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Teve 42 tratamentos contra o cancro durante 7 anos – mas não tinha cancro

By: ZAP
6 June 2026 at 12:15
Foi submetido a 42 procedimentos desnecessários antes de ser descoberto erro do sistema nacional de saúde do Reino Unido. Um homem inglês passou 7 anos a acreditar que sofria de uma forma rara e incurável de cancro no sangue, submetendo-se a diversos exames e tratamentos (42 no total). Até que descobriram que o diagnóstico estava errado. Não tinha qualquer cancro. Tudo começou em 2017, quando foi encaminhado para o departamento de hematologia do Hospital George Eliot, em Nuneaton, porque estava com constante cansaço, contagem elevada de glóbulos vermelhos e níveis anormais de ferro. Simon Pearson recebeu o diagnóstico no ano

Dupla “revolução” na luta contra o cancro. Oncologistas choraram

By: ZAP
3 June 2026 at 16:30
Injeção já destruiu tumores na cabeça e no pescoço; será testada em Portugal. No cancro do pâncreas, um fármaco originou aplausos e lágrimas. Como resume Vera Lúcia Arreigoso, no Expresso, são notícias destas que “qualquer jornalista de saúde queria muito escrever”. Até são duas, no mesmo dia; e ambas foram anunciadas na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago. Primeiro, o novo tratamento anti-cancro de cabeça e pescoço. É uma injeção que já destruiu tumores num ensaio clínico com 102 pessoas. A injeção tem uma nova substância, a amivantamab. Realiza três ações: bloqueia o EGFR (proteína

Tratamento revolucionário contra o cancro pode transformar as doenças auto-imunes

3 June 2026 at 09:00
Os investigadores estão a testar a terapia com células CAR T como forma de reiniciar o sistema imunitário no lúpus, na doença de Graves e noutras condições em que as defesas do organismo se descontrolam. Aos 49 anos, a esclerose múltipla de Jan Janisch-Hanzlik estava a destruir-lhe a liberdade de viver a vida que desejava. Abandonou o seu trabalho ativo de enfermagem para assumir uma função de secretária. As quedas frequentes deixavam-na com medo de pegar nos netos ao colo. Teve de se mudar para uma casa maior para arranjar espaço para a cadeira de rodas que receava poder vir a

Medicamentos para emagrecer podem reduzir o risco de cancro da mama

2 June 2026 at 21:30
Uma equipa de cientistas descobriu que as pessoas que tomam medicamentos à base GLP-1 apresentam uma menor probabilidade de desenvolver cancro da mama, a forma mais comum da doença a nível mundial, em comparação com aquelas que não utilizam estes fármacos. De acordo com os resultados apresentados na Reunião Anual de 2026 da American Society of Clinical Oncology, as pessoas que tomavam medicamentos à base de GLP-1 tinham cerca de 30% menos probabilidades de desenvolver cancro da mama. Segundo o Medical Xpress, os medicamentos GLP-1 constituem uma classe de fármacos que imita a ação de uma hormona natural do organismo,

Mucosite: um efeito secundário frequente no tratamento do cancro que exige atenção e prevenção

1 June 2026 at 17:30

Os tratamentos utilizados no combate ao cancro, como a quimioterapia, a imunoterapia e a radioterapia, sobretudo quando aplicados na região da cabeça e pescoço, podem provocar vários efeitos secundários. Um dos mais frequentes e debilitantes é a mucosite, uma inflamação da mucosa da boca e da garganta que pode afetar os lábios, as gengivas e outras estruturas da cavidade oral.

A mucosite é considerada um dos efeitos secundários com maior impacto na qualidade de vida das pessoas em tratamento oncológico.

Nem todos os medicamentos utilizados no tratamento do cancro provocam mucosite, mas trata-se de um sintoma relativamente comum, que exige vigilância, prevenção e intervenção precoce.

Geralmente, o doente apresenta irritação da mucosa e úlceras semelhantes a aftas, que podem causar dor intensa ao mastigar, engolir ou mesmo ao beber líquidos.

A dor e o desconforto dificultam a alimentação e a fala, afetando não só o bem-estar físico, como o emocional do doente.

Apesar de existirem tratamentos para a mucosite, a prevenção continua a ser uma das estratégias mais eficazes. Manter uma boa higiene oral é fundamental, com escovagem dos dentes após as refeições e antes de dormir, utilizando uma escova de cerdas macias e uma pasta de dentes adequada para dentes sensíveis.

O uso de elixires sem álcool para bochechar após as refeições ajuda a manter a boca limpa, enquanto a hidratação dos lábios e da mucosa oral é essencial. Evitar o tabaco é igualmente recomendado, pois o fumo agrava a irritação da mucosa e atrasa a cicatrização.

Quando a mucosite já está presente, a alimentação deve ser adaptada para reduzir o desconforto e garantir uma nutrição adequada. Alimentos cremosos e fáceis de mastigar e engolir, como sopas, purés, batidos, fruta cozida, gelatinas, arroz e massa bem cozidos, bem como carne e peixe desfiados ou triturados, são opções a considerar.

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Os alimentos devem ser ingeridos à temperatura ambiente, evitando temperaturas muito quentes ou muito frias, e as refeições devem ser fracionadas ao longo do dia, com pequenas quantidades ingeridas várias vezes. A ingestão de água, entre 1,5 e 2 litros por dia, é fundamental, podendo ser consumida em pequenos goles durante as refeições para facilitar a deglutição. Em alguns casos, e se o tratamento permitir, a aplicação de frio na mucosa, como gelo ou gelados, pode aliviar a dor.

Por outro lado, devem ser evitados alimentos secos ou ásperos, como torradas, tostas, frutos secos e bolachas, bem como alimentos salgados, ácidos, cítricos ou muito condimentados. Bebidas alcoólicas, gaseificadas e com cafeína, como café e chá preto, também podem agravar a irritação da mucosa e devem ser reduzidas ou evitadas.

Nos últimos anos, o uso de produtos naturais na prevenção e no tratamento da mucosite tem sido alvo de investigação científica. O mel tem demonstrado resultados promissores, com evidência de redução da dor e da gravidade das lesões. Outros produtos naturais, como camomila, própolis, cúrcuma e aloe vera, apresentam algumas evidências de eficácia, mas ainda necessitam de mais estudos antes de serem integrados de forma sistemática na prática clínica.

É fundamental que os doentes informem a sua equipa de saúde ao primeiro sinal de mucosite oral. Para além das medidas de higiene, alimentação e cuidados gerais, pode ser necessária medicação específica para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

A deteção precoce e o acompanhamento adequado permitem reduzir o impacto da mucosite, melhorar a qualidade de vida e garantir a continuidade dos tratamentos oncológicos com maior segurança e conforto.

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