Tiago Fernandes deixou de ser treinador do Portimonense, anunciou o clube algarvio nas redes sociais, agradecendo o trabalho do técnico que conseguiu alcançar, na última jornada, a manutenção na II Liga.
Num post publicado na manhã desta quinta-feira, 4 de Junho, a SAD do Portimonense reconhece a «liderança, profissionalismo e compromisso» de Tiago Fernandes ao longa da época.
«Depois de uma época marcada por desafios, dedicação e entrega diária ao serviço do Portimonense, chega o momento de agradecer a quem esteve na linha da frente desta caminhada», lê-se.
Com Tiago Fernandes, saem também Vítor Afonso e Vasco Silva (adjuntos), preparadores físicos (Diogo Carvalho e Ricardo Cavaco) e Rafael Diogo (analista).
O agora antigo técnico do Portimonense tem sido apontado como possível substituto de Tiago Margarido no comando do Nacional (I Liga).
Em relação ao sucessor de Tiago Fernandes, o jornal Record noticiou que Alex Costa, que subiu o Amarante à II Liga, pode ser o nome escolhido.
É «um três em um», que permitiu dar nova vida e um futuro a um antigo espaço industrial que faz parte da história do concelho. A Praça 1914 foi inaugurada na segunda-feira, dia 1 de Junho, no coração da vila de São Brás de Alportel, e, para além de um espaço de fruição pública, presta homenagem a João Beatriz Rosa, considerado o “pai” do concelho, à indústria corticeira e à República.
No dia em que celebrou os 112 anos da elevação a concelho, São Brás de Alportel deu o nome 1914 à sua mais recente praça, que veio dar nova vida à antiga Fábrica de Cortiça Louro, um espaço que há muito estava inutilizado.
Nas últimas décadas, o município procurou chegar a acordo com os descendentes do fundador da fábrica, entretanto encerrada, mas as negociações demoraram a chegar a bom porto.
No passado dia 1 de Junho, este espaço foi devolvido ao público, já não em forma de edifício, mas mantendo, ainda assim, vários elementos da infraestrutura original, como os caraterísticos arcos, bem como equipamentos que faziam parte da fábrica, nomeadamente a prensa, a nora e a caldeira, entre outros.
«Eu sinto-me imensamente honrada por estar aqui a protagonizar este dia que, no fundo, não é meu, é do João Rosa Beatriz, é do seu legado, é de todos aqueles que representam estes 112 anos de história: todos os autarcas, todos os homens e mulheres que trabalharam, que se empenharam, para que São Brás de Alportel seja hoje o concelho que é, um concelho de respeito, de referência no Algarve e no país, um concelho de gente humilde, trabalhadora, muito honrosa da sua terra e muito honesta também», disse ao Sul Informação Marlene Guerreiro, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, à margem da cerimónia.
«Quisemos aqui homenagear as origens do concelho. Nós só somos concelho desde 1 de Junho de 1914 porque tivemos um chão fértil, o chão da cortiça, da sustentabilidade económica, que nos deu o sustento, o rendimento, mas também porque houve homens com visão e com ideias, a ideia de liberdade que foi semeada por João Rosa Beatriz, naturalmente acompanhado por um conjunto de amigos, de adeptos deste movimento, mas também adubada pela República», acrescentou.
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Na nova Praça 1914, a Câmara de São Brás homenageou a cortiça, através da criação de um espaço museológico ao ar livre a ela dedicado, imortalizou a figura de João Rosa Beatriz, «enquanto livre pensador, homem de ideias», através da inauguração de uma estátua e enalteceu «também a República, que foi a mãe do nosso concelho».
«Não seríamos concelho sem a República, nem sem João Rosa Beatriz, nem sem a cortiça. (…) Aquilo que somos hoje também devemos a estes homens e mulheres que ao longo de 112 anos de história têm sido valorosos. Eu sou profundamente grata a todos eles e a poder estar aqui» a inaugurar a nova praça, reforçou Marlene Guerreiro.
Uma das caraterísticas mais diferenciadoras da praça é mesmo a sua vocação museológica.
«Nós há muito tempo gostávamos de ter um verdadeiro museu da cortiça, é uma aspiração do município e também é uma aspiração dos visitantes, dos turistas, que nos pedem sempre um museu da cortiça. Nós temos um bom setor dedicado à cortiça no Museu do Trajo, mas gostávamos de ter realmente mais um lugar para contar a história» desta matéria prima e da indústria à sua volta, revelou.
«Podíamos, de facto, ter um museu fechado, como tantos outros polos museológicos que temos. No entanto, pensámos que seria interessante, inovador e talvez mais eficaz, ter um espaço sem portas, onde todas as pessoas pudessem visitar, de forma autónoma, mas que, naturalmente, também vai ter espaço para visitas guiadas, interpretadas e um conjunto de dinâmicas promovidas pelo município e com agentes turísticos com quem vamos estabelecer parcerias», revelou a presidente da Câmara de São Brás de Alportel.
O que é certo é que «aqui não é preciso marcar ou reservar visita, aqui todos, a todas as horas do dia e da noite, todos os dias de semana, feriados, dias santos, no Verão e no Inverno, podem visitar».
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Este «museu diferente» vai interagir com as pessoas e ter «muitas dinâmicas interessantes que não começam hoje [dia 1 de Junho], vão começar daqui a dias. Esperamos que seja, talvez não a cereja em cima do bolo, mas o fardo [de cortiça] em cima da rota da memória que nós já temos implementada no concelho».
São Brás já conta com a Casa Memória, «um dos ex-libris dessa rota da memória. A gora a visita aqui à Praça 1914, acho que é o elemento que nos faltava para consolidar a oferta turística, que é tão importante para o concelho e para a economia local».
No futuro, a Câmara de São Brás de Alportel pretende tornar este espaço «ainda mais interativo», embora, para já Marlene Guerreiro não possa «revelar tudo».
«Nós já temos painéis informativos, mas vamos ter mais interatividade, para que as pessoas consigam sentir-se dentro da fábrica João Viegas Louro, (…) usando as tecnologias de hoje para recriar, dentro do possível, o espírito da antiga fábrica e o espírito de 1914», adiantou, ainda assim, Marlene Guerreiro.
No Dia do Município, que se celebrou na segunda-feira, também foram homenageadas diversas personalidades que se distinguiram em diversas áreas, bem como funcionários da autarquia.
Da parte da tarde teve lugar a Festa da Criança e à noite houve um concerto de Vizinhos, onde foram sopradas 112 velas.
Fotos: Hugo Rodrigues e Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
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Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
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Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
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Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
Foto: Nelson Ferreira | Sul Informação
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