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Maioria dos portugueses defende prioridade máxima para cuidados paliativos no SNS

9 June 2026 at 09:21

Mais de dois terços dos inquiridos num estudo da Universidade de Coimbra divulgado hoje consideram que os cuidados paliativos devem ter prioridade máxima no Serviço Nacional de Saúde e 65,4% dizem preferir morrer em casa.

O estudo populacional foi realizado entre 8 e 24 de maio de 2026 e envolveu 1.041 adultos residentes em Portugal Continental, tendo como objetivo analisar “a perceção dos portugueses sobre os cuidados paliativos e o local de morte preferencial”.

Os resultados divulgados em comunicado pela Universidade de Coimbra (UC) mostram que 85,4% dos inquiridos reconhecem a importância elevada destes cuidados, dos quais 67,1% defendem que devem ter “prioridade máxima” no SNS e 18,3% “prioridade alta”.

Para a coordenadora do estudo, Bárbara Gomes, investigadora da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, “os resultados trazem novos dados para apoiar as políticas públicas e reforçar a resposta do SNS no apoio aos cuidados em fim de vida”.

Bárbara Gomes salienta a necessidade de “alinhar os serviços com as preferências e necessidades reais da população”.

Os dados revelam também que 65,4% dos participantes preferem morrer em casa, com 58,1% a ter preferência pela própria habitação, 7,3% em casa de familiares ou amigos, enquanto 8,1% escolheria uma unidade de cuidados paliativos.

A maioria dos inquiridos (55,1%) revelou já ter cuidado ou apoiado um familiar ou amigo próximo nos últimos meses de vida.

“As conclusões do estudo permitem inferir uma vontade populacional de reforço das estruturas de respostas domiciliárias, garantindo que os cuidados paliativos chegam às pessoas onde elas realmente desejam estar e fomentar políticas públicas com foco no doente”, afirma a coautora do trabalho e investigadora da FMUC, Mayra Delalibera.

Mayra Delalibera salienta que “a percentagem de pessoas que prefere morrer em casa é superior à obtida num inquérito semelhante realizado em 2010 (65% vs. 51%), o que indica um aumento desta preferência”.

Bárbara Gomes complementa: “Temos hoje sensivelmente o mesmo número de equipas domiciliárias de cuidados paliativos no SNS que tínhamos há dez anos; e teríamos menos não fosse o apoio de cinco novas equipas pela Fundação “la Caixa” desde 2021, no âmbito do Programa Humaniza”.

“Sabemos que estas equipas especializadas duplicam as chances de os doentes morrerem em casa com melhor controlo sintomático”, afirma.

Para Bárbara Gomes, “é urgente reforçar ou redirecionar verba da saúde para aumentar o número destas equipas e para incentivar financeiramente as carreiras dos profissionais que nelas trabalham, para reter e atrair mais”.

“A população pede e as vidas de milhares de doentes e de famílias em situação de doença terminal (adultos e crianças) não esperam pelo próximo Orçamento de Estado”, defende.

O estudo foi financiado pela Cátedra Floriani em Cuidados Paliativos da FMUC e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Em defesa de um acesso equitativo a cuidados paliativos de qualidade, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lançou uma petição, que já reúne cerca de 8.000 assinaturas e pode ser assinada em https://peticaopublica.com/?pi=PT131164.

“Em Portugal, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável. Destas, entre 70 e 85 mil morrem todos os anos com necessidade de cuidados paliativos. A elas juntam-se ainda milhares de crianças e jovens com doenças complexas que beneficiariam deste acompanhamento especializado”, lê-se na petição.

Segundo recomendações europeias, o país necessitaria de mais de 100 equipas comunitárias e intra-hospitalares e cerca de 1.000 camas especializadas, mas segundo a associação “a cobertura existente representa apenas uma fração desse valor, com fortes assimetrias territoriais e falta de respostas adequadas em várias regiões do país”.

Os peticionários apelam à expansão destas equipas em todo o país e ao reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na rede.

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Lagos esclarece migrantes sobre acesso à saúde em Portugal

8 June 2026 at 15:02

O CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) de Lagos promove na próxima quinta-feira, 11 de Junho, às 14h30, no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, a sessão informativa “Saúde em Portugal: Informação e Acesso para Todos”, uma iniciativa destinada a cidadãos estrangeiros residentes no concelho.

Integrada no plano de atividades do CLAIM para 2026, esta ação pretende esclarecer e sensibilizar a comunidade migrante sobre o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), os direitos e deveres dos utentes, bem como promover informação sobre saúde pública, vacinação e saúde individual e comunitária.

O programa contará com a participação de profissionais da Unidade Local de Saúde do Algarve e do Município de Lagos, que abordarão temas como os apoios municipais à população migrante, o acesso aos cuidados de saúde nos Centros de Saúde e nas Unidades Hospitalares, bem como questões relacionadas com a saúde pública e comunitária.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do formulário online disponível aqui.

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Número de internamentos indevidos está a subir. Já ultrapassam as 3000 camas

By: ZAP
3 June 2026 at 14:30
O número de pessoas que estão internadas indevidamente nos hospitais não param de aumentar. No final do mês de abril, havia 3493 camas ocupadas de forma indevida no SNS.  A informação foi apresentada esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Parlamento, na Comissão Parlamentar de Saúde. Cerca de 12% dos internamentos indevidos dizem respeito a cidadãos que aguardam decisões do tribunal. Em alguns casos, a espera supera um ano. De acordo com o Público, a ministra está a ser ouvida na Comissão Parlamentar de Saúde. O objetivo é esclarecer as razões para as altas taxas de ocupação

“Enfrentamos interesses poderosos”. Ministra da Saúde denuncia pressões de “gente de toda a espécie”

By: ZAP
3 June 2026 at 12:30
Ana Paula Martins defende o seu trabalho e afirma que o Governo está a ser culpado por problemas estruturais que demoram tempo a ser resolvidos. A ministra fala ainda em “interesses poderosos” que procuram condicionar o setor da Saúde em Portugal. A ministra da Saúde defendeu a atuação do Governo na gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS), argumentando que as reformas em curso estão a produzir resultados apesar das dificuldades herdadas. Num artigo de opinião publicado no Público, Ana Paula Martins sustentou que o Governo encontrou um sistema marcado por problemas estruturais acumulados ao longo de vários anos e

Internamentos indevidos nos hospitais continuam a aumentar

By: Lusa
2 June 2026 at 13:26

Internamentos indevidos continuam a aumentar nos hospitais e agravam a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde, alerta hoje a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

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