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Gonçalo Duarte Gomes é o novo diretor de departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do ICNF no Algarve

5 June 2026 at 14:30

O arquiteto paisagista Gonçalo Duarte Gomes é o novo diretor de departamento de Conservação da Natureza e Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) no Algarve, tendo assumido essas funções no passado dia 1 de Junho.

Gonçalo Duarte Gomes sucede no cargo ao engenheiro florestal Paulo Silva e à bióloga marinha Ana Margarida Magalhães, que foi a primeira diretora deste departamento, depois da reestruturação do ICNF, em 2019.

Gonçalo Duarte Gomes é licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade do Algarve (2006), tendo sido aluno de Fernando Santos Pessoa. Tem uma pós-graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (2020). Foi professor assistente convidado na Universidade do Algarve (2024).

Era, até agora, técnico superior especialista em Coordenação Transversal de Administração e Políticas Públicas na Secretaria-Geral do Governo (Abril 2025 – presente), tendo, antes disso, sido técnico superior na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (Dezembro 2023 – Abril 2025) e na Agência Portuguesa do Ambiente (Dezembro 2021 – Dezembro 2023).

Foi ainda Chefe de Projeto na Parque EXPO 98, S.A. (Setembro 2009 – Abril 2016), assumindo depois as mesmas funções na Polis Litoral Ria Formosa, S.A. (Abril 2016 – Dezembro 2021).

Antes tinha sido técnico superior na Câmara Municipal de São Brás de Alportel (Abril 2007 – Abril 2008). Foi também arquiteto paisagista em regime de profissional liberal (2002 – 2021).

É vereador em regime de não-permanência na Câmara Municipal de Faro (Outubro 2025 – presente), eleito como independente nas listas do PSD.

Gonçalo Gomes sempre esteve muito ligado às questões do Património Natural e Cultural, tendo sido vice-presidente da Direção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e presidente do Núcleo do Algarve da LPN, bem como presidente da Direção da Al-Portel – Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel, secretário da Direção Nacional da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas e ainda membro do CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora.

Veja o currículo completo:

Dados pessoais:

Nome: Gonçalo Manuel Duarte Gomes
Data de Nascimento: 22 de Maio de 1980

Formação Académica:

Licenciatura em Arquitectura Paisagista pela Universidade do Algarve (2006)
Pós-graduação em Direito do Urbanismo e do Turismo pelo Instituto de Ciências Jurídico-Políticas (2020)

Experiência Profissional mais relevante:

Vereador em regime de não-permanência na Câmara Municipal de Faro (Outubro 2025 – presente)
Técnico Superior Especialista em Coordenação Transversal de Administração e Políticas Públicas na Secretaria-Geral do Governo (Abril 2025 – presente)
Professor Assistente Convidado na Universidade do Algarve (2024)
Técnico Superior na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros (Dezembro 2023 – Abril 2025)
Técnico Superior na Agência Portuguesa do Ambiente (Dezembro 2021 – Dezembro 2023)
Chefe de Projecto na Polis Litoral Ria Formosa, S.A. (Abril 2016 – Dezembro 2021)
Chefe de Projecto na Parque EXPO 98, S.A. (Setembro 2009 – Abril 2016)
Técnico Superior na Câmara Municipal de São Brás de Alportel (Abril 2007 – Abril 2008)
Arquitecto Paisagista em regime de profissional liberal (2002 – 2021)

Formação/capacitação profissional mais relevante:

Percurso para Dirigentes e Técnicos da Administração Local, do Programa de Formação em Territórios Inteligentes (2025)
Curso Executivo – AI Business School AP (2024)
Gestão Florestal Sustentável (2012)
Restauração de Rios com recurso à Engenharia Natural (2011)
Monitores de Educação Ambiental (2007)
Formador Certificado em Igualdade de Oportunidades pela REAPN – Rede Europeia Anti-Pobreza (2007)
Formador Certificado pelo IEFP, I. P. – Instituto de Emprego e Formação Profissional I. P. (2007)
Concepção e Gestão de Projectos (2006)
Liderança, Gestão e Negociação de Conflitos (2006)

Informação complementar:

Membro do CHAIA – Centro de História da Arte e Investigação Artística, da Universidade de Évora
Arquitecto Paisagista inscrito na APAP – Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas e Delegado (cooptado) do Distrito de Faro
Ex-representante cooptado da APAP na Comissão de Acompanhamento da Política Nacional de Arquitectura e Paisagem
Ex-secretário da Direcção Nacional da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas
Ex-Vice-Presidente da Direcção Nacional e ex-Presidente do Núcleo do Algarve da Liga para a Protecção da Natureza
Ex-Conselheiro Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve
Ex-membro do Conselho de Região Hidrográfica do Algarve
Ex-Presidente da Direcção da Al-Portel – Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de São Brás de Alportel
Autor de um livro, de diversos artigos de investigação e divulgação, na comunicação social, e capítulos de livros
Orador e moderador convidado em diversos eventos nacionais e internacionais

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O turista que se apaixonou por Faro lança livro sobre património modernista da cidade

5 June 2026 at 02:00

Quando chegou a Faro pela primeira vez como um mero turista, Richard Walker desconhecia o legado modernista na arquitetura local. Apaixonou-se pela capital algarvia e agora, 20 anos depois, publica um livro para dar a conhecer esta faceta da cidade, mas que também espreita outras localidades da região.

“Faro Modernism”, obra com chancela da Batsford Books, com 240 páginas e que inclui cerca de 300 fotografias tiradas durante todo este período de duas décadas, foi apresentado no dia 21 de Maio, no AP Eva Senses.

Richard Walker, pintor e artista plástico que já expôs em todo o mundo, chegou a Faro, «há cerca de 20 anos», como apenas mais um dos muitos turistas ingleses que passam pela capital algarvia.

Foi «uma surpresa» para o artista multidisciplinar quando, nos primeiros passeios pela cidade, se começou a aperceber do património modernista existente.

«Tudo foi uma surpresa, o que era ótimo. E acho que o livro é sobre isso. É sobre esta surpresa de ver as coisas pela primeira vez e entusiasmar-se com o que se vê pela primeira vez», afirma, em declarações ao Sul Informação.

Ao aprofundar o conhecimento sobre «a arquitetura e o legado modernista que se vê por toda a cidade», Walker questionava-se por que razão ainda «não havia nada publicado a retratar o que existia».

«Eu pensava: “Esta arquitetura parece interessante”, e não conseguia perceber porque é que ninguém estava a prestar atenção a isto», frisa.

A partir daí, começou a registar o que via através da máquina fotográfica e acabou por conhecer «outras pessoas que pensavam da mesma forma».

Duas dessas pessoas foram Christophe e Angélique de Oliveira, proprietários do alojamento local The Modernist e fundadores do The Modernist Weekend.

Sul Informação
Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

Desde então, tem colaborado na organização desse evento – que este ano avança para a sua 5ª edição –, não só com a realização de visitas guiadas, mas também participando em exposições com pinturas de sua autoria.

Depois, «no meio disto tudo», a Batsford Books, editora sediada em Londres, lançou-lhe um desafio.

«“Estamos muito interessados na arquitetura que está a fotografar. Talvez possamos fazer um livro”, disseram-me. Este trabalho veio ter comigo, eu não estava à procura dele. Tudo o que fiz desde que cheguei a Portugal aconteceu por acaso. Não estava em busca de nada. Portanto, tenho muita sorte nesse aspeto», revelou o artista.

A obra de Richard Walker retrata e explica o contexto histórico de muitos edifícios, especialmente os de Manuel Gomes da Costa, que «é o principal arquiteto» e deixou «uma grande marca» na cidade e na região.

«Mas também me interessou muito o contexto, todos os outros arquitetos que trabalharam na mesma época, toda a história do Algarve desde os anos 20. Portanto, o livro abrange todo este período. Foi um trabalho árduo», enquadra.

E o que torna Faro e o Algarve tão singular no modernismo do sul da Europa?

«Bem, acho que é porque permaneceu desconhecido até agora e, de repente, está a ser revelado. E fico muito feliz por fazer parte deste processo, porque ninguém o conhecia. Regresso a Inglaterra e, quando falo de Faro e deste legado, dizem-me: “Não, não tínhamos a mínima ideia disso”, responde.

Apesar de abordar o passado, através do património modernista em Faro e na região, Richard Walker sente que os seus textos e ensaios, bem como os das pessoas que convidou para escrever, «estão virados para o futuro». «Portanto, não se trata apenas do passado, mas do presente e do futuro, são estas três coisas em conjunto», sublinha.

Sul Informação

Questionado se a capital algarvia ainda não aproveita este legado da melhor maneira, o artista observa que «está a tornar-se mais ciente» do que tem.

Além de destacar o contributo do The Modernist Weekend (Fim de Semana Modernista), aponta ter reparado nas suas últimas visitas que há «cada vez mais casas a serem restauradas, o que não acontecia antes».

«E há outras cidades com um certo passado modernista, como Olhão e Loulé. Isto vai atrair cada vez mais pessoas. Lancei o livro para que as pessoas comecem a observar esta arquitetura, para que vejam Faro de uma forma diferente. Em quase todas as ruas de Faro – às vezes podemos ter de caminhar um bocadinho mais e olhar com atenção, mas vamos sempre descobrir qualquer coisa interessante, algo com inspiração modernista», concluiu.

Em paralelo, Richard Walker inaugurou uma exposição com obras de inspiração modernista, que ficará patente no AP Eva Senses até final de Julho.

O livro “Faro Modernism” pode ser adquirido no site da editora Batsford Books.

Fotos: Edgar Pires | Sul Informação

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Autor ladeado por Christophe e Angélique de Oliveira

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