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Um grupo de alunos do 12º Ano da Escola Secundária Severim de Faria, acompanhados pelo professor António Cravo, veio, na tarde de 1 de junho, aos Paços do Concelho de Évora, apresentar as suas ideias e propostas para solucionar problemas, numa mostra de ação de cidadania responsável e atenta, centrada no território local.
Esta ação enquadra-se no âmbito do “Nós Propomos”, projeto educativo nacional no âmbito da disciplina de Geografia, promovido pelo Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa (IGOT-ULisboa) e do qual a Autarquia é parceira a nível local.
Os alunos da Escola Secundária Severim de Faria foram recentemente convidados pela Vereadora Carmen Carvalheira a vir à Câmara Municipal de Évora apresentar os seus projetos, após esta ter tomado contato com o trabalho que dinamizam na disciplina de Geografia C, aquando da realização do Seminário Nacional do Projeto, em Lisboa.
Durante algumas horas, os alunos apresentam identificaram várias situações que merecem ser melhoradas a apresentaram soluções para, em conjunto com as instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal, resolver as questões que mais os preocupam.
Mostraram talento, conhecimento do território e vontade de resolver situações de planeamento urbano com vista a qualificar mais Évora, facilitando a mobilidade e tornando o nosso Concelho mais inclusivo e acolhedor, em particular para os cidadãos com mobilidade mais reduzida, aliando também as novas tecnologias ao seu trabalho.
Tal como a Vereadora da Educação, também o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho valorizou bastante esta apresentação, fazendo questão de assistir à mesma – apesar da sua agenda sempre muito preenchida.
Deste encontro entre os estudantes e o Executivo saiu já o convite camarário para começarem a fazer um trabalho conjunto concreto ao longo do ano.
Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas. Em Beja e Évora, avançam projetos-piloto na área dos ecossistemas urbanos.
Os números fazem parte do Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN), que é hoje apresentado pelo Governo e que prevê intervenções para restaurar ecossistemas terrestres, marinhos, fluviais, urbanos, agrícolas e florestais.
Portugal, com a apresentação de hoje, é um dos cinco Estados-Membros da União Europeia (UE) que já está na fase final da elaboração do seu PNRN, indica o Governo num comunicado.
No documento do PNRN, a que a Lusa teve acesso, Portugal compromete-se com a plantação de três milhões de árvores por ano até 2030, criando-se para tal uma rede de viveiros para o restauro, incluindo viveiros municipais e privados.
Nos ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce há 260 quilómetros quadrados a precisar de restauro (a 0,3% do território nacional), segundo o documento.
Os grupos mais críticos em termos de necessidade de restauro são as zonas húmidas, os sistemas fluviais, lacustres, aluviais e ripícolas, e os habitats costeiros e dunares.
Segundo o documento a ser hoje apresentado, nos ecossistemas marinhos há uma grande falta de conhecimento, pelo que é preciso combinar restauro com cartografia e avaliação. Há quase 33 mil quilómetros quadrados em estado desconhecido.
Nos ecossistemas urbanos pretende-se chegar a 2030 sem perdas líquidas de espaços verdes e árvores nas cidades e a partir daí começar a crescer, tendo nomeadamente em conta os aumentos de temperatura e a forma como se fazem sentir nas cidades.
Numa primeira fase, como o Governo já tinha anunciado, Beja, Évora, Leiria, São João da Madeira e Vila Real vão avançar com projetos-piloto, em parques e corredores verdes, em coberturas e fachadas verdes, em arborização de ruas e praças, e também redes de abrigos climáticos para proteção das pessoas.
O PNRN engloba ainda programas já em curso, como o PRO-RIOS, que até 2030 tem o objetivo de recuperar 1.500 quilómetros de linhas de agua, incluindo remoção de barreiras.
Está também contemplado o restauro das populações de polinizadores e o restauro agrícola, a par de um programa de restauro em matas nacionais, e um programa de apoio para o montado, relevante como barreira à desertificação.
Nos ecossistemas florestais o PNRN propõe o restauro de 44.000 hectares até 2030.
Citada num comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, diz que o PNRN é, «mais do que uma obrigação» que vincula com metas e prazos concretos, «uma oportunidade» que permite repensar a gestão do território «e colocar Portugal na vanguarda de uma nova política ambiental europeia».
Segundo o documento a ser apresentado, o PNRN assenta em quatro princípios orientadores: restaurar funções ecológicas, atuar de forma territorialmente diferenciada, combinar restauro ativo com gestão adaptativa, e articular políticas públicas, financiamento a atores.
Contempla 407 medidas especificas: 152 para os ecossistemas terrestres, costeiros e de água doce, 84 para os agrícolas, 83 para os rios, 28 para os polinizadores, 27 para os ecossistemas marinhos, 25 para os florestais e 8 para os urbanos.
O PNRN, que segue agora para consulta pública durante um mês e que até final de Agosto deverá estar pronto, é essencial, diz o Governo, para reverter a perda de biodiversidade e para o combate e adaptação às alterações climáticas.
Resulta de um trabalho de várias equipas de quase dois anos. A lei europeia do Restauro da Natureza, frisa ainda o Governo, é um dos pilares fundamentais do desenvolvimento do próximo quadro financeiro plurianual (2028-2034).
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