A União de Freguesias de Lagoa e Carvoeiro substituiu os bancos de jardim no largo exterior do Auditório Carlos do Carmo, «colmatando uma necessidade de longa data».
Inaugurado a 15 de abril de 2005, o Auditório Carlos do Carmo «consolidou-se, ao longo destas décadas, como um dos polos culturais mais dinâmicos e importantes do concelho de Lagoa», salienta a União de Freguesias.
O recinto que o envolve, contudo, «carecia ainda de mobiliário urbano adequado, que permitisse oferecer o devido conforto a quem visita este espaço cultural ou, simplesmente, frequenta a zona envolvente».
Atento a este anseio dos cidadãos, o atual executivo da União de Freguesias assumiu a colocação destes equipamentos.
Com esta medida, a autarquia visa «tornar o espaço mais funcional para o convívio e para as rotinas diárias da população».
A empresa municipal Fagar deu ontem, Dia Mundial do Ambiente, início ao programa A.Tua Cidade — Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro, apresentado como «uma iniciativa estratégica que pretende reduzir o envio de resíduos para aterro, reforçar a separação na origem e promover uma gestão mais sustentável dos recursos no concelho».
O programa A.Tua Cidade integra várias soluções adaptadas aos diferentes territórios e públicos, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta no setor doméstico e no comércio, contentores de deposição com acesso controlado, ecocentros móveis e compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e Farol.
Financiado pelo Fundo Ambiental e pelo Algarve2030, o programa surge num contexto em que a gestão de resíduos urbanos continua a representar um dos principais desafios ambientais do concelho.
Segundo revala a Fagar, em 2025, Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos, das quais 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, cerca de 82% do total produzido.
Os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, evidenciando a necessidade de reforçar a separação na origem e reduzir a quantidade de resíduos valorizáveis encaminhados para aterro.
Para Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da Fagar, «o aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho».
«Tendo presente que os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil, a diminuição da produção e da quantidade de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro são variáveis determinantes para a sustentabilidade do concelho e da região. A reutilização e uma separação eficaz de resíduos alimentares, verdes e embalagens teriam um potencial de desvio de aterro de quase 75% da produção de resíduos do concelho. Reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável», salientou aquele responsável.
A primeira sessão do programa realizou-se esta manhã, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, assinalando o arranque no terreno desta iniciativa de proximidade junto da população.
A Fagar apela «à colaboração de todos para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, através da redução do desperdício, da reutilização sempre que possível e da correta separação dos resíduos».