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Despiste causa um morto e um ferido grave no IC27 em Castro Marim

8 June 2026 at 16:41

Uma pessoa morreu e outra ficou em estado grave, tendo sido helitransportada para Faro, na sequência do despiste de um veículo, seguido de queda numa ravina, no Itinerário Complementar 27 (IC27), na zona da Junqueira, concelho de Castro Marim, revelou a Proteção Civil.

Segundo o Correio da Manhã (CM), a vítima mortal é um homem de 29 anos, encontrado em paragem cardiorrespiratória e cuja morte foi «confirmada no local», disse ao Sul Informação fonte do Comando Regional do Algarve.

A pessoa em estado grave, relata também o CM, é uma grávida de 31 anos, que foi transportada para o Hospital de Faro pelo helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O alerta para o acidente foi dado às 13h02. As causas estão a ser investigadas pela GNR.

Foram mobilizados 29 operacionais da Proteção Civil, GNR e INEM, com o apoio de oito meios terrestres e do heli do INEM.

Durante as operações de socorro, o trânsito no IC27 esteve condicionado.

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Câmara reduz apoio de 570 para 300 mil euros: Imortal Basket sem condições para manter projeto desportivo

7 June 2026 at 02:00

A Câmara de Albufeira vai reduzir o apoio financeiro ao Imortal Basket em quase 50%, de 570 mil para 300 mil euros, segundo o presidente Rui Cristina, que assume outras prioridades. Face a este corte, o emblema – que tem duas equipas nas ligas profissionais de basquetebol – diz não ter condições para manter o atual projeto desportivo.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, a direção do emblema informou, «com profundo lamento», que, em virtude dos recentes cortes de apoio financeiro por parte do município de Albufeira, não dispunha «das condições financeiras necessárias para manter o seu projeto desportivo» na época 2026/2027.

O Imortal Basket sublinhou ter atingido, nos últimos anos, «um patamar de excelência inédito no panorama do basquetebol nacional», elevando o nome de Albufeira a «níveis nunca antes alcançados, tanto no género masculino, como no feminino».

O clube de Albufeira é um dos quatro emblemas que têm equipas nas duas ligas profissionais da modalidade, além de Benfica, Sporting e Esgueira.

Na temporada 2025/26, o Imortal conseguiu o 3º lugar na fase regular da Liga feminina – foi eliminado pelo BC Barcelos nos quartos de final do playoff – e o 6º posto na primeira fase da Liga masculina, em que foi travado pelo FC Porto, também nos quartos do playoff.

Apesar do «enorme engenho e esforço para encontrar soluções orçamentais época após época», com apoio de empresas turísticas do concelho de Albufeira, em «refeições, alojamentos e outras contribuições», o Imortal Basket salienta que «sempre foi claro que a sustentabilidade de um projeto desta dimensão na elite do desporto nacional dependia, consideravelmente, do apoio financeiro do município».

«Com a quebra deste suporte vital no momento atual, torna-se matematicamente impossível para a presente direção viabilizar a continuidade da atividade nos moldes atuais», refere o elenco diretivo liderado por Jorge Guerreiro.

O presidente da Câmara de Albufeira explicou, em recentes declarações aos jornalistas, que o apoio seria reduzido em quase metade, de cerca de 570 mil euros para 300 mil euros, justificando com a existência de outras prioridades na gestão municipal.

«Se eu quero realmente fazer obra e se eu quero fazer a diferença em Albufeira, eu tenho de ter dinheiro para reabilitar infraestruturas, requalificar estradas. E, para isso acontecer, vou ter de gerir o dinheiro de outra forma. Eu não retiro importância ao Imortal, muito pelo contrário, é o clube mais importante de basquetebol do Algarve. Mas quase 600 mil euros é um valor muito elevado», disse Rui Cristina.

O autarca eleito pelo Chega salienta que os clubes, associações e instituições de solidariedade social do concelho recebem «8,8 milhões de euros» anuais.

«Tem de haver umas certas reduções, mas sempre com equilíbrio, não querendo prejudicar ninguém. Vamos ter de fazer regulamentos para apoios financeiros nesta área, porque não existem», indicou.

Sul Informação
Foto: Pedro Lemos | Sul Informação

Dentro do bolo de 300 mil euros, Rui Cristina vincou que se pretende reforçar a parcela destinada à formação do Imortal Basket, também com a introdução de «escalões sociais», para apoiar os pais «que têm menos possibilidades» e assim deverão «pagar menos».

«Nós temos de perceber uma coisa. Nós vamos apoiar sempre a formação, até vamos fortalecer a formação. A parte sénior, tentaremos ajudar dentro das nossas possibilidades. Temos de nos adaptar à nova realidade, mas nada contra ninguém», afirmou.

A direção do Imortal Basket, que convocou para segunda-feira, dia 8 de Junho, uma conferência de imprensa, tem eleições para os novos corpos sociais agendadas para o próximo dia 17 de Junho.

«Independentemente de a atual direção considerar não haver as condições necessárias para dar continuidade ao rumo em curso, existe uma firme convicção no futuro da instituição», lê-se, no comunicado.

A expetativa, face aos «valiosos direitos desportivos de que o clube é titular», é que surja «um novo projeto» para «concretizar esses mesmos direitos, inscrevendo o clube para disputar os respetivos campeonatos nacionais».

Fundado em 24 de Junho de 2011 – por antigos atletas, técnicos, pais e dirigentes do Imortal Desportivo Clube –, o Imortal Basket Club conquistou 9 títulos nacionais e 26 títulos regionais na última década e meia, movimentando cerca de 250 atletas, femininos e masculinos, nos diversos escalões.

«É com profunda tristeza que a direção vê este percurso interrompido abruptamente por fatores exógenos à sua gestão desportiva e financeira, anexando o palmarés que espelha a glória construída em prol de Albufeira e do Algarve», conclui o emblema.

Foto de destaque: Imortal Basket / Facebook (Arquivo)

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Obra urgente para «salvar época balnear» na Fuzeta-Mar fica pronta na próxima semana

6 June 2026 at 02:00

A obra de reposição de areia da praia da Fuzeta-Mar, no concelho de Olhão, vai ficar pronta na próxima semana e vai permitir «salvar a época balnear» naquela zona do litoral algarvio, disse ontem a ministra do Ambiente, durante uma visita aos trabalhos.

«É uma obra de emergência, de 400 mil euros, com 40 mil metros cúbicos de areia. Senão, não havia praia, a areia foi levada pelas tempestades» do início do ano, referiu aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia, esta sexta-feira.

A intervenção «fica pronta daqui a cinco dias, para a semana está pronta», garantiu a governante, lembrando que está prevista para a mesma zona balnear uma recarga de areia de maior dimensão.

«Será uma obra de um milhão de euros e vai ser cerca de 150 mil metros cúbicos. Mas essa dura quatro a cinco meses, portanto, não dava tempo para esta época balnear», argumentou sobre uma «obra estruturante para consolidar» a praia.

A ministra do Ambiente reforçou que, face à calendarização dessa intervenção, prevista, aliás, já há mais de um ano, «esta obra urgente» foi «feita mesmo para salvar a época balnear» na praia da Fuzeta-Mar, à semelhança do que já tinha sido efetuado no ano passado.

«Ainda bem que o fizemos, porque esta é uma praia maravilhosa, tem todas as classificações, Bandeira Azul, a classificação Zero Poluição, é um ex-libris da nossa costa, é lindíssima, e também é aqui uma homenagem ao nosso litoral e à nossa qualidade das praias. E no Dia do Ambiente, eu estou aqui na praia, na Fuseta, a comemorar» a data, sublinhou Maria da Graça Carvalho, acompanhada por Pimenta Machado, presidente da APA, e Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Na praia da Fuzeta-Mar, os temporais de início de ano agravaram o recuo da linha de costa, verificando-se «uma acentuada perda de sedimentos e a escavação da base do cordão dunar», lê-se nas peças de procedimento do concurso que foi lançado em Maio pela Câmara de Olhão.

A erosão originou «a destruição de passadiços de acesso à praia» e «risco acrescido para as infraestruturas existentes».

Assim, foi considerando que era preciso «salvaguardar infraestruturas balneares, reduzir riscos para utentes e permitir a abertura da época balnear de 2026», através da reposição de cerca de 40 mil metros cúbicos de areia.

A intervenção consiste na movimentação de areias existentes na zona próxima do delta de vazante da barra da Fuseta, transportadas por via terrestre ao longo da praia e depositadas de forma controlada junto às unidades balneares.

Mais tarde, avançará a intervenção mais estrutural: o reforço da Praia da Fuzeta-Mar com cerca de 150 mil metros cúbicos de areia, a dragar no canal e na barra da Fuzeta, com o objetivo de aumentar em 30 metros a largura da praia emersa.

Esta obra já tinha sido anunciada no ano passado e estava prevista na proposta de Plano Plurianual de Dragagens para os Portos do Algarve 2024-2026, elaborada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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O turista que se apaixonou por Faro lança livro sobre património modernista da cidade

5 June 2026 at 02:00

Quando chegou a Faro pela primeira vez como um mero turista, Richard Walker desconhecia o legado modernista na arquitetura local. Apaixonou-se pela capital algarvia e agora, 20 anos depois, publica um livro para dar a conhecer esta faceta da cidade, mas que também espreita outras localidades da região.

“Faro Modernism”, obra com chancela da Batsford Books, com 240 páginas e que inclui cerca de 300 fotografias tiradas durante todo este período de duas décadas, foi apresentado no dia 21 de Maio, no AP Eva Senses.

Richard Walker, pintor e artista plástico que já expôs em todo o mundo, chegou a Faro, «há cerca de 20 anos», como apenas mais um dos muitos turistas ingleses que passam pela capital algarvia.

Foi «uma surpresa» para o artista multidisciplinar quando, nos primeiros passeios pela cidade, se começou a aperceber do património modernista existente.

«Tudo foi uma surpresa, o que era ótimo. E acho que o livro é sobre isso. É sobre esta surpresa de ver as coisas pela primeira vez e entusiasmar-se com o que se vê pela primeira vez», afirma, em declarações ao Sul Informação.

Ao aprofundar o conhecimento sobre «a arquitetura e o legado modernista que se vê por toda a cidade», Walker questionava-se por que razão ainda «não havia nada publicado a retratar o que existia».

«Eu pensava: “Esta arquitetura parece interessante”, e não conseguia perceber porque é que ninguém estava a prestar atenção a isto», frisa.

A partir daí, começou a registar o que via através da máquina fotográfica e acabou por conhecer «outras pessoas que pensavam da mesma forma».

Duas dessas pessoas foram Christophe e Angélique de Oliveira, proprietários do alojamento local The Modernist e fundadores do The Modernist Weekend.

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Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

Desde então, tem colaborado na organização desse evento – que este ano avança para a sua 5ª edição –, não só com a realização de visitas guiadas, mas também participando em exposições com pinturas de sua autoria.

Depois, «no meio disto tudo», a Batsford Books, editora sediada em Londres, lançou-lhe um desafio.

«“Estamos muito interessados na arquitetura que está a fotografar. Talvez possamos fazer um livro”, disseram-me. Este trabalho veio ter comigo, eu não estava à procura dele. Tudo o que fiz desde que cheguei a Portugal aconteceu por acaso. Não estava em busca de nada. Portanto, tenho muita sorte nesse aspeto», revelou o artista.

A obra de Richard Walker retrata e explica o contexto histórico de muitos edifícios, especialmente os de Manuel Gomes da Costa, que «é o principal arquiteto» e deixou «uma grande marca» na cidade e na região.

«Mas também me interessou muito o contexto, todos os outros arquitetos que trabalharam na mesma época, toda a história do Algarve desde os anos 20. Portanto, o livro abrange todo este período. Foi um trabalho árduo», enquadra.

E o que torna Faro e o Algarve tão singular no modernismo do sul da Europa?

«Bem, acho que é porque permaneceu desconhecido até agora e, de repente, está a ser revelado. E fico muito feliz por fazer parte deste processo, porque ninguém o conhecia. Regresso a Inglaterra e, quando falo de Faro e deste legado, dizem-me: “Não, não tínhamos a mínima ideia disso”, responde.

Apesar de abordar o passado, através do património modernista em Faro e na região, Richard Walker sente que os seus textos e ensaios, bem como os das pessoas que convidou para escrever, «estão virados para o futuro». «Portanto, não se trata apenas do passado, mas do presente e do futuro, são estas três coisas em conjunto», sublinha.

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Questionado se a capital algarvia ainda não aproveita este legado da melhor maneira, o artista observa que «está a tornar-se mais ciente» do que tem.

Além de destacar o contributo do The Modernist Weekend (Fim de Semana Modernista), aponta ter reparado nas suas últimas visitas que há «cada vez mais casas a serem restauradas, o que não acontecia antes».

«E há outras cidades com um certo passado modernista, como Olhão e Loulé. Isto vai atrair cada vez mais pessoas. Lancei o livro para que as pessoas comecem a observar esta arquitetura, para que vejam Faro de uma forma diferente. Em quase todas as ruas de Faro – às vezes podemos ter de caminhar um bocadinho mais e olhar com atenção, mas vamos sempre descobrir qualquer coisa interessante, algo com inspiração modernista», concluiu.

Em paralelo, Richard Walker inaugurou uma exposição com obras de inspiração modernista, que ficará patente no AP Eva Senses até final de Julho.

O livro “Faro Modernism” pode ser adquirido no site da editora Batsford Books.

Fotos: Edgar Pires | Sul Informação

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Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

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Judoca algarvia Núria Afonso sagrou-se campeã nacional de juvenis

1 June 2026 at 16:45

A judoca Núria Afonso, da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, sagrou-se campeã nacional de juvenis, numa prova em que os jovens algarvios conquistaram cinco medalhas.

A competição teve lugar no Pavilhão Multiusos de Rio Maior, no passado dia 9 de Maio, com mais de 300 judocas em ação.

Núria Afonso, medalha de ouro, e a irmã Nair Afonso, medalha de bronze, dupla da Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, destacaram-se na categoria de -36 kg femininos.

As restantes medalhas algarvias, todas em masculinos, foram alcançadas por três jovens atletas do Judo Clube de Portimão.

Em -34 kg, Diego Vicente subiu ao 2º lugar do pódio, enquanto Leonardo Silva foi bronze, e Rafaelo Zacarias foi 3º classificado em -55 kg.

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Redução de horários e limite ao ruído: regras apertam na noite de Albufeira já a partir de hoje

1 June 2026 at 02:00

As regras vão apertar na noite de Albufeira já a partir de hoje, dia 1 de Junho, com novos horários e, dentro de algumas semanas, com maior fiscalização ao ruído. O presidente da Câmara realça a «coragem política» de avançar com medidas que respeitam o direito ao descanso da população sem comprometer o rendimento dos empresários, que, por sua vez, já manifestaram «sérias preocupações» sobre a «legalidade e impacto económico» destas decisões.

A redução de uma hora nas lojas de conveniência, bares e discotecas entra em vigor já esta segunda-feira, enquanto a instalação de limitadores/registadores de som nos espaços de animação noturna vai decorrer até 26 de Junho.

«No dia 1 de Junho, começam os novos horários. E, daqui a algumas semanas, no dia 26 de Junho, cada bar terá de ter o tal limitador-sonómetro, com dois microfones, um dentro e outro à fachada», explicou Rui Cristina.

As medidas abrangem os estabelecimentos situados na Avenida Sá Carneiro, Rua da Oura, Baixa e Centro Antigo de Albufeira, designadas como «zonas de especial prevenção ruidosa», e as áreas limítrofes «localizadas a cinco quilómetros».

Em declarações prestadas aos jornalistas na semana passada, à margem da sessão de entrega de chaves de casas com renda convencionada, o presidente da Câmara de Albufeira sublinhou que a fiscalização «vai ser muito mais apertada».

«Isto não é contra ninguém», garantiu, lembrando que, à Câmara, chegavam «dezenas de reclamações de pessoas que não conseguem descansar à noite».

Albufeira é «o segundo maior destino turístico do país», mas, «se queremos ter condições e queremos ser bons para quem recebemos, também temos de ser bons para quem cá vive», sublinhou o autarca.

Estas medidas, assegurou, «vão trazer muito mais qualidade de vida para quem cá vive» e não vão ter efeitos no rendimento económico dos empresários de animação noturna.

«Eu acho que, se houver aqui uma maior regulação da noite, com equilíbrio, será bom para os empresários, que continuarão a ter lucros, continuarão a faturar, e será bom para quem cá vive», acrescentou.

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Rui Cristina, presidente da Câmara de Albufeira – Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Rui Cristina reclamou, para si e para o executivo que lidera, «coragem política» por o município implementar estas medidas, «arranjando uma solução» que classificou como «a mais credível para resolver o problema».

A partir desta segunda-feira, 1 de Junho, entra em vigor «um quadro transitório de mitigação de ruído», com mudanças de horários.

Nas lojas de conveniência, minimercados e garrafeiras, o fecho passa da meia-noite para as 23h00; nos bares, das 4h00 para as 3h00; e nas discotecas, das 6h00 para as 5h00, de acordo com o despacho do autarca, datado de 22 de Maio.

«Houve um grande pedido da população para que passasse a uma redução de duas horas e eu reduzi em uma hora cada», frisou o presidente da Câmara de Albufeira.

Admitindo que os comerciantes «estão um pouco reticentes» pelas mudanças nos horários, o autarca referiu que, «às vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois em frente».

«Isto será para resolver o ruído e, quando resolvermos o ruído, poderemos voltar a normalizar os horários», assinalou.

A Associação Comercial de Albufeira (ACALB) já reagiu ao anúncio das alterações nos regulamentos de horários e ruído, manifestando «sérias preocupações quanto à sua exequibilidade técnica, legalidade e impacto económico».

Para os empresários, estas medidas vão afetar «transversalmente setores como a restauração, animação turística, hotelaria, comércio, transportes e emprego local»,

Em comunicado, a associação reafirmou a sua «total disponibilidade para o diálogo institucional» e para a construção de «soluções equilibradas, sustentáveis e compatíveis com a realidade económica e turística» de Albufeira.

A ACALB realiza hoje, segunda-feira, 1 de Junho, às 17h00, na sede da AHETA, em Albufeira, uma conferência de imprensa para abordar publicamente as preocupações do tecido empresarial, apresentar os impactos previstos destas medidas sobre a atividade económica local e informar sobre as diligências já desencadeadas junto da autarquia.

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Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

A AHRESP — Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal reagiu igualmente à decisão da Câmara de Albufeira, apelando «à criação de uma mesa de trabalho conjunta, com o objetivo de encontrar respostas compatíveis» com a realidade da atividade turística do concelho.

Reconhecendo que «a gestão da convivência» entre turismo, moradores e espaço público «é uma responsabilidade complexa, que exige equilíbrio e critério», a associação sustenta que a restauração e o alojamento turístico «são o motor» da economia, do emprego e da identidade de Albufeira enquanto destino.

«É precisamente por isso que a AHRESP manifesta total disponibilidade para dialogar com a autarquia e contribuir para a construção de soluções equilibradas e sustentáveis», lê-se, em comunicado.

No ano passado, o município, então liderado pelo PSD, tinha restringido a venda de bebidas alcoólicas para consumo na via pública e, mais tarde, implementado um código de comportamentos para impedir, entre outras coisas, a nudez no espaço público.

Foto de destaque: Depositphotos (arquivo)

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