Uma comunicação, sob a designação de Nota de Imprensa, chegou à redação do diariOnline Região Sul, anunciando a apresentação do “O Cavaleiro Rui Valente“, um pirata e corsário de Faro no Algarve do séc. XV – livro da autoria do Doutor Fernando Pessanha, que terá a apresentação a cargo da Dr.ª Mariana Ornelas do Rego.
A organização pertence à comendadoria do Algarve, Grão Priorato de Portugal da Ordem de São Lázaro e terá lugar no Velho Cavalinho – Taberna & Loja Medieval – em Castro Marim, no dia 12 de junho, pelas 19:00 horas.
A nota de imprensa é a seguinte:
“A Comendadoria do Algarve do GrãoPriorado de Portugal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém anuncia a realização de uma sessão pública dedicada à apresentação da obra O Cavaleiro Rui Valente: um pirata e corsário de Faro, no Algarve do século XV, da autoria do historiador, Doutor Fernando Pessanha.
O evento terá lugar no próximo dia 12 de junho, pelas 19h00, na Taberna e Loja Medieval “O Velho Cavalinho”, em Castro Marim, local cuja ambiência histórica reforça o caráter evocativo da obra e o enquadramento cultural da iniciativa.
A sessão contará com a presença do autor, sendo a apresentação conduzida pela Dr.ª Mariana Ornelas do Rego. A obra em destaque foi distinguida com o 1.º lugar na 3.ª edição do Prémio de Ensaio Histórico da União das Freguesias de Faro.
Com esta iniciativa, a Ordem de São Lázaro reafirma o seu compromisso em preservar e difundir a memória histórica, promovendo o conhecimento e valorizando os testemunhos que, ao longo dos séculos, moldaram a identidade espiritual, cultural e cavaleiresca do território algarvio.
O Município de Tavira, no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA) 2026, e sob o mote ‘A Arqueologia a Acontecer’, propõe, para os dias 13 e 14 de junho, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro, momentos de descoberta, reflexão e participação ativa.
Um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva.
Realizadas em simultâneo a nível europeu, as JEA têm como objetivo aproximar o público da arqueologia e do seu vasto espólio de conhecimento. Este ano, o evento é dedicado à arqueologia preventiva e ao seu papel na proteção e salvaguarda do património arqueológico.
O programa do Museu Municipal de Tavira traduz o eixo central das JEA 2026 –“desde a escavação até ao museu” -, percorrendo as várias etapas do trabalho arqueológico: da investigação de campo à conservação em laboratório, dos objetos expostos às histórias que eles contam.
Programa:
Sábado, dia 13
10h30: “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, no Núcleo Islâmico, orientada por Ana Sofia Vieira, Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).
Os participantes são convidados a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a perceber de que modo eram aplicadas as estampilhas nas peças. Após esta visita, cada participante poderá criar a sua própria estampilha e aplicá-la em papel, reproduzindo gestos intemporais. A atividade destina-se a famílias com crianças a partir dos 10 anos.
15h00: “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, no Laboratório de Conservação e Restauro, orientada por Leonor Esteban (Conservadora Restauradora, Museu Municipal de Tavira).
A atividade proporciona a oportunidade para conhecer um espaço menos visível do Museu: as reservas, o espólio e o trabalho quotidiano de conservação.
16h00: “Conversas sobre Arqueologia”, no Núcleo Islâmico, sob orientação das arqueólogas Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).
Em dois momentos complementares — “Arqueologia em Tavira: Uma História em Construção”e “Conheces o que Comiam os Nossos Antepassados?” —, as arqueólogas partilham os resultados das últimas décadas de investigação em Tavira: das estruturas defensivas aos fornos de produção cerâmica, dos espaços habitacionais às espécies animais consumidas pelas populações que aqui viveram desde, pelo menos, o século X a.C.
10h30: Visita orientada à Exposição “Tavira Islâmica”, no Núcleo Islâmico, conduzida por Celso Candeias (arqueólogo, Museu Municipal de Tavira).
Inaugurado em fevereiro de 2012, o Núcleo nasceu da descoberta de vestígios arqueológicos de excecional relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre eles a mais antiga rede de pesca de atum conhecida (século VI a.C.), a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.
Todas as atividades são gratuitas. A participação requer inscrição, através das ligações indicadas, dado o número limitado de vagas disponível.
Para mais informações, devem os interessados consultar o Museu Municipal de Tavira através do e-mail: edu.museus@cm-tavira.pt, ou dos telefones 281 320 545 | 281 320 568.
Este sábado, 6 de junho, entre as 10h00 e as 17h00, o Parque Municipal de Loulé recebe mais uma edição do ‘Bora Lá ao Parque’, numa iniciativa do Município de Loulé e com a forte participação de parceiros locais, cujo evento, de entrada livre, oferece dezenas de atividades gratuitas, incluindo cultura, desporto, oficinas e jogos ao ar livre para toda a família, sessões dedicadas à saúde e bem-estar ou ao ambiente, e muita animação, em vários pontos daquele que é o ‘pulmão verde’ da cidade.
O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, fará a abertura do evento, no Anfiteatro António Aleixo, pelas 10h00. A partir daí as propostas são muitas, promovidas por dezenas de associações locais, instituições desportivas, recreativas e culturais, forças de segurança e projetos sociais, num programa dinâmico e bastante diversificado.
A organização desafia ainda os residentes e visitantes a trazerem a sua lancheira para aproveitarem os espaços verdes do Parque, num ‘Piquenique em Família’, entre as 12h00 e as 14h00.
Bora lá ao Parque
Este será um dia em que o Parque Municipal de Loulé volta a transformar-se no grande ponto de encontro comunitário e intergeracional e espaço de partilha de saberes entre grupos de pessoas de diferentes faixas etárias.
Esta iniciativa da autarquia, assente nos princípios da Carta das Cidade Educadoras, tem a chancela do ‘Loulé Cidade Educadora’ e do programa ‘Bora Lá… Brincar!’, promovendo o direito ao brincar e o convívio entre pessoas de diferentes idades.
Escritora algarvia recebe Medalha de Mérito Cultural em Loulé
A escritora Lídia Jorge será distinguida com a Medalha de Mérito Cultural pelo Governo, no âmbito da 4.ª edição do Fórum Cultura, que decorre nos dias 8 e 9 de junho, no Algarve, cuja cerimónia, presidida pela Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, está marcada para as 18h30 de 8 de junho, segunda-feira, no Auditório do Solar da Música Nova, em Loulé.
“Será a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas”, afirma Margarida Balseiro Lopes.
O evento contará com a participação do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.
O Fórum Cultura arranca na manhã de dia 8, no Museu Zer0, em Tavira, o primeiro do país dedicado à arte digital, com a habitual reunião de trabalho à porta fechada com os responsáveis pelas entidades tuteladas pelo Ministério na área da Cultura e representantes das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
A partir das 14h30, o mesmo espaço acolhe a sessão pública “Impacto da tecnologia na Cultura: efeitos e novas expressões”. Especialistas de várias áreas, como o artista Leonel Moura, a professora catedrática Mirian Tavares, o cineasta Mário Patrocínio, a cantora Viviane ou Pedro Pina, vice-presidente do YouTube, abordam os desafios da digitalização e as novas formas de criação artística.
Margarida Balseiro Lopes
Para Margarida Balseiro Lopes, “a tecnologia deve estar ao serviço da Cultura, mas não pode substituir a visão, o pensamento crítico, a sensibilidade e a experiência humana”. Uma posição sublinhada na reunião informal dos Ministros da Cultura da União Europeia que decorreu esta semana em Nicósia, Chipre.
No dia 9 de junho, o Teatro das Figuras, em Faro, recebe a sessão “Políticas Culturais para a Música: da criação à circulação” com vários agentes e entidades culturais. A iniciativa pretende identificar respostas para um setor em transformação, marcado por novos modelos de negócio e desafios para a criação artística.
“É preciso refletir sobre as condições da produção e da circulação da música e os novos padrões de consumo e os impactos no trabalho, valorização e reconhecimento dos artistas portugueses”, considera a Ministra afirmando que “uma discussão que é e será sempre indissociável da importância dos hábitos culturais e está em linha com uma das prioridades do Governo: mais Cultura para todos.”
No Vale das Almas já se trabalha há mais de 15 dias – Concentração realiza-se de 16 a 19 de julho
A contagem decrescente para a 44.ª Concentração Internacional de Motos de Faro, evento emblemático que se realizará entre os dias 16 e 19 de julho de 2026, no Vale das Almas, próximo do Aeroporto Internacional Gago Coutinho, em Faro, já começou há algum tempo.
Como é óbvio, num terreno onde nada existe e onde se realiza uma das maiores Concentrações de Motos da Europa, quiçá do Mundo, a preparação começa cerca de dois meses e meio antes do evento, ou seja, nas últimas duas semanas os trabalhos realizados por voluntários concentraram-se em limpar e lavrar o terreno para prevenir possíveis incêndios.
No Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, 10 de junho, será quando oficialmente os trabalhos começam em força e até à desmontagem será ‘non stop’, onde uma grande parte de voluntários, bem como pessoal contratado, dão o seu contributo nas diversas áreas para que no dia 16 de julho tudo esteja em pleno para começar a receber os cerca de 20.000 motociclistas que deverão chegar a Faro vindos dos quatro ou cinco cantos do mundo.
Esta semana mesmo, o organizador tornou público os três cartazes promotores do evento, como é o caso do cartaz principal, em que são visíveis os nomes da bandas e artistas que vão atuar no palco principal, com destaque para UHF, Rui Veloso, Xutos & Pontapés e UB40.
Outro cartaz é o do Oásis, que de acordo com declarações do presidente do Moto Clube de Faro, Pedro Baptista, ao Podcast TánaHora, nesta edição da Concentração o Oásis ia ser remodelado e quanto a animação musical o DJ LIPI é residente, destacando-se a subida ao palco dos Volt, Insane, Slash N Roses e Alltallica – Tributo aos Metallica.
No que concerne ao terceiro cartaz, promove o 34.º Bike Show, ao qual poderão competir motos preparadas para as categorias Custom, New School, Radical Custom, Strett Performance, Chopper Strange, Old School e Rat. Para mais informações os interessados devem enviar e-mail para: bike.show@motoclubefaro.com .
Nova Exposição Redefine Território, Memória e o Futuro da Arte
O Museu Zer0, anuncia a sua nova e transformadora exposição, “lugar-depois“, que estará patente de 9 de junho a 7 de dezembro de 2026 – um projeto ambicioso que marca uma nova fase na trajetória do museu, afirmando um reposicionamento institucional e curatorial que explora as fronteiras entre o tangível e o efémero, o local e o global.
Como informa a nota chegada ao nosso jornal, “lugar-depois” nasce da ideia de que um território nunca termina na sua forma visível. A exposição propõe um estado contínuo – um lugar que existe para além da obra, da presença e das formas convencionais de pensar o território e a criação contemporânea. Mais do que uma simples mostra, é uma proposta para o pensamento, refletindo sobre ecologia, sustentabilidade, identidade e os nossos futuros modos de habitar através de uma lente artística.
O Museu Zer0 encontra-se instalado numa localização única, longe dos circuitos saturados dos grandes centros urbanos e é, na sua essência, uma plataforma colaborativa onde o humano e o digital se cruzam.
O seu compromisso com a inovação e o seu impacto cultural e territorial foram recentemente reconhecidos com o prestigiado Prémio de Arquitetura do Algarve 2025, na categoria “Equipamento, Serviço e Indústria”.
Para o fundador do Museu, Paulo Teixeira Pinto, a filosofia é orientadora da instituição: “O zero não simboliza o vazio, o nada, mas, pelo contrário, consubstancia o todo, a plenitude.” Esta visão está no cerne de “lugar-depois“, que convida os visitantes a uma reconfiguração permanente do seu entendimento do espaço e da arte.
A exposição reúne um leque notável de artistas cujas práticas atravessam a instalação, o som, a media art e a experimentação contemporânea, incluindo: Francisca Aires Mateus, Openfield, Boris Chimp 504, David Bastos, José Jesus, Miguel Teodoro, António Rafael, Luís Fernandes, Miguel Pedro, Miguel C. Tavares, Francisca Rocha Gonçalves, Anna Van Der Velde, Gil Delindro, Inês Mendes Leal, ESEC – Universidade do Algarve e Luísa Cunha.
“lugar-depois” não é apenas uma exposição para ser vista, mas um ecossistema para ser vivenciado – uma afirmação artística, contemporânea e de compromisso com o futuro.
Detalhes da Exposição:
– O quê: Exposição “lugar-depois” – Quando: 9 de junho a 7 de dezembro de 2026 – Onde: Museu Zer0, Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo
A Junta de Freguesia de Budens anunciou a realização da 11.ª edição do Passeio de Bicicletas Antigas de Budens, no dia 14 de junho. A iniciativa, que se tornou uma referência na freguesia e que, ano após ano, reúne participantes de várias localidades num ambiente de convívio, partilha e valoriza do território.
O passeio terá início às 09:30 horas, junto ao Centro Escolar de Budens, percorrendo cerca de 11 quilómetros por alguns dos locais mais emblemáticos da freguesia, incluindo Vale de Boi e a Praia da Boca do Rio, regressando depois a Budens.
A Junta de Freguesia de Budens, na nota de divulgação da iniciativa, salienta que, mais do que um passeio de bicicleta, este é um evento que celebra a memória, as tradições e a identidade local.
No final do percurso terá lugar um almoço-convívio seguido de bailarico, proporcionando mais um momento de encontro entre participantes, familiares e visitantes.
As bicicletasantigas, muitas delas cuidadosamente preservadas pelos seus proprietários, ajudam a recriar um ambiente único, onde o património, a história e a comunidade se encontram.
As inscrições decorrem até ao dia 10 de junho e podem ser efetuadas para participação no passeio e almoço ou apenas para o almoço-convívio. Os interessados podem inscrever-se pelo seguinte link: https://forms.gle/tndLLz9MTUV1rn3p7
A presidente da Junta de Freguesia de Budens, Ana Custódio, salienta que este é um evento que merece ser preservado e valorizado: “Quando assumimos funções, percebemos desde logo a importância deste passeio para a nossa comunidade e tivemos a preocupação de garantir a sua continuidade. É um evento já consolidado, com uma história própria, que faz parte da identidade da freguesia e que não podíamos deixar cair.“
Ana Custódio destaca ainda que iniciativas com esta longevidade desempenham um papel importante na promoção do território: “Eventos como este ajudam a levar o nome de Budens mais longe. Recebemos participantes de várias zonas, mostramos as nossas paisagens, promovemos o convívio e reforçamos o orgulho na nossa terra. São iniciativas que valorizam a comunidade e contribuem para manter vivas as nossas tradições.“
O evento é organizado pela Junta de Freguesia de Budens, com o apoio daCâmara Municipal de Vila do Bispo, da Sociedade Recreativa de Barão de São Miguel e do grupo Rodas de Viriato.
Refira-se por fim, que ao longo de onze edições, o Passeio de Bicicletas Antigas de Budens tem vindo a afirmar-se como um dos eventos mais acarinhados da freguesia, reunindo gerações diferentes em torno de uma paixão comum e contribuindo para a divulgação de Budens, das suas tradições e da sua hospitalidade.
O período de candidaturas aos programas de apoio associativo destinados às instituições sediadas no concelho de Silves, que desenvolvem trabalho em benefício da comunidade nas áreas da cultura, desporto, juventude e intervenção social, decorre até ao próximo dia 15 de junho, segundo informa o Município de Silves.
As entidades interessadas podem candidatar-se aos seguintes programas municipais de apoio: PAIAC – Programa de Apoio a Instituições de Âmbito Cultural; PAMAD – Programa de Apoio ao Movimento Associativo Desportivo; PAIIS – Programa de Apoio a Instituições de Intervenção Social; e PAAJU – Programa de Apoio ao Associativismo Juvenil.
O Município silvense lembra que estes programas destinam-se a associações, clubes e coletividades do concelho, constituindo um importante instrumento de valorização do movimento associativo local.
Através de critérios objetivos e transparentes, o Município avaliará as candidaturas apresentadas, assegurando apoios logísticos e/ou financeiros diferenciados, bem como acompanhamento técnico, de acordo com o mérito, a dinâmica e o impacto do trabalho desenvolvido por cada instituição, ao longo de 2026.
As candidaturas devem ser entregues por via digital, através do endereço eletrónico associamais@cm-silves.pt, ou presencialmente no Gabinete Associa Mais, localizado no 1º andar do edifício da Câmara Municipal de Silves, nos dias úteis, entre as 09h00 e as 17h00, mediante marcação prévia através dos contactos 917 782 090 ou associamais@cm-silves.pt
Informa também a autarquia de Silves que os formulários de candidatura e a informação detalhada sobre cada um dos programas de apoio encontram-se disponíveis para consulta e download na página oficial da Câmara Municipal de Silves em AQUI.
Na nota enviada à imprensa, o Município de Silves “reconhece o papel fundamental das associações, clubes e coletividades enquanto parceiros estratégicos na concretização das suas competências e responsabilidades sociais, contribuindo de forma decisiva para a dinamização cultural, desportiva, social e juvenil do concelho.”
A Escola Profissional de Alte promove, no próximo dia 1 de julho, a partir das 18:00, um passeio pedestre guiado no Geoparque Algarvensis, que culminará com um jantar ao luar, para celebrar as tardes e noites de verão.
A iniciativa realiza-se ao entardecer, proporcionando aos participantes uma experiência única de descoberta da paisagem e da história geológica da região.
Ao longo do percurso, os caminhantes terão oportunidade de conhecer os vestígios de um antigo mar tropical que, há cerca de 150 milhões de anos, cobria este território durante o período Jurássico.
Com uma extensão aproximada de 10 quilómetros, o percurso tem início na Ermida da Boa Hora, segue pela Varjota, passando junto ao campo de megalapiás, sobe até à Picota e termina no terraço da Ermida de São Faustino. Neste local privilegiado, com vista para o mar, será servido um jantar ao luar composto por petiscos tradicionais de Alte.
A participação está limitada a 30 pessoas e para mais informações / inscrições devem os interessados entrar em: www.epalte.pt
O Cineteatro Louletano apresenta em junho uma programação que cruza dança, música, teatro e cinema, mantendo a aposta na coprodução artística, na diversidade de linguagens e na acessibilidade, com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.
O mês arranca com dança a 5 de junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com C.C. (Crematística e Contraforça), peça da coreógrafa Vera Mantero. Esta coprodução do Cineteatro Louletano propõe uma reflexão coreográfica e performativa em torno das relações entre economia, poder e corpo, numa criação assinada por uma das mais relevantes figuras da dança contemporânea portuguesa.
Nos dias 6 e 7 de junho, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe a 19.ª edição da Festa do Cinema Italiano, promovida pela Associação Il Sorpasso. No sábado, 6 de junho, existem três sessões, às 16h00, às 19h00 e às 21h00. E no domingo, duas sessões, intercaladas com cine-jantar pelo chef Sergio Zanotti, inspirado no filme “Louca-Mente”, de Paolo Genovese, que é exibido após a refeição.
No dia 9 de junho, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe As Damas da Noite, Uma Farsa de Elmano Sancho. O espetáculo, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, recorre à sátira social imergindo no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas/dragqueens “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. Elmano mostra-nos o outro que pode existir em nós.
Damas da Noite
No mesmo dia, 9 de junho, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe mais uma sessão do ciclo Filme Francês do Mês, promovido pela Alliance Française do Algarve. Desta vez é Fifi, de Paul Saintillan e Jeanne Aslan (2022), uma obra centrada nas relações humanas, juventude e desigualdade social.
A música ocupa lugar de destaque no dia 13 de junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a apresentação da ópera Relicário Perpétuo, de Luísa Costa Gomes e Luís Tinoco. A peça, trazida a Loulé pelo Teatro Nacional de São Carlos, estreia em Lisboa três dias antes, no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, e assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões. A criação junta literatura e composição musical contemporânea e é marcada pelo cruzamento entre palavra, memória e património cultural.
No dia 14 de junho, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Tomás Wallenstein. Conhecido do grande público enquanto músico e compositor como vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto, o artista apresenta-se num formato mais intimista, explorando as suas canções com diferentes sonoridades e novas dimensões.
A 19 de junho, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano Álbum de Família, de Lúcia Pires, pelo Projecto Casa, projeto de apoio à criação tripartido entre o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo. Esta coprodução, com audiodescrição, propõe uma reflexão sobre memória, relações familiares e identidade, através de uma abordagem intimista e contemporânea.
Álbum de Família
A 20 de junho, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe o Grupo Síntese – Concerto no Património, numa fusão única entre a expressão musical contemporânea e o património cultural. O grupo traz obras de Luciano Berio, Pedro Rebelo, Eduardo Patriarca, Amilcar Vasques-Dias e Jorge Peixinho, numa iniciativa de entrada gratuita que cruza música e valorização patrimonial (o Solar da Música Nova é um palácio do séc. XVIII, monumento de interesse municipal, que foi recuperado e adaptado para acolher o Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado).
No mesmo dia, às 21h00, os PAUS apresentam-se no Cineteatro Louletano, na tour que decreta o fim da banda, com o álbum “Enterro”. Conhecida pela energia dos seus concertos e pela fusão entre rock, percussão e eletrónica, a banda traz a Loulé um espetáculo marcado pela intensidade sonora e performativa e toda a carga de um final anunciado, que culminará com dois concertos em novembro, em Lisboa e Porto.
O mês fecha a 21 de junho, às 17h00, no Cineteatro Louletano, precisamente com o Concerto de Laureados do Conservatório. O espetáculo reúne jovens músicos distinguidos pela instituição, celebrando o talento emergente e o ensino artístico especializado no concelho.
Já em julho, mais um espetáculo multidisciplinar, com Ostra feliz não faz pérola, de Ana Borges, no dia 4, às 21h00. É uma metáfora sobre a vivência no feminino, construída a partir das muitas imposições históricas, sociais, culturais, de corpo e de existência. A peça, que conta com o recurso de Audiodescrição (para pessoas cegas e/ou com baixa visão) nasce da pesquisa sobre as muitas formas que o corpo encontra para existir, quando por vezes parece não haver espaço que o escute, que o veja, que o olhe mesmo e que o sinta.
Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.
O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.
O livro de Luísa Ducla Soares “Quem foi Maria Barroso?” destinado ao público infantojuvenil, integra as comemorações dos centenários dos nascimentos de Maria Barroso e de Mário Soares e será apresentado perante alunos do 1º ciclo. O filho João Soares e a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, irão intervir no lançamento do livro que responde à questão que faz o título da obra.
O livro “Maria Barroso: Uma Estrela nos Palcos e na Vida” tem o objetivo de tornar a política, atriz e antiga primeira-dama conhecida do público juvenil. Da autoria de Luísa Ducla Soares, e com ilustrações de Susana Carvalhinhos, o livro “chama a atenção para a qualidade da intervenção política, cívica e artística de uma figura que foi ao longo de toda a sua vida uma permanente fonte de inspiração para as mulheres portugueses”, afirma Isabel Alçada, da Comissão dos Centenários de Mário Soares e de Maria Barroso (ver link com PDF do livro em anexo).
“Seja como artista, atriz e leitora de poesia, como lutadora pela liberdade, como diretora do Colégio Moderno ou como mulher de Mário Soares, Maria Barroso distinguiu-se sempre pela forma como se empenhou na promoção da paz, da democracia e da cultura”, afirma Isabel Alçada, escritora e antiga ministra da Educação. “Tendo sido um apoio fundamental para a carreira política de Mário Soares, Maria Barroso teve sempre uma vida profissional e uma vida política próprias”.
Segundo a nota chegada ao diariOnline Região Sul, o lançamento do livro integra as comemorações dos centenários dos nascimentos de Maria Barroso e de Mário Soares, antigo primeiro-ministro, Presidente da República e fundador do PS.
O livro “Maria Barroso: Uma Estrela nos Palcos e na Vida” vai ser apresentado na Casa dos Zagallos, em Almada, na segunda-feira, 1 de junho, pelas 11:30 horas. Na apresentação irão participar duas turmas do 1.º ciclo da Escola Básica Elias Garcia. A sessão contará com intervenções de Isabel Alçada e da autora do livro, Luísa Ducla Soares, que conversará com os alunos.
Haverá também uma intervenção de João Soares, filho de Maria Barroso, e o encerramento será feito pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros. “Eu tive a sorte de conhecer Maria Barroso, de a ter como amiga e gostava muito de a apresentar às crianças e jovens com quem ela estabeleceu sempre uma ligação especial, crescendo entre um rancho de irmãos, tendo filhos e sendo diretora de um colégio”, afirma Luísa Ducla Soares. “Distinguiu-se, entre as mulheres portuguesas, pelo seu talento como atriz, pela coragem na luta pela liberdade, pela entrega à Cruz Vermelha Portuguesa, bem como a outras causas de solidariedade”.
João Soares, filho de Maria Barroso e de Mário Soares, deixa uma nota mais afetiva. “A minha mamã é um amor que aqui está, e estará sempre: lindo e inspirador como ela”, afirma o antigo presidente da Câmara de Lisboa, deputado e eurodeputado. “Uma grande mãe, uma grande mulher, uma grande avó, uma grande portuguesa. Um exemplo vivo, e para sempre.”
Isabel Alçada sublinha a prioridade de dar a conhecer às crianças duas figuras tão centrais na mudança da ditadura para a democracia em Portugal, no século XX, como Maria Barroso e Mário Soares. “Se há alguém que se distinguiu ao longo de toda a sua vida pelo combate pela igualdade de género, foi Maria Barroso”, afirma a responsável da Comissão dos Centenários. “O livro da Luísa Ducla Soares é uma obra notável para que os jovens possam ter contacto com esta referência cívica e política do nosso país”.