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A caminho de Portugal? Mergulhadores captam imagens raras de tubarão-branco nesta região

9 June 2026 at 19:30

Uma equipa de mergulhadores voluntários captou imagens consideradas raras de um tubarão-branco adulto debaixo de água no Mar Mediterrâneo. O animal foi avistado entre a Sicília e a Tunísia, a vários quilómetros da costa, durante uma operação de remoção de redes de pesca abandonadas.

O encontro aconteceu em maio, junto a um naufrágio onde estavam presas redes antigas, também conhecidas como “redes-fantasma”. Estes equipamentos continuam a representar uma ameaça para a vida marinha muito tempo depois de terem sido perdidos ou abandonados.

Segundo a organização Healthy Seas, citada pelo Observador, a equipa documentou aquilo que acredita ser a primeira filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural. O animal, presumivelmente um macho adulto, foi observado a cerca de 40 metros de profundidade.

Encontro raro durante operação no mar

A operação estava a ser realizada por mergulhadores ligados à proteção dos oceanos, numa zona considerada importante para a biodiversidade marinha. O objetivo inicial não era filmar tubarões, mas sim retirar redes de pesca abandonadas presas no fundo do mar.

Durante o mergulho, a equipa foi surpreendida pela presença do tubarão-branco. O animal aproximou-se dos mergulhadores e foi possível captar imagens debaixo de água, algo extremamente invulgar nesta região.

Derk Remmers, o mergulhador que filmou o momento, descreveu o encontro como muito especial. Em declarações à BBC, contou que o tubarão estava muito perto da equipa e que sentiu os dedos a tremer enquanto tentava ligar a câmara.

O mergulhador explicou ainda que o maior receio, naquele momento, era não conseguir registar o acontecimento. A filmagem acabou por se tornar um documento raro sobre a presença da espécie no Mediterrâneo central.

Animal estava longe das praias

Apesar do impacto das imagens, os mergulhadores fizeram questão de deixar uma mensagem de tranquilidade. O tubarão foi avistado em alto-mar, longe de zonas balneares e sem representar ameaça direta para banhistas.

Derk Remmers afirmou ao The Telegraph que espera que as imagens não provoquem pânico nem pedidos para capturar o animal. Para o mergulhador, é importante sublinhar que o encontro ocorreu no Mediterrâneo central, numa zona afastada da costa.

A presença de tubarões-brancos no Mediterrâneo não é nova, mas os avistamentos são raros e as filmagens debaixo de água são ainda mais difíceis de obter. Por isso, o registo ganhou destaque internacional.

Especialistas e organizações ambientais têm alertado que estes animais desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua presença pode ser sinal de biodiversidade, embora a espécie esteja sob forte pressão.

Pode chegar a Portugal?

A pergunta pode surgir depois da divulgação das imagens, mas não há qualquer indicação de que este exemplar esteja a aproximar-se da costa portuguesa. O tubarão foi filmado entre a Sicília e a Tunísia, numa zona distante de Portugal e em pleno Mediterrâneo central.

Ainda assim, o tubarão-branco é uma espécie de grande mobilidade e pode percorrer longas distâncias. A sua presença em águas europeias faz parte da distribuição natural da espécie, embora os encontros sejam pouco comuns.

Em Portugal, a ocorrência de grandes tubarões no Atlântico não deve ser vista como algo impossível, mas também não deve ser motivo de alarme. A maioria destes animais vive longe da costa e evita o contacto com pessoas.

Por isso, o avistamento no Mediterrâneo deve ser entendido sobretudo como um registo científico e ambiental relevante, e não como um sinal de perigo iminente para praias portuguesas.

Espécie ameaçada no Mediterrâneo

As águas entre a Sicília e o Norte de África são consideradas um dos últimos refúgios para várias espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-branco. No entanto, a pressão humana tem colocado estes animais em risco.

No Mediterrâneo, o tubarão-branco foi levado para perto da extinção devido à pesca excessiva, à pesca ilegal e à captura acidental em redes de arrasto. Muitos exemplares acabam presos em artes de pesca destinadas a outras espécies.

Em alguns casos, os tubarões capturados são vendidos em mercados de peixe de países do Norte de África, como a Tunísia e a Argélia. As organizações ambientais defendem uma maior proteção destas zonas e uma fiscalização mais eficaz.

O encontro filmado pelos mergulhadores acaba, assim, por ter uma dupla leitura. Por um lado, mostra a presença rara de um dos maiores predadores marinhos no Mediterrâneo; por outro, recorda a urgência de proteger os habitats onde estes animais ainda sobrevivem.

Imagens chamam a atenção para as redes-fantasma

Além do tubarão-branco, a operação destacou outro problema grave: as redes de pesca abandonadas no mar. Conhecidas como redes-fantasma, continuam a capturar peixes, tartarugas, aves marinhas e outros animais mesmo depois de deixarem de ser usadas.

Estas redes podem ficar presas em naufrágios, rochas ou fundos marinhos durante anos, causando danos nos ecossistemas e colocando em risco várias espécies. A sua remoção é uma das tarefas realizadas por equipas de mergulhadores voluntários em diferentes zonas do mundo.

Neste caso, a missão acabou por revelar um encontro inesperado e raro. As imagens do tubarão-branco no Mediterrâneo tornaram-se uma oportunidade para falar não só da espécie, mas também da necessidade de proteger o mar.

Longe de ser motivo para medo, o registo mostra a importância de conhecer melhor estes animais e de preservar os ecossistemas onde ainda podem viver.

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Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

9 June 2026 at 19:20

O Ministério Público acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o Ministério Público, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o Ministério Público ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O Ministério Público refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O Ministério Público entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o Ministério Público defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo Ministério Público, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

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Redução de verbas municipais deixa futuro do Imortal Basket em aberto

9 June 2026 at 19:10

O Imortal Basket Clube alertou para o risco de não conseguir manter o projeto de basquetebol profissional na próxima época, apontando como causa a redução do apoio financeiro municipal. A Câmara de Albufeira justifica a medida com a aplicação de critérios de equidade na distribuição das verbas públicas.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a direção do clube de Albufeira afirmou que a continuidade da atividade profissional está comprometida, apesar dos resultados alcançados nas últimas épocas pelas equipas masculina e feminina.

De acordo com o Imortal, o projeto competitivo foi desenvolvido com o contributo de parceiros privados, sobretudo ligados ao setor turístico, mas continuou a depender de uma “considerável dependência do financiamento” municipal.

Clube anuncia eleições perante incerteza financeira

Face ao atual contexto, o clube anunciou a realização de eleições em 17 de junho, uma vez que o mandato da atual direção termina e os seus responsáveis não pretendem recandidatar-se nas condições existentes.

Ainda assim, a direção manifestou confiança na possibilidade de surgir uma nova liderança capaz de apresentar um modelo sustentável que assegure a continuidade do clube e a participação nos campeonatos nacionais de basquetebol.

Câmara defende critérios de equidade nos apoios

Em resposta, a Câmara Municipal de Albufeira esclareceu, também em comunicado, que a redução do apoio financeiro visa garantir “justiça e equidade” na distribuição de verbas públicas destinadas ao movimento associativo desportivo local.

Segundo a autarquia, o apoio global previsto para o Imortal em 2025 ascende a cerca de 600 mil euros, montante que, argumenta, é equivalente ao valor total atribuído aos restantes clubes do concelho para atividades de formação.

O município acrescentou que, nos termos do Decreto-Lei n.º 273/2009, não lhe compete financiar equipas profissionais, devendo os apoios públicos destinar-se à formação e ao desenvolvimento da prática desportiva.

A Câmara especificou que as verbas atribuídas incluem despesas relacionadas com transportes, limpeza e apoio aos escalões de formação, defendendo a uniformização dos critérios de financiamento e a não discriminação entre clubes.

Segundo o Imortal Basket Clube, está em causa a continuidade de um projeto que se afirmou no panorama nacional da modalidade e que tem sido apontado como uma das principais referências desportivas do concelho de Albufeira.

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Afinal, que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos da garrafa? E o preço indicado na prateleira pode não ser o valor pago?

9 June 2026 at 19:00

Comprar uma garrafa marcada a determinado preço e pagar mais 10 cêntimos na caixa pode surpreender muitos consumidores. A diferença está ligada ao sistema Volta, o novo mecanismo de depósito e reembolso aplicado a certas embalagens de bebidas em Portugal.

A cobrança pode ser legal, mas não se aplica a todas as embalagens nem dispensa informação clara no ponto de venda. A questão essencial é saber se a garrafa ou lata está abrangida pelo sistema e se o consumidor foi informado, antes do pagamento, de que ao preço do produto acresce um depósito reembolsável.

O que é o depósito Volta

O sistema Volta aplica um depósito de 10 cêntimos a embalagens de bebidas não reutilizáveis abrangidas pelo novo Sistema de Depósito e Reembolso. Segundo a Direção-Geral da Economia, o sistema entrou em funcionamento a 10 de abril de 2026 e abrange embalagens primárias não reutilizáveis de bebidas em plástico, metais ferrosos e alumínio com volume inferior a três litros, desde que estejam identificadas com o símbolo Volta.

Na prática, o consumidor paga mais 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem vazia num ponto de recolha autorizado. A Volta esclarece que o valor do depósito é de 0,10 euros e não está sujeito a IVA. O valor foi fixado pelo Despacho n.º 432/2026, de 15 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê que o depósito seja transmitido ao longo da cadeia de distribuição até ao consumidor final.

Que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos

A cobrança dos 10 cêntimos não depende apenas do tipo de loja. Um supermercado, mini-mercado, café, restaurante, bar ou máquina automática deve cobrar o depósito se vender uma embalagem abrangida pelo sistema, salvo exceções específicas previstas para a restauração.

O ponto decisivo é a embalagem. Se a garrafa ou lata tiver o símbolo Volta e estiver dentro das categorias abrangidas, o depósito é cobrado no ato da compra. Isto significa que uma garrafa de água de 1,5 litros vendida num mini-mercado pode ter mais 10 cêntimos associados, desde que esteja integrada no sistema. O mesmo pode acontecer com refrigerantes, águas, sumos, cervejas, sidras ou outras bebidas em embalagens abrangidas.

E nos cafés e restaurantes?

Há uma regra prática importante para estabelecimentos de restauração. A Volta explica que, em locais onde o pagamento é feito no final da refeição, o depósito não é cobrado quando a embalagem fica no estabelecimento, porque é esse estabelecimento que fica responsável pela devolução. Se o pagamento for feito antes do consumo, ou se o cliente levar a embalagem consigo, o depósito é cobrado e a responsabilidade pela devolução passa para o consumidor.

O Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê ainda que, nos casos de pagamento após consumo, o depósito não deve ser cobrado, exceto se o rótulo ou a embalagem estiverem danificados de forma a impedir a identificação, ou se a embalagem ficar na posse do consumidor.

Também aqui há uma diferença entre vender e receber embalagens. Pontos Volta e Quiosques Volta podem aceitar embalagens abrangidas mesmo que tenham sido compradas noutro local. Já estabelecimentos de restauração só são obrigados a aceitar embalagens que tenham vendido, podendo pedir comprovativo de compra quando aplicável.

Todas as garrafas pagam depósito?

Não. Só as embalagens abrangidas e identificadas com o símbolo Volta devem ter depósito. Durante o período de transição, até 9 de agosto de 2026, podem coexistir no mercado embalagens iguais ou semelhantes, umas já com símbolo Volta e outras ainda sem esse símbolo. Se a embalagem não estiver identificada, não deve ser cobrado o depósito e a embalagem também não será aceite para reembolso no sistema.

Ficam fora, por exemplo, embalagens de vidro, embalagens ECAL, como Tetra Pak, embalagens sem símbolo Volta e bebidas com mais de 25% de ingredientes de origem láctea. Por isso, perante uma cobrança inesperada, o primeiro passo é verificar a própria garrafa ou lata. O símbolo Volta é o elemento que indica que aquela embalagem está integrada no sistema.

O preço na prateleira pode não ser o final?

Aqui a resposta exige cuidado. O depósito pode aparecer como valor separado do preço do produto, mas o consumidor tem de conseguir perceber, antes de pagar, quanto vai desembolsar.

As regras gerais de afixação de preços indicadas pela ASAE determinam que todos os bens destinados à venda a retalho devem exibir o preço de venda ao consumidor. Esse preço deve corresponder ao valor total, incluindo impostos, taxas e outros encargos repercutidos no consumidor, de modo que este conheça o montante exato a pagar.

No caso do sistema Volta, há ainda uma regra própria: o valor de depósito deve ser discriminado nas faturas e identificado nos suportes usados para indicação do preço do produto.

O que isto significa na prática

Se uma garrafa aparece marcada a 1 euro e, na caixa, o consumidor paga 1,10 euros, há duas questões a distinguir. A primeira é que o preço do produto pode ser 1 euro e os 10 cêntimos corresponderem ao depósito Volta, reembolsável depois da devolução da embalagem. Essa cobrança pode ser legal se a embalagem estiver abrangida pelo sistema.

A segunda questão é a forma como a informação foi apresentada. Se nada na prateleira, no expositor ou junto ao produto indicava que acrescia o depósito de 10 cêntimos, pode haver um problema de transparência na comunicação do preço.

O consumidor não deve descobrir apenas na caixa que o valor a pagar é superior ao indicado. O estabelecimento deve deixar claro que existe um depósito adicional ou apresentar a informação de forma inequívoca.

O depósito deve aparecer no talão?

Sim. O depósito deve ser discriminado na fatura ou no talão, separado do preço do produto. Assim, o consumidor percebe que não pagou mais pela água, sumo ou refrigerante, mas sim uma caução associada à embalagem. Essa distinção também é importante porque o depósito é reembolsável. Se a embalagem for devolvida em condições, o consumidor recupera os 10 cêntimos.

Para receber esse valor, a embalagem deve estar vazia, intacta, completa, com tampa no caso das garrafas, com o código de barras legível e com o símbolo Volta. Se não cumprir estes critérios, o ponto de recolha pode recusá-la.

Como recuperar os 10 cêntimos

O reembolso pode ser obtido nos Pontos Volta, Quiosques Volta ou noutros locais aderentes. A Volta indica que as embalagens abrangidas podem ser devolvidas nos Pontos Volta e Quiosques Volta mesmo que tenham sido compradas noutro estabelecimento.

Nos supermercados e hipermercados, o consumidor pode receber o valor através de voucher convertível em dinheiro, vale de compras, desconto, cartão de fidelização, doação ou outros meios disponíveis, consoante o ponto de recolha. A Volta refere que, nestes locais, o consumidor pode pedir o valor em dinheiro e não é obrigado a gastá-lo no próprio estabelecimento.

Há, contudo, uma diferença importante entre cobrar o depósito e aceitar devoluções. Estabelecimentos de retalho com área igual ou superior a 400 metros quadrados estão obrigados a receber todas as embalagens abrangidas pelo SDR. Os estabelecimentos com área superior a 50 metros quadrados e inferior a 400 metros quadrados devem receber, em regra, as embalagens que vendem. Já os estabelecimentos com área igual ou inferior a 50 metros quadrados estão isentos dessa obrigação, embora possam aderir ao sistema como ponto de recolha.

O essencial é guardar a embalagem em condições. Uma garrafa amachucada, sem tampa, sem código legível ou sem símbolo Volta pode não permitir recuperar o depósito.

O que fazer se lhe cobraram sem aviso

Se o consumidor foi surpreendido por mais 10 cêntimos na caixa, deve pedir esclarecimento imediato e confirmar se a embalagem tem símbolo Volta. Se tiver símbolo, o depósito pode ser devido, mas o estabelecimento deve explicar a cobrança e indicá-la de forma clara. Se não tiver símbolo Volta, a cobrança do depósito não deverá acontecer.

Quando o preço afixado não corresponde ao valor cobrado, ou quando a informação sobre o depósito não é clara, o consumidor pode pedir correção, guardar o talão e apresentar reclamação. A fiscalização das regras de afixação de preços cabe à ASAE.

A resposta curta

Sim, um mini-mercado pode cobrar os 10 cêntimos do sistema Volta se vender uma embalagem abrangida e identificada com o símbolo Volta. Aliás, nesses casos, a regra é cobrar o depósito.

Mas o consumidor tem de ser informado de forma clara. O preço na prateleira não deve induzir em erro. Se ao valor indicado acresce um depósito reembolsável, essa informação deve estar visível antes do pagamento e o valor deve surgir discriminado no talão. Em termos simples: os 10 cêntimos podem ser legais, mas a surpresa na caixa é que não deve ser a regra.

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PJ detém homem suspeito de matar colega a tiro em Silves

9 June 2026 at 18:50

Um homem de 39 anos, suspeito de ter matado a tiro um colega de trabalho numa obra em Silves, no Algarve, em maio, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PJ adianta que a vítima e o suspeito trabalhavam juntos no setor da construção civil desde o início do ano, tendo surgido, ao longo dos últimos meses, desentendimentos frequentes entre ambos.

Segundo a mesma nota, as divergências estariam relacionadas com “o consumo excessivo de álcool e com uma dívida supostamente não paga por parte do falecido”.

De acordo com a polícia, os factos ocorreram na tarde de 25 de maio, quando o suspeito se deslocou à obra onde se encontrava a vítima, levando consigo uma arma de fogo pertencente a um familiar, que tinha previamente escondido numa garagem.

Homem terá disparado contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima

Após uma breve troca de palavras, o homem terá disparado um tiro contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima, provocando-lhe a morte imediata, indica a PJ.

A polícia acrescenta que as diligências de investigação permitiram recolher “prova robusta” da autoria do homicídio, culminando na localização e detenção do suspeito, bem como na apreensão da arma de fogo utilizada e dos respetivos cartuchos.

O detido, indiciado por homicídio qualificado e detenção de arma proibida, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

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Discussão no trânsito acaba em tiroteio e deixa dois homens em estado grave

9 June 2026 at 18:40

Dois homens ficaram gravemente feridos na noite de segunda-feira, na sequência de um tiroteio ocorrido na localidade da Madorna, no concelho de Cascais. O caso terá começado com uma discussão no trânsito e acabou com disparos de armas de fogo entre os dois envolvidos.

O alerta foi dado pelas 19h23, segundo informação avançada pela Associação Humanitária de Bombeiros de Parede ao Notícias ao Minuto. A corporação recebeu duas chamadas praticamente em simultâneo: uma dava conta de um acidente entre dois veículos ligeiros e outra reportava um tiroteio na via pública.

Quando chegaram ao local, os bombeiros confirmaram que ambas as ocorrências estavam relacionadas. No mesmo ponto, encontraram duas viaturas envolvidas numa colisão e sinais de que tinha havido disparos.

Dois feridos graves no local

Um dos homens encontrava-se na via pública e apresentava um ferimento de bala numa perna. Segundo os bombeiros, a bala terá ficado alojada, uma vez que havia porta de entrada, mas não de saída.

A vítima apresentava ainda hematomas e uma hemorragia ativa provocada pelo disparo. Perante a gravidade dos ferimentos, foi assistida no local antes de ser transportada para o hospital.

O segundo homem envolvido no incidente terá procurado refúgio numa habitação situada nas imediações. Quando foi localizado, apresentava várias balas alojadas no corpo e diversas hemorragias ativas.

Os dois homens, de 23 e 27 anos, foram considerados feridos graves e transportados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Discussão terá começado no trânsito

De acordo com a informação recolhida no local pelos bombeiros, terá havido uma discussão entre os dois homens, que seguiam em veículos distintos. O desentendimento terá ocorrido no trânsito e acabou por escalar para o uso de armas de fogo.

A corporação indicou que ambos os envolvidos terão puxado de armas e disparado um contra o outro. A sequência exata dos acontecimentos está agora a ser investigada pelas autoridades.

Além da colisão entre os veículos, o tiroteio obrigou a uma forte mobilização de meios de emergência e segurança para a zona da Madorna, em Cascais.

Vários meios no local

No local estiveram os Bombeiros de Parede, uma viatura do Hospital de Cascais, a Polícia Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Judiciária.

As equipas de emergência prestaram assistência às vítimas e garantiram o transporte para unidade hospitalar. Já as forças policiais asseguraram a zona e iniciaram as diligências necessárias para apurar o que aconteceu.

Dada a natureza do caso, a investigação passou para a Polícia Judiciária, que deverá esclarecer as circunstâncias do tiroteio, a origem das armas usadas e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O caso causou alarme na localidade, não só pela violência dos disparos, mas também por ter ocorrido na via pública e, alegadamente, na sequência de uma discussão no trânsito.

Caso segue em investigação

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o estado clínico dos dois feridos, além da indicação de que ambos foram considerados graves no momento do socorro.

Também não foram avançadas informações sobre eventuais detenções ou sobre a origem das armas de fogo utilizadas no incidente.

A investigação da Polícia Judiciária deverá agora procurar reconstituir os momentos que antecederam os disparos e perceber de que forma uma colisão e uma discussão no trânsito terminaram num tiroteio.

O episódio volta a colocar em destaque os riscos de escalada em conflitos rodoviários, sobretudo quando há envolvimento de armas. As autoridades deverão continuar a recolher testemunhos e elementos no local para esclarecer o caso.

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Sismo de magnitude 3,5 registado perto de Sagres sem danos reportados

9 June 2026 at 18:30

Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi registado na tarde desta terça-feira ao largo do Cabo de São Vicente, em Sagres, no distrito de Faro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não há, até ao momento, registo de danos, feridos ou relatos de que o abalo tenha sido sentido pela população.

Segundo o Notícias ao Minuto, o tremor de terra ocorreu pelas 17h10, segundo a informação divulgada pelo IPMA. O epicentro foi localizado a cerca de 80 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Cabo de São Vicente, uma zona onde são registados ocasionalmente movimentos sísmicos devido à atividade tectónica no Atlântico.

Apesar da magnitude de 3,5, o instituto esclareceu que, até à elaboração do comunicado, não tinha recebido qualquer informação a confirmar que o sismo tivesse sido sentido. Também não foram comunicadas consequências materiais ou pessoais.

Epicentro localizado ao largo do Cabo de São Vicente

O Cabo de São Vicente, situado no concelho de Vila do Bispo, é uma das zonas mais ocidentais do Algarve e fica relativamente próximo de áreas onde a atividade sísmica é monitorizada com frequência pelas autoridades nacionais.

Neste caso, o epicentro foi registado no mar, a cerca de 80 quilómetros da costa, o que poderá ajudar a explicar a ausência de relatos por parte da população. Ainda assim, o IPMA mantém a monitorização da atividade sísmica na região.

Os sismos desta magnitude são geralmente considerados ligeiros, embora possam ser sentidos em algumas circunstâncias, dependendo da profundidade, da distância ao epicentro e das características do solo.

Sem danos ou avisos adicionais

Até ao momento, não há indicação de qualquer dano causado pelo abalo. Também não foram emitidos avisos adicionais relacionados com o sismo registado ao largo de Sagres.

As autoridades não reportaram feridos, ocorrências de proteção civil ou pedidos de assistência associados ao tremor de terra. A informação disponível aponta, por isso, para um episódio sem impacto significativo em terra.

O IPMA continua a ser a entidade responsável pela monitorização e divulgação de informação sísmica em Portugal, emitindo comunicados sempre que são registados eventos relevantes no território nacional ou nas zonas marítimas adjacentes.

O que fazer em caso de sismo

Mesmo quando os sismos são de baixa magnitude, as autoridades recomendam que a população conheça os principais procedimentos de segurança. Em caso de abalo sentido, deve manter a calma, afastar-se de janelas, móveis altos e objetos que possam cair.

Dentro de casa, a recomendação passa por procurar abrigo debaixo de uma mesa resistente ou junto de uma parede interior. Na rua, deve afastar-se de edifícios, postes, muros e cabos elétricos.

Depois de um sismo, é importante evitar usar elevadores, verificar se há danos visíveis e seguir apenas informação oficial divulgada pelas autoridades competentes.

No caso do abalo registado esta terça-feira perto de Sagres, não há sinais de consequências relevantes. Ainda assim, o episódio recorda a importância da vigilância sísmica numa região onde estes fenómenos podem ocorrer.

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Restaurante pode cobrar mais a turistas do que a portugueses? A lei não deixa grande margem

9 June 2026 at 18:20

Pagar menos num café ou restaurante por ser português pode parecer, à primeira vista, uma vantagem para o cliente nacional. Mas a prática levanta problemas legais quando o preço varia apenas em função da nacionalidade, residência ou origem presumida do consumidor.

A dúvida voltou a surgir depois de um caso relatado por um leitor ao Polígrafo, que encontrou num quiosque no centro de Lisboa um preço afixado de 1,80 euros por um café expresso. No momento de pagar, foi informado de que, por ser português, pagaria apenas 90 cêntimos. A explicação dada foi simples: o preço indicado era para turistas.

Preços diferentes por nacionalidade não têm base legal

De acordo com o Polígrafo, a prática de cobrar preços diferentes com base na nacionalidade ou no local de residência do cliente não encontra sustentação legal em Portugal.

Os estabelecimentos de restauração e bebidas estão obrigados a afixar os preços de forma clara, visível e legível. Essa obrigação resulta do regime jurídico aplicável às atividades de comércio, serviços e restauração, nomeadamente do Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro.

O artigo 135.º desse diploma determina que os estabelecimentos de restauração ou bebidas devem ter listas de preços junto à entrada e no interior, em português, com a indicação de todos os pratos, produtos alimentares e bebidas fornecidos e respetivos preços.

Mas a afixação do preço não torna legítima qualquer diferenciação. Ou seja, um restaurante pode e deve informar os preços praticados, mas não pode usar essa tabela para discriminar clientes em função de serem portugueses, estrangeiros, residentes ou turistas.

A lei permite diferenças, mas não por esse motivo

Há situações em que um estabelecimento pode cobrar preços diferentes pelo mesmo produto ou serviço. A DECO, citada pelo Polígrafo, explica que a variação pode existir consoante o espaço onde o consumo ocorre. É o caso, por exemplo, de preços diferentes entre balcão, sala interior ou esplanada, desde que essa diferença esteja devidamente indicada ao consumidor antes do consumo.

Também podem existir menus especiais, promoções, descontos para grupos, campanhas temporárias ou condições associadas a cartões de fidelização. O ponto essencial é que a regra seja objetiva, transparente e aplicável sem discriminação ilegal. O que não é admissível é cobrar um valor a um cliente por ser turista e outro a um cliente por ser português, se ambos pedirem exatamente o mesmo produto, no mesmo local e nas mesmas condições.

A nacionalidade não pode definir o preço

A diferenciação com base na nacionalidade ou residência pode configurar uma prática discriminatória. O problema não está apenas no valor cobrado, mas no critério usado para distinguir clientes. Se um café custa 1,80 euros para quem é estrangeiro e 90 cêntimos para quem é português, a diferença não resulta do serviço prestado, do local escolhido ou de uma promoção acessível a todos. Resulta da origem, nacionalidade ou residência presumida do consumidor.

O Decreto-Lei n.º 92/2010, que transpôs a diretiva europeia dos serviços, estabelece que os destinatários dos serviços não podem ser discriminados em virtude da nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento. O mesmo diploma prevê que as condições gerais de prestação do serviço não podem ser discriminatórias por esses motivos, salvo quando exista uma justificação objetiva.

Segundo a DECO, situações deste tipo podem e devem ser denunciadas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, entidade responsável pela fiscalização económica em Portugal.

A legislação europeia também pesa

A questão não se limita ao direito português. O Regulamento (UE) 2018/302 visa prevenir o bloqueio geográfico injustificado e outras formas de discriminação baseadas na nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento dos clientes no mercado interno. Este regulamento foi criado sobretudo para combater bloqueios geográficos injustificados, mas reforça um princípio essencial: consumidores da União Europeia não devem ser tratados de forma diferente apenas por serem de outro país ou por residirem noutro Estado-membro.

Nos serviços prestados em espaços físicos, como cafés e restaurantes, a regra também pode ser relevante. Um consumidor estrangeiro não deve pagar mais apenas por não ser português. Além disso, quando esteja em causa discriminação em razão da nacionalidade, também pode estar em causa a Lei n.º 93/2017, que proíbe práticas discriminatórias no acesso a bens e serviços por motivos como nacionalidade, ascendência ou território de origem.

E se o preço estiver afixado?

A existência de uma tabela visível não resolve o problema se o critério for discriminatório. Um estabelecimento não pode simplesmente afixar “preço para turistas” e “preço para portugueses” e considerar que, por estar escrito, a prática fica legal. A afixação serve para garantir transparência, não para legitimar discriminação. O consumidor deve saber quanto paga, mas o preço deve respeitar as regras legais.

Isto significa que o estabelecimento pode diferenciar preços por local de consumo, modalidade de serviço ou campanha promocional. Mas não deve fazê-lo com base na nacionalidade ou residência do cliente.

Prática já foi detetada em zonas turísticas

A prática não é nova. Segundo o Polígrafo, o tema já tinha sido referido pelo Expresso em notícias sobre restaurantes em zonas turísticas, nomeadamente na Baixa de Lisboa, onde alguns estabelecimentos aplicavam estratégias para cobrar mais a turistas sem afastar a clientela local.

Estas situações tendem a surgir em zonas com grande pressão turística, onde os preços podem variar de forma significativa e onde muitos consumidores estrangeiros desconhecem os valores médios praticados. Ainda assim, o facto de uma prática ser comum não a torna legal. E o consumidor que se sinta prejudicado pode pedir esclarecimentos, exigir fatura e apresentar reclamação.

O que pode fazer o consumidor

Perante uma situação deste tipo, o consumidor deve confirmar o preço afixado, pedir explicação ao estabelecimento e solicitar fatura com o valor pago. Se perceber que o preço varia apenas por ser português, turista, estrangeiro ou residente, pode apresentar queixa no Livro de Reclamações ou denunciar o caso à ASAE.

Quando esteja em causa discriminação por nacionalidade, o caso também pode ser comunicado à Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial, que tem competência para receber denúncias relacionadas com práticas discriminatórias previstas na lei.

No essencial, restaurantes e cafés podem praticar preços diferentes em certas condições, mas essas diferenças têm de ser objetivas, claras e legalmente admissíveis. Cobrar mais a turistas e menos a portugueses, apenas por essa razão, não tem base legal e pode ser denunciado.

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Investigadores da UAlg estudam ratinho espinhoso africano resistente a tumores

9 June 2026 at 18:10

Uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-Ri), da Universidade do Algarve (UAlg), e do Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM) publicou na revista Scientific Reports um estudo sobre o ratinho espinhoso africano, conhecido cientificamente como Acomys.

A espécie é conhecida pela elevada capacidade de regeneração tecidular e pela resistência ao desenvolvimento de tumores, características que estão agora a abrir novas perspetivas de investigação sobre mecanismos biológicos associados à prevenção do cancro e à medicina regenerativa.

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam após uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal, tornando-se um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, uma vez que tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células. Esta semelhança levou os investigadores a questionar se organismos com maior capacidade de regeneração poderiam ter também maior propensão para desenvolver cancro.

Ratinho espinhoso resistiu à formação de tumores

Os resultados do estudo apontam, no entanto, em sentido contrário. A equipa comparou a resposta do ratinho espinhoso africano com a de ratinhos de laboratório convencionais, da espécie Mus musculus, depois de ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum.

Para compreender esta diferença, os investigadores analisaram, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies. Os dados mostram que o ratinho espinhoso desencadeia uma resposta biológica distinta quando exposto a fatores capazes de provocar cancro.

Este animal ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas. Quando o dano é controlado, a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais.

Outro dos aspetos observados foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas, mecanismo que permite eliminar células com alterações genéticas antes de estas se transformarem em células cancerígenas.

Investigação pode ajudar a identificar novos alvos terapêuticos

Para Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo, os resultados mostram que regeneração e resistência ao cancro podem estar ligadas.

“Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas”, explica o investigador.

“O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores”, acrescenta.

O estudo posiciona os mecanismos de regeneração tecidular como uma possível chave para a prevenção do cancro. Compreender como o ratinho espinhoso africano consegue controlar a multiplicação celular poderá contribuir para identificar novos alvos terapêuticos e apoiar o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano.

A investigação poderá ainda abrir caminho a novos avanços na medicina regenerativa, ao permitir compreender melhor como alguns organismos conseguem reparar tecidos sem desencadear processos tumorais.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

Artigo disponível em: Resistance to tumorigenesis in the african spiny mouse (Acomys) correlates with upregulation of multiple tumor suppressor genes

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Engel & Völkers Faro-Tavira reforça ligação ao desporto com patrocínio de torneio de padel

9 June 2026 at 18:00

A Engel & Völkers Faro-Tavira será a patrocinadora oficial do torneio “Play Like a Premier”, um evento de padel que promete reunir jogadores, parceiros, clientes e entusiastas da modalidade nos dias 13 e 14 de junho, na prestigiada Pedras Tennis & Padel Academy, localizada no empreendimento Pedras da Rainha, em Cabanas de Tavira.

Esta iniciativa reforça o compromisso da Engel & Völkers com a promoção de estilos de vida ativos, do bem-estar e da ligação à comunidade local, associando-se a uma modalidade que tem registado um crescimento exponencial em Portugal e que reflete valores como a superação, o espírito de equipa e a excelência.

O torneio contará com diferentes categorias de competição, incluindo D1 (Feminino 5/6 e Masculino 4/5) e D2 (Misto 5/6), proporcionando momentos de competição saudável e convívio entre participantes de diferentes níveis.

Crédito: Engel & Völkers Faro-Tavira

Durante os dois dias de evento, a equipa da Engel & Völkers Faro-Tavira estará presente para apoiar a organização, receber convidados e fortalecer relações com clientes, parceiros e a comunidade empresarial da região. A presença da marca neste torneio enquadra-se na estratégia de proximidade e envolvimento local que tem vindo a desenvolver em todo o Sotavento Algarvio.

Segundo a organização, o evento pretende criar uma experiência diferenciadora que combina desporto, lazer e networking num ambiente descontraído e familiar, tirando partido da excelente localização e infraestruturas da Pedras Tennis & Padel Academy.

Com esta parceria, a Engel & Völkers Faro-Tavira continua a afirmar-se não apenas como uma referência no mercado imobiliário de luxo do Algarve, mas também como uma marca comprometida com iniciativas que promovem qualidade de vida, comunidade e experiências memoráveis. A Engel & Völkers Faro-Tavira convida toda a comunidade local a acompanhar este evento e a celebrar dois dias dedicados ao desporto, à convivência e ao espírito competitivo.

A Engel & Völkers Faro-Tavira convida toda a comunidade local a acompanhar este evento e a celebrar dois dias dedicados ao desporto, à convivência e ao espírito competitivo.

Crédito: Pedras Tennis & Padel Academy

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Vêm aí trovoadas secas e o tempo vai ‘ferver’: o calor chega nestes dias e não vai poupar estas regiões

9 June 2026 at 17:50

As previsões apontam para uma mudança clara no estado do tempo já a partir de 10 de junho, feriado do Dia de Portugal, com uma subida acentuada das temperaturas e condições típicas de verão em grande parte do território. O cenário prolonga-se no dia seguinte, 11 de junho, com calor mais intenso, noites tropicais e um aumento significativo do risco de incêndio, num contexto de atmosfera seca e estável.

De acordo com o Luso Meteo, um portal especializado em meteorologia e análise atmosférica, esta evolução está associada à aproximação de um anticiclone que favorece tempo seco e subida térmica generalizada. Segundo a mesma fonte, os valores devem atingir ou ultrapassar os 35 graus em várias regiões, com tendência para noites mais quentes já a partir de quinta-feira e presença de avisos de calor emitidos pelo IPMA em algumas zonas.

Transição marcada entre nortada e vento de leste

Nos dias antecedentes, o regime atmosférico ainda revela alguma transição. Na quarta-feira, 10 de junho, o vento de norte continua a dominar, sobretudo no litoral e nas terras altas, onde poderá soprar com intensidade moderada a forte. Ainda assim, a nebulosidade será reduzida e a subida das temperaturas já se faz sentir, sobretudo no interior, onde os termómetros poderão aproximar-se dos 35 graus.

O contraste surge no dia seguinte. Na quinta-feira, 11 de junho, o vento roda para leste, alterando o padrão de circulação e permitindo a entrada de ar mais quente e seco. Este fator contribui para uma subida mais expressiva das temperaturas máximas, que poderão aproximar-se dos 40 graus nas regiões mais expostas, em linha com o que outros modelos meteorológicos também indicam para esta altura.

Calor intenso e ambiente seco agravam risco de incêndio

Além do calor, outro elemento ganha relevância. A humidade relativa do ar deverá manter-se baixa, tanto durante o dia como à noite, o que reduz a formação de neblinas e aumenta o risco de ignições e propagação de incêndios. Dados recentes do IPMA mostram aliás que o risco de incêndio tende a agravar-se nestas condições, podendo atingir níveis elevados ou máximos em vários concelhos do continente.

A evolução atmosférica não deverá, para já, trazer precipitação significativa. Ainda assim, existe a possibilidade de instabilidade a partir do final da semana, com a formação de trovoadas em algumas áreas do interior. Num contexto de ar muito seco, esse fenómeno poderá ocorrer na forma de trovoadas secas, mais associadas ao risco de incêndio do que à precipitação eficaz.

Ilhas com cenário distinto, mas também mais quente

Nas regiões autónomas, o cenário mantém diferenças. Nos Açores, prevê-se maior presença de nuvens e possibilidade de aguaceiros fracos, apesar de temperaturas relativamente amenas. Já na Madeira, o calor também se fará sentir, embora com menor intensidade, acompanhado de vento que tende a enfraquecer ao longo destes dias.

No conjunto, o período entre 10 e 11 de junho marca o arranque de um episódio de calor mais persistente, que poderá intensificar-se nos dias seguintes. Segundo a mesma fonte, este contexto antecede uma fase ainda mais quente prevista para o fim da semana, reforçando os sinais de um início de verão antecipado e potencialmente exigente em termos de risco meteorológico e operacional.

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Apoio de 13.000 € da Fundação Galp vai requalificar ginásio dos Inter-Vivos em Martim Longo

9 June 2026 at 17:37

A Inter-Vivos – Associação de Jovens do Nordeste Algarvio recebeu um apoio de 13 mil euros através do Programa Fundação Galp Solidária 2.0, destinado à requalificação do ginásio da associação, em Martim Longo, no concelho de Alcoutim.

O financiamento foi atribuído ao projeto “Requalificação do Ginásio Inter-Vivos – Promoção da Saúde e Igualdade no Interior” e permitirá modernizar aquela que é considerada a única infraestrutura de fitness existente na freguesia.

A entrega simbólica do apoio decorreu no passado sábado, durante o evento “Inter-Vivos em Festa”, que reuniu centenas de pessoas na sede da associação. A cerimónia contou com a presença da diretora executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício, e do presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino.

Segundo a associação, o apoio representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos Inter-Vivos em prol da comunidade e permitirá substituir equipamentos degradados, adquirir novo material de treino e melhorar as condições de utilização do espaço.

Ginásio assume papel essencial no interior do concelho

Para André Martins, presidente da direção dos Inter-Vivos, este apoio representa “muito mais do que a renovação de equipamentos”.

“É um investimento na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida da nossa comunidade. Numa freguesia do interior, onde as oportunidades de acesso a infraestruturas desportivas são limitadas, esta requalificação permitirá continuar a oferecer um serviço essencial à população e melhores condições aos nossos atletas”, afirma.

O ginásio dos Inter-Vivos é atualmente o único equipamento deste género em Martim Longo, sendo que as alternativas mais próximas se encontram a várias dezenas de quilómetros. Esta realidade dificulta o acesso regular da população à prática de atividade física.

Além dos utilizadores particulares, o espaço é também utilizado pelos atletas da associação, desempenhando um papel importante na preparação física das equipas de futsal e na promoção de hábitos de vida saudáveis junto dos jovens.

A associação estima que a requalificação permita aumentar o número de utilizadores, melhorar as condições de segurança e conforto e contribuir para combater o sedentarismo, o isolamento e as desigualdades de acesso a serviços essenciais no interior do país.

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É legal cobrar para encher os pneus? Saiba o que diz a lei

9 June 2026 at 16:50

Para quem conduz regularmente, há um detalhe que começa a ser mais visível em alguns postos de abastecimento: encher os pneus já não é sempre gratuito. Em vários locais, o serviço passou a ter custo e a questão repete-se entre os automobilistas. Afinal, é legal cobrar pelo ar? Em Portugal, a resposta tende a ser afirmativa, desde que o preço esteja claramente indicado antes da utilização.

De acordo com a ENSE, entidade pública responsável pela fiscalização e supervisão do setor energético, não existe uma obrigação legal geral que imponha aos postos de abastecimento a disponibilização gratuita de ar para os pneus ou de água para apoio ao veículo. Segundo a mesma entidade, estes serviços são considerados uma mais-valia do posto e uma cortesia comercial, ficando ao critério de cada operador, salvo regimes específicos aplicáveis a determinadas infraestruturas.

O enquadramento legal que não é óbvio

A ausência de uma obrigação geral de gratuitidade é o ponto de partida para entender o fenómeno. A legislação em vigor regula a atividade dos postos de abastecimento, mas não estabelece, como regra geral, que serviços complementares, como o enchimento de pneus, tenham de ser gratuitos.

Isso não significa, porém, que tudo seja permitido. O essencial está na transparência. O Decreto-Lei n.º 138/90 determina que os preços das prestações de serviços devem estar afixados, de forma visível, no local onde são propostos ou prestados ao consumidor. A ASAE reforça esta exigência, sublinhando que a indicação do preço deve ser visível, inequívoca, fácil e perfeitamente legível.

Na prática, isto traduz-se num princípio simples. O posto pode cobrar pelo ar, mas não deve fazê-lo sem informar claramente o cliente. A indicação do preço não é opcional e a sua ausência pode justificar reclamação junto das entidades competentes.

Nem todos os casos são iguais

Apesar deste enquadramento geral, existem diferenças relevantes consoante o tipo de infraestrutura. Nas áreas de serviço inseridas em zona de domínio público rodoviário e nos postos de abastecimento marginais às estradas abrangidas pela Portaria n.º 54/2015, há regras próprias sobre os serviços que devem estar disponíveis.

A portaria prevê, entre os serviços mínimos, o fornecimento de ar através de instrumentos devidamente calibrados e água para apoio aos veículos. No caso das áreas de serviço, estabelece ainda que devem assegurar combustível, energia e equiparáveis, ar, água e instalações sanitárias durante 24 horas, com exceções e horários reduzidos que podem ser autorizados nos termos previstos no diploma.

No entanto, disponibilizar o serviço não significa que tenha de ser gratuito. O diploma impõe regras de funcionamento e de disponibilidade, mas não determina que o fornecimento de ar ou água seja feito sem custos para o utilizador.

Fora deste regime especial, a margem dos operadores é maior. Cada posto decide se mantém o serviço gratuito, como estratégia de fidelização, ou se opta por sistemas pagos, normalmente associados a equipamentos mais modernos, automáticos e sujeitos a manutenção.

Por que está a acontecer esta mudança

Nos últimos anos, começaram a surgir vários exemplos concretos de cobrança. Casos em postos da Shell, Galp e Repsol têm sido noticiados em Portugal, embora nem todos tenham o mesmo grau de confirmação pública direta.

Um dos casos mais citados encontra-se no Seixal. Segundo o Polígrafo, site português especializado em verificação de factos, o posto da Shell nessa zona cobra um euro por cinco minutos de utilização do serviço de ar e água desde 2021, data em que abriu ao público. Segundo a mesma fonte, o modelo foi implementado desde o início e não resulta de uma mudança recente.

Em 2026, o Polígrafo noticiou também um projeto-piloto da Galp com máquinas pagas para utilização de ar comprimido e água. A empresa justificou a medida com o aumento de situações de vandalismo, uso abusivo dos equipamentos, custos de manutenção, eletricidade, água, substituição de mangueiras, pistolas e válvulas, bem como a necessidade de aferição metrológica dos equipamentos de ar comprimido.

Essa aferição não é um detalhe menor. A Portaria n.º 358/2023 aprova o regulamento do controlo metrológico legal dos manómetros para pneumáticos de veículos automóveis e prevê verificação periódica anual, precisamente para garantir que a medição da pressão dos pneus é fiável.

Uma tendência que não é exclusiva de Portugal

A mudança não se limita ao mercado nacional. Segundo operadores citados na imprensa, pagar pelo uso de máquinas de ar comprimido e água já é uma realidade noutros países europeus.

Em Portugal, a prática ainda não é dominante. Alguns operadores continuam a oferecer o serviço sem custos, sobretudo em zonas menos urbanas ou em postos independentes. Outros estão a testar modelos pagos, gratuitos ou híbridos, consoante a localização, o tipo de equipamento e a estratégia comercial.

No essencial, o princípio mantém-se. A cobrança pode ser legal, mas exige transparência. Segundo a ENSE, o fornecimento de ar e água continua a ser visto, em regra, como um serviço complementar, não como um direito gratuito garantido a todos os condutores.

O que deve verificar antes de usar

Antes de utilizar a máquina de ar, o condutor deve confirmar se existe indicação de preço junto ao equipamento. Se o serviço for pago, o valor deve estar visível antes da utilização, bem como as condições aplicáveis, por exemplo o tempo disponível, o modo de pagamento e o tipo de serviço incluído.

Se o equipamento pedir pagamento sem que o preço esteja claramente afixado, o consumidor pode pedir esclarecimentos no posto e apresentar reclamação. Quando está em causa falta de afixação de preços, a fiscalização cabe à ASAE.

Leia também: Governo prepara novo Código da Estrada e coimas mais pesadas: o que pode mudar para os condutores

Faro hasteia Bandeiras Azuis e reforça acessibilidade nas praias do concelho

9 June 2026 at 16:40

O Município de Faro assinalou esta terça-feira o hastear oficial das Bandeiras Azuis nas praias de Faro, Ilha da Barreta, também conhecida como Ilha Deserta, Ilha do Farol e Ilha da Culatra.

A distinção volta a reconhecer a qualidade ambiental, a segurança e os serviços disponibilizados nestas zonas balneares do concelho, numa época em que a autarquia reforça também medidas de acessibilidade, sustentabilidade e valorização dos espaços costeiros.

Para além da Bandeira Azul, foram igualmente hasteadas as distinções Qualidade de Ouro e Praia Zero Poluição, reconhecimentos que, segundo o Município de Faro, reforçam o seu compromisso com a “preservação ambiental, a gestão sustentável do território e a promoção de um turismo responsável”.

Praia de Faro reforça condições de acessibilidade

A acessibilidade voltou a merecer destaque nesta época balnear. Na Praia de Faro, junto ao Parque de Campismo, foi hasteada a bandeira “Praia Acessível”, que certifica as condições existentes para garantir o usufruto da praia por todas as pessoas, independentemente das suas capacidades físicas.

Além das habituais cadeiras anfíbias, rampas e tapete de acesso ao mar, foi instalada uma nova pérgula e um deck de apoio, equipamentos que procuram proporcionar maior conforto e melhores condições de utilização aos visitantes com mobilidade reduzida ou outras limitações.

No âmbito da valorização dos espaços balneares, foram ainda colocadas três poltronas produzidas com materiais reutilizados, integrando o código de conduta para a utilização responsável da praia. Foi também instalado um sistema de limpeza dos pés que permite remover a areia sem desperdício de água.

A autarquia realizou ainda intervenções de manutenção e melhoria das infraestruturas existentes, com o objetivo de contribuir para uma experiência mais confortável para residentes e visitantes.

De acordo com o Município, a qualidade e a segurança das praias continuam a ser prioridades. Durante a época balnear, é assegurada a limpeza diária das instalações sanitárias, incluindo equipamentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida.

São também realizadas colheitas e análises regulares à qualidade da água e da areia, garantindo condições adequadas para uma utilização segura dos espaços balneares. As praias dispõem ainda de vigilância permanente por nadadores-salvadores e de equipamentos de segurança.

Município promove ações de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar

No âmbito do Programa Bandeira Azul, o Município de Faro promove várias ações de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar, aos utilizadores das praias e à população em geral. Estas iniciativas decorrem nas escolas, no Polo Ambiental e nos espaços balneares do concelho.

Segundo a autarquia, estas ações procuram sensibilizar para a importância da conservação dos recursos naturais e “incentivar a participação ativa de todos na proteção do ambiente”.

Com estas distinções e investimentos, o Município de Faro afirma que reafirma o compromisso com a “qualidade ambiental, a inclusão, a segurança e a valorização sustentável do seu património natural”, consolidando o concelho como destino de excelência para residentes e visitantes.

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Vai à praia? Estes comportamentos podem dar multa e alguns chegam aos 2.500 euros

9 June 2026 at 16:30

Ir à praia em Portugal parece, à partida, uma das atividades mais simples do verão. Estender a toalha, abrir o guarda-sol e aproveitar o mar continua a ser rotina para milhares de pessoas, mas há regras que podem transformar um dia de descanso numa despesa inesperada.

De acordo com o Ekonomista, os comportamentos proibidos nas praias portuguesas estão definidos no Edital de Praia, publicado pela Autoridade Marítima Nacional, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 159/2012, de 24 de julho. As coimas variam consoante a infração e podem chegar aos 2.500 euros.

O edital da praia deve ser consultado

A época balnear de 2026 tem datas diferentes consoante a praia. Segundo o Governo, Portugal conta este ano com 671 águas balneares identificadas, entre águas costeiras, de transição e interiores. A Portaria n.º 204-A/2026/1, de 30 de abril, fixa as épocas balneares e identifica as praias de banhos onde é assegurada assistência a banhistas.

Com mais afluência aos areais, aumentam também as situações em que os banhistas devem conhecer as regras antes de ocupar a praia. A Autoridade Marítima Nacional define um conjunto de proibições gerais no edital-modelo de praia, mas há também regras que podem variar de local para local, consoante a sinalização, as zonas interditas, as áreas concessionadas e as decisões das entidades competentes.

Por isso, ao chegar a qualquer praia, é recomendável consultar o edital afixado à entrada. É nesse documento que estão indicadas as regras específicas do local, as zonas interditas, as áreas concessionadas, os espaços reservados a atividades e as restrições aplicáveis.

Música alta pode sair cara

Uma das infrações mais comuns está relacionada com o ruído. Colunas portáteis, altifalantes Bluetooth ou música audível a vários metros de distância podem incomodar outros banhistas e resultar em coima. Segundo o edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional, é proibida a utilização de equipamentos sonoros e o desenvolvimento de atividades geradoras de ruído que, nos termos da lei, possam causar incomodidade.

O incumprimento das normas constantes do edital pode dar origem a coimas entre 55 e 550 euros. Em certos casos, se estiver em causa ruído de vizinhança ou outra situação abrangida pelo Regulamento Geral do Ruído, pode existir outro enquadramento legal. Na prática, ouvir música na praia não é automaticamente proibido. O problema surge quando o som se torna incomodativo, perturba terceiros ou viola a sinalização e as regras locais.

Bola e raquetes só nas zonas próprias

Jogar à bola ou às raquetes é uma imagem habitual do verão, mas não é permitido em qualquer ponto da praia. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional proíbe jogos de bola ou atividades semelhantes fora das áreas expressamente destinadas a esse fim. A regra pretende evitar acidentes, incómodo para outros banhistas e conflitos em areais mais cheios.

Se a praia tiver uma zona desportiva assinalada, a prática deve ficar limitada a esse espaço. Quando não existir área própria, o mais seguro é evitar jogos que envolvam bolas, raquetes ou movimentos que possam atingir outros banhistas. O incumprimento das normas do edital pode ser sancionado, pelo que a regra essencial é simples: bola, raquetes e jogos semelhantes só nas zonas autorizadas.

Dormir ou acampar no areal também é proibido

Passar a noite na praia pode parecer uma ideia apelativa, mas a regra é clara: é proibido acampar ou pernoitar no areal.

O edital-modelo de praia interdita a prática de campismo e qualquer forma de pernoita nas praias. Montar uma tenda, estender um saco-cama ou dormir no areal pode levar à intervenção das autoridades e a sanção nos termos das regras aplicáveis.

A alternativa legal passa pelos parques de campismo ou por espaços autorizados para esse efeito. Esta proibição está associada a razões de segurança, limpeza, proteção ambiental e gestão do espaço público.

Carros, motas e outros veículos no areal podem dar multa pesada

A infração mais cara é a circulação ou estacionamento de veículos motorizados em praias, dunas, arribas ou zonas interditas fora dos locais autorizados. Automóveis, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos não podem circular livremente no areal ou em zonas sensíveis do litoral.

Segundo o Decreto-Lei n.º 159/2012 e o edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional, esta infração pode ser punida com coima entre 250 e 2.500 euros para pessoas singulares. É uma das regras mais relevantes, sobretudo em praias com acessos informais, zonas de dunas ou estacionamento desordenado junto ao litoral.

Além da coima, a circulação de veículos nestes locais pode causar danos ambientais, destruir vegetação dunar e colocar em risco outros utilizadores.

Cães nem sempre são permitidos

Levar o cão à praia também exige atenção. Os animais só podem circular ou permanecer nas zonas autorizadas, de acordo com o edital, a sinalização local e as regras aplicáveis à praia. Nas praias ou zonas autorizadas para animais, é obrigatório respeitar as regras definidas, incluindo controlo do animal, uso de trela quando exigido e recolha de dejetos.

A exceção aplica-se aos cães de assistência, como cães-guia, cães para surdos ou cães de serviço, desde que devidamente certificados. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional prevê expressamente essa exceção. Antes de levar o animal, o ideal é confirmar se a praia permite a entrada de cães e quais as condições aplicáveis. A sinalização local deve ser respeitada.

Desportos náuticos têm zonas próprias

Surf, kitesurf, windsurf e outras modalidades náuticas não podem ser praticadas em zonas reservadas a banhistas quando representem perigo para quem está na água. Nas praias onde estas atividades são permitidas, existem normalmente zonas delimitadas para entrada, saída e prática dos desportos.

A utilização fora dessas áreas pode originar coima entre 55 e 550 euros, quando esteja em causa o incumprimento das limitações legais para atividades náuticas ou das determinações das autoridades marítimas. A regra procura evitar colisões, acidentes e situações de risco em zonas de banho. Mesmo quando o mar parece calmo, pranchas, velas e equipamentos de maior dimensão podem tornar-se perigosos se usados junto a banhistas.

Lixo, vidro e beatas continuam a ser problema

Abandonar lixo na areia é proibido e pode originar sanções. A regra aplica-se a embalagens, restos de comida, pontas de cigarro, garrafas, copos de vidro e outros resíduos. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional proíbe o depósito ou abandono de resíduos, objetos de vidro ou material contundente fora dos recipientes próprios. O vidro merece atenção especial, porque pode partir-se e causar ferimentos a banhistas, sobretudo crianças.

As beatas também não devem ficar na areia. A Lei n.º 88/2019 equipara pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros a resíduos sólidos urbanos e proíbe o seu descarte em espaço público. Além da questão ambiental, a limpeza das praias está ligada a distinções como a Bandeira Azul, que exige critérios rigorosos de qualidade, segurança e gestão ambiental.

A regra é simples: tudo o que vai para a praia deve sair da praia. O lixo deve ser colocado nos recipientes adequados ou levado de volta quando não existirem contentores disponíveis.

Nudismo só em praias autorizadas

Portugal tem praias e zonas autorizadas para naturismo, onde a prática do nudismo é permitida nos termos da lei. Fora desses locais, o nudismo integral pode originar intervenção das autoridades, sobretudo se houver queixas ou incumprimento da sinalização e das regras locais. A Lei n.º 53/2010 regula a prática do naturismo e a criação de espaços próprios, incluindo praias autorizadas e devidamente sinalizadas.

O topless não é tratado da mesma forma que o nudismo integral, mas pode gerar advertências ou intervenção das autoridades se houver conflito no local ou se forem desrespeitadas orientações aplicáveis. A recomendação passa por confirmar previamente se a praia é autorizada para naturismo e respeitar as regras do espaço.

Fumar depende da sinalização

Fumar na praia deve ser sempre avaliado à luz da sinalização existente, das regras locais e das condições definidas para cada zona balnear, incluindo áreas concessionadas. Antes de fumar, o banhista deve verificar se existe indicação de proibição no local. Mesmo quando não exista proibição expressa, as beatas nunca devem ser deixadas na areia.

A acumulação de resíduos de tabaco continua a ser uma das principais fontes de poluição nos areais. A lei proíbe o descarte de beatas em espaço público e prevê coimas para essa conduta.

As multas podem variar consoante a infração

As coimas previstas para comportamentos proibidos nas praias variam bastante. Circular ou estacionar com veículos motorizados no areal, em dunas ou arribas fora dos locais permitidos pode chegar aos 2.500 euros. A música alta, o incumprimento das normas do edital e os desportos náuticos em zona de banhistas podem implicar coimas entre 55 e 550 euros. Permanecer em zonas interditas ou transpor barreiras de proteção pode dar coimas entre 30 e 100 euros.

Estes valores podem mudar consoante o enquadramento legal aplicado, a natureza da infração e as circunstâncias concretas. Por isso, mais do que decorar coimas, importa conhecer a regra essencial: a praia é um espaço público, mas não é um espaço sem normas.

Um dia de praia sem surpresas

A maioria das proibições tem uma finalidade comum: proteger os banhistas, preservar o ambiente e garantir que todos podem usar a praia sem incómodo ou perigo. Consultar o edital, respeitar a sinalização, evitar ruído excessivo, não levar veículos para zonas proibidas, confirmar regras sobre animais e manter o areal limpo são cuidados simples.

No essencial, ir à praia continua a ser uma das melhores formas de aproveitar o verão em Portugal. Mas há comportamentos que podem sair caros, e alguns deles são mais comuns do que muitos banhistas imaginam.

O coração que se defende batendo | Por Isabel Duarte

9 June 2026 at 16:10

O coração bate. Bate antes do primeiro choro e só cessa quando o corpo cessa. No adulto, repete o gesto cerca de cem mil vezes por dia, sem férias nem domingos. Recebe sangue oxigenado, nutrientes em abundância, vasos sanguíneos por toda a parte. À luz da biologia que se aprende na escola, deveria ser um terreno fértil para o cancro: rico, irrigado, vivo. E, no entanto, é uma das raríssimas excepções.

Os tumores primários do coração são tão pouco frequentes que ocupam um parágrafo apenas nos manuais de patologia. Durante décadas, várias hipóteses tentaram explicar esta resistência. Dizia-se que as células do coração já não se dividem, que o tecido cardíaco é demasiado muscular para acomodar um tumor, que a circulação rápida não permite às metástases fixarem-se. Nenhuma destas explicações era inteiramente convincente. O coração permanecia um enigma anatómico, vizinho dos pulmões, do fígado, do estômago (todos eles vulneráveis), mas aquele protegido por uma razão que ninguém sabia justificar.

Crédito: pexels

Em Abril de 2026, uma equipa italiana do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology de Trieste, liderada por Giulio Ciucci e Serena Zacchigna, publicou na revista Science uma explicação tão simples que parece literatura: O que defende o coração do cancro é o próprio bater do coração.

A intuição partiu de uma observação clínica. Em doentes com insuficiência cardíaca grave, quando se implanta um dispositivo que assume a função de bombear o sangue, o coração descansa, e as suas células voltam a multiplicar-se, coisa que normalmente não fazem no adulto. Os cardiomiócitos regeneram-se a uma taxa de apenas cerca de 1% ao ano. Aliviada a pressão, retomam o hábito esquecido de se dividirem.

E se essa mesma pressão impedisse também as células cancerosas de proliferar?

Para testar esta hipótese, foi necessário fazer algo inverosímil: Construir um coração vivo que não batesse. Os investigadores transplantaram um segundo coração de ratinho para o pescoço de outro ratinho, ligado à sua circulação. O órgão recebia sangue, oxigénio e nutrientes, mas não bombeava, não suportava pressão, e como tal não batia. Em seguida, injectaram células cancerosas humanas em ambos os corações: O nativo, que continuava o seu normal batimento, e o transplantado, condenado a um repouso forçado. Os resultados foram claros. No coração imóvel, o tumor multiplicou-se sem restrição. No coração que batia, o tumor ocupou apenas cerca de 20% do tecido. O restante tecido cardíaco resistiu ao desenvolvimento tumoral.

Mais do que observar e medir esta resistência à progressão tumoral, os cientistas precisaram de a compreender. Identificaram uma proteína, a Nesprin-2 [https://www.uniprot.org/uniprotkb/Q8WXH0/entry], situada entre a membrana da célula e o seu núcleo, que age como um mensageiro mecânico: traduz a pressão física da contracção em sinais que chegam ao ADN e silenciam os genes da proliferação. A célula “sente” que está a ser comprimida e “decide” não se dividir. O cancro, que é (de uma forma simplificada) uma divisão descontroloda das células, encontra ali uma parede sem porta. Não é um gene que o detém. É o processo rítmico que o impede.

E é esta constatação que me parece mais notável, e que justifica esta crónica: A natureza do mecanismo. Estamos habituados a pensar que o corpo se defende com biomoléculas: anticorpos, enzimas, hormonas, células “assassinas”. Quase toda a medicina moderna se construiu sobre moléculas que se ligam a outras moléculas. Aqui, pela primeira vez com tanta clareza, descobre-se que o corpo se defende também com movimento. Que a fisicalidade do bater, o ritmo, a compressão que se repete, é em si uma forma de imunidade. A vida, ao mover-se, protege-se.

O grupo de Trieste trabalha agora com um grupo de engenheiros, num dispositivo para vestir no combate ao melanoma (um agressivo tipo de cancro da pele) que comprime os tecidos na cadência aproximada de um batimento cardíaco. Os primeiros resultados, dizem, são encorajadores. Imaginar a medicina futura como um exercício de aplicar pressões certas, em sítios certos, no instante certo, é hoje menos absurdo do que era ontem.

Mas há algo aqui que vai muito além da prática clínica. Aprendemos, desde Hipócrates, a pensar a doença como um excesso ou uma falta (de bílis, de açúcar, de células, de oxigénio). Raramente a pensamos como uma falha de ritmo. E todavia o coração, que é por definição rítmico, sugere-nos agora que a saúde pode ser, em parte, uma questão de cadência. De insistência. De voltar sempre ao mesmo gesto.

O coração não bate para sobreviver. Bate porque é essa a sua maneira de existir. E ao fazê-lo, sem saber, sem propósito, sem destino, defende-se daquilo que nem imaginava ter de combater.

Referências:

Ciucci, G. et al. Mechanical load inhibits cancer growth in mouse and human hearts. Science 392, eads9412 (2026). doi:10.1126/science.ads9412.

Fieldhouse, R. How your heartbeat could keep cancer at bay. Nature News (23 Abril 2026). doi:10.1038/d41586-026-01296-z.

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Olhanense Rui Murta sagra-se bicampeão no Portimão Box Cup

9 June 2026 at 15:57

O algarvio Rui Martim Melo Murta sagrou-se campeão pela segunda vez consecutiva no Portimão Box Cup 2026, torneio internacional de boxe que voltou a destacar o jovem atleta olhanense.

Filho de Sílvia Melo e Sandro Murta, Rui Martim treina no Centro de Treinos de Olhão, sob orientação do mestre João Vieira, e continua a afirmar-se como uma das jovens promessas da modalidade.

Segundo a nota enviada, Rui Martim Melo Murta é “um atleta dedicado, focado e disciplinado”, treinando todos os dias para continuar a evoluir e alcançar novos resultados.

Medalha de ouro volta a destacar Olhão

A conquista representa a segunda medalha de ouro consecutiva alcançada pelo atleta no Portimão Box Cup, levando novamente o nome de Olhão ao topo da competição.

De acordo com o comunicado, Rui Martim Melo Murta “já é o segundo ano que trás para a nossa cidade de Olhão a medalha de ouro”, depois de ter competido frente a um atleta irlandês e disputado a final com um atleta português.

O jovem pugilista prepara agora os próximos desafios competitivos, mantendo o foco nos combates agendados para este ano e na preparação para a próxima edição do Box Cup.

Segundo a mesma nota, “o Rui Murta vai trabalhar para os próximos combates que virão ainda este ano e preparar-se para o Box Cup do ano que vem”.

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Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado

9 June 2026 at 15:47

Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.

A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.

A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.

Decisão de avançar com a doação

Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”

O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.

Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.

Reforço da capacidade de resposta clínica

Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.

O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.

Impacto direto nos doentes

Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”

A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.

Investimento com leitura simbólica

A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.

O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.

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Lagos revive Arte Xávega em homenagem a Zé Bala

9 June 2026 at 15:32

A Meia Praia voltou a ser palco da Arte Xávega, tradição que marcou durante décadas a vida das comunidades piscatórias de Lagos e que foi agora retomada em contexto cultural, com o apoio do Município.

O primeiro lançamento realizou-se no passado dia 6 de junho, no areal junto ao Bairro 1.º de Maio, reunindo moradores, populares e visitantes. A iniciativa contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira.

A recuperação desta prática resulta do protocolo de colaboração assinado, em março de 2026, entre o Município de Lagos e a Associação de Moradores 1.º de Maio, que definiu as condições para dar continuidade à Arte Xávega enquanto manifestação cultural de carácter episódico.

Homenagem a Zé Bala marcou o regresso da tradição

Este primeiro lançamento teve também um significado simbólico, ao ser dedicado à memória de José da Glória Santos, conhecido por Zé Bala, falecido no final de 2025. Considerado um guardião desta tradição, Zé Bala dedicou grande parte da sua vida à preservação da Arte Xávega, tornando-se uma das figuras mais associadas à sua continuidade na Meia Praia.

Segundo a autarquia, o momento foi acompanhado por dezenas de pessoas, que assistiram com emoção ao regresso de uma prática que muitos receavam estar em risco de desaparecer.

Hugo Pereira sublinhou o compromisso do Município de Lagos com a salvaguarda do património cultural imaterial do concelho, defendendo que “a Arte Xávega da Meia Praia integra um conjunto de práticas e saberes que definem a identidade de Lagos e das suas gentes e que importa proteger, não apenas como herança, mas como memória viva para as novas gerações”.

Em articulação com a Associação de Moradores 1.º de Maio, o município prevê a realização de novos lançamentos ao longo do ano, que serão anunciados previamente nos respetivos canais de comunicação.

De acordo com a Fototeca Municipal de Lagos, a Arte Xávega “é uma técnica de pesca tradicional com arte envolvente-arrastante e alagem para terra”.

A rede é lançada ao mar com o apoio de uma embarcação e, depois, puxada a partir de terra pela companha e ajudantes.

A mesma fonte recorda que este processo, feito com força braçal humana, tem uma duração média de quatro horas e que a prática assumiu, na comunidade local, grande importância devido às dinâmicas socioculturais e económicas de natureza cooperativista.

Os participantes integram um grupo heterogéneo, composto por homens e mulheres de várias idades e profissões, que continuam a envolver-se na atividade “para não deixar morrer a tradição, pelo convívio, e pelo prazer que retiram de uma actividade recolectora que os coloca como protagonistas directos da sua subsistência, pois no fim também levam o seu quinhão de peixe”.

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FlixBus avança com duas novas rotas que ligam Portugal a Espanha por menos de 15€

9 June 2026 at 15:22

A FlixBus anunciou a criação de duas novas ligações rodoviárias entre Portugal e Espanha, com partidas a partir de Lisboa e Braga e destinos em Badajoz e Madrid, respetivamente. De acordo com a NiT, a expansão inclui também novas paragens intermédias e reforça a presença da operadora alemã em zonas do interior, com bilhetes a partir de valores inferiores a 15 euros.

A ligação Lisboa–Badajoz marca também a entrada da empresa no Alto Alentejo, passando a permitir ligações diretas a várias localidades fronteiriças. Segundo a mesma fonte, Elvas, Borba e Estremoz passam a estar integradas na rede internacional da operadora, juntamente com novas conexões a Setúbal e Montemor-o-Novo.

A rota será assegurada com dois horários diários, um em cada sentido, com partidas da Gare do Oriente às 9:45 h e de Badajoz às 16:25 h. A duração estimada da viagem é inferior a quatro horas, o que coloca esta ligação entre as mais rápidas no eixo rodoviário ibérico.

Expansão também chega ao Norte

No caso da nova ligação Madrid–Braga, o serviço estará disponível todos os dias da semana, com dois horários diários em sentidos opostos. Conforme a mesma fonte, as partidas de Madrid têm início às 00:15 h, a partir do aeroporto da capital espanhola, enquanto a viagem de Braga parte às 22:45 h do Centro Coordenador de Transportes.

Esta ligação reforça a conexão entre o Minho e a capital espanhola, incluindo o acesso direto ao aeroporto Madrid-Barajas, um dos principais hubs internacionais da Península Ibérica.

Rede mais alargada e novas paragens

A NiT refere que a nova oferta não se limita às duas cidades principais, já que a operação Lisboa–Badajoz introduz também ligações diretas a várias localidades do interior alentejano e à fronteira. Este reforço permite encurtar distâncias entre zonas com menor densidade populacional e os principais corredores urbanos.

Em declarações citadas pela publicação, o diretor das operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, sublinha que a expansão representa um passo importante na estratégia da empresa no país. “A chegada da FlixBus a Extremoz, Borba e Elvas marca um momento importante na expansão da nossa rede em Portugal”, afirmou.

O responsável acrescenta ainda que o objetivo passa por reduzir assimetrias territoriais. “A nova expansão vai contribuir para reduzir as assimetrias entre litoral e interior, promovendo uma maior coesão territorial e impulsionando o desenvolvimento económico de territórios de baixa densidade populacional”, referiu.

Bilhetes já disponíveis com preços abaixo dos 15 euros

Os bilhetes para as novas ligações já estão disponíveis através da aplicação e do site da FlixBus, bem como em pontos de venda físicos e agências de viagens parceiras. Os preços começam nos 14,99 euros para a ligação Braga–Madrid e nos 11,99 euros para Lisboa–Badajoz.

Há ainda opções mais económicas em trajetos internos associados às novas rotas, com valores a partir de 9,49 euros entre Lisboa e Elvas e de 8,49 euros para Lisboa–Estremoz, reforçando a aposta em tarifas de baixo custo no transporte rodoviário internacional.

Mobilidade ibérica em expansão

A operadora destaca também o papel crescente do transporte rodoviário de longo curso no contexto atual. Em declarações citadas pela mesma fonte, a empresa sublinha que a procura por soluções de mobilidade mais acessíveis e sustentáveis tem vindo a aumentar, sobretudo em contexto de pressão nos custos energéticos.

Com estas novas ligações, a FlixBus reforça a sua presença no eixo ibérico, alargando a rede para zonas até agora menos servidas por transportes diretos internacionais.

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