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Tem 1€? Pode comprar este antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados

8 June 2026 at 18:50

Um antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados está à venda na Alemanha por apenas um euro. O preço simbólico chama a atenção, mas há um detalhe importante: o edifício está abandonado há vários anos e precisa de obras profundas de reabilitação.

De acordo com o jornal espanhol AS, o imóvel é o Waldkrankenhaus, situado em Rosbach, no estado alemão de Hesse. O antigo hospital encerrou definitivamente em 2002, depois de deixar de cumprir os padrões sanitários europeus em vigor.

Apesar do valor simbólico, a compra não é simples. A autarquia local quer que os interessados apresentem um projeto viável e garantam capacidade financeira para recuperar o edifício.

Obras podem custar milhões

O hospital está sem uso há mais de duas décadas e as instalações encontram-se obsoletas. Para poder ser transformado em habitação, alojamento turístico, espaço assistencial ou outro projeto, terá de ser adaptado às normas atuais.

Segundo a imprensa espanhola, o custo da reabilitação poderá ascender a vários milhões de euros. É por isso que o município não procura apenas um comprador, mas alguém capaz de impedir a degradação total do imóvel.

Ainda não são conhecidos prazos concretos para a apresentação de propostas. As autoridades locais estarão, no entanto, em contacto com investidores interessados em assumir o projeto.

Edifício tem valor histórico

O Waldkrankenhaus foi construído no início do século XX e funcionou durante décadas como centro especializado no tratamento de doenças respiratórias.

O edifício tem dezenas de quartos e amplas zonas comuns, distribuídas por cerca de 6.000 metros quadrados. A dimensão torna o espaço apelativo, mas também aumenta a complexidade das obras.

Parte do conjunto arquitetónico está protegido pelo seu valor histórico. Esta condição pode dificultar a intervenção e tornar a recuperação mais cara, uma vez que certas características terão de ser preservadas.

Localização em ambiente natural

Outro fator que torna o imóvel especial é a sua localização. O antigo hospital fica numa zona natural próxima do vale do rio Sieg, o que pode ser atrativo para projetos turísticos, residenciais ou de saúde.

Ao mesmo tempo, a proximidade a uma área ambientalmente sensível pode impor regras adicionais. Qualquer projeto terá de respeitar o enquadramento natural e as limitações urbanísticas aplicáveis.

É precisamente esta combinação entre dimensão, valor histórico e localização que torna o caso invulgar. O edifício custa apenas um euro, mas o verdadeiro investimento estará na sua recuperação.

Preço simbólico não significa negócio fácil

A venda por um euro pode parecer uma oportunidade rara, mas funciona sobretudo como forma de atrair investidores com capacidade de reabilitação. O objetivo é dar nova vida ao imóvel antes que o estado de conservação piore.

Casos deste tipo são cada vez mais usados por municípios europeus para recuperar património abandonado. Em vez de manter edifícios vazios e degradados, as autarquias procuram compradores que assumam obras e apresentem projetos sustentáveis.

No caso do Waldkrankenhaus, o futuro dependerá da capacidade de encontrar uma proposta credível. Por agora, o antigo hospital alemão tornou-se notícia pelo preço simbólico, mas também pelo desafio financeiro que esconde.

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Termómetros vão ‘disparar’: vem aí uma massa de ar quente e temperaturas chegam aos 40 ºC nestas regiões

8 June 2026 at 18:20

Portugal continental vai sentir uma subida acentuada das temperaturas ao longo desta semana, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em algumas regiões. A mudança será provocada pela chegada de uma massa de ar quente subtropical, que deverá ganhar força a partir de quarta-feira.

De acordo com a Meteored, a semana começa seca e soalheira, mas ainda com contraste térmico entre o litoral e o interior. As máximas deverão variar entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Beja e Castelo Branco.

Nos próximos dias, porém, o cenário muda. Segundo a previsão da Meteored, a subida das temperaturas será generalizada e mais expressiva a partir de 10 de junho, sobretudo no interior Centro e Sul.

Quarta-feira traz primeira subida

A partir de quarta-feira, dia 10, a aproximação da massa de ar quente deverá fazer subir os termómetros em grande parte do território continental. O interior Centro e Sul será o mais afetado nesta primeira fase.

Nestes locais, as temperaturas máximas poderão chegar aos 34 ºC. No Norte, a subida será menos marcada no arranque, com valores até 28 ºC, mantendo algum contraste face ao resto do país.

As anomalias térmicas positivas deverão cobrir praticamente todo o território continental, com exceção do Algarve. Em alguns pontos, as temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima da normal climatológica.

Norte aquece mais na quinta-feira

Na quinta-feira, dia 11, a subida deverá chegar com mais força também ao Norte. O Vale do Douro poderá atingir os 35 ºC, enquanto Braga poderá chegar aos 32 ºC e Vila Real aos 30 ºC.

O calor deverá continuar a intensificar-se no Centro e no Sul, aproximando o país de um cenário mais típico de verão. O tempo seco e soalheiro deverá dominar a maior parte do território.

Esta evolução será acompanhada por uma sensação térmica mais elevada, sobretudo nas zonas interiores, onde a influência marítima é menor e o aquecimento diurno se acumula com mais facilidade.

Sexta-feira pode ser o dia mais quente

A sexta-feira, dia 12, deverá ser o dia mais quente da semana. Os termómetros podem aproximar-se dos 40 ºC nos vales do Douro e do Tejo, assim como em zonas mais a sul, como Alcácer do Sal e Grândola.

Entre as capitais de distrito, as mais frescas deverão ser Aveiro e Viana do Castelo, com máximas de 27 ºC. Porto e Guarda poderão registar cerca de 31 ºC.

Já Braga, Beja e Évora poderão chegar aos 36 ºC. Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu deverão rondar os 35 ºC, confirmando uma subida acentuada de norte a sul.

Calor pode aliviar no fim de semana

No sábado, dia 13, os mapas apontam para um ligeiro alívio no noroeste do país. Ainda assim, as temperaturas deverão continuar elevadas em várias regiões.

As máximas poderão variar entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém e Beja. Isto significa que, mesmo com algum alívio, o calor continuará a marcar o fim de semana em boa parte do território.

A previsão indica ainda a possibilidade de regresso da chuva ao interior Norte ao final da tarde de sábado, bem como a hipótese de trovoada em zonas do Norte e Centro.

Atenção ao calor intenso

A subida das temperaturas pode exigir cuidados adicionais, sobretudo entre idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao sol. Beber água, evitar esforços nas horas de maior calor e procurar sombra são medidas simples, mas importantes.

O calor será mais intenso no interior, nos vales do Douro e Tejo, no Alentejo e em algumas zonas do Centro. No litoral, os valores deverão ser mais moderados, embora também possam subir face aos dias anteriores.

Como a previsão ainda pode sofrer ajustes, sobretudo para o fim de semana, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo dos próximos dias.

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Primeira Bandeira Azul do Algarve em 2026 já foi hasteada nesta praia

8 June 2026 at 17:50

Albufeira acolheu esta manhã o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve de 2026, numa cerimónia realizada na Praia da Rocha Baixinha Nascente. O momento assinalou o reconhecimento da qualidade ambiental das praias do concelho e do trabalho desenvolvido na gestão do litoral.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, da diretora regional da Agência Portuguesa do Ambiente e Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Inês Sousa Silva, e de entidades ligadas à gestão e monitorização das zonas balneares.

A atribuição da Bandeira Azul volta a colocar Albufeira em destaque no panorama regional, reforçando a importância da qualidade da água, da segurança, da acessibilidade e da gestão sustentável das praias.

Rocha Baixinha Nascente recebeu cerimónia

A Praia da Rocha Baixinha Nascente foi o palco escolhido para o hastear simbólico da primeira Bandeira Azul do Algarve deste ano. A iniciativa marcou o arranque oficial de mais uma época balnear com reconhecimento ambiental no concelho.

Este galardão internacional distingue praias que cumprem critérios exigentes relacionados com qualidade da água, informação ao público, segurança, serviços, educação ambiental e gestão do espaço balnear.

Para Albufeira, a cerimónia representa também o resultado de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo do ano por várias entidades e serviços municipais.

Albufeira com 24 praias distinguidas

Em 2026, o Município de Albufeira confirma 24 praias com Bandeira Azul. O número reforça a posição do concelho como um dos principais destinos balneares do Algarve.

Além das praias com Bandeira Azul, Albufeira conta ainda com 13 praias distinguidas com o galardão Praia Acessível. Esta distinção reconhece condições para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo acessos, equipamentos e apoio adequado.

A autarquia sublinha que estes resultados refletem a aposta na valorização do litoral e na manutenção de elevados padrões de qualidade nas zonas balneares.

Qualidade ambiental e segurança em destaque

A Bandeira Azul é um dos símbolos mais reconhecidos pelos banhistas e turistas. Para muitas famílias, funciona como garantia de que a praia cumpre requisitos importantes de segurança, limpeza, informação e qualidade da água.

No caso de Albufeira, a distinção é também relevante para o turismo. O concelho recebe todos os anos milhares de visitantes que procuram praias com boas condições, acessos e serviços.

A manutenção destes padrões exige vigilância, limpeza, monitorização da qualidade da água e coordenação entre autarquia, APA, autoridades marítimas, concessionários e restantes entidades envolvidas.

Compromisso com o litoral

A Câmara Municipal de Albufeira destaca que o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve reafirma o compromisso do concelho com a sustentabilidade e a proteção dos recursos naturais.

A preservação das praias é considerada essencial não só para a atividade turística, mas também para a qualidade de vida dos residentes. O litoral é um dos maiores ativos ambientais e económicos do município.

Com 24 praias galardoadas e 13 praias acessíveis, Albufeira entra na época balnear de 2026 com forte reconhecimento regional. A primeira Bandeira Azul do Algarve foi hasteada no concelho, confirmando o peso da cidade no mapa balnear algarvio.

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Alerta nacional: Portugal arrisca várias horas sem luz

8 June 2026 at 15:00

Portugal pode enfrentar várias horas por ano sem luz com cortes no consumo elétrico para evitar um apagão geral, caso nada seja alterado na operação do sistema. O alerta consta do Relatório de Monitorização da Segurança de Abastecimento do Sistema Elétrico Nacional, divulgado pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

O relatório indica que o país não deverá conseguir cumprir a norma de fiabilidade do sistema elétrico. Isto significa que, em cenários de maior pressão entre procura e oferta, poderá ser necessário reduzir consumo para manter a segurança da rede.

Segundo o documento, citado pelo Notícias ao Minuto, o chamado “estádio de rutura”, em que o sistema eletroprodutor deixa de ser adequado para responder à procura de eletricidade, pode ocorrer já em 2026 nos testes de stress realizados.

Indicador ultrapassa limite definido

O relatório aponta que o indicador operacional de segurança de abastecimento do Sistema Elétrico Nacional poderá atingir 12,8 horas por ano. Este valor ultrapassa largamente a norma de fiabilidade fixada para Portugal continental, que é de 1,46 horas por ano.

A análise assume ainda o funcionamento da central de ciclo combinado a gás natural da Tapada do Outeiro até ao final de 2026. Mesmo assim, o sistema não conseguiria cumprir a margem de segurança definida.

De acordo com a informação avançada, Portugal não cumpre o valor mínimo da norma de fiabilidade em nenhum dos cenários avaliados. As simulações foram feitas com base em modelações da REN — Redes Energéticas Nacionais.

O que significa para os consumidores

Na prática, este risco não quer dizer que o país vá necessariamente ficar às escuras de forma generalizada. O que está em causa é a possibilidade de ser necessário cortar parte do consumo em períodos críticos para evitar uma falha maior.

Estes cortes seriam usados como medida de proteção do sistema, quando a produção disponível não fosse suficiente para responder à procura. O objetivo seria evitar um apagão mais alargado.

O relatório serve como sinal de alerta para a necessidade de reforçar a segurança de abastecimento, ajustar a operação da rede e garantir capacidade suficiente para responder aos picos de consumo.

Oferta pode não chegar para a procura

O risco apontado está ligado ao equilíbrio entre a eletricidade disponível e a procura dos consumidores. Quando a procura supera a capacidade do sistema para responder com segurança, aumenta a probabilidade de medidas excecionais.

Este tema ganhou maior atenção depois do apagão ibérico de 28 de abril de 2025. Ainda assim, o relatório agora divulgado analisa a segurança de abastecimento do sistema elétrico nacional e os cenários futuros de fiabilidade.

O desafio passa por garantir que Portugal tem produção, armazenamento, interligações e capacidade de gestão suficientes para responder aos períodos de maior consumo.

Apagão ibérico foi considerado excecional

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos classificou o apagão ibérico de 28 de abril de 2025 como um evento excecional. Essa classificação afasta o pagamento de compensações individuais automáticas aos clientes por incumprimento dos critérios de qualidade de serviço.

Segundo a ERSE, a evidência disponível aponta para circunstâncias excecionais ligadas ao funcionamento interligado do sistema elétrico ibérico, com origem em Espanha. Por isso, o incidente foi considerado exógeno e extraordinário.

Ainda assim, os consumidores que tenham sofrido prejuízos concretos podem tentar reclamar indemnizações por via judicial ou arbitral. Esses pedidos terão de ser avaliados caso a caso.

Sem compensações automáticas

Por ter sido classificado como evento excecional, o apagão não será considerado para efeitos dos indicadores de qualidade de serviço dos operadores de rede. Assim, não há lugar a compensações automáticas aos clientes.

A ERSE esclarece, no entanto, que isso não impede ações individuais, dependendo da forma como forem configuradas e das entidades identificadas como responsáveis. Essas ações podem decorrer em Portugal ou em Espanha.

No quadro legal português, o direito de indemnização por responsabilidade extracontratual prescreve, em regra, no prazo de três anos, a contar da data em que o lesado teve conhecimento do direito que lhe compete.

Relatório deixa alerta para o futuro

O alerta do relatório não significa que haja um corte iminente anunciado para os consumidores. Trata-se de uma avaliação de risco sobre a capacidade do sistema elétrico responder à procura nos próximos anos.

Ainda assim, os números mostram que a segurança de abastecimento exige atenção. Se nada mudar, Portugal poderá ter de recorrer a cortes seletivos de consumo em momentos críticos para proteger a rede.

A conclusão é clara: a procura de eletricidade pode superar a oferta disponível em determinados cenários, obrigando o país a preparar medidas para evitar falhas mais graves no sistema elétrico.

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A praia é de quem? Polícia Marítima fiscaliza chapéus de sol nas concessões em Vila Real de Santo António

8 June 2026 at 14:30

Numa situação que continua a gerar muita discórdia, a Polícia Marítima está no terreno a fiscalizar banhistas que colocam chapéus de sol em frente às concessões em praias do município de Vila Real de Santo António. A situação está a gerar dúvidas no arranque da época balnear, depois de a APA e o Governo terem esclarecido que as praias são espaços de utilização pública e acesso livre.

A fiscalização reacende a polémica sobre a organização do areal e os limites entre zonas concessionadas, áreas de segurança e espaços de uso livre. O tema tem sido discutido em várias praias do Algarve, numa altura em que aumentam os banhistas e a procura por lugares junto ao mar.

Na Praia do Cabeço, em Castro Marim, um concessionário adiantou ao Correio da Manhã que a Polícia Marítima tem sensibilizado os banhistas para não ocuparem a faixa de areia situada em frente aos apoios de praia. Segundo o empresário, há pessoas que aceitam a indicação, mas outras mostram resistência.

Concessionário defende zona livre de equipamentos

O concessionário ouvido pelo jornal defende que a faixa em frente aos apoios de praia deve manter-se sem chapéus de sol, tendas ou para-ventos. Na sua interpretação, trata-se de uma área pública onde as pessoas podem circular e permanecer, mas não instalar equipamentos balneares.

Esta posição é semelhante ao modelo que tem sido seguido nos últimos anos em algumas praias da zona. No entanto, o entendimento tem levantado dúvidas entre banhistas, sobretudo quando essas áreas não estão claramente identificadas como concessionadas ou de segurança.

A questão central está em saber onde termina a área concessionada, onde começam as faixas de segurança e que parte do areal pode ser livremente ocupada por quem leva o seu próprio chapéu de sol.

APA lembra que praias são de acesso livre

A Agência Portuguesa do Ambiente esclareceu recentemente que os banhistas podem instalar chapéus de sol, para-ventos e outros equipamentos balneares particulares fora das áreas concessionadas e das faixas de segurança.

A APA recordou que as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre. Isto significa que as zonas sem licença ou concessão podem ser utilizadas pelos banhistas, desde que sejam respeitadas as regras de segurança e circulação.

O esclarecimento não elimina a existência de áreas reservadas ou condicionadas, mas reforça que o areal não concessionado não pode ser tratado como espaço exclusivo dos concessionários.

Governo defende informação clara

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, também abordou o tema durante uma visita à Praia da Fuzeta-Mar, em Olhão. A governante lembrou que cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia.

A ministra recordou ainda que as concessões têm limites legais. Segundo a governante, não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem ultrapassar 50% da frente de praia.

As faixas de segurança variam de praia para praia e podem existir junto aos acessos, postos de nadadores-salvadores, embarcações de salvamento ou perto da linha de água. Por isso, a sinalização é essencial para evitar conflitos.

Autarquias podem corrigir sinalização

Maria da Graça Carvalho defendeu a colocação de informação clara à entrada das praias, de forma a identificar as zonas concessionadas, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre.

Questionada sobre sinalética que continua a encaminhar banhistas para zonas específicas do areal, a ministra admitiu que eventuais situações incorretas devem ser corrigidas pelas autarquias.

A governante sublinhou, ainda assim, que a lei não mudou e manifestou confiança de que a maior parte da sinalética esteja de acordo com a legislação em vigor.

Vila Real de Santo António mantém modelo

Apesar da posição assumida pela APA e pelo Governo, o município de Vila Real de Santo António continua a defender o modelo de organização seguido nos últimos anos nas praias do concelho.

Esta diferença de interpretações tem contribuído para a confusão entre banhistas, concessionários e autoridades no terreno. Para quem chega à praia, nem sempre é claro onde pode colocar chapéus de sol ou para-ventos próprios.

A recomendação prática é verificar a sinalização existente à entrada da praia, respeitar faixas de segurança e confirmar se a zona está ou não dentro da área concessionada.

O que os banhistas devem saber

Os banhistas podem usar livremente o areal que não esteja concessionado nem integrado em faixas de segurança. Nestes espaços, a instalação de chapéus de sol e outros equipamentos particulares deve ser permitida, desde que não bloqueie acessos nem coloque em causa a segurança.

Já nas zonas concessionadas, o uso do espaço está sujeito às regras da concessão. Nas faixas de segurança, a ocupação pode ser limitada por motivos de circulação, salvamento, acesso ao mar ou proteção dos utentes.

Com a época balnear a começar, o tema deverá continuar em discussão. Até haver sinalização mais clara, a colocação de chapéus de sol em frente às concessões promete continuar a gerar dúvidas em várias praias do Algarve.

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ACT confirma: vem aí um feriado obrigatório nesta data

8 June 2026 at 14:00

O dia 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é um feriado obrigatório. A Autoridade para as Condições do Trabalho recorda que, nesta data, a generalidade das empresas está obrigada a suspender o funcionamento, salvo nos casos previstos na lei.

A explicação foi feita pela ACT nas redes sociais, a propósito da aproximação do feriado. A autoridade laboral lembra que se trata de um dia previsto na lei como feriado obrigatório, o que tem impacto no funcionamento das empresas e nos direitos dos trabalhadores.

Na prática, as atividades que não podem funcionar ao domingo também têm de encerrar ou suspender a laboração em feriado obrigatório. Existem, no entanto, setores que podem continuar a funcionar, de acordo com as regras aplicáveis.

Quais são os feriados obrigatórios?

A ACT recorda que fazem parte da lista de feriados obrigatórios em Portugal o dia 1 de janeiro, a Sexta-Feira Santa, o Domingo de Páscoa, o 25 de abril, o 1 de maio, o Corpo de Deus e o 10 de junho.

Também são feriados obrigatórios o 15 de agosto, o 5 de outubro, o 1 de novembro, o 1 de dezembro, o 8 de dezembro e o 25 de dezembro.

Além destes, podem ser observados como feriados facultativos a terça-feira de Carnaval e o feriado municipal da localidade, caso isso esteja previsto em instrumento de regulamentação coletiva de trabalho ou no contrato de trabalho.

Feriados facultativos podem ser substituídos

Os feriados facultativos não têm o mesmo regime dos obrigatórios. Segundo a ACT, a terça-feira de Carnaval e o feriado municipal podem ser substituídos por outros dias acordados entre empregador e trabalhador.

Isto significa que a aplicação destes feriados depende das regras existentes no contrato, na convenção coletiva ou de acordo entre as partes. Já os feriados obrigatórios têm proteção legal própria.

No caso do 10 de junho, a regra geral é o encerramento das empresas abrangidas pela obrigação de suspender a atividade.

Quem trabalha tem direito a compensação?

Quem trabalha num feriado obrigatório pode ter direito a compensação. A DECO PROteste explica que as empresas que não estejam obrigadas a suspender a laboração devem conceder ao trabalhador descanso compensatório ou um acréscimo de 50% da retribuição correspondente ao tempo de trabalho.

O descanso compensatório deve corresponder a metade do número de horas prestadas. A escolha entre descanso e acréscimo remuneratório cabe ao empregador, de acordo com a explicação da organização de defesa do consumidor.

Se o trabalho prestado em feriado for considerado trabalho suplementar, aplicam-se regras próprias. Nesse caso, pode haver pagamento da retribuição normal acrescida de 50% ou 100%, consoante o número de horas suplementares anuais.

O que devem saber os trabalhadores

Os trabalhadores devem confirmar se a empresa está abrangida pela obrigação de encerrar ou se pertence a um setor autorizado a funcionar em feriado. Também devem verificar o contrato de trabalho ou a convenção coletiva aplicável.

Em caso de trabalho no dia 10 de junho, é importante confirmar qual será a compensação atribuída, seja em descanso, seja em acréscimo salarial. Essa informação deve ser clara para evitar dúvidas posteriores.

Perante conflitos ou dúvidas sobre direitos laborais, a ACT é a entidade competente para prestar esclarecimentos e fiscalizar o cumprimento das regras.

10 de junho mantém regras próprias

O feriado de 10 de junho mantém, assim, o estatuto de feriado obrigatório. Para a maioria das empresas, isso significa suspensão da atividade; para outras, pode significar funcionamento com compensação aos trabalhadores.

A regra essencial é simples: se a atividade não puder funcionar ao domingo, também deve encerrar no feriado obrigatório. Se puder funcionar, os trabalhadores chamados a prestar serviço devem ter os direitos previstos na lei.

Com o feriado à porta, a recomendação é que empresas e trabalhadores confirmem antecipadamente horários, escalas e compensações. Desta forma, evitam-se dúvidas sobre o funcionamento no Dia de Portugal.

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PJ investiga o caso de menor desaparecida em Vendas Novas que foi encontrada perto da fronteira com o Paquistão

8 June 2026 at 13:20

Uma jovem de 13 anos, desaparecida desde 27 de abril em Vendas Novas, no distrito de Évora, foi localizada na Índia, perto da fronteira com o Paquistão. A menor, Anaya Raj, já regressou a Portugal acompanhada pelo pai, enquanto a Polícia Judiciária investiga as circunstâncias do desaparecimento e da deslocação para território indiano.

Segundo o Jornal de Notícias, citado pelo Notícias ao Minuto, a adolescente tinha sido vista pela última vez pelas 18h00, junto à casa onde vive com familiares há vários anos, em Vendas Novas. O desaparecimento levou a família a lançar vários apelos nas redes sociais.

A jovem foi encontrada em Amritsar, no estado indiano de Punjab, cidade situada perto da fronteira com o Paquistão. Após ser localizada, o pai viajou até à Índia para a acompanhar no regresso a Portugal.

Família fez apelos públicos

Depois do desaparecimento, os pais divulgaram mensagens e vídeos a pedir que a filha regressasse a casa. O caso ganhou visibilidade pública devido à idade da menor e ao facto de não haver inicialmente informações claras sobre o seu paradeiro.

Mais tarde, segundo informação avançada pela comunicação social, a própria menor terá gravado um vídeo a dizer que estava bem e que se encontrava na Índia. Ainda assim, as circunstâncias da viagem continuaram a levantar dúvidas.

A adolescente já está novamente em Portugal e junto da família. De acordo com o JN, terá sido submetida a exames médicos depois do regresso.

PJ analisa várias hipóteses

A Polícia Judiciária está a investigar o caso e procura perceber como é que uma menor conseguiu viajar para a Índia. Uma das dúvidas apontadas prende-se com a forma como a jovem terá embarcado num avião, sendo analisada a possibilidade de terem sido usados documentos falsos.

As autoridades também estarão a avaliar se houve participação de terceiros na deslocação. Entre as hipóteses em análise estão eventuais atos preparatórios para um casamento arranjado ou a possibilidade de tráfico de seres humanos.

Nesta fase, não há conclusão pública sobre o que aconteceu. As autoridades continuam a recolher informação para esclarecer se a menor viajou sozinha, com apoio de alguém ou sob influência de terceiros.

Namorado referido na investigação

O Jornal de Notícias avança ainda que a viagem terá sido planeada com o namorado da jovem, que alegadamente se juntaria a ela mais tarde. O rapaz será mais velho, mas a sua idade não foi divulgada.

A comunicação social refere também que colegas de escola terão contribuído financeiramente para a compra do bilhete de avião, através de uma recolha de dinheiro destinada a ajudar a menor.

Segundo o mesmo jornal, esta não terá sido a primeira vez que a adolescente saiu de casa. Anaya já teria fugido anteriormente para se encontrar com o namorado, que terá conhecido num curso de português para imigrantes.

Autoridades procuram respostas

O caso levanta várias questões para a investigação, desde o modo como a menor saiu do país até à eventual intervenção de outras pessoas. A distância percorrida e a localização onde foi encontrada tornam a situação especialmente sensível.

A Polícia Judiciária deverá agora tentar reconstruir todos os passos da deslocação, incluindo contactos, eventuais apoios, documentos utilizados e meios de transporte. Só essa análise permitirá perceber se houve crime e quem poderá ser responsabilizado.

Para já, a jovem encontra-se em Portugal e afastada do namorado, segundo a informação divulgada. A investigação prossegue para apurar todos os detalhes de um caso que começou em Vendas Novas e terminou com a localização da menor na Índia.

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Especialistas avisam: não deve lavar estas frutas ao chegar a casa e estes são os motivos

7 June 2026 at 16:50

Lavar a fruta assim que chega a casa pode parecer uma boa prática, mas nem sempre é a melhor decisão. Especialistas alertam que alguns frutos devem ser guardados sem lavar, porque a humidade extra pode acelerar o aparecimento de bolor e reduzir a sua duração no frigorífico.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a recomendação aplica-se sobretudo a frutas mais delicadas, porosas ou com camadas naturais de proteção. Nestes casos, o ideal é conservar o alimento seco e só passar por água fria imediatamente antes de o consumir.

Segundo especialistas citados pela EatingWell, frutos como morangos, mirtilos, framboesas, amoras, maçãs, pêssegos, nectarinas, uvas e cerejas podem estragar-se mais depressa quando são lavados antes de serem guardados.

Frutos vermelhos absorvem água

Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são frutos porosos, ou seja, absorvem água com facilidade. Quando são lavados antes de irem para o frigorífico, ficam com mais humidade na superfície e no interior.

Essa humidade cria um ambiente favorável ao crescimento de bolor e pode fazer com que amadureçam mais depressa. Mesmo uma lavagem rápida pode reduzir em vários dias a vida útil destes frutos.

O ideal é guardá-los secos, num recipiente ventilado, sobre papel de cozinha e, se possível, numa só camada. A lavagem deve ser feita apenas no momento de comer.

Maçãs também devem ficar secas

Apesar de serem mais resistentes, as maçãs também não devem ser lavadas antes de serem armazenadas. A razão está na camada natural cerosa que ajuda a proteger o fruto.

Essa cutícula ajuda a reter humidade e a manter a maçã crocante durante mais tempo. Quando é removida pela lavagem antecipada, a fruta pode ficar mais vulnerável ao ressecamento e à deterioração.

As maçãs devem ser guardadas à temperatura ambiente ou no frigorífico, consoante a duração pretendida. Também é aconselhável mantê-las afastadas de outras frutas, porque libertam etileno, um gás que acelera o amadurecimento.

Pêssegos e nectarinas são delicados

Pêssegos e nectarinas têm casca fina e macia, o que os torna mais sensíveis à humidade. Quando são lavados antes de serem guardados, a água pode penetrar na casca e acelerar o aparecimento de bolor.

Estes frutos devem ser manuseados com cuidado, especialmente se já estiverem maduros. Pequenas marcas ou zonas pisadas podem tornar-se pontos de deterioração mais rápida.

A melhor opção é mantê-los secos até ao consumo. Quando chegar a altura de os comer, devem ser lavados em água corrente fria e consumidos pouco depois.

Uvas têm uma proteção natural

As uvas muitas vezes apresentam uma camada esbranquiçada na casca, que algumas pessoas confundem com pó ou sujidade. Na verdade, trata-se de pruína, uma proteção natural do fruto.

Essa camada ajuda a proteger as uvas contra insetos e deterioração. Lavar as uvas antes de as guardar pode remover essa proteção e aumentar a humidade no cacho.

Por isso, deve resistir à tentação de lavar as uvas logo após a compra. O melhor é conservá-las secas e lavá-las apenas na quantidade que vai consumir.

Cerejas devem manter o caule

As cerejas também não devem ser lavadas antes de serem guardadas. A humidade na casca pode acelerar a deterioração e favorecer o bolor.

Outro cuidado importante é não retirar os caules antes do tempo. O caule ajuda a proteger o fruto e a manter a frescura durante mais tempo.

Tal como acontece com os frutos vermelhos, as cerejas devem ser lavadas apenas antes de serem comidas. Depois de molhadas, o ideal é consumi-las rapidamente.

Como lavar a fruta corretamente

A fruta com casca comestível deve ser lavada antes do consumo, mas não precisa de sabão, detergente, vinagre ou outros produtos químicos. A recomendação é usar apenas água corrente fria.

Durante a lavagem, deve remover sujidade ou resíduos visíveis com cuidado, sem danificar a casca. Depois, pode secar a fruta com papel de cozinha limpo ou um pano adequado.

Os especialistas lembram que as bactérias podem contaminar produtos cultivados de diferentes formas, pelo que lavar antes de consumir continua a ser importante. A diferença está no momento certo: não ao chegar a casa, mas sim antes de comer.

Regra simples para conservar melhor

A regra prática é guardar a fruta seca e lavar apenas no momento do consumo. Esta dica é especialmente importante para frutos vermelhos, uvas, cerejas, pêssegos, nectarinas e maçãs.

Ao evitar humidade desnecessária, é possível prolongar a frescura, reduzir desperdício e poupar dinheiro. Muitas vezes, o hábito que parece mais higiénico acaba por fazer a fruta estragar-se mais depressa.

Por isso, antes de lavar tudo ao chegar das compras, vale a pena separar o que deve ficar seco. A fruta continua a precisar de ser lavada, mas só na altura certa.

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Adeus vespas: o truque natural para as afastar sem inseticidas e com algo que tem em casa

7 June 2026 at 15:30

Com os dias quentes e as refeições ao ar livre, as vespas voltam a aparecer em jardins, varandas, esplanadas e piqueniques. Para quem quer evitar inseticidas, há um truque simples que tem ganho popularidade: queimar café moído para criar fumo e afastar estes insetos.

O método é natural, barato e fácil de aplicar. De acordo com o jornal espanhol AS, basta usar café moído seco, um recipiente resistente ao calor e um isqueiro ou fósforo. Ao arder lentamente, o café liberta um fumo com odor intenso que pode tornar o local menos atrativo para vespas, mosquitos e outros insetos.

Este truque não mata as vespas. A ideia é apenas mantê-las afastadas durante algum tempo, permitindo comer ou estar ao ar livre com menos incómodo.

Como fazer o truque do café

Para experimentar, coloque café moído seco num pequeno recipiente resistente ao calor, como um prato de cerâmica, uma taça metálica ou uma tampa de alumínio. O café deve estar seco para conseguir libertar fumo.

Depois, aproxime uma chama direta durante alguns segundos. O café não deverá arder com chama viva, mas sim começar a fumegar lentamente, de forma semelhante a um incenso.

O recipiente pode ser colocado perto da mesa, da varanda, de uma janela ou de uma porta. Se estiver a comer no exterior, deve ficar num local seguro, afastado de crianças, animais, tecidos, toalhas ou materiais inflamáveis.

Porque pode afastar vespas

O fumo do café contém compostos voláteis e tem um cheiro forte, desagradável para alguns insetos. É por isso que muitas pessoas usam este método como repelente natural em espaços exteriores.

As vespas tendem a evitar zonas com fumo e odores intensos. O mesmo pode acontecer com mosquitos e tábanos, embora a eficácia varie conforme o local, o vento, a quantidade de insetos e o alimento exposto.

Em dias de vento, o truque pode funcionar pior, porque o fumo dispersa rapidamente. Em espaços muito abertos, pode ser necessário colocar o recipiente num ponto estratégico, sem comprometer a segurança.

Cuidado com alimentos doces

As vespas são atraídas por alimentos doces, fruta madura, bebidas açucaradas, compotas e restos de comida. Por isso, além do café queimado, é importante manter a mesa limpa e tapar alimentos sempre que possível.

Bebidas em latas ou copos devem ser verificadas antes de beber, porque as vespas podem entrar sem serem vistas. Este cuidado é especialmente importante com crianças.

Também deve evitar deixar fruta cortada, doces ou restos de carne expostos durante muito tempo. Quanto menos alimento disponível houver, menor será a probabilidade de atrair insetos para a mesa.

Outros truques naturais

Há outros métodos caseiros usados para tentar afastar vespas. Algumas pessoas recorrem a cravinho, hortelã, lavanda, alho, cebola assada ou óleos essenciais com odores intensos.

Outra opção é colocar algo doce, como pedaços de melão ou um pouco de compota, longe da zona onde está a comer. A ideia é atrair as vespas para outro ponto, afastado da mesa principal.

Ainda assim, estes truques nem sempre resultam da mesma forma. O comportamento das vespas depende da espécie, da época do ano, da presença de alimento e da existência de ninhos nas proximidades.

Não tente destruir ninhos

Se houver muitas vespas numa varanda, jardim ou telhado, pode existir um ninho por perto. Nesse caso, não deve tentar destruí-lo sem apoio adequado.

A remoção de ninhos pode ser perigosa, sobretudo para pessoas alérgicas ou em locais de difícil acesso. O mais seguro é contactar serviços especializados ou as autoridades locais, consoante a situação.

As picadas de vespa podem causar dor, inchaço e, em pessoas alérgicas, reações graves. Em caso de dificuldade respiratória, tonturas, inchaço no rosto ou sensação de desmaio, deve procurar ajuda médica urgente.

Truque simples para o verão

O café queimado pode ser uma ajuda prática para refeições ao ar livre, piqueniques, churrascos ou fins de tarde na varanda. Não substitui cuidados básicos de higiene e segurança, mas pode reduzir a presença de insetos.

O truque é simples: café seco, recipiente seguro e atenção ao fogo. Se for usado com cuidado, pode tornar o ambiente mais confortável sem recorrer a inseticidas.

Com o verão à porta, esta é uma solução fácil para experimentar em casa. As vespas podem não desaparecer por completo, mas o cheiro do café queimado pode ajudar a mantê-las a uma distância mais confortável.

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Chuva volta a Portugal neste dia e estas serão as regiões mais afetadas

7 June 2026 at 14:20

A chuva deverá voltar a marcar presença em Portugal continental no início da segunda semana de junho, embora de forma fraca e pouco significativa. A mudança será sentida sobretudo entre hoje, domingo, e segunda-feira, com maior probabilidade de precipitação nas regiões do Norte e Centro, em especial junto ao litoral.

De acordo com o portal especializado em meteorologia, Meteored, e depois de vários dias marcados por calor e tempo mais seco, a circulação atmosférica deverá permitir a entrada temporária de ar mais fresco. Segundo a previsão da Meteored, o jato polar mais ondulante e a passagem de ondulações frontais fracas poderão trazer mais nebulosidade e alguma precipitação.

A instabilidade não deverá durar muitos dias. A partir de terça-feira, 9 de junho, o regime atmosférico NAO+ deverá ganhar maior influência, favorecendo tempo predominantemente estável, seco e com pouca nebulosidade em grande parte do território.

Norte e Centro mais expostos

A chegada de ar mais fresco deverá fazer-se sentir principalmente durante a madrugada e manhã de segunda-feira, 8 de junho. As regiões do Norte e Centro de Portugal continental serão as mais expostas a esta alteração, sobretudo nas zonas costeiras.

A chuva, quando ocorrer, deverá ser fraca e dispersa. Não estão previstos acumulados relevantes, mas a nebulosidade poderá aumentar e deixar o ambiente mais fresco em comparação com os dias anteriores.

No litoral Norte e Centro, a descida das temperaturas deverá ser mais notada. A mudança será menos expressiva do que a registada no início de junho, mas suficiente para criar maior contraste entre o litoral e o interior.

Interior mantém tendência mais quente

Enquanto o litoral poderá sentir mais nuvens e ar fresco, o interior deverá manter temperaturas mais elevadas. Este domingo, 7 de junho, várias zonas do interior Norte, Centro e Sul deverão registar uma nova subida das máximas.

Em algumas localidades do interior Centro e do Alentejo, os termómetros poderão voltar a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde. Já na faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, as temperaturas deverão manter-se mais contidas.

Lisboa poderá registar uma ligeira descida, rondando os 26 ºC, enquanto o interior continua mais quente. Este contraste deverá manter-se no início da semana, antes de nova mudança na segunda metade da semana.

Tempo seco ganha força a partir de terça-feira

A partir de terça-feira, 9 de junho, a previsão aponta para uma estabilização gradual do tempo. O reforço das altas pressões sobre a Península Ibérica deverá favorecer dias secos, com pouca nebulosidade e sem precipitação significativa.

Este cenário deverá manter-se pelo menos até sexta-feira, 12 de junho, podendo prolongar-se por mais alguns dias. O regime NAO+ será dominante na Europa e no Atlântico Norte, condicionando o estado do tempo em Portugal.

Na prática, a chuva deverá ficar limitada ao início da semana e a episódios pouco expressivos. Depois disso, o tempo seco volta a ganhar terreno em praticamente todo o continente.

Calor pode intensificar a partir de quinta-feira

A segunda metade da semana poderá trazer uma mudança mais marcada, mas no sentido do calor. A partir de quinta-feira, 11 de junho, a influência anticiclónica e a possível chegada de uma massa de ar muito quente deverão provocar uma subida generalizada das temperaturas.

Segundo a previsão da Meteored, sexta-feira, 12 de junho, poderá ser o dia mais quente da semana, tanto pela intensidade do calor como pela área geográfica abrangida. Mesmo o litoral, que tem estado mais fresco, poderá registar valores bem acima do normal.

Várias capitais distritais poderão ultrapassar os 30 ºC. Em zonas do vale do Tejo e do Alto Alentejo, os valores poderão aproximar-se dos 39 a 40 ºC, embora a previsão ainda possa sofrer alterações por estar a vários dias de distância.

Sexta-feira pode trazer calor intenso

Na sexta-feira, 12 de junho, o modelo europeu aponta para anomalias térmicas positivas em todo o território continental. Isto significa temperaturas acima da média para esta altura do ano, em alguns casos entre 6 e 14 ºC acima dos valores habituais.

Cidades como Porto, Braga e Leiria poderão aproximar-se dos 34 ou 35 ºC. No interior, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão rondar os 36 ou 37 ºC, enquanto Santarém poderá chegar aos 38 ºC.

Para sábado e domingo, 13 e 14 de junho, a incerteza aumenta. Ainda assim, os primeiros sinais apontam para uma possível descida gradual das temperaturas, sobretudo no domingo.

Chuva será breve e pouco expressiva

Apesar do título da semana começar com alguma chuva, o cenário dominante deverá ser o tempo seco. A precipitação prevista no início da semana será fraca, localizada e mais provável no Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral.

O ponto principal será a transição entre uma entrada temporária de ar fresco e uma segunda metade da semana potencialmente muito quente. Esta oscilação poderá fazer com que os próximos dias sejam marcados por grandes diferenças de temperatura.

Assim, quem vive no litoral Norte e Centro deve contar com mais nebulosidade e alguma chuva fraca no arranque da semana. Já no interior e no Sul, o destaque será a subida das temperaturas, com calor a ganhar força a partir de quinta-feira.

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Vai haver cortes de água prolongados de norte a sul: saiba se a sua região é uma das afetadas

6 June 2026 at 18:00

Várias regiões de Portugal vão ter cortes de água programados entre 8 e 12 de junho, devido a trabalhos nas redes de abastecimento, limpeza de reservatórios e intervenções municipais. Em alguns casos, as interrupções podem prolongar-se por várias horas, pelo que os moradores devem preparar-se com antecedência.

Os avisos conhecidos abrangem concelhos como Azambuja, Loulé, Sintra, Aveiro, Castro Verde, Esposende e Sertã. A lista resulta de comunicações de entidades gestoras e autarquias, podendo não ser exaustiva, uma vez que este tipo de aviso é divulgado localmente.

Não foram encontrados, nas fontes consultadas, avisos programados confirmados para 13 e 14 de junho. Ainda assim, os cortes podem sofrer alterações e as avarias não programadas costumam ser comunicadas apenas no próprio dia.

Azambuja e Loulé com cortes a 8 de junho

Na Azambuja, a interrupção está prevista para 8 de junho, durante o período da tarde, na vila de Aveiras de Cima. Segundo o aviso, as zonas afetadas incluem a Rua da Arameira, Rua Marta Matilde Pratas, Rua dos Pratas e Rua dos Pereiras.

A interrupção está associada à empreitada de requalificação da Rua da Arameira. Os moradores destas ruas devem acautelar o abastecimento de água para as necessidades essenciais durante esse período.

Também a 8 de junho começam trabalhos na área da Inframoura, em Loulé, no Caminho do Corvo. A interrupção programada decorre nos dias 8 e 9 de junho, entre as 09h00 e as 17h00, devido a trabalhos na rede de abastecimento de água.

Sintra e Aveiro afetados a 9 de junho

Em Sintra, os SMAS têm uma interrupção programada para 9 de junho, entre as 00h10 e as 06h00, em São João das Lampas. A suspensão está relacionada com a lavagem, limpeza e desinfeção dos reservatórios de Pedras da Granja.

As zonas afetadas incluem Aldeia Galega, Alfaquiques, Chilreira, Codiceira, Fachada e Pedras da Granja. Por decorrer durante a madrugada, o impacto poderá ser menor, mas os residentes devem garantir alguma reserva de água.

Em Aveiro, a AdRA prevê uma interrupção no mesmo dia, entre as 14h00 e as 18h00, na freguesia da Glória e Vera Cruz. As zonas indicadas são a Rua do Sport Clube Beira-Mar e a Rua das Pombas, no troço entre a Rua do Sport Clube Beira-Mar e a Rua Freguesia da Glória.

Castro Verde com várias interrupções

Castro Verde surge na lista com interrupções programadas a partir de 9 de junho, no âmbito de um aviso municipal que abrange o período entre 9 e 19 de junho. No dia 9, o corte está previsto entre as 21h30 e as 23h30, na zona associada ao reservatório antigo.

No dia 10 de junho, estão previstas novas interrupções no concelho. Uma delas decorre entre as 14h00 e as 17h00, associada ao reservatório novo de Castro Verde.

Ainda no dia 10, a localidade de Entradas deverá ser afetada entre as 21h30 e as 00h00. A população abrangida deve confirmar os detalhes junto do município ou da entidade gestora, sobretudo porque o aviso se prolonga por vários dias.

Esposende e Sertã também na lista

Em Esposende, a Esposende Ambiente tem uma interrupção programada para 11 de junho, entre as 14h30 e as 18h30, na Estrada Real, freguesia de Mar. O corte deve-se a trabalhos na rede pública de abastecimento.

No mesmo dia, na Sertã, poderá ocorrer uma interrupção momentânea na zona sul da vila de Cernache do Bonjardim. O aviso aponta para o período entre as 16h00 e as 18h00, devido à limpeza e higienização de reservatório.

A 12 de junho, a Sertã volta a ter avisos programados. Entre as 08h00 e as 10h00, a zona de Bravo poderá ser afetada, e entre as 10h00 e as 12h00 a interrupção poderá chegar a Carvalhal, abastecido pelo reservatório de Santo Abril.

Moradores devem confirmar na véspera

As interrupções programadas podem sofrer alterações devido ao decorrer dos trabalhos, condições técnicas ou imprevistos na rede. Por isso, é aconselhável confirmar a informação na véspera junto da entidade gestora local.

Quem vive nas zonas afetadas deve armazenar água suficiente para consumo, higiene básica e preparação de refeições. Também é recomendável evitar a utilização de máquinas de lavar roupa ou loiça durante os períodos anunciados.

Após a reposição do abastecimento, pode surgir alguma turvação temporária na água. Nestes casos, é prudente deixar correr a água durante alguns instantes antes de a utilizar para consumo.

Lista pode ser atualizada

A informação disponível indica cortes programados entre 8 e 12 de junho, mas novos avisos podem surgir entretanto. As ruturas não planeadas, por exemplo, costumam ser comunicadas apenas no próprio dia.

Azambuja, Loulé, Sintra, Aveiro, Castro Verde, Esposende e Sertã estão entre os concelhos com avisos conhecidos. Ainda assim, cada interrupção pode afetar apenas ruas, lugares ou zonas específicas, e não a totalidade do concelho.

A recomendação principal é simples: se vive numa das áreas indicadas, confirme o aviso local, prepare uma reserva de água e acompanhe eventuais atualizações antes da data prevista para o corte.

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Em dia de jogo: recorde todos os algarvios que já ‘pisaram’ pela seleção nacional portuguesa

6 June 2026 at 16:30

Portugal defronta hoje o Chile, às 18h45, num amigável de preparação da seleção nacional. Em dia de jogo, vale a pena recordar os jogadores naturais do Algarve que já vestiram a camisola principal de Portugal, numa lista que conta com pelo menos 16 algarvios confirmados ao serviço da Seleção A masculina portuguesa.

A contagem parte da lista histórica da Associação de Futebol do Algarve, que identificava 13 internacionais algarvios até João Moutinho. Depois disso, juntaram-se nomes mais recentes como Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes.

Há ainda um caso que exige prudência: Vitinha surge como natural de Faro na ficha da Federação Portuguesa de Futebol, mas outras fontes associam o jogador a Santo Tirso ou Vila das Aves. Por isso, a formulação mais segura é falar em 16 algarvios confirmados, ou 17 se for considerada a ficha da FPF de Vitinha.

Dos pioneiros aos nomes recentes

A lista histórica de internacionais algarvios inclui José Reis, Alfredo Ramos, Raul Alexandre, Fernando Cabrita, Caldeira, Cavém, Raul Figueiredo, Mourinho Félix, José Rafael, Skoda, Pacheco, Rui Bento e João Moutinho.

Estes nomes representam diferentes períodos da seleção nacional e mostram que o Algarve já contribui para a equipa principal há várias décadas. Alguns tiveram carreiras mais discretas, enquanto outros deixaram marca no futebol português.

João Moutinho é um dos casos mais conhecidos. Natural de Portimão, tornou-se uma das grandes referências da seleção, acumulando presenças em Europeus e Mundiais e fazendo parte da equipa campeã europeia em 2016.

Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes

Nos últimos anos, a presença algarvia voltou a ganhar destaque com uma nova geração. Gonçalo Ramos, natural de Olhão, chegou à Seleção A e teve grande impacto no Mundial 2022, onde marcou três golos frente à Suíça.

João Neves, natural de Tavira, é outro nome em ascensão. Depois de se afirmar no Benfica e seguir para o Paris Saint-Germain, tornou-se presença na seleção e participou no Euro 2024.

Mateus Fernandes, também natural de Olhão, junta-se à lista dos algarvios com internacionalizações pela Seleção A, reforçando a presença recente da região no futebol português de alto nível.

Algarvios em Europeus e Mundiais

Em fases finais de grandes competições, como Europeus e Mundiais, há três algarvios indiscutíveis a destacar: João Moutinho, Gonçalo Ramos e João Neves.

João Moutinho participou em várias fases finais e foi campeão europeu por Portugal em 2016. Gonçalo Ramos jogou no Mundial 2022 e no Euro 2024, enquanto João Neves marcou presença no Euro 2024.

Se Vitinha for considerado pelo critério da ficha da FPF, então o número de algarvios em Europeus ou Mundiais sobe para quatro, uma vez que também disputou o Mundial 2022 e o Euro 2024.

O caso Vitinha

O caso de Vitinha merece nota separada por envolver divergência entre fontes. A ficha da FPF apresenta o jogador como natural de Faro, o que o colocaria na lista dos internacionais algarvios.

No entanto, fontes internacionais e clubes associam o médio a Santo Tirso ou Vila das Aves. Perante esta diferença, a abordagem mais rigorosa é não o incluir na contagem principal sem ressalva.

Assim, a notícia deve fixar o número em pelo menos 16 internacionais algarvios confirmados, podendo chegar a 17 caso seja seguida a informação da ficha federativa.

Algarve continua a formar talento

A presença de jogadores como João Moutinho, Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes mostra que o Algarve continua ligado à história da seleção nacional. Apesar de estar longe dos grandes centros futebolísticos do país, a região tem produzido talento de topo.

Olhão, Tavira e Portimão surgem entre os concelhos com nomes recentes de maior projeção. A ligação à seleção reforça o orgulho regional e ajuda a colocar o futebol algarvio no mapa nacional.

Em dia de jogo, a lista serve também para lembrar que a história da seleção portuguesa não se fez apenas em Lisboa ou no Porto. O Algarve também teve, e continua a ter, jogadores a pisar o relvado com a camisola de Portugal, neste sentido, João Neves é o jogador português mais valioso da atualidade, segundo o mais recente ranking do Observatório do Futebol.

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Sirenes de tsunami vão tocar nesta cidade algarvia nesta data

6 June 2026 at 16:00

A cidade de Quarteira, no Algarve, vai testar o sistema de aviso e alerta de tsunami no dia 8 de junho, às 11h05. O exercício vai decorrer na zona costeira da freguesia e inclui a ativação de sirenes, mas as autoridades sublinham que se trata apenas de um teste.

O anúncio foi feito pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé, no âmbito das medidas de preparação para riscos costeiros. A iniciativa pretende verificar o funcionamento dos meios de alerta e reforçar a capacidade de resposta em caso de emergência.

As sirenes deverão ser ouvidas na zona costeira de Quarteira, podendo causar estranheza entre residentes, comerciantes e visitantes. Por isso, a Proteção Civil avisa que não há motivo para alarme.

Sirenes vão tocar às 11h05

O teste está marcado para as 11h05 de 8 de junho. Durante o exercício, será ativado o sistema sonoro de alerta, simulando uma situação de risco associada a tsunami.

A ação faz parte dos procedimentos de preparação da Proteção Civil. Estes testes são importantes para garantir que os sistemas funcionam corretamente e que a população reconhece os avisos em caso de necessidade real.

Mesmo sendo apenas um exercício, as autoridades recomendam atenção às informações oficiais. A população deve evitar partilhar mensagens alarmistas ou interpretar a ativação das sirenes como uma emergência verdadeira.

Quarteira em zona costeira sensível

Quarteira é uma das zonas costeiras mais movimentadas do concelho de Loulé, especialmente durante a aproximação ao verão. A presença de residentes, turistas, comércio, restauração e alojamento junto ao mar torna este tipo de preparação particularmente relevante.

Os sistemas de alerta de tsunami são usados para avisar rapidamente a população em caso de ameaça vinda do mar. Embora estes fenómenos sejam raros, Portugal tem histórico sísmico e uma extensa faixa costeira, o que justifica medidas preventivas.

O objetivo do teste não é criar preocupação, mas reforçar a segurança. Saber como reagir e reconhecer sinais de alerta pode fazer diferença em situações extremas.

Teste faz parte da preparação

A Proteção Civil tem vindo a apostar em exercícios e sistemas de aviso para melhorar a resposta a riscos naturais. No caso das zonas costeiras, a rapidez na comunicação é essencial.

A ativação das sirenes permite testar equipamentos, procedimentos e articulação entre serviços. Também ajuda a familiarizar a população com sons e mensagens que podem ser usados em emergência.

Estes exercícios são comuns em zonas expostas a riscos naturais e fazem parte de uma cultura de prevenção. Quanto mais preparada estiver a população, melhor será a resposta em caso de necessidade.

Não há motivo para alarme

As autoridades reforçam que o alerta previsto para 8 de junho é apenas um teste. Não existe qualquer indicação de perigo real associada ao exercício.

Residentes, turistas e comerciantes em Quarteira devem, por isso, manter a calma se ouvirem sirenes às 11h05. A ativação será controlada e integrada num exercício de proteção civil.

A recomendação principal é acompanhar os canais oficiais do município e da Proteção Civil. Em caso de emergência verdadeira, são estas as fontes que devem ser seguidas para obter instruções seguras.

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Adeus mês da matrícula: Governo vai ‘mexer’ no IUC e é isto que vai mudar

5 June 2026 at 20:30

A autorização legislativa que permite ao Governo alterar o Código do Imposto Único de Circulação (IUC) já foi publicada em Diário da República. A mudança vai permitir que o IUC deixe de ser pago no mês da matrícula do veículo e passe a ter datas fixas para todos os contribuintes.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a autorização foi aprovada na Assembleia da República em 17 de abril de 2026, promulgada pelo Presidente da República em 26 de maio e publicada esta quinta-feira. O Governo tem agora 180 dias para concretizar a alteração.

Apesar da publicação da autorização, nada muda em 2026. Este ano continuam a aplicar-se as regras atuais, ou seja, o IUC deve ser pago no mês do aniversário da matrícula do veículo.

Pagamento passa a ter datas fixas

A principal alteração está no calendário. Em vez de cada proprietário pagar o IUC no mês da matrícula do carro, o imposto passará a ser liquidado em datas fixas, definidas consoante o valor a pagar.

A medida será aplicada em duas fases. O ano de 2027 será transitório, com um calendário próprio. A partir de 2028 entra em vigor o modelo definitivo.

O objetivo do período transitório é evitar que os contribuintes tenham de pagar o IUC de 2026 e 2027 num intervalo de tempo demasiado curto.

Como será em 2027

Em 2027, o imposto será pago numa única prestação durante o mês de outubro quando o valor for igual ou inferior a 500 euros.

Nos casos em que o IUC seja superior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, durante os meses de julho e outubro. Ainda assim, o contribuinte poderá optar por pagar tudo de uma só vez em julho.

Este calendário aplica-se apenas em 2027, como regime transitório. A partir do ano seguinte, as datas mudam novamente.

O que muda a partir de 2028

A partir de 2028, o modelo passa a ser definitivo. Se o valor anual do IUC for até 100 euros, o pagamento terá de ser feito até ao final de abril.

Se o imposto for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, será pago em duas prestações, em abril e outubro.

Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em três prestações, nos meses de abril, julho e outubro.

Ano da matrícula tem regra própria

O diploma também clarifica que o período de tributação do IUC corresponde ao ano civil. Há, no entanto, uma exceção para o ano da matrícula ou do registo do veículo em Portugal.

Nesse caso, o período começa na data da matrícula ou registo e termina a 31 de dezembro do mesmo ano. O contribuinte fica isento do IUC na proporção dos meses inteiros decorridos desde 1 de janeiro até à data da matrícula ou registo.

A legislação prevê ainda a possibilidade de anular a liquidação do IUC de 2027 se ocorrer o cancelamento da matrícula durante esse ano e antes da data de aniversário da matrícula.

O que deve fazer agora

Para já, os proprietários não têm de alterar procedimentos em 2026. O pagamento continua a ser feito nos moldes habituais, no mês da matrícula do veículo.

As mudanças começam apenas em 2027, primeiro com um regime transitório, e passam ao formato definitivo em 2028. Até lá, o Governo terá de concretizar a alteração legislativa autorizada.

A principal diferença para os contribuintes será a organização do calendário fiscal. Em vez de cada carro ter uma data ligada à matrícula, o IUC passará a concentrar-se em meses fixos, conforme o valor anual a pagar.

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Junho é o mês delas: saiba como escolher a melhor sardinha

5 June 2026 at 19:00

Com os Santos Populares a aproximarem-se, a sardinha volta a ganhar destaque nas mesas portuguesas. Antes de chegar à grelha, há sinais simples que ajudam a perceber se o peixe está fresco, desde o brilho da pele ao aspeto dos olhos, passando pela firmeza do corpo e pela cor das guelras.

A sardinha é um dos símbolos do verão em Portugal e está muito associada aos arraiais, às festas populares e às sardinhadas em família. Ainda assim, escolher bem este peixe na peixaria faz diferença no sabor, na textura e na segurança alimentar.

Segundo informação divulgada pelo grupo Lusíadas, a sardinha pertence ao grupo dos peixes azuis, tal como o carapau e a cavala. Estes peixes têm uma coloração azulada na zona do lombo e apresentam maior teor de gordura, que pode variar consoante a época do ano.

Pele brilhante e olhos vivos

De acordo com o Notícias ao Minuto, um dos primeiros sinais a observar é a pele. A sardinha fresca deve apresentar uma pele brilhante, com cores vivas e aspeto limpo. Se estiver baça, seca ou com marcas excessivas, pode já não estar no melhor estado.

Os olhos também ajudam a perceber a frescura do peixe. Devem estar brilhantes, claros e com aspeto vivo. Olhos fundos, baços ou esbranquiçados são sinais a evitar no momento da compra.

As guelras são outro ponto importante. Num peixe fresco, devem apresentar uma cor vermelho-vivo a púrpura, sem muco em excesso e com cheiro a mar. Guelras escuras, acastanhadas ou com odor desagradável indicam perda de frescura.

Corpo firme é bom sinal

A textura da sardinha deve ser firme. O corpo não deve dobrar facilmente quando é manuseado, mantendo uma aparência rígida e consistente. Esta firmeza é um dos sinais mais claros de que o peixe foi bem conservado.

O Pingo Doce recomenda também verificar se a sardinha tem uma aparência limpa. O ideal é que não esteja “engravatada”, expressão usada quando há vestígios de sangue por fora da cabeça.

O cheiro deve ser suave e lembrar o mar. Um odor intenso, azedo ou desagradável não é normal num peixe fresco. Na dúvida, o melhor é pedir ajuda ao peixeiro ou escolher outro lote com melhor aspeto geral.

Sardinha também traz benefícios

Além de saborosa, a sardinha é valorizada pelas suas propriedades nutricionais. Segundo o grupo Lusíadas, fornece ómega 3, um ácido gordo de que o organismo precisa, mas que não produz.

É também fonte natural de proteínas completas, ferro, fósforo, magnésio e vitaminas A, B, D, E e K. Por ser rica em cálcio e vitamina D, pode contribuir para a saúde dos ossos.

O ómega 3 presente na sardinha está associado à saúde cardiovascular e pode ajudar no bom funcionamento do organismo. Ainda assim, como qualquer alimento, deve ser integrada numa alimentação variada e equilibrada.

Escolher bem melhora a grelha

Nos Santos Populares, a sardinha costuma ser preparada na brasa e servida sobre uma fatia de pão. Para que o resultado seja melhor, a escolha na peixaria é decisiva.

Uma sardinha fresca aguenta melhor a grelha, tem melhor textura e oferece mais sabor. Já uma sardinha menos fresca pode desfazer-se com facilidade e perder qualidade durante a confeção.

Antes de comprar, observe a pele, os olhos, as guelras, a firmeza e o cheiro. A regra prática é simples: escolha sardinhas brilhantes, firmes, com olhos vivos e cheiro a mar.

Entre festas, arraiais e grelhadores acesos, a sardinha continua a ser um dos grandes símbolos do verão português. Para aproveitar melhor este clássico dos Santos Populares, tudo começa com uma boa escolha na peixaria.

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Menor de idade entre as peregrinas portuguesas atropeladas em Santiago de Compostela

5 June 2026 at 16:50

Duas peregrinas portuguesas, entre as quais uma menor de idade, foram atropeladas na manhã desta sexta-feira em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha. As duas vítimas ficaram em estado grave e foram encaminhadas para uma unidade hospitalar.

Segundo o Notícias ao Minuto, o atropelamento aconteceu por volta das 09h10 locais, 08h10 em Portugal continental, no centro da cidade. As duas portuguesas circulavam numa calçada quando foram atingidas por um automóvel.

A notícia foi avançada pela La Voz de Galicia, que refere que o condutor, um homem de idade avançada, terá perdido o controlo do veículo antes de atingir as peregrinas.

Carro subiu o passeio

Segundo a imprensa espanhola, o automóvel saiu da faixa de rodagem e acabou por subir o passeio, onde se encontravam as duas portuguesas. Além de atropelar as vítimas, o carro embateu ainda num semáforo e na fachada de um prédio.

As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades espanholas. Uma das hipóteses em análise é a possibilidade de o condutor ter desmaiado ao volante.

O impacto causou ferimentos graves às duas peregrinas, que receberam assistência no local antes de serem transportadas para o hospital.

Condutor também foi hospitalizado

O condutor do veículo também foi encaminhado para uma unidade hospitalar, não por ferimentos provocados diretamente pelo embate, mas devido a um ataque de ansiedade após o acidente.

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a idade das vítimas, a sua origem em Portugal ou o estado clínico atualizado após a hospitalização.

As autoridades locais deverão continuar a recolher informação para perceber o que levou à perda de controlo do veículo no centro de Santiago de Compostela.

Acidente causa preocupação

Santiago de Compostela recebe diariamente muitos peregrinos, incluindo portugueses que percorrem os Caminhos de Santiago. O atropelamento de duas cidadãs portuguesas numa zona pedonal está a gerar preocupação, sobretudo por envolver uma menor de idade.

O caso volta a chamar a atenção para a segurança de peões e peregrinos em zonas urbanas, especialmente em locais com grande circulação de pessoas.

Para já, a prioridade está no acompanhamento clínico das duas vítimas e no esclarecimento das causas do acidente pelas autoridades espanholas.

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Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem

5 June 2026 at 16:30

O verão está à porta, e com a chegada dos dias de calor, muitos donos voltam a perguntar se podem levar o cão à praia no Algarve. A resposta não é igual em todos os areais: há praias onde os animais podem entrar, outras onde a presença é proibida durante a época balnear, e há ainda exceções para cães de assistência devidamente certificados.

A principal regra é simples, mas obriga a atenção: antes de entrar no areal, deve verificar sempre a sinalização existente na praia e o respetivo edital. Em muitas zonas balneares concessionadas e vigiadas, a entrada de cães pode estar proibida durante a época balnear, salvo exceções previstas na lei.

Por outro lado, fora das áreas concessionadas e devidamente sinalizadas, a presença de cães pode ser permitida, desde que não exista edital, aviso municipal ou sinalização que indique o contrário. Ainda assim, o animal deve estar sempre controlado pelo dono.

Sinalização à entrada é essencial

A regra pode mudar de praia para praia, mesmo dentro do mesmo concelho. Por isso, não basta saber que uma praia fica no Algarve ou que é pouco movimentada. O que conta é a informação concreta afixada no local e os editais em vigor.

A Autoridade Marítima Nacional explica que a restrição ou permissão de acesso à praia por animais domésticos deve estar indicada no edital de praia e acompanhada de sinalização clara. Em caso de dúvida, o mais prudente é contactar a câmara municipal, a capitania ou consultar os canais oficiais antes da deslocação.

Praias concessionadas têm mais restrições

Nas praias concessionadas e vigiadas, a presença de cães é geralmente mais limitada durante a época balnear. Estas zonas têm regras próprias de segurança, higiene, circulação e ocupação do areal.

A restrição existe para proteger os restantes banhistas, evitar conflitos e garantir melhores condições de higiene. Mesmo que o cão seja tranquilo, a regra pode aplicar-se a todos os animais, independentemente do porte ou comportamento.

É também nestas praias que a fiscalização tende a ser mais frequente. Nadadores-salvadores, concessionários e responsáveis pelos apoios de praia podem alertar os donos para as regras, mas a fiscalização e eventual autuação cabem às autoridades marítimas, policiais, autarquias ou entidades competentes.

O que diz a lei

O Decreto-Lei n.º 159/2012, que regula o ordenamento da orla costeira e o regime sancionatório aplicável a infrações praticadas nas praias, prevê que os editais de praia possam estabelecer a interdição da permanência e circulação de animais fora das zonas autorizadas.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional para 2026 também inclui, entre as atividades interditas, a circulação e permanência de animais fora das zonas autorizadas, exceto cães de assistência treinados ou em fase de treino, devidamente certificados.

Além disso, a Portaria n.º 204-A/2026/1, de 30 de abril, fixa as épocas balneares para este ano. No Algarve, as datas não são iguais em todos os concelhos: várias praias de Albufeira têm época balnear entre 15 de maio e 15 de outubro, enquanto muitas praias de outros concelhos algarvios têm época balnear entre 1 de junho e 30 de setembro.

Cães de assistência são exceção

Há uma exceção importante: os cães de assistência devidamente certificados podem acompanhar os seus utilizadores em locais onde, em regra, outros animais não são permitidos. Esta exceção existe por razões de autonomia, mobilidade e apoio a pessoas com deficiência.

O Decreto-Lei n.º 74/2007 reconhece o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de cães de assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público, incluindo praias. Esse direito prevalece sobre proibições ou limitações assinaladas por placas ou outros sinais, salvo situações legalmente previstas.

Nestes casos, o animal deve estar identificado e cumprir os requisitos legais aplicáveis. A presença de um cão de assistência não deve ser confundida com a entrada de animais de companhia comuns em zonas onde estes estejam proibidos.

Para evitar dúvidas, quem depende de um cão de assistência deve transportar a documentação ou identificação adequada, sobretudo em locais com fiscalização ou maior afluência.

Mesmo quando é permitido, há regras

Nas praias onde os cães podem entrar, o dono continua a ter responsabilidades. O animal deve estar sob controlo, não deve incomodar outros banhistas e deve respeitar as regras gerais dos espaços públicos.

O Decreto-Lei n.º 314/2003 determina que cães e gatos em via ou lugar público devem usar coleira ou peitoral com identificação do detentor. No caso dos cães, a lei exige ainda que estejam acompanhados e conduzidos à trela ou com açaime funcional, salvo exceções previstas.

A recolha de dejetos é obrigatória nos termos dos regulamentos municipais aplicáveis e deve ser feita de imediato. Levar sacos próprios é essencial, não apenas por uma questão de civismo, mas também para evitar situações de insalubridade no areal.

Raças consideradas potencialmente perigosas têm regras próprias. O Decreto-Lei n.º 315/2009 exige, em lugares públicos, açaime funcional e trela curta até um metro, fixa a coleira ou peitoral. A Portaria n.º 422/2004 identifica as raças abrangidas, incluindo pit bull terrier, rottweiler, dogue argentino, cão de fila brasileiro, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu, bem como os respetivos cruzamentos.

O que pode dar multa

A entrada de cães em praias onde a presença de animais está proibida pode levar à intervenção das autoridades. O mesmo pode acontecer se o dono não recolher os dejetos, deixar o animal solto onde tal não é permitido ou não cumprir regras específicas aplicáveis a determinadas raças.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional prevê que o incumprimento dos sinais de informação, das normas constantes do edital de praia ou das instruções dadas pelos nadadores-salvadores em situações de risco possa ser punido com coima de 55 a 550 euros. Outros incumprimentos, como falta de trela, coleira, açaime ou regras relativas a cães perigosos ou potencialmente perigosos, podem ser enquadrados em regimes próprios.

As coimas podem variar consoante o enquadramento da infração, o município, o edital em vigor e a autoridade responsável pela fiscalização. Por isso, é importante não assumir que a regra é igual em todas as praias.

O melhor conselho é simples: confirme antes, observe a sinalização e respeite as indicações locais. Uma deslocação preparada evita multas, conflitos e situações desconfortáveis para o dono, para o cão e para os restantes banhistas.

Algarve exige atenção redobrada no verão

A resposta à pergunta inicial é, por isso, clara: pode levar o cão à praia no Algarve apenas quando a praia o permite e quando não existe sinalização, edital ou regra local que proíba a entrada. Antes de estender a toalha com o seu animal ao lado, vale a pena confirmar as regras do areal.

Leia também: Pode pôr o guarda-sol em qualquer lugar na praia? Ministra do Ambiente quer ‘desenho’ à entrada das praias para sinalizar de forma clara

Adeus Mercedes? Nova lei pode impedir marca de vender veículos neste país

5 June 2026 at 15:50

A Mercedes-Benz pode ficar numa posição delicada nos Estados Unidos devido a uma nova proposta de lei norte-americana destinada a limitar a influência chinesa na indústria automóvel. A medida, ainda em fase legislativa, pode afetar marcas com participação relevante de investidores chineses, mesmo que tenham fábricas e produção em solo americano.

De acordo com o portal Razão Automóvel, o caso está relacionado com uma emenda à lei Motor Vehicle Modernization Act de 2026, criada para proteger a indústria automóvel norte-americana de países considerados adversários estrangeiros. O texto prevê restrições para empresas automóveis que sejam consideradas controladas por investidores desses países.

A medida pode ter consequências inesperadas para a Mercedes-Benz, uma das marcas premium mais importantes no mercado dos Estados Unidos. O problema não está na origem alemã da marca, mas sim na sua estrutura acionista.

Participação chinesa levanta dúvidas

Segundo a proposta de lei, uma empresa pode ser considerada controlada por um adversário estrangeiro quando investidores desse país detêm, em conjunto, uma participação igual ou superior a 15%. Esta definição coloca a Mercedes-Benz numa zona sensível.

Dois acionistas chineses têm uma presença relevante no capital da marca alemã. O grupo BAIC detém 9,98% da Mercedes-Benz, enquanto Li Shufu, fundador e presidente da Geely, possui 9,69%. Em conjunto, estas participações representam 19,67%.

Este valor ultrapassa o limite de 15% previsto na proposta norte-americana. Por esse motivo, a Mercedes-Benz pode ser apanhada por uma lei que, em teoria, foi desenhada para travar a influência chinesa no setor automóvel dos Estados Unidos.

O que a lei quer impedir

O texto da emenda procura impedir que construtores considerados controlados por adversários estrangeiros fabriquem, vendam, entreguem ou importem veículos para os Estados Unidos. A proibição pode aplicar-se diretamente ou através de subsidiárias, parcerias, agentes, concessionários ou outras entidades ligadas.

A intenção política é reduzir a dependência de tecnologia, capital e influência chinesa numa indústria cada vez mais marcada por veículos elétricos, software, conectividade e dados. Os automóveis modernos são hoje vistos também como equipamentos tecnológicos, não apenas como meios de transporte.

A preocupação norte-americana tem crescido sobretudo em torno dos carros conectados, dos sistemas de assistência à condução, da recolha de dados e da presença de tecnologia chinesa em componentes críticos.

Exceção pode não proteger a Mercedes

A proposta de lei previa uma exceção para marcas estrangeiras com forte presença industrial nos Estados Unidos. Essa salvaguarda poderia beneficiar a Mercedes-Benz, que opera uma das suas maiores fábricas globais no Alabama.

No entanto, essa exceção deixa de se aplicar quando existe participação direta ou indireta de um governo considerado rival. É aqui que o caso se complica, uma vez que a BAIC é uma empresa pública controlada pelo Estado chinês.

Assim, apesar da presença industrial da Mercedes-Benz nos Estados Unidos, a marca pode perder o direito à exceção. Esta interpretação torna o caso particularmente sensível para o fabricante alemão.

EUA são mercado essencial para a marca

Um eventual bloqueio teria impacto significativo. Em 2025, a Mercedes-Benz vendeu mais de 303 mil automóveis de passageiros nos Estados Unidos, um dos mercados mais importantes para a marca da estrela.

A empresa está entre os principais fabricantes premium no mercado norte-americano, competindo com marcas como BMW e Lexus. Além disso, a Mercedes-Benz tem metas internas ambiciosas para a América do Norte até ao final da década.

A possibilidade de perder ou ver limitado o acesso aos Estados Unidos representa, por isso, um risco comercial sério. Ainda assim, a proposta não está aprovada e poderá sofrer alterações antes de chegar à versão final.

Marca tenta evitar efeitos negativos

A Mercedes-Benz confirmou estar em contacto com decisores políticos em Washington. O objetivo da marca é garantir que a versão final da lei proteja a produção industrial norte-americana sem prejudicar empresas que já investem e empregam nos Estados Unidos.

A posição defendida pela empresa é que os dois acionistas chineses operam de forma independente e não em conjunto. Esta distinção pode ser importante para contestar a ideia de controlo coordenado por interesses chineses.

O diretor-executivo do grupo, Ola Källenius, mostrou-se confiante numa solução. O responsável admitiu que, se for necessário ajustar a estrutura acionista para proteger um mercado importante, a empresa conseguirá gerir essa situação.

Carros conectados no centro da disputa

A preocupação norte-americana não se limita à propriedade das marcas. Outra proposta, a Connected Vehicle Security Act, pretende restringir a entrada de veículos, componentes e software ligados à China ou a outros países considerados de risco.

A tecnologia dos carros conectados envolve sistemas de navegação, sincronização de telemóveis, câmaras, sensores, atualizações remotas e condução assistida. Para Washington, estes elementos podem representar riscos de segurança e recolha de dados.

É por isso que a indústria automóvel se tornou um dos novos campos da disputa entre os Estados Unidos e a China. As marcas europeias, mesmo quando não são chinesas, podem ser afetadas por terem acionistas, parceiros ou fornecedores ligados ao país.

Proposta ainda vai a votação

A emenda ainda não é lei. O texto terá de seguir para votação em plenário na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, podendo ser alterado durante o processo legislativo.

Até lá, a Mercedes-Benz deverá continuar a tentar influenciar a redação final da proposta, defendendo a sua presença industrial no país e a independência dos seus acionistas. A empresa quer evitar que uma medida pensada para travar construtores chineses acabe por afetar uma marca alemã com décadas de presença nos EUA.

O caso mostra como uma mudança legal pode ter efeitos inesperados num setor globalizado. Para já, a Mercedes-Benz não está proibida de vender carros nos Estados Unidos, mas a proposta colocou a marca no centro de uma disputa que vai muito além dos automóveis.

Leia também: Pode haver trânsito proibido apenas para alguns veículos? O Código da Estrada não dá margem para dúvidas

É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

5 June 2026 at 15:30

As novas regras para aprender a conduzir com tutor entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do diploma em Diário da República. A alteração ao Regime Jurídico do Ensino da Condução reforça a possibilidade de os candidatos à carta de automóveis ligeiros fazerem parte da aprendizagem prática acompanhados por um tutor.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o decreto-lei mantém a regra de que o ensino da condução é ministrado em escola de condução. No entanto, para a categoria B, que corresponde aos automóveis ligeiros, o candidato inscrito numa escola passa a poder optar pelo ensino prático acompanhado por tutor.

A medida foi promulgada pelo Presidente da República a 26 de maio e publicada esta sexta-feira, 5 de junho, em Diário da República. A entrada em vigor acontece 30 dias depois da publicação, ou seja, durante o mês de julho.

Quem pode ser tutor

O tutor não pode ser instrutor nem examinador de condução. Para assumir essa função, deve ter carta de condução da categoria B emitida em Portugal ou noutro país da União Europeia há pelo menos dez anos.

Também pode ser aceite um título de condução reconhecido pelas autoridades portuguesas há pelo menos cinco anos, desde que tenha sido emitido pelo respetivo país há, no mínimo, dez anos.

Na prática, o tutor terá de ser um condutor experiente e devidamente identificado no processo do candidato. A sua participação não substitui totalmente a escola de condução, uma vez que o aluno tem de estar inscrito numa escola.

Escola tem de comunicar ao IMT

Antes do início da condução acompanhada por tutor, a escola de condução onde o candidato está inscrito deve comunicar essa opção ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Essa comunicação tem de incluir a identificação do tutor e a confirmação de que estão cumpridas as condições previstas no novo regime. Só depois deste passo é que a aprendizagem acompanhada poderá avançar.

A escola mantém, assim, um papel central no processo, mesmo quando o candidato escolhe fazer parte da aprendizagem prática com tutor. O objetivo é garantir algum controlo formal sobre quem acompanha o aluno e em que condições.

Tutor assume responsabilidade

Uma das mudanças mais relevantes está na responsabilidade atribuída ao tutor. O diploma estabelece que este é responsável pelos danos e infrações praticadas pelo candidato a condutor.

Há, no entanto, uma exceção: essa responsabilidade pode não se aplicar se os danos ou infrações resultarem de desobediência do candidato às instruções dadas pelo tutor.

Além disso, passa a ser obrigatório que exista seguro automóvel do veículo ou do condutor/tutor que cubra os danos provocados pelo aluno durante a condução acompanhada. Esta exigência pretende proteger terceiros e clarificar responsabilidades em caso de acidente.

Exame só depois de 90 dias

O candidato à carta pode auto-propor-se ao exame prático ou realizar um teste de aferição na escola de condução onde está inscrito. Esse teste serve para avaliar se tem as competências necessárias para avançar.

Ainda assim, o formando só pode ser proposto a exame 90 dias depois da comunicação da escola ao IMT. Esta regra aplica-se independentemente da via escolhida.

O prazo pretende assegurar um período mínimo de aprendizagem acompanhada antes da realização da prova prática. Assim, a opção pelo tutor não permite avançar imediatamente para exame.

Há limites para a condução acompanhada

O novo regime também impõe limites à aprendizagem com tutor. A condução acompanhada não pode acontecer em vias ou períodos de tráfego intenso, devendo o percurso e o horário ser escolhidos em função das condições de segurança.

Isto significa que não será permitido treinar em qualquer local ou a qualquer hora. A escolha das zonas de aprendizagem terá de ter em conta o risco, a intensidade do trânsito e a segurança dos restantes utentes da via.

Além disso, cada tutor só poderá acompanhar até cinco candidatos num período de dez anos. Esta limitação procura evitar que a figura do tutor seja usada de forma abusiva ou como atividade paralela ao ensino profissional.

Algumas zonas podem ser proibidas

As forças de segurança, como a GNR e a PSP, bem como a Infraestruturas de Portugal e os municípios, podem propor ao Governo áreas onde a aprendizagem acompanhada por tutor fique vedada.

Essa possibilidade aplica-se às respetivas jurisdições e poderá ser usada em zonas consideradas mais perigosas, complexas ou inadequadas para candidatos em fase de aprendizagem.

Na prática, certas vias urbanas, estradas movimentadas ou zonas com risco acrescido poderão vir a ser excluídas da condução acompanhada. A definição dessas áreas dependerá das propostas das entidades competentes.

O que muda para os candidatos

A principal mudança para quem quer tirar a carta de condução é a possibilidade de fazer parte do ensino prático com um tutor, desde que continue inscrito numa escola de condução e cumpra todos os requisitos.

A medida pode dar maior flexibilidade aos candidatos, permitindo mais contacto com a condução em contexto real. No entanto, não elimina as obrigações formais, o papel da escola, os prazos mínimos nem a necessidade de exame.

Também não transforma qualquer familiar ou amigo em tutor automático. A pessoa escolhida tem de cumprir os requisitos legais, ser comunicada ao IMT e aceitar as responsabilidades previstas no diploma.

Regras entram em vigor em julho

As novas regras entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do decreto-lei em Diário da República. Até lá, escolas de condução, candidatos e potenciais tutores deverão preparar-se para o novo modelo.

A alteração pretende reforçar a aprendizagem acompanhada, mas mantendo controlo institucional através das escolas de condução e do IMT. A segurança rodoviária continuará a ser um dos pontos centrais do regime.

Para quem está a pensar tirar a carta de ligeiros, a recomendação é confirmar junto da escola de condução quais serão os procedimentos, documentos necessários, condições do seguro e prazos antes de optar pela aprendizagem com tutor.

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Vai a esta cidade algarvia no verão? Novas regras já entraram em vigor e não agradam a todos

4 June 2026 at 17:00

Mais de 400 negócios em Albufeira estão a ser afetados por novas regras municipais para a vida noturna, que entraram em vigor no domingo. A Associação Comercial de Albufeira questiona a legalidade das medidas, critica a falta de consulta aos empresários e alerta para possíveis consequências na economia local.

De acordo com o The Portugal News, as restrições foram introduzidas pela Câmara Municipal de Albufeira com o objetivo de reduzir o ruído em zonas classificadas como áreas especiais de prevenção de ruído e nas zonas envolventes, num raio de cinco quilómetros.

As novas regras alteram horários de funcionamento e impõem limites mais apertados ao som. Lojas de conveniência, garrafeiras e minimercados passam a encerrar às 23h00, em vez de meia-noite, enquanto os bares devem fechar às 03h00, uma hora mais cedo do que anteriormente.

Discotecas também fecham mais cedo

As discotecas passam a encerrar às 05h00, quando antes podiam funcionar até às 06h00. A autarquia impôs ainda controlos mais rigorosos ao ruído, incluindo um limite máximo de 74 decibéis no exterior.

A Associação Comercial de Albufeira, conhecida como ACALB, diz que os empresários têm contactado a associação para pedir esclarecimentos desde que as medidas foram anunciadas. Segundo o presidente da estrutura, Sérgio Brito, existem muitas dúvidas sobre o conteúdo do despacho municipal.

O responsável defende que é necessário avaliar o verdadeiro impacto das restrições na economia local. A associação receia que a redução de horários prejudique não só bares e discotecas, mas também outros negócios ligados ao turismo e à animação noturna.

Empresários dizem que não foram ouvidos

Uma das principais críticas da ACALB prende-se com a alegada falta de consulta prévia. Sérgio Brito afirma que a comunidade empresarial foi surpreendida pelas reduções de horário e considera que a decisão foi tomada de forma unilateral pela autarquia.

Para a associação, a ausência de diálogo torna mais difícil encontrar soluções equilibradas para um problema que envolve moradores, turistas, empresários e autoridades. A ACALB garante estar disponível para colaborar com o município, mas lamenta que os comerciantes não tenham sido chamados antes da entrada em vigor das medidas.

A associação recorda ainda que já tinha sido apresentado anteriormente um plano de mitigação de ruído. Ainda assim, segundo os empresários, as novas regras avançaram sem uma avaliação partilhada dos seus efeitos práticos e económicos.

Limite de ruído gera dúvidas

O limite máximo de 74 decibéis no exterior está a gerar preocupação entre restaurantes, bares e estabelecimentos com esplanadas. Sérgio Brito alertou que até uma conversa normal entre pessoas sentadas numa esplanada pode, em determinadas circunstâncias, aproximar-se desse valor.

Esta situação cria incerteza para os empresários, que temem dificuldades no cumprimento das novas regras. A dúvida está em saber como será feita a medição, em que condições e de que forma serão avaliados ruídos provenientes dos clientes, da rua ou de outros espaços públicos.

A ACALB sublinha que muitos estabelecimentos já funcionam com limitadores de som certificados. Ainda assim, a aplicação dos novos controlos poderá obrigar a equipamentos adicionais, custos técnicos e adaptações que nem todos os negócios estavam preparados para suportar.

Medidas abrangem mais do que bares

Segundo a associação, mais de 400 negócios estão dentro do âmbito das medidas. O impacto vai muito além das zonas tradicionalmente associadas à vida noturna e ao turismo jovem, uma vez que as regras se aplicam também a áreas envolventes num raio de cinco quilómetros.

Isto significa que estabelecimentos que não estão diretamente ligados à animação noturna intensa podem ser afetados. Para a ACALB, esta abrangência levanta dúvidas sobre proporcionalidade e eficácia.

Sérgio Brito considera que não está em causa apenas o custo financeiro, mas também a dificuldade técnica de implementar novas obrigações. A associação está a analisar a base legal das medidas e não exclui avançar com outras ações.

Ruído continuou nas ruas

Outro ponto levantado pelos comerciantes é a eficácia das restrições. Segundo o presidente da ACALB, na primeira noite de aplicação das novas regras, os bares encerraram às 03h00, mas muitas pessoas permaneceram nas ruas a falar em voz alta e sem controlo.

Para a associação, este exemplo mostra que o problema do ruído não se resolve apenas com o encerramento mais cedo dos estabelecimentos. Parte do incómodo sentido por moradores pode resultar da permanência de grupos no espaço público depois do fecho dos bares.

A ACALB defende que é necessário atuar também na rua, com fiscalização adequada, gestão de fluxos de pessoas e medidas que evitem concentrações desordenadas após o encerramento dos espaços de diversão.

Turismo e economia local em causa

Albufeira é uma das cidades mais dependentes do turismo no Algarve, com forte presença de restauração, bares, discotecas, lojas, alojamento e serviços associados à animação noturna. A redução de horários pode afetar receitas numa fase de aproximação à época alta.

A associação comercial alerta que todo o ecossistema turístico dependente da atividade dos visitantes pode ser prejudicado. Além dos bares e discotecas, podem sentir impacto setores como táxis, transporte privado, restauração tardia, alojamento e comércio.

Ao mesmo tempo, a autarquia procura responder às queixas de ruído e melhorar a qualidade de vida dos residentes. O desafio passa por encontrar um equilíbrio entre o direito ao descanso, a imagem turística da cidade e a sustentabilidade económica dos negócios.

Associação quer soluções equilibradas

Sérgio Brito afirmou que a ACALB continuará a tentar dialogar com a Câmara Municipal de Albufeira. O objetivo, segundo a associação, é encontrar soluções que protejam os moradores sem comprometer um setor turístico e de entretenimento que faz parte da identidade local há mais de quatro décadas.

Os empresários defendem que as medidas devem ser ajustadas à realidade do terreno, tendo em conta as diferenças entre zonas, tipos de estabelecimento e origem efetiva do ruído. Para a associação, fechar mais cedo pode não resolver o problema se a perturbação continuar no espaço público.

Com as novas regras já em vigor, os próximos dias deverão ser decisivos para perceber o impacto real da medida. Em plena entrada no período forte do turismo, Albufeira enfrenta agora um debate sensível entre descanso, diversão e economia local.

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