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O Município de São Brás de Alportel realiza, entre 10 e 18 de junho, uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, na Argentina, com o objetivo de reforçar a ligação à comunidade emigrante são-brasense e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios.
A deslocação enquadra-se na estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, de reforço das relações institucionais internacionais e de promoção da identidade são-brasense além-fronteiras.
Segundo o município, a missão realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.
A missão assume especial significado pela ligação histórica e humana entre São Brás de Alportel e a Argentina. Nas primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais do concelho, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram.
Entre os destinos mais marcantes desta história encontra-se Comodoro Rivadavia, cidade da província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos principais polos históricos da emigração portuguesa no país.
De acordo com a autarquia, a comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém “uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel”.
A missão surge também na sequência do reconhecimento atribuído pelo município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para preservar os laços históricos e culturais entre as duas localidades.
A agenda da missão inclui reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa.
Estão ainda previstos contactos institucionais em Buenos Aires com o embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.
Além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.
A autarquia adianta que será dado “particular destaque” à valorização da memória da emigração, através da promoção de contactos entre entidades portuguesas e argentinas para recolha, preservação, digitalização e divulgação de documentação histórica, fotografias, testemunhos orais e outros registos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina.
Neste trabalho, a participação da Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, do Arquivo Municipal e do Museu do Traje de São Brás de Alportel assume especial relevância.
A presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, far-se-á acompanhar pelo vice-presidente, Pedro Ornelas, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.
Segundo o município, esta missão constitui “uma oportunidade para homenagear o legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina” e, ao mesmo tempo, reforçar os laços entre comunidades unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada.
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A investigação sobre uma mulher de 37 anos que terá fingido ser uma adolescente de 12 anos para ser adotada por uma família no Brasil levou à sua detenção e à reabertura de suspeitas sobre outros casos semelhantes. A situação ocorreu em Joinville, no Brasil, e prolongou-se durante 14 meses, período em que a mulher viveu integrada numa família adotiva sem levantar suspeitas imediatas.
De acordo com o jornal Nascer do Sol, a mulher, identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira, já tinha antecedentes de situações semelhantes, tendo sido detida em 2023 por alegadamente enganar várias pessoas ao afirmar ser menor de idade e vítima de redes de exploração. Nesse período, terá construído múltiplas narrativas falsas para sustentar a sua identidade.
Em Joinville, apresentou-se como Gabriele e aproximou-se da família depois de procurar uma igreja, onde contou que teria fugido do estado do Pará devido a alegados maus-tratos. Durante esse período, viveu como filha adotiva, beneficiando das condições proporcionadas pela família.
“Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família”, afirmou o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Bueno Gusso, citado pela mesma publicação. O mesmo responsável explicou que a mulher não recebia dinheiro diretamente, mas tinha acesso a tudo o que a família podia proporcionar, num ambiente descrito como confortável e controlado.
Ao longo dos 14 meses, a família não terá suspeitado da verdadeira idade da mulher, que justificava comportamentos e características físicas com alegadas condições médicas e experiências traumáticas na infância. Segundo a mesma fonte, usava até objetos associados a crianças, como biberões e chupetas, para reforçar a narrativa que apresentava.
A revelação do esquema terá começado com a desconfiança de uma tia da família, que decidiu procurar informação adicional na internet. “Ela nunca acreditou que ela era menor de idade, então começou a pesquisar na internet”, referiu o delegado responsável, acrescentando que essa investigação informal levou à descoberta de um caso semelhante no Rio de Janeiro.
A mulher foi novamente detida e ficou em prisão preventiva por decisão do tribunal, que determinou ainda a realização de exames de avaliação psicológica. O advogado de defesa, Rafael Luiz, citado pelo Nascer do Sol, sublinhou que aguarda os resultados da perícia para clarificar as circunstâncias do caso e definir os próximos passos processuais.
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