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Adeus mês da matrícula: Governo vai ‘mexer’ no IUC e é isto que vai mudar

5 June 2026 at 20:30

A autorização legislativa que permite ao Governo alterar o Código do Imposto Único de Circulação (IUC) já foi publicada em Diário da República. A mudança vai permitir que o IUC deixe de ser pago no mês da matrícula do veículo e passe a ter datas fixas para todos os contribuintes.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a autorização foi aprovada na Assembleia da República em 17 de abril de 2026, promulgada pelo Presidente da República em 26 de maio e publicada esta quinta-feira. O Governo tem agora 180 dias para concretizar a alteração.

Apesar da publicação da autorização, nada muda em 2026. Este ano continuam a aplicar-se as regras atuais, ou seja, o IUC deve ser pago no mês do aniversário da matrícula do veículo.

Pagamento passa a ter datas fixas

A principal alteração está no calendário. Em vez de cada proprietário pagar o IUC no mês da matrícula do carro, o imposto passará a ser liquidado em datas fixas, definidas consoante o valor a pagar.

A medida será aplicada em duas fases. O ano de 2027 será transitório, com um calendário próprio. A partir de 2028 entra em vigor o modelo definitivo.

O objetivo do período transitório é evitar que os contribuintes tenham de pagar o IUC de 2026 e 2027 num intervalo de tempo demasiado curto.

Como será em 2027

Em 2027, o imposto será pago numa única prestação durante o mês de outubro quando o valor for igual ou inferior a 500 euros.

Nos casos em que o IUC seja superior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, durante os meses de julho e outubro. Ainda assim, o contribuinte poderá optar por pagar tudo de uma só vez em julho.

Este calendário aplica-se apenas em 2027, como regime transitório. A partir do ano seguinte, as datas mudam novamente.

O que muda a partir de 2028

A partir de 2028, o modelo passa a ser definitivo. Se o valor anual do IUC for até 100 euros, o pagamento terá de ser feito até ao final de abril.

Se o imposto for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, será pago em duas prestações, em abril e outubro.

Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em três prestações, nos meses de abril, julho e outubro.

Ano da matrícula tem regra própria

O diploma também clarifica que o período de tributação do IUC corresponde ao ano civil. Há, no entanto, uma exceção para o ano da matrícula ou do registo do veículo em Portugal.

Nesse caso, o período começa na data da matrícula ou registo e termina a 31 de dezembro do mesmo ano. O contribuinte fica isento do IUC na proporção dos meses inteiros decorridos desde 1 de janeiro até à data da matrícula ou registo.

A legislação prevê ainda a possibilidade de anular a liquidação do IUC de 2027 se ocorrer o cancelamento da matrícula durante esse ano e antes da data de aniversário da matrícula.

O que deve fazer agora

Para já, os proprietários não têm de alterar procedimentos em 2026. O pagamento continua a ser feito nos moldes habituais, no mês da matrícula do veículo.

As mudanças começam apenas em 2027, primeiro com um regime transitório, e passam ao formato definitivo em 2028. Até lá, o Governo terá de concretizar a alteração legislativa autorizada.

A principal diferença para os contribuintes será a organização do calendário fiscal. Em vez de cada carro ter uma data ligada à matrícula, o IUC passará a concentrar-se em meses fixos, conforme o valor anual a pagar.

Leia também: É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

Junho é o mês delas: saiba como escolher a melhor sardinha

5 June 2026 at 19:00

Com os Santos Populares a aproximarem-se, a sardinha volta a ganhar destaque nas mesas portuguesas. Antes de chegar à grelha, há sinais simples que ajudam a perceber se o peixe está fresco, desde o brilho da pele ao aspeto dos olhos, passando pela firmeza do corpo e pela cor das guelras.

A sardinha é um dos símbolos do verão em Portugal e está muito associada aos arraiais, às festas populares e às sardinhadas em família. Ainda assim, escolher bem este peixe na peixaria faz diferença no sabor, na textura e na segurança alimentar.

Segundo informação divulgada pelo grupo Lusíadas, a sardinha pertence ao grupo dos peixes azuis, tal como o carapau e a cavala. Estes peixes têm uma coloração azulada na zona do lombo e apresentam maior teor de gordura, que pode variar consoante a época do ano.

Pele brilhante e olhos vivos

De acordo com o Notícias ao Minuto, um dos primeiros sinais a observar é a pele. A sardinha fresca deve apresentar uma pele brilhante, com cores vivas e aspeto limpo. Se estiver baça, seca ou com marcas excessivas, pode já não estar no melhor estado.

Os olhos também ajudam a perceber a frescura do peixe. Devem estar brilhantes, claros e com aspeto vivo. Olhos fundos, baços ou esbranquiçados são sinais a evitar no momento da compra.

As guelras são outro ponto importante. Num peixe fresco, devem apresentar uma cor vermelho-vivo a púrpura, sem muco em excesso e com cheiro a mar. Guelras escuras, acastanhadas ou com odor desagradável indicam perda de frescura.

Corpo firme é bom sinal

A textura da sardinha deve ser firme. O corpo não deve dobrar facilmente quando é manuseado, mantendo uma aparência rígida e consistente. Esta firmeza é um dos sinais mais claros de que o peixe foi bem conservado.

O Pingo Doce recomenda também verificar se a sardinha tem uma aparência limpa. O ideal é que não esteja “engravatada”, expressão usada quando há vestígios de sangue por fora da cabeça.

O cheiro deve ser suave e lembrar o mar. Um odor intenso, azedo ou desagradável não é normal num peixe fresco. Na dúvida, o melhor é pedir ajuda ao peixeiro ou escolher outro lote com melhor aspeto geral.

Sardinha também traz benefícios

Além de saborosa, a sardinha é valorizada pelas suas propriedades nutricionais. Segundo o grupo Lusíadas, fornece ómega 3, um ácido gordo de que o organismo precisa, mas que não produz.

É também fonte natural de proteínas completas, ferro, fósforo, magnésio e vitaminas A, B, D, E e K. Por ser rica em cálcio e vitamina D, pode contribuir para a saúde dos ossos.

O ómega 3 presente na sardinha está associado à saúde cardiovascular e pode ajudar no bom funcionamento do organismo. Ainda assim, como qualquer alimento, deve ser integrada numa alimentação variada e equilibrada.

Escolher bem melhora a grelha

Nos Santos Populares, a sardinha costuma ser preparada na brasa e servida sobre uma fatia de pão. Para que o resultado seja melhor, a escolha na peixaria é decisiva.

Uma sardinha fresca aguenta melhor a grelha, tem melhor textura e oferece mais sabor. Já uma sardinha menos fresca pode desfazer-se com facilidade e perder qualidade durante a confeção.

Antes de comprar, observe a pele, os olhos, as guelras, a firmeza e o cheiro. A regra prática é simples: escolha sardinhas brilhantes, firmes, com olhos vivos e cheiro a mar.

Entre festas, arraiais e grelhadores acesos, a sardinha continua a ser um dos grandes símbolos do verão português. Para aproveitar melhor este clássico dos Santos Populares, tudo começa com uma boa escolha na peixaria.

Leia também: Santos Populares animam Castro Marim com bailes, marchas e sardinhadas

Menor de idade entre as peregrinas portuguesas atropeladas em Santiago de Compostela

5 June 2026 at 16:50

Duas peregrinas portuguesas, entre as quais uma menor de idade, foram atropeladas na manhã desta sexta-feira em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha. As duas vítimas ficaram em estado grave e foram encaminhadas para uma unidade hospitalar.

Segundo o Notícias ao Minuto, o atropelamento aconteceu por volta das 09h10 locais, 08h10 em Portugal continental, no centro da cidade. As duas portuguesas circulavam numa calçada quando foram atingidas por um automóvel.

A notícia foi avançada pela La Voz de Galicia, que refere que o condutor, um homem de idade avançada, terá perdido o controlo do veículo antes de atingir as peregrinas.

Carro subiu o passeio

Segundo a imprensa espanhola, o automóvel saiu da faixa de rodagem e acabou por subir o passeio, onde se encontravam as duas portuguesas. Além de atropelar as vítimas, o carro embateu ainda num semáforo e na fachada de um prédio.

As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades espanholas. Uma das hipóteses em análise é a possibilidade de o condutor ter desmaiado ao volante.

O impacto causou ferimentos graves às duas peregrinas, que receberam assistência no local antes de serem transportadas para o hospital.

Condutor também foi hospitalizado

O condutor do veículo também foi encaminhado para uma unidade hospitalar, não por ferimentos provocados diretamente pelo embate, mas devido a um ataque de ansiedade após o acidente.

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a idade das vítimas, a sua origem em Portugal ou o estado clínico atualizado após a hospitalização.

As autoridades locais deverão continuar a recolher informação para perceber o que levou à perda de controlo do veículo no centro de Santiago de Compostela.

Acidente causa preocupação

Santiago de Compostela recebe diariamente muitos peregrinos, incluindo portugueses que percorrem os Caminhos de Santiago. O atropelamento de duas cidadãs portuguesas numa zona pedonal está a gerar preocupação, sobretudo por envolver uma menor de idade.

O caso volta a chamar a atenção para a segurança de peões e peregrinos em zonas urbanas, especialmente em locais com grande circulação de pessoas.

Para já, a prioridade está no acompanhamento clínico das duas vítimas e no esclarecimento das causas do acidente pelas autoridades espanholas.

Leia também: Jovem de 17 anos e bebé entre os 3 portugueses mortos em colisão violenta em Espanha

Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem

5 June 2026 at 16:30

O verão está à porta, e com a chegada dos dias de calor, muitos donos voltam a perguntar se podem levar o cão à praia no Algarve. A resposta não é igual em todos os areais: há praias onde os animais podem entrar, outras onde a presença é proibida durante a época balnear, e há ainda exceções para cães de assistência devidamente certificados.

A principal regra é simples, mas obriga a atenção: antes de entrar no areal, deve verificar sempre a sinalização existente na praia e o respetivo edital. Em muitas zonas balneares concessionadas e vigiadas, a entrada de cães pode estar proibida durante a época balnear, salvo exceções previstas na lei.

Por outro lado, fora das áreas concessionadas e devidamente sinalizadas, a presença de cães pode ser permitida, desde que não exista edital, aviso municipal ou sinalização que indique o contrário. Ainda assim, o animal deve estar sempre controlado pelo dono.

Sinalização à entrada é essencial

A regra pode mudar de praia para praia, mesmo dentro do mesmo concelho. Por isso, não basta saber que uma praia fica no Algarve ou que é pouco movimentada. O que conta é a informação concreta afixada no local e os editais em vigor.

A Autoridade Marítima Nacional explica que a restrição ou permissão de acesso à praia por animais domésticos deve estar indicada no edital de praia e acompanhada de sinalização clara. Em caso de dúvida, o mais prudente é contactar a câmara municipal, a capitania ou consultar os canais oficiais antes da deslocação.

Praias concessionadas têm mais restrições

Nas praias concessionadas e vigiadas, a presença de cães é geralmente mais limitada durante a época balnear. Estas zonas têm regras próprias de segurança, higiene, circulação e ocupação do areal.

A restrição existe para proteger os restantes banhistas, evitar conflitos e garantir melhores condições de higiene. Mesmo que o cão seja tranquilo, a regra pode aplicar-se a todos os animais, independentemente do porte ou comportamento.

É também nestas praias que a fiscalização tende a ser mais frequente. Nadadores-salvadores, concessionários e responsáveis pelos apoios de praia podem alertar os donos para as regras, mas a fiscalização e eventual autuação cabem às autoridades marítimas, policiais, autarquias ou entidades competentes.

O que diz a lei

O Decreto-Lei n.º 159/2012, que regula o ordenamento da orla costeira e o regime sancionatório aplicável a infrações praticadas nas praias, prevê que os editais de praia possam estabelecer a interdição da permanência e circulação de animais fora das zonas autorizadas.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional para 2026 também inclui, entre as atividades interditas, a circulação e permanência de animais fora das zonas autorizadas, exceto cães de assistência treinados ou em fase de treino, devidamente certificados.

Além disso, a Portaria n.º 204-A/2026/1, de 30 de abril, fixa as épocas balneares para este ano. No Algarve, as datas não são iguais em todos os concelhos: várias praias de Albufeira têm época balnear entre 15 de maio e 15 de outubro, enquanto muitas praias de outros concelhos algarvios têm época balnear entre 1 de junho e 30 de setembro.

Cães de assistência são exceção

Há uma exceção importante: os cães de assistência devidamente certificados podem acompanhar os seus utilizadores em locais onde, em regra, outros animais não são permitidos. Esta exceção existe por razões de autonomia, mobilidade e apoio a pessoas com deficiência.

O Decreto-Lei n.º 74/2007 reconhece o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de cães de assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público, incluindo praias. Esse direito prevalece sobre proibições ou limitações assinaladas por placas ou outros sinais, salvo situações legalmente previstas.

Nestes casos, o animal deve estar identificado e cumprir os requisitos legais aplicáveis. A presença de um cão de assistência não deve ser confundida com a entrada de animais de companhia comuns em zonas onde estes estejam proibidos.

Para evitar dúvidas, quem depende de um cão de assistência deve transportar a documentação ou identificação adequada, sobretudo em locais com fiscalização ou maior afluência.

Mesmo quando é permitido, há regras

Nas praias onde os cães podem entrar, o dono continua a ter responsabilidades. O animal deve estar sob controlo, não deve incomodar outros banhistas e deve respeitar as regras gerais dos espaços públicos.

O Decreto-Lei n.º 314/2003 determina que cães e gatos em via ou lugar público devem usar coleira ou peitoral com identificação do detentor. No caso dos cães, a lei exige ainda que estejam acompanhados e conduzidos à trela ou com açaime funcional, salvo exceções previstas.

A recolha de dejetos é obrigatória nos termos dos regulamentos municipais aplicáveis e deve ser feita de imediato. Levar sacos próprios é essencial, não apenas por uma questão de civismo, mas também para evitar situações de insalubridade no areal.

Raças consideradas potencialmente perigosas têm regras próprias. O Decreto-Lei n.º 315/2009 exige, em lugares públicos, açaime funcional e trela curta até um metro, fixa a coleira ou peitoral. A Portaria n.º 422/2004 identifica as raças abrangidas, incluindo pit bull terrier, rottweiler, dogue argentino, cão de fila brasileiro, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu, bem como os respetivos cruzamentos.

O que pode dar multa

A entrada de cães em praias onde a presença de animais está proibida pode levar à intervenção das autoridades. O mesmo pode acontecer se o dono não recolher os dejetos, deixar o animal solto onde tal não é permitido ou não cumprir regras específicas aplicáveis a determinadas raças.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional prevê que o incumprimento dos sinais de informação, das normas constantes do edital de praia ou das instruções dadas pelos nadadores-salvadores em situações de risco possa ser punido com coima de 55 a 550 euros. Outros incumprimentos, como falta de trela, coleira, açaime ou regras relativas a cães perigosos ou potencialmente perigosos, podem ser enquadrados em regimes próprios.

As coimas podem variar consoante o enquadramento da infração, o município, o edital em vigor e a autoridade responsável pela fiscalização. Por isso, é importante não assumir que a regra é igual em todas as praias.

O melhor conselho é simples: confirme antes, observe a sinalização e respeite as indicações locais. Uma deslocação preparada evita multas, conflitos e situações desconfortáveis para o dono, para o cão e para os restantes banhistas.

Algarve exige atenção redobrada no verão

A resposta à pergunta inicial é, por isso, clara: pode levar o cão à praia no Algarve apenas quando a praia o permite e quando não existe sinalização, edital ou regra local que proíba a entrada. Antes de estender a toalha com o seu animal ao lado, vale a pena confirmar as regras do areal.

Leia também: Pode pôr o guarda-sol em qualquer lugar na praia? Ministra do Ambiente quer ‘desenho’ à entrada das praias para sinalizar de forma clara

Adeus Mercedes? Nova lei pode impedir marca de vender veículos neste país

5 June 2026 at 15:50

A Mercedes-Benz pode ficar numa posição delicada nos Estados Unidos devido a uma nova proposta de lei norte-americana destinada a limitar a influência chinesa na indústria automóvel. A medida, ainda em fase legislativa, pode afetar marcas com participação relevante de investidores chineses, mesmo que tenham fábricas e produção em solo americano.

De acordo com o portal Razão Automóvel, o caso está relacionado com uma emenda à lei Motor Vehicle Modernization Act de 2026, criada para proteger a indústria automóvel norte-americana de países considerados adversários estrangeiros. O texto prevê restrições para empresas automóveis que sejam consideradas controladas por investidores desses países.

A medida pode ter consequências inesperadas para a Mercedes-Benz, uma das marcas premium mais importantes no mercado dos Estados Unidos. O problema não está na origem alemã da marca, mas sim na sua estrutura acionista.

Participação chinesa levanta dúvidas

Segundo a proposta de lei, uma empresa pode ser considerada controlada por um adversário estrangeiro quando investidores desse país detêm, em conjunto, uma participação igual ou superior a 15%. Esta definição coloca a Mercedes-Benz numa zona sensível.

Dois acionistas chineses têm uma presença relevante no capital da marca alemã. O grupo BAIC detém 9,98% da Mercedes-Benz, enquanto Li Shufu, fundador e presidente da Geely, possui 9,69%. Em conjunto, estas participações representam 19,67%.

Este valor ultrapassa o limite de 15% previsto na proposta norte-americana. Por esse motivo, a Mercedes-Benz pode ser apanhada por uma lei que, em teoria, foi desenhada para travar a influência chinesa no setor automóvel dos Estados Unidos.

O que a lei quer impedir

O texto da emenda procura impedir que construtores considerados controlados por adversários estrangeiros fabriquem, vendam, entreguem ou importem veículos para os Estados Unidos. A proibição pode aplicar-se diretamente ou através de subsidiárias, parcerias, agentes, concessionários ou outras entidades ligadas.

A intenção política é reduzir a dependência de tecnologia, capital e influência chinesa numa indústria cada vez mais marcada por veículos elétricos, software, conectividade e dados. Os automóveis modernos são hoje vistos também como equipamentos tecnológicos, não apenas como meios de transporte.

A preocupação norte-americana tem crescido sobretudo em torno dos carros conectados, dos sistemas de assistência à condução, da recolha de dados e da presença de tecnologia chinesa em componentes críticos.

Exceção pode não proteger a Mercedes

A proposta de lei previa uma exceção para marcas estrangeiras com forte presença industrial nos Estados Unidos. Essa salvaguarda poderia beneficiar a Mercedes-Benz, que opera uma das suas maiores fábricas globais no Alabama.

No entanto, essa exceção deixa de se aplicar quando existe participação direta ou indireta de um governo considerado rival. É aqui que o caso se complica, uma vez que a BAIC é uma empresa pública controlada pelo Estado chinês.

Assim, apesar da presença industrial da Mercedes-Benz nos Estados Unidos, a marca pode perder o direito à exceção. Esta interpretação torna o caso particularmente sensível para o fabricante alemão.

EUA são mercado essencial para a marca

Um eventual bloqueio teria impacto significativo. Em 2025, a Mercedes-Benz vendeu mais de 303 mil automóveis de passageiros nos Estados Unidos, um dos mercados mais importantes para a marca da estrela.

A empresa está entre os principais fabricantes premium no mercado norte-americano, competindo com marcas como BMW e Lexus. Além disso, a Mercedes-Benz tem metas internas ambiciosas para a América do Norte até ao final da década.

A possibilidade de perder ou ver limitado o acesso aos Estados Unidos representa, por isso, um risco comercial sério. Ainda assim, a proposta não está aprovada e poderá sofrer alterações antes de chegar à versão final.

Marca tenta evitar efeitos negativos

A Mercedes-Benz confirmou estar em contacto com decisores políticos em Washington. O objetivo da marca é garantir que a versão final da lei proteja a produção industrial norte-americana sem prejudicar empresas que já investem e empregam nos Estados Unidos.

A posição defendida pela empresa é que os dois acionistas chineses operam de forma independente e não em conjunto. Esta distinção pode ser importante para contestar a ideia de controlo coordenado por interesses chineses.

O diretor-executivo do grupo, Ola Källenius, mostrou-se confiante numa solução. O responsável admitiu que, se for necessário ajustar a estrutura acionista para proteger um mercado importante, a empresa conseguirá gerir essa situação.

Carros conectados no centro da disputa

A preocupação norte-americana não se limita à propriedade das marcas. Outra proposta, a Connected Vehicle Security Act, pretende restringir a entrada de veículos, componentes e software ligados à China ou a outros países considerados de risco.

A tecnologia dos carros conectados envolve sistemas de navegação, sincronização de telemóveis, câmaras, sensores, atualizações remotas e condução assistida. Para Washington, estes elementos podem representar riscos de segurança e recolha de dados.

É por isso que a indústria automóvel se tornou um dos novos campos da disputa entre os Estados Unidos e a China. As marcas europeias, mesmo quando não são chinesas, podem ser afetadas por terem acionistas, parceiros ou fornecedores ligados ao país.

Proposta ainda vai a votação

A emenda ainda não é lei. O texto terá de seguir para votação em plenário na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, podendo ser alterado durante o processo legislativo.

Até lá, a Mercedes-Benz deverá continuar a tentar influenciar a redação final da proposta, defendendo a sua presença industrial no país e a independência dos seus acionistas. A empresa quer evitar que uma medida pensada para travar construtores chineses acabe por afetar uma marca alemã com décadas de presença nos EUA.

O caso mostra como uma mudança legal pode ter efeitos inesperados num setor globalizado. Para já, a Mercedes-Benz não está proibida de vender carros nos Estados Unidos, mas a proposta colocou a marca no centro de uma disputa que vai muito além dos automóveis.

Leia também: Pode haver trânsito proibido apenas para alguns veículos? O Código da Estrada não dá margem para dúvidas

É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

5 June 2026 at 15:30

As novas regras para aprender a conduzir com tutor entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do diploma em Diário da República. A alteração ao Regime Jurídico do Ensino da Condução reforça a possibilidade de os candidatos à carta de automóveis ligeiros fazerem parte da aprendizagem prática acompanhados por um tutor.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o decreto-lei mantém a regra de que o ensino da condução é ministrado em escola de condução. No entanto, para a categoria B, que corresponde aos automóveis ligeiros, o candidato inscrito numa escola passa a poder optar pelo ensino prático acompanhado por tutor.

A medida foi promulgada pelo Presidente da República a 26 de maio e publicada esta sexta-feira, 5 de junho, em Diário da República. A entrada em vigor acontece 30 dias depois da publicação, ou seja, durante o mês de julho.

Quem pode ser tutor

O tutor não pode ser instrutor nem examinador de condução. Para assumir essa função, deve ter carta de condução da categoria B emitida em Portugal ou noutro país da União Europeia há pelo menos dez anos.

Também pode ser aceite um título de condução reconhecido pelas autoridades portuguesas há pelo menos cinco anos, desde que tenha sido emitido pelo respetivo país há, no mínimo, dez anos.

Na prática, o tutor terá de ser um condutor experiente e devidamente identificado no processo do candidato. A sua participação não substitui totalmente a escola de condução, uma vez que o aluno tem de estar inscrito numa escola.

Escola tem de comunicar ao IMT

Antes do início da condução acompanhada por tutor, a escola de condução onde o candidato está inscrito deve comunicar essa opção ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Essa comunicação tem de incluir a identificação do tutor e a confirmação de que estão cumpridas as condições previstas no novo regime. Só depois deste passo é que a aprendizagem acompanhada poderá avançar.

A escola mantém, assim, um papel central no processo, mesmo quando o candidato escolhe fazer parte da aprendizagem prática com tutor. O objetivo é garantir algum controlo formal sobre quem acompanha o aluno e em que condições.

Tutor assume responsabilidade

Uma das mudanças mais relevantes está na responsabilidade atribuída ao tutor. O diploma estabelece que este é responsável pelos danos e infrações praticadas pelo candidato a condutor.

Há, no entanto, uma exceção: essa responsabilidade pode não se aplicar se os danos ou infrações resultarem de desobediência do candidato às instruções dadas pelo tutor.

Além disso, passa a ser obrigatório que exista seguro automóvel do veículo ou do condutor/tutor que cubra os danos provocados pelo aluno durante a condução acompanhada. Esta exigência pretende proteger terceiros e clarificar responsabilidades em caso de acidente.

Exame só depois de 90 dias

O candidato à carta pode auto-propor-se ao exame prático ou realizar um teste de aferição na escola de condução onde está inscrito. Esse teste serve para avaliar se tem as competências necessárias para avançar.

Ainda assim, o formando só pode ser proposto a exame 90 dias depois da comunicação da escola ao IMT. Esta regra aplica-se independentemente da via escolhida.

O prazo pretende assegurar um período mínimo de aprendizagem acompanhada antes da realização da prova prática. Assim, a opção pelo tutor não permite avançar imediatamente para exame.

Há limites para a condução acompanhada

O novo regime também impõe limites à aprendizagem com tutor. A condução acompanhada não pode acontecer em vias ou períodos de tráfego intenso, devendo o percurso e o horário ser escolhidos em função das condições de segurança.

Isto significa que não será permitido treinar em qualquer local ou a qualquer hora. A escolha das zonas de aprendizagem terá de ter em conta o risco, a intensidade do trânsito e a segurança dos restantes utentes da via.

Além disso, cada tutor só poderá acompanhar até cinco candidatos num período de dez anos. Esta limitação procura evitar que a figura do tutor seja usada de forma abusiva ou como atividade paralela ao ensino profissional.

Algumas zonas podem ser proibidas

As forças de segurança, como a GNR e a PSP, bem como a Infraestruturas de Portugal e os municípios, podem propor ao Governo áreas onde a aprendizagem acompanhada por tutor fique vedada.

Essa possibilidade aplica-se às respetivas jurisdições e poderá ser usada em zonas consideradas mais perigosas, complexas ou inadequadas para candidatos em fase de aprendizagem.

Na prática, certas vias urbanas, estradas movimentadas ou zonas com risco acrescido poderão vir a ser excluídas da condução acompanhada. A definição dessas áreas dependerá das propostas das entidades competentes.

O que muda para os candidatos

A principal mudança para quem quer tirar a carta de condução é a possibilidade de fazer parte do ensino prático com um tutor, desde que continue inscrito numa escola de condução e cumpra todos os requisitos.

A medida pode dar maior flexibilidade aos candidatos, permitindo mais contacto com a condução em contexto real. No entanto, não elimina as obrigações formais, o papel da escola, os prazos mínimos nem a necessidade de exame.

Também não transforma qualquer familiar ou amigo em tutor automático. A pessoa escolhida tem de cumprir os requisitos legais, ser comunicada ao IMT e aceitar as responsabilidades previstas no diploma.

Regras entram em vigor em julho

As novas regras entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do decreto-lei em Diário da República. Até lá, escolas de condução, candidatos e potenciais tutores deverão preparar-se para o novo modelo.

A alteração pretende reforçar a aprendizagem acompanhada, mas mantendo controlo institucional através das escolas de condução e do IMT. A segurança rodoviária continuará a ser um dos pontos centrais do regime.

Para quem está a pensar tirar a carta de ligeiros, a recomendação é confirmar junto da escola de condução quais serão os procedimentos, documentos necessários, condições do seguro e prazos antes de optar pela aprendizagem com tutor.

Leia também: Pode haver trânsito proibido apenas para alguns veículos? O Código da Estrada não dá margem para dúvidas

Vai a esta cidade algarvia no verão? Novas regras já entraram em vigor e não agradam a todos

4 June 2026 at 17:00

Mais de 400 negócios em Albufeira estão a ser afetados por novas regras municipais para a vida noturna, que entraram em vigor no domingo. A Associação Comercial de Albufeira questiona a legalidade das medidas, critica a falta de consulta aos empresários e alerta para possíveis consequências na economia local.

De acordo com o The Portugal News, as restrições foram introduzidas pela Câmara Municipal de Albufeira com o objetivo de reduzir o ruído em zonas classificadas como áreas especiais de prevenção de ruído e nas zonas envolventes, num raio de cinco quilómetros.

As novas regras alteram horários de funcionamento e impõem limites mais apertados ao som. Lojas de conveniência, garrafeiras e minimercados passam a encerrar às 23h00, em vez de meia-noite, enquanto os bares devem fechar às 03h00, uma hora mais cedo do que anteriormente.

Discotecas também fecham mais cedo

As discotecas passam a encerrar às 05h00, quando antes podiam funcionar até às 06h00. A autarquia impôs ainda controlos mais rigorosos ao ruído, incluindo um limite máximo de 74 decibéis no exterior.

A Associação Comercial de Albufeira, conhecida como ACALB, diz que os empresários têm contactado a associação para pedir esclarecimentos desde que as medidas foram anunciadas. Segundo o presidente da estrutura, Sérgio Brito, existem muitas dúvidas sobre o conteúdo do despacho municipal.

O responsável defende que é necessário avaliar o verdadeiro impacto das restrições na economia local. A associação receia que a redução de horários prejudique não só bares e discotecas, mas também outros negócios ligados ao turismo e à animação noturna.

Empresários dizem que não foram ouvidos

Uma das principais críticas da ACALB prende-se com a alegada falta de consulta prévia. Sérgio Brito afirma que a comunidade empresarial foi surpreendida pelas reduções de horário e considera que a decisão foi tomada de forma unilateral pela autarquia.

Para a associação, a ausência de diálogo torna mais difícil encontrar soluções equilibradas para um problema que envolve moradores, turistas, empresários e autoridades. A ACALB garante estar disponível para colaborar com o município, mas lamenta que os comerciantes não tenham sido chamados antes da entrada em vigor das medidas.

A associação recorda ainda que já tinha sido apresentado anteriormente um plano de mitigação de ruído. Ainda assim, segundo os empresários, as novas regras avançaram sem uma avaliação partilhada dos seus efeitos práticos e económicos.

Limite de ruído gera dúvidas

O limite máximo de 74 decibéis no exterior está a gerar preocupação entre restaurantes, bares e estabelecimentos com esplanadas. Sérgio Brito alertou que até uma conversa normal entre pessoas sentadas numa esplanada pode, em determinadas circunstâncias, aproximar-se desse valor.

Esta situação cria incerteza para os empresários, que temem dificuldades no cumprimento das novas regras. A dúvida está em saber como será feita a medição, em que condições e de que forma serão avaliados ruídos provenientes dos clientes, da rua ou de outros espaços públicos.

A ACALB sublinha que muitos estabelecimentos já funcionam com limitadores de som certificados. Ainda assim, a aplicação dos novos controlos poderá obrigar a equipamentos adicionais, custos técnicos e adaptações que nem todos os negócios estavam preparados para suportar.

Medidas abrangem mais do que bares

Segundo a associação, mais de 400 negócios estão dentro do âmbito das medidas. O impacto vai muito além das zonas tradicionalmente associadas à vida noturna e ao turismo jovem, uma vez que as regras se aplicam também a áreas envolventes num raio de cinco quilómetros.

Isto significa que estabelecimentos que não estão diretamente ligados à animação noturna intensa podem ser afetados. Para a ACALB, esta abrangência levanta dúvidas sobre proporcionalidade e eficácia.

Sérgio Brito considera que não está em causa apenas o custo financeiro, mas também a dificuldade técnica de implementar novas obrigações. A associação está a analisar a base legal das medidas e não exclui avançar com outras ações.

Ruído continuou nas ruas

Outro ponto levantado pelos comerciantes é a eficácia das restrições. Segundo o presidente da ACALB, na primeira noite de aplicação das novas regras, os bares encerraram às 03h00, mas muitas pessoas permaneceram nas ruas a falar em voz alta e sem controlo.

Para a associação, este exemplo mostra que o problema do ruído não se resolve apenas com o encerramento mais cedo dos estabelecimentos. Parte do incómodo sentido por moradores pode resultar da permanência de grupos no espaço público depois do fecho dos bares.

A ACALB defende que é necessário atuar também na rua, com fiscalização adequada, gestão de fluxos de pessoas e medidas que evitem concentrações desordenadas após o encerramento dos espaços de diversão.

Turismo e economia local em causa

Albufeira é uma das cidades mais dependentes do turismo no Algarve, com forte presença de restauração, bares, discotecas, lojas, alojamento e serviços associados à animação noturna. A redução de horários pode afetar receitas numa fase de aproximação à época alta.

A associação comercial alerta que todo o ecossistema turístico dependente da atividade dos visitantes pode ser prejudicado. Além dos bares e discotecas, podem sentir impacto setores como táxis, transporte privado, restauração tardia, alojamento e comércio.

Ao mesmo tempo, a autarquia procura responder às queixas de ruído e melhorar a qualidade de vida dos residentes. O desafio passa por encontrar um equilíbrio entre o direito ao descanso, a imagem turística da cidade e a sustentabilidade económica dos negócios.

Associação quer soluções equilibradas

Sérgio Brito afirmou que a ACALB continuará a tentar dialogar com a Câmara Municipal de Albufeira. O objetivo, segundo a associação, é encontrar soluções que protejam os moradores sem comprometer um setor turístico e de entretenimento que faz parte da identidade local há mais de quatro décadas.

Os empresários defendem que as medidas devem ser ajustadas à realidade do terreno, tendo em conta as diferenças entre zonas, tipos de estabelecimento e origem efetiva do ruído. Para a associação, fechar mais cedo pode não resolver o problema se a perturbação continuar no espaço público.

Com as novas regras já em vigor, os próximos dias deverão ser decisivos para perceber o impacto real da medida. Em plena entrada no período forte do turismo, Albufeira enfrenta agora um debate sensível entre descanso, diversão e economia local.

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Nem Albufeira nem Lagos: britânicos garantem que a “Veneza de Portugal” fica no Algarve e que os locais querem “guardar segredo”

4 June 2026 at 16:30

Tavira voltou a chamar a atenção da imprensa britânica como uma alternativa mais tranquila aos destinos mais movimentados do Algarve. Longe da agitação de Albufeira e Lagos, a cidade é apresentada como um refúgio com praias preservadas, vinho a poucos euros e um ambiente que muitos locais prefeririam manter “em segredo”.

O destaque foi feito pelo jornal britânico The Sun, que descreve Tavira como uma cidade algarvia menos conhecida, mas com muitos dos elementos que os turistas procuram nas férias de verão: sol, praias de areia dourada, boa comida e preços mais acessíveis.

A publicação sublinha que o Algarve é famoso pelas suas praias, mas lembra que muitas delas ficam cheias durante a época alta. Para quem procura beleza natural com menos multidões, Tavira surge como uma opção cada vez mais apelativa.

A “Veneza de Portugal” no Algarve

Tavira é conhecida pelas casas brancas, telhados de terracota, ruas tradicionais e pela presença do rio Gilão, que atravessa a cidade. Essa ligação à água fez com que fosse muitas vezes apelidada de “Veneza de Portugal”.

A cidade mantém uma imagem mais calma do que outros centros turísticos algarvios. Em vez de grandes avenidas de bares e resorts, oferece pontes, igrejas, mercados, esplanadas e um ritmo mais lento, muito procurado por visitantes que querem fugir das zonas mais cheias.

Segundo a imprensa britânica, Tavira é frequentemente descrita como uma versão do Algarve que os locais preferem guardar para si. A expressão ajuda a reforçar a ideia de um destino menos massificado, mas ainda assim preparado para receber turistas.

Ilha de Tavira é o grande cartão de visita

Para quem procura praia, o grande destaque vai para a Ilha de Tavira, situada junto ao Parque Natural da Ria Formosa. A ilha é protegida pela legislação portuguesa, mas pode ser visitada por residentes e turistas.

O areal estende-se por vários quilómetros e é apontado como uma das melhores zonas balneares da região. Na praia, os visitantes podem encontrar zonas para alugar chapéus de sol, espreguiçadeiras, caiaques e pranchas de paddle.

A principal praia da ilha tem Bandeira Azul, o que reforça a qualidade da água, a segurança e os serviços disponíveis. Para os turistas britânicos, o facto de ser menos concorrida do que outras praias do Algarve ocidental é um dos principais atrativos.

Praias preservadas e menos multidões

O The Sun destaca que muitos visitantes se mostram surpreendidos com a beleza da Ilha de Tavira. Há quem descreva a praia como preservada, tranquila e sem o problema das multidões que se verifica noutras zonas mais conhecidas.

Além da praia principal, a ilha e a zona envolvente oferecem outros pontos de interesse, como a Praia do Barril. Este areal é conhecido pelo chamado Cemitério das Âncoras, onde antigas âncoras ligadas à pesca do atum estão expostas sobre a areia.

A proximidade à Ria Formosa também reforça o valor natural do destino. A área é rica em biodiversidade e é procurada por observadores de aves, incluindo flamingos, que podem ser vistos em determinadas zonas da reserva natural.

Vinho a poucos euros e comida tradicional

Outro ponto que chamou a atenção da imprensa britânica foi o preço mais acessível face a outras zonas turísticas do Algarve. Em Tavira, é possível encontrar bares onde um copo de vinho verde pode custar apenas alguns euros.

A gastronomia também é um dos atrativos. A publicação destaca restaurantes familiares e pratos ligados ao mar, como peixe fresco, atum, lulas e amêijoas algarvias, produtos que continuam a marcar a identidade da região.

Para quem prefere mercados e comércio local, o Mercado Municipal de Tavira é apresentado como uma paragem interessante, especialmente de manhã. A cidade conta ainda com pequenas lojas, boutiques e mercados independentes espalhados pelo centro.

Fácil acesso a partir de Faro

Tavira fica a cerca de 35 minutos de carro do Aeroporto de Faro, o que torna o destino acessível para turistas britânicos que aterram no Algarve. Esta proximidade é um dos fatores que ajuda a explicar o interesse crescente pela cidade.

Apesar de estar perto do principal aeroporto da região, Tavira mantém um ambiente mais discreto do que outros destinos algarvios. Essa combinação entre acessibilidade e tranquilidade é vista como uma vantagem para famílias, casais e viajantes que procuram descanso.

A cidade também tem oferta hoteleira variada, incluindo unidades com piscina, spa, restaurantes e vistas sobre o centro ou a envolvente natural. Ainda assim, o grande atrativo continua a ser a ligação entre património, praia e vida local.

Alternativa ao Algarve mais movimentado

O artigo britânico apresenta Tavira como uma alternativa para quem gosta da beleza de Albufeira e Lagos, mas não quer enfrentar tanta confusão no verão. A cidade oferece praia, sol e ambiente algarvio, mas com uma experiência mais calma.

Esta imagem pode tornar Tavira ainda mais procurada nos próximos meses, sobretudo entre turistas que procuram destinos menos óbvios. A exposição internacional aumenta a notoriedade da cidade, mas também reforça a necessidade de preservar o equilíbrio local.

Com praias extensas, centro histórico, preços mais acessíveis e ligação à Ria Formosa, Tavira surge como uma das apostas fortes para quem quer descobrir um Algarve diferente. Para os britânicos, pode mesmo ser uma das melhores alternativas aos destinos mais cheios da região.

Um segredo cada vez menos escondido

A fama de Tavira tem vindo a crescer, mas a cidade continua a distinguir-se pelo ambiente tradicional e pela menor pressão turística em comparação com outros pontos do Algarve. Essa é precisamente a razão pela qual tantos visitantes a consideram especial.

Entre passeios pelo centro histórico, travessias para a ilha, mergulhos em praias de areia dourada e refeições com sabor a mar, Tavira reúne muitos dos elementos que definem umas férias algarvias, mas sem perder a identidade própria.

O segredo, no entanto, parece estar cada vez menos guardado. Depois do destaque da imprensa britânica, esta cidade do sotavento algarvio volta a mostrar que o Algarve não se resume aos destinos mais famosos.

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Do Algarve para o mundo: tavirense João Neves é oficialmente o futebolista português mais valioso do mundo

4 June 2026 at 15:40

O tavirense João Neves é o futebolista português mais valioso do mundo, segundo o mais recente ranking divulgado pelo Observatório do Futebol. O médio do Paris Saint-Germain aparece no 16.º lugar da lista, com uma avaliação estimada em 117,1 milhões de euros.

Natural de Tavira, no Algarve, João Neves continua a afirmar-se como uma das maiores figuras do futebol português da nova geração. Depois de se destacar no Benfica, o médio ganhou projeção internacional e consolidou o seu valor ao serviço do PSG.

A lista dos 100 jogadores mais valiosos do mundo é liderada por Lamine Yamal, jovem estrela do Barcelona. O espanhol surge no primeiro lugar com uma avaliação de 358,1 milhões de euros, sendo o único futebolista acima dos 300 milhões.

João Neves lidera entre os portugueses

João Neves é o português mais bem colocado no ranking. Para encontrar outro jogador nacional é preciso descer até ao 69.º lugar, onde aparece Pedro Neto, avaliado em 75,1 milhões de euros.

Logo a seguir surge Vitinha, também jogador do PSG, no 70.º posto, com uma avaliação estimada em 75 milhões de euros. A diferença mostra o peso que João Neves ganhou no mercado internacional.

O percurso do médio tem sido acompanhado com orgulho em Tavira, cidade onde nasceu. A presença no top 20 mundial reforça o estatuto do jogador como uma das grandes referências do futebol português atual.

Seis portugueses no top 100

Ao todo, há seis portugueses entre os 100 futebolistas mais valiosos do mundo. Além de João Neves, Pedro Neto e Vitinha, a lista inclui Francisco Conceição, Nuno Mendes e Mateus Fernandes.

Francisco Conceição surge no 77.º lugar, com uma avaliação de 71,2 milhões de euros. Nuno Mendes aparece logo depois, no 78.º posto, avaliado em 70,9 milhões.

Mateus Fernandes fecha a presença portuguesa no ranking, no 94.º lugar, com um valor estimado de 67,1 milhões de euros. Ainda assim, nenhum se aproxima da posição alcançada pelo médio tavirense.

Lamine Yamal no topo mundial

O primeiro lugar pertence a Lamine Yamal, do Barcelona. O jovem espanhol foi avaliado em 358,1 milhões de euros, um valor que o coloca destacado no topo do futebol mundial.

Na segunda posição aparece Erling Haaland, do Manchester City, com uma avaliação de 227,3 milhões de euros. O terceiro lugar pertence a Kylian Mbappé, avaliado em 165,7 milhões.

João Neves surge abaixo destes nomes, mas dentro de um grupo muito restrito de jogadores com maior valor no mercado. O 16.º lugar confirma a dimensão que o médio já atingiu no futebol europeu.

Como é feito o ranking

O Observatório do Futebol usa um modelo estatístico para calcular o valor dos jogadores. A avaliação tem em conta fatores como idade, desempenho, posição, duração do contrato, clube e margem de evolução.

Estes valores não significam que exista uma proposta concreta por cada jogador. São estimativas de mercado, usadas para perceber quais os futebolistas mais valorizados no contexto internacional.

No caso de João Neves, a idade, o rendimento e o facto de jogar num clube como o PSG ajudam a explicar a avaliação elevada. O médio é visto como um jogador com presente forte e grande margem de crescimento.

Tavira no mapa do futebol mundial

A presença de João Neves neste ranking também coloca Tavira em destaque. A cidade algarvia vê um dos seus ‘filhos’ tornar-se o jogador português mais valioso da atualidade.

O percurso do médio é um exemplo de ascensão rápida no futebol. Da formação e afirmação em Portugal até à chegada a um dos maiores clubes da Europa, João Neves tornou-se uma referência para muitos jovens atletas.

Para Tavira e para o Algarve, o reconhecimento internacional do jogador tem um significado especial. Não se trata apenas de um nome português no ranking, mas de um tavirense entre os mais valiosos do mundo.

PSG com forte presença portuguesa

O Paris Saint-Germain volta a ter destaque no ranking com vários portugueses. Além de João Neves, também Vitinha e Nuno Mendes aparecem entre os 100 jogadores mais valiosos.

Esta presença reforça a importância dos internacionais portugueses no clube francês. O PSG tornou-se uma das montras mais fortes para o talento nacional nos últimos anos.

João Neves, contudo, é o nome português mais valorizado da lista. A sua posição mostra que o médio está hoje num patamar superior em termos de avaliação de mercado.

Médio português continua a crescer

Com uma carreira ainda em construção, João Neves já aparece entre os grandes nomes do futebol mundial. O 16.º lugar no ranking confirma a sua evolução e o impacto que tem tido no PSG.

O médio tavirense junta capacidade defensiva, intensidade, qualidade de passe e maturidade competitiva. Estas características ajudam a explicar a valorização rápida no mercado.

Para Portugal, é mais um sinal da força da nova geração. Para Tavira, é motivo de orgulho: João Neves é hoje o português mais valioso do mundo e um dos jovens médios mais bem cotados do futebol europeu.

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Jovem de 17 anos e bebé entre os 3 portugueses mortos em colisão violenta em Espanha

4 June 2026 at 14:50

Três portugueses, incluindo um bebé de quatro meses, morreram na terça-feira, 2 de junho, na sequência de uma colisão violenta entre uma carrinha e um camião em Espanha. O acidente ocorreu numa estrada perto da cidade de Agón, em Zaragoza, na região de Aragão.

Segundo o Notícias ao Minuto, as vítimas mortais são um homem de 47 anos, um jovem de 17 anos e um bebé de quatro meses. De acordo com informação avançada pela imprensa espanhola e citada pelo Notícias ao Minuto, todos eram cidadãos portugueses e seguiam na carrinha envolvida no acidente.

A colisão aconteceu durante a tarde de terça-feira, cerca das 15h00 locais. O acidente envolveu a carrinha onde seguiam as vítimas e um camião, cujo condutor escapou ileso.

Acidente ocorreu em Zaragoza

Segundo a Guardia Civil, a colisão registou-se na rodovia A-122, perto de Agón, no distrito de Zaragoza. As circunstâncias exatas do acidente ainda estão a ser investigadas pelas autoridades espanholas.

A violência do embate foi fatal para todos os ocupantes da carrinha. Apesar da gravidade da colisão, o motorista do camião não sofreu ferimentos, de acordo com os dados divulgados pela imprensa local.

As autoridades continuam a apurar as causas do acidente, incluindo as condições em que os dois veículos circulavam e o ponto exato em que ocorreu a colisão.

Vítimas eram todas portuguesas

A tragédia envolveu três cidadãos portugueses de diferentes idades. Entre as vítimas está um bebé de apenas quatro meses, facto que agravou a comoção em torno do acidente.

Morreu também um jovem de 17 anos e um homem de 47 anos. Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a origem das vítimas em Portugal nem sobre o destino da viagem.

A identificação completa das vítimas não foi revelada pelas autoridades nos dados públicos disponíveis. A comunicação oficial tem-se limitado à nacionalidade, idades e circunstâncias gerais do acidente.

Terça-feira trágica em Aragão

A imprensa espanhola descreveu a terça-feira como um dia particularmente trágico nas estradas de Aragão. Além do acidente em Agón, outro choque mortal foi registado no mesmo dia na região.

Em Ilche, na província de Huesca, três pessoas que também viajavam numa carrinha morreram após colisão com um camião. Ao todo, seis pessoas perderam a vida em acidentes rodoviários na região durante a mesma terça-feira.

As autoridades espanholas têm manifestado preocupação com a sinistralidade rodoviária em Aragão. Segundo dados da Delegação do Governo citados pela imprensa local, 21 pessoas já morreram este ano em acidentes nas estradas da região.

Causas ainda em investigação

No caso que vitimou os três portugueses, a Guardia Civil está a investigar as causas do acidente. Este tipo de inquérito procura perceber se houve erro humano, condições da via, falha mecânica, distração, ultrapassagem indevida ou outro fator relevante.

A análise poderá incluir testemunhos, marcas de travagem, posição dos veículos, velocidade estimada e condições de visibilidade no momento da colisão. Só depois dessa investigação será possível perceber com maior clareza o que aconteceu.

Até lá, as informações confirmadas apontam apenas para uma colisão entre uma carrinha e um camião, com morte de todos os ocupantes da carrinha e sem ferimentos no condutor do veículo pesado.

Acidentes com pesados têm impacto grave

As colisões entre veículos ligeiros ou carrinhas e camiões tendem a ter consequências muito graves, devido à diferença de peso e dimensão entre os veículos. Mesmo a velocidades moderadas, o impacto pode ser fatal para os ocupantes do veículo mais pequeno.

Este acidente volta a evidenciar os riscos associados à circulação em estradas nacionais e regionais, onde muitas vezes há tráfego misto de veículos ligeiros, carrinhas e pesados de mercadorias.

A prudência nas manobras, a atenção à velocidade, a distância de segurança e o respeito pela sinalização são essenciais, sobretudo em vias onde a circulação de camiões é frequente.

Comunidade portuguesa acompanha caso

A morte de três portugueses em território espanhol gera particular comoção, sobretudo pela presença de um bebé entre as vítimas. Casos desta natureza costumam envolver contactos entre autoridades espanholas e portuguesas, nomeadamente para identificação formal e apoio às famílias.

Não foram ainda conhecidos detalhes sobre eventuais procedimentos consulares, transladação ou apoio aos familiares das vítimas. Estes processos decorrem normalmente de forma reservada e com acompanhamento das entidades competentes.

A tragédia em Agón soma-se a um dia negro nas estradas de Aragão e deixa três famílias portuguesas em luto. As autoridades espanholas prosseguem agora a investigação para esclarecer as circunstâncias da colisão.

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Milhares vão ficar sem luz: vai haver cortes de luz prolongados nesta data e estas serão as regiões afetadas

4 June 2026 at 14:30

Várias zonas de Portugal vão ser afetadas por cortes de luz programados no início de junho, segundo a informação disponível no painel público da E-REDES. As interrupções estão agendadas para domingo, 7 de junho de 2026, e em alguns casos podem prolongar-se por várias horas, sobretudo durante a manhã.

De acordo com a tabela de interrupções programadas da distribuidora, os cortes de luz têm início previsto entre as 05h00 e as 05h30 e deverão terminar, na maioria dos casos indicados, por volta das 11h00. Isto significa que alguns consumidores podem ficar sem energia elétrica durante cerca de cinco a seis horas.

As interrupções programadas são normalmente realizadas para trabalhos de manutenção, reparação, modernização ou intervenção técnica na rede elétrica. A E-REDES disponibiliza estes avisos por data, concelho, freguesia e código postal, permitindo aos consumidores consultar se a sua zona será afetada.

Tabela de Interrupções Programadas E-Redes

Lisboa entre os concelhos afetados

Lisboa surge na lista de interrupções programadas para 7 de junho, com cortes previstos em freguesias como Arroios e Estrela. Segundo os dados visíveis no painel, há registos associados aos códigos postais 1150-020, 1150-021 e 1200-676.

No caso de Arroios, as interrupções surgem com início previsto às 05h00 e fim às 11h00. Já na Estrela, o aviso visível indica início às 05h00 e fim por volta das 11h00, embora os consumidores devam confirmar a informação completa no painel da E-REDES.

Por se tratar de uma intervenção durante a manhã, os moradores e comerciantes destas zonas devem preparar-se antecipadamente, sobretudo se tiverem equipamentos elétricos essenciais, sistemas de segurança, portões automáticos ou eletrodomésticos em funcionamento.

Loures também aparece na lista

O concelho de Loures surge igualmente entre as zonas afetadas, com interrupções programadas e cortes de luz para a manhã de 7 de junho. Na tabela disponível, aparecem referências às freguesias de Loures, Lousa e à União das Freguesias de Santo Antão e São Julião do Tojal.

Os registos visíveis indicam o código postal 2670-752, com início previsto às 05h00 e fim às 11h00. A duração prevista é, por isso, de cerca de seis horas.

Como os avisos podem abranger apenas ruas ou lugares específicos dentro de cada freguesia, os consumidores devem confirmar o detalhe através da consulta por código postal ou morada. A indicação do concelho e freguesia não significa necessariamente que toda a área fique sem eletricidade.

Algarve com cortes em Lagos, Portimão e Olhão

No Algarve, há várias interrupções programadas visíveis para 7 de junho. Lagos aparece com cortes associados à freguesia da Luz, nos códigos postais 8600-162 e 8600-144, com início previsto às 05h30 e fim às 10h00.

Portimão também surge na tabela, com interrupções na freguesia de Portimão, incluindo os códigos postais 8500-811, 8500-818 e 8500-830. Nestes casos, os avisos indicam início por volta das 05h30 e fim previsto perto das 11h00.

Já em Olhão, a interrupção visível está associada à freguesia de Quelfes, no código postal 8700-578. O corte aparece agendado entre as 05h00 e as 11h00, o que representa uma duração prevista de cerca de seis horas.

Cortes não abrangem necessariamente todo o concelho

Apesar de os avisos surgirem por concelho e freguesia, é importante sublinhar que uma interrupção programada não significa que todo o concelho será afetado. Em muitos casos, os trabalhos dizem respeito apenas a determinados arruamentos, lugares ou troços da rede elétrica.

Por esse motivo, a confirmação deve ser feita através do código postal, da freguesia e, sempre que possível, da morada completa. Esta consulta é especialmente importante em concelhos maiores, como Lisboa, Loures ou Portimão, onde o mesmo aviso pode abranger apenas uma parte reduzida da população.

A E-REDES permite consultar as interrupções programadas por data e zona, disponibilizando também a hora prevista de início e de fim. Ainda assim, os horários podem sofrer ajustamentos devido ao decorrer dos trabalhos técnicos.

Como se preparar para uma interrupção prolongada

Quem vive ou trabalha nas zonas afetadas deve carregar telemóveis, computadores portáteis, baterias externas e outros equipamentos essenciais antes da hora prevista para o corte. Também é aconselhável evitar abrir frigoríficos e arcas congeladoras durante a interrupção, para conservar melhor a temperatura interior.

Os moradores com portões elétricos, elevadores privados, sistemas de alarme ou equipamentos médicos dependentes de energia devem confirmar antecipadamente as alternativas disponíveis. Em alguns casos, pode ser necessário avisar familiares, vizinhos ou entidades responsáveis pelo apoio diário.

No comércio local, a preparação deve ser ainda mais cuidadosa. Cafés, restaurantes, mercearias e outros estabelecimentos com equipamentos de frio ou sistemas eletrónicos de pagamento podem ser particularmente afetados por cortes de várias horas.

Trabalhos podem terminar antes ou depois da hora prevista

As interrupções programadas têm uma janela horária definida, mas o restabelecimento da energia pode acontecer antes da hora indicada se os trabalhos terminarem mais cedo. O contrário também pode ocorrer caso surjam dificuldades técnicas durante a intervenção.

Por isso, os consumidores devem encarar os horários como uma previsão. A melhor forma de evitar transtornos é preparar-se para toda a duração anunciada e consultar novamente o aviso na véspera ou no próprio dia.

Em caso de necessidade, os consumidores podem recorrer aos canais oficiais da E-REDES para confirmar se a sua morada está abrangida. Esta verificação é essencial porque os dados por código postal podem não representar todos os edifícios de uma mesma zona.

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