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Tem Via Verde? GNR alerta para erro comum ao passar nas portagens e há uma regra que deve cumprir

4 June 2026 at 11:00

Entrar por engano numa via manual das portagens quando se tem Via Verde pode acontecer a qualquer condutor, mas há uma regra essencial a cumprir: não faça marcha-atrás nem tente mudar de via através de uma manobra perigosa. O alerta foi deixado pela GNR, que recomenda manter a calma e usar o sistema de assistência disponível na própria cabine.

Se entrou na via errada nas portagens, não entre em pânico

Apesar de a Via Verde estar presente em muitas autoestradas portuguesas, continuam a existir portagens com vias manuais e vias identificadas com o símbolo da Via Verde. A própria Via Verde explica que, nas portagens com barreiras, os clientes devem usar as vias assinaladas com o respetivo símbolo e reduzir a velocidade, cumprindo os limites indicados no local.

Quando um condutor com Via Verde entra por engano numa via manual, a solução não passa por recuar, inverter o sentido de marcha ou tentar atravessar para outra via. De acordo com o alerta divulgado pela GNR de Setúbal, o condutor deve carregar no botão de chamada existente na cabine e aguardar pelas indicações.

Use o botão de chamada disponível nas portagens

Nas cabines manuais existe um sistema de contacto que permite pedir assistência sem sair do veículo nem realizar manobras arriscadas. Ao carregar no botão de chamada, o condutor pode explicar a situação ao operador, que dará as instruções adequadas para resolver o problema em segurança.

A informação da Via Verde indica que o identificador deve estar associado ao veículo e a um cartão de débito, sendo através da conta Via Verde que o valor da passagem pode ser consultado após a utilização da autoestrada.

Via Verde: manobras que nunca deve tentar

A GNR é clara no alerta aos condutores: se entrou numa via manual por engano, não faça marcha-atrás. Também não deve tentar inverter o sentido de marcha nem realizar qualquer manobra perigosa para mudar de via, sobretudo numa zona onde podem circular outros veículos e onde a atenção dos restantes condutores está focada no pagamento da portagem.

Estas manobras podem colocar em risco a segurança do próprio condutor, dos passageiros e dos restantes utilizadores da estrada. A recomendação passa por permanecer na via onde se encontra, pedir ajuda através do botão de chamada e seguir as indicações dadas pelos operadores das portagens.

Via Verde permite consultar movimentos e pagamentos

A Via Verde disponibiliza ainda uma área reservada onde os clientes podem consultar movimentos, extratos e eventuais pagamentos em falta. Esta informação pode ser útil para confirmar passagens, verificar débitos e acompanhar a utilização associada ao contrato.

Caso existam portagens por pagar, a Via Verde indica que os clientes podem aceder à área reservada para consultar em detalhe as passagens ou faturas associadas ao seu NIF e proceder à regularização, quando aplicável.

Um erro comum que deve ser resolvido com segurança

Entrar na via errada nas portagens é uma distração que pode acontecer, especialmente em momentos de maior trânsito ou em praças de portagem com várias opções de passagem. No entanto, a resposta deve ser sempre a mesma: manter a calma, não recuar, não mudar de via de forma perigosa e usar os meios de assistência disponíveis no local.

A principal recomendação para quem tem Via Verde é usar as vias devidamente identificadas com o símbolo do serviço, respeitando os limites de velocidade assinalados. Se, ainda assim, entrar numa via manual, deve pedir assistência e aguardar instruções, evitando qualquer comportamento que possa provocar um acidente.

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Adeus baratas: estas soluções naturais podem ajudar a prevenir e a acabar com a ‘praga’ sem recorrer a químicos

3 June 2026 at 19:00

Com a chegada dos dias mais quentes, é mais comum surgirem baratas em casas, garagens, cozinhas e zonas húmidas. Em Portugal, como noutros países, a presença destes insetos está muitas vezes associada a restos de comida, água acumulada, fendas, ralos e locais escuros onde conseguem esconder-se durante o dia.

As baratas procuram sobretudo alimento, água e abrigo. Por isso, antes de recorrer a produtos químicos, há medidas simples que podem ajudar a reduzir a probabilidade de uma infestação, desde limpar restos de comida até corrigir fugas de água e manter o lixo bem fechado.

Segundo a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), as baratas fazem parte das chamadas pragas rastejantes e podem representar um risco quando entram em contacto com alimentos, superfícies de preparação ou zonas de armazenamento. Por esse motivo, a prevenção e a deteção rápida são fundamentais para evitar que o problema aumente.

Vinagre pode ajudar na limpeza das zonas onde aparecem baratas

Uma das estratégias caseiras mais usadas passa pelo vinagre, não tanto como solução milagrosa para eliminar baratas, mas como aliado na limpeza de bancadas, rodapés, zonas junto ao lixo e locais onde possam existir odores ou resíduos que atraem estes insetos.

A EPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, recomenda retirar fontes de alimento, água e abrigo como primeiro passo no controlo de pragas. Neste contexto, limpar superfícies com regularidade, remover gordura, migalhas e restos de comida pode ser mais importante do que aplicar qualquer produto de forma isolada.

Pode preparar uma solução simples com água e vinagre para limpar zonas de passagem, sobretudo na cozinha e na casa de banho. Ainda assim, esta solução deve ser vista como uma medida de limpeza e prevenção, não como um tratamento garantido contra uma infestação já instalada.

Cheiros fortes podem funcionar como barreira natural

Além do vinagre, há quem use cheiros fortes, como louro, hortelã, eucalipto, alecrim ou óleos essenciais, para tentar afastar baratas de armários, despensas, entradas e zonas húmidas. Alguns estudos científicos analisaram óleos essenciais, incluindo eucalipto, hortelã, orégãos e alecrim, contra espécies de baratas, apontando potencial repelente ou inseticida em determinadas condições laboratoriais.

Isto não significa que colocar folhas de louro ou algumas gotas de óleo essencial resolva uma praga de baratas em casa. Estes cheiros podem ajudar como complemento, mas devem ser acompanhados por limpeza, redução da humidade, remoção de resíduos e vedação de entradas.

Se optar por usar óleos essenciais, deve evitar aplicá-los em excesso, sobretudo em casas com crianças, grávidas, pessoas sensíveis ou animais de estimação. Muitos produtos naturais também podem causar irritação ou ser tóxicos para animais quando usados de forma incorreta.

Cozinha e casa de banho são zonas onde as baratas mais aparecem

A cozinha é uma das zonas mais críticas, porque pode concentrar restos de comida, gordura, lixo e embalagens abertas. Guardar alimentos em recipientes bem fechados, limpar bancadas e não deixar loiça suja no lava-loiça durante a noite são medidas recomendadas para reduzir a atração de baratas.

Na casa de banho, o problema pode estar ligado a humidade, ralos, pequenas fugas ou água acumulada. A EPA aconselha reparar canalizações com fugas e evitar acumulações de água dentro de casa, uma vez que a água é um dos elementos que favorece a permanência de pragas.

Também é importante verificar fendas, rodapés, passagens de canos, portas e janelas. A University of Minnesota Extension recomenda selar fissuras e espaços onde as baratas se podem esconder, uma vez que estes insetos tendem a procurar locais escuros, estreitos e protegidos.

Quando os cheiros naturais já não chegam

Se vir baratas com frequência, encontrar fezes, ovos, cheiro desagradável ou insetos durante o dia, o problema pode já estar mais avançado. Nesses casos, vinagre, louro ou óleos essenciais dificilmente serão suficientes para resolver a situação.

Em Portugal, os produtos destinados a controlar, repelir ou eliminar organismos nocivos podem enquadrar-se na área dos biocidas. A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) explica que esta categoria inclui produtos como inseticidas e repelentes, que devem ser usados de acordo com as indicações do rótulo e com os cuidados de segurança adequados.

A EPA alerta ainda que não se devem usar produtos de exterior dentro de casa, nem transferir pesticidas para outros recipientes. Crianças e animais devem ser mantidos afastados das zonas tratadas, e, quando a infestação é persistente, pode ser necessário recorrer a uma empresa especializada em controlo de pragas.

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