundo o Algarve Marafado, trata-se de um procedimento habitual em operações deste tipo, especialmente quando envolvem património municipal e projetos de potencial impacto económico local.

Projeto ainda dependente de decisões políticas

A localização escolhida, junto à EN125 e na zona industrial da Marateca, é considerada estratégica pela sua acessibilidade e proximidade a outras infraestruturas comerciais. Este fator é apontado como um dos elementos que justificam o interesse no terreno por parte dos promotores.

Apesar disso, o projeto ainda não está fechado e depende inteiramente da conclusão dos trâmites legais e da aprovação final por parte dos órgãos municipais competentes.

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