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Há uma “cidade de sal” escondida debaixo da terra no Algarve e tem mais de 230 milhões de anos

4 June 2026 at 10:40

Debaixo da cidade de Loulé, longe da imagem mais conhecida do Algarve feita de praias, falésias e mar, existe um mundo subterrâneo formado por galerias, câmaras e paredes de sal. A cerca de 230 metros de profundidade, a Mina de Sal-Gema guarda vestígios geológicos com mais de 230 milhões de anos.

Segundo a National Geographic, este espaço é um dos testemunhos mais singulares do Algarve interior, cruzando natureza, indústria e turismo. A mina revela a presença antiga de um mar salgado na região e mostra como um recurso escondido no subsolo acabou por marcar a história recente de Loulé.

Uma descoberta que começou por acaso

A história moderna da mina começa na década de 1950, durante um período de seca prolongada. Na altura, a comunidade agrícola de Loulé procurava água em aquíferos profundos para responder às dificuldades sentidas na campina que rodeava a vila. As sondagens, porém, não trouxeram a água potável esperada. Dos poços surgia água salobra, sinal que acabaria por conduzir à descoberta de um grande depósito subterrâneo de sal-gema.

Depois da confirmação das sondagens, na década seguinte avançou um projeto de exploração mineira em grande escala. O objetivo era extrair sal-gema para utilização industrial, sobretudo associado à indústria química.

Galerias abertas sob a cidade

Com o passar dos anos, foram rasgadas galerias e câmaras subterrâneas que se estendem por dezenas de quilómetros sob Loulé. A National Geographic descreve este conjunto como uma espécie de “cidade de sal”, construída entre a ação da natureza e o trabalho humano.

O depósito encontra-se a cerca de 230 metros de profundidade e numa cota situada aproximadamente 30 metros abaixo do nível do mar. A descida é feita por elevador, num percurso que permite chegar em poucos minutos ao interior da mina.

A escala do espaço é uma das características que mais impressiona os visitantes. As galerias abertas ao longo de décadas mostram a dimensão da exploração e a forma como o subsolo da cidade foi sendo transformado.

A única mina deste género visitável em Portugal

A Mina de Sal-Gema de Loulé distingue-se por ser a única mina portuguesa de sal-gema visitável com extração em túneis, e não por salmoura. Esta particularidade permite observar diretamente o interior das galerias e compreender melhor o processo de exploração.

A exploração mais intensa decorreu entre 1964 e 2018. Depois desse período, a concessão passou para a Tech Salt, empresa que deu novo impulso ao espaço, juntando a atividade industrial à componente turística, cultural e pedagógica.

A extração ainda prossegue, embora com outra escala. Segundo a National Geographic, parte do sal-gema produzido é usado na segurança rodoviária, sobretudo para degelo de estradas, e também em rações animais.

Do trabalho mineiro ao turismo

Desde 2019, a mina passou a receber visitas organizadas, permitindo aos visitantes conhecer a história da exploração e os métodos usados ao longo do tempo. O percurso mostra como o sal é retirado, processado e preparado para diferentes utilizações.

As antigas explosões controladas deram lugar, há cerca de 30 anos, a roçadoras, máquinas que permitem desagregar os blocos de sal de forma mais controlada. Esta evolução técnica alterou a forma de trabalhar no interior da mina e reduziu alguns dos impactos associados ao processo. A visita tem também uma dimensão educativa. Os guias explicam a formação geológica do depósito, a importância económica do sal-gema e a transformação da mina num espaço aberto ao público.

Catedrais e estalactites de sal

O interior da mina surpreende pela escala e pelo ambiente. As galerias amplas, as paredes marcadas pelo sal e algumas formações naturais criam um cenário pouco comum no turismo algarvio.

Segundo a National Geographic, no espaço não faltam sequer estalactites de sal. A mina já recebeu concertos, exposições e até um debate televisivo, aproveitando as características cénicas de um local que se afasta da ideia tradicional de espaço industrial.

A Tech Salt tem procurado associar a mina ao conceito de “green mining”, uma abordagem que passa pela reutilização do espaço mineiro para fins museológicos, culturais e pedagógicos, sem apagar a sua função produtiva.

Um Algarve longe da superfície

A Mina de Sal-Gema de Loulé mostra uma face menos evidente do Algarve. Em vez de sol e praia, oferece uma descida ao interior da Terra, onde se cruzam processos geológicos com milhões de anos e décadas de trabalho mineiro. Este património subterrâneo ajuda a diversificar a oferta turística da região e a valorizar o interior algarvio, muitas vezes menos visível do que a faixa litoral.

Por baixo de Loulé, a 230 metros de profundidade, há uma cidade silenciosa de sal que guarda a memória de um antigo mar e de uma atividade que continua a marcar a identidade local.

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Por que é que acordamos tão cansados depois de sonhar

3 June 2026 at 10:00
A maior parte dos sonhos ocorre durante o sono movimento rápido dos olhos (REM), que representa 20 a 25% do tempo total de sono. Temos quatro a seis ciclos de REM ao longo da noite, com cada ciclo a tornar-se mais longo à medida que a manhã se aproxima. Todos nós sonhamos, e a maioria de nós sonha várias vezes por noite, quer nos lembremos disso ou não, explicam Yaqoot Fatima, Danielle Wilson e Nisreen Aouira, investigadoras da University of the Sunshine Coast, num artigo no The Conversation. Se acordar durante ou logo após um período de soni REM, é

Escola de Artes de Lagoa promove oficina intitulada ‘Arte e Afeto’

Sentir e crescer juntos através da arte é o desafio para uma oficina na Escola de Artes de Lagoa – Mestre Fernando Rodrigues, onde se pretende, através da partilha em grupo, de atividades de expressão plástica, histórias e jogos, ajudar os jovens a reconhecer, compreender e expressar as suas emoções de forma natural e segura.

Será de 13 junho a 29 agosto, em 12 sessões, aos sábados das 10h00 às 11h30, sendo que esta iniciativa surge como um espaço seguro, acolhedor e promotor do bem-estar, facilitando a livre expressão de emoções, sentimentos e opiniões, bem como a exploração do mundo interior e o relacionamento com o Outro.

Desta forma, pretende-se criar condições facilitadoras do desenvolvimento pessoal que envolve o autoconhecimento, a autorregulação emocional, a autoconfiança e as habilidades sociais. Para isso, o projeto vai canalizar e potencializar o efeito terapêutico da arte, aliado a outras técnicas da psicologia, como veículo de expressão.

Os participantes serão convidados a explorar a sua “paleta interior” através da introdução e discussão de temas que englobam a inteligência emocional, a partilha de experiências e a realização de atividades práticas — como desenho, pintura, moldagem, recorte e colagem — relacionadas com temas centrais (por exemplo: conhecer o meu Eu, o medo, a coragem, comunicar com o Outro, entre outros). 

As sessões serão estruturadas por tema, mas sofrendo adaptações conforme as características e necessidades do grupo, mantendo sempre a flexibilidade e o espaço para o que os jovens quiserem expor no dia. No final, se as crianças assim o desejarem, será possível expor as suas obras para os pais e para o público geral. 

A atividade será inteiramente orientada por Valeria Gore, psicóloga clínica, o que garante um acompanhamento cuidadoso e personalizado a cada participante. A sua experiência permite identificar necessidades emocionais, apoiar a gestão das emoções e promover a confiança, o bem-estar e relações mais positivas com os outros.

A Escola de Artes de Lagoa – Mestre Fernando Rodrigues Num ambiente seguro, acolhedor e respeitador, os jovens poderão desenvolver competências emocionais, cognitivas e motoras importantes para o seu crescimento saudável.

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