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Nem São Miguel nem Terceira: TAP inaugura nova rota para esta ilha nos Açores

7 June 2026 at 19:40

A rede de ligações aéreas entre o continente e os Açores continua a ser ajustada com novas rotas e reforços de capacidade, num movimento que procura responder à procura crescente por viagens entre os dois territórios. A mais recente alteração envolve a abertura de uma ligação direta a uma das ilhas menos servidas do arquipélago.

De acordo com o Jornal Económico, a TAP Air Portugal passou a operar uma nova rota entre Lisboa e a ilha de Santa Maria, nos Açores, reforçando a presença da companhia no arquipélago. A ligação arrancou com duas frequências semanais, programadas para quintas-feiras e domingos.

Segundo a mesma fonte, os voos partem de Lisboa ao início da tarde, com chegada a Santa Maria pouco depois, enquanto o regresso à capital ocorre ainda no mesmo dia, ao final da tarde.

Operação ajustada ao longo do ano

A operação vai variar consoante a época do ano, com diferentes aeronaves atribuídas à rota. A mesma fonte refere que, durante o verão, será utilizado o Airbus A320neo, com maior capacidade de passageiros, enquanto no restante período do ano a ligação será assegurada pelo Embraer 190.

Esta adaptação permite ajustar a oferta à procura sazonal, mantendo a regularidade da ligação ao longo do ano.

Expansão da rede para o arquipélago

A nova rota para Santa Maria surge integrada num conjunto mais amplo de alterações na operação da TAP para os Açores. Está também prevista a abertura de uma nova ligação entre o Porto e a ilha Terceira, com início marcado para o início de julho.

Com estas alterações, a companhia reforça a presença no arquipélago, onde já mantém ligações regulares a outras ilhas a partir de Lisboa.

Mais ligações semanais entre continente e Açores

Conforme o Jornal Económico, com a soma destas novas rotas às já existentes entre Lisboa, Ponta Delgada e Terceira, a TAP passa a disponibilizar um total de 48 voos semanais entre o continente e o arquipélago dos Açores.

O reforço da operação insere-se numa estratégia de aumento da conectividade aérea entre regiões, garantindo maior frequência de ligações ao longo da semana.

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Especialistas avisam: não deve lavar estas frutas ao chegar a casa e estes são os motivos

7 June 2026 at 16:50

Lavar a fruta assim que chega a casa pode parecer uma boa prática, mas nem sempre é a melhor decisão. Especialistas alertam que alguns frutos devem ser guardados sem lavar, porque a humidade extra pode acelerar o aparecimento de bolor e reduzir a sua duração no frigorífico.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a recomendação aplica-se sobretudo a frutas mais delicadas, porosas ou com camadas naturais de proteção. Nestes casos, o ideal é conservar o alimento seco e só passar por água fria imediatamente antes de o consumir.

Segundo especialistas citados pela EatingWell, frutos como morangos, mirtilos, framboesas, amoras, maçãs, pêssegos, nectarinas, uvas e cerejas podem estragar-se mais depressa quando são lavados antes de serem guardados.

Frutos vermelhos absorvem água

Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são frutos porosos, ou seja, absorvem água com facilidade. Quando são lavados antes de irem para o frigorífico, ficam com mais humidade na superfície e no interior.

Essa humidade cria um ambiente favorável ao crescimento de bolor e pode fazer com que amadureçam mais depressa. Mesmo uma lavagem rápida pode reduzir em vários dias a vida útil destes frutos.

O ideal é guardá-los secos, num recipiente ventilado, sobre papel de cozinha e, se possível, numa só camada. A lavagem deve ser feita apenas no momento de comer.

Maçãs também devem ficar secas

Apesar de serem mais resistentes, as maçãs também não devem ser lavadas antes de serem armazenadas. A razão está na camada natural cerosa que ajuda a proteger o fruto.

Essa cutícula ajuda a reter humidade e a manter a maçã crocante durante mais tempo. Quando é removida pela lavagem antecipada, a fruta pode ficar mais vulnerável ao ressecamento e à deterioração.

As maçãs devem ser guardadas à temperatura ambiente ou no frigorífico, consoante a duração pretendida. Também é aconselhável mantê-las afastadas de outras frutas, porque libertam etileno, um gás que acelera o amadurecimento.

Pêssegos e nectarinas são delicados

Pêssegos e nectarinas têm casca fina e macia, o que os torna mais sensíveis à humidade. Quando são lavados antes de serem guardados, a água pode penetrar na casca e acelerar o aparecimento de bolor.

Estes frutos devem ser manuseados com cuidado, especialmente se já estiverem maduros. Pequenas marcas ou zonas pisadas podem tornar-se pontos de deterioração mais rápida.

A melhor opção é mantê-los secos até ao consumo. Quando chegar a altura de os comer, devem ser lavados em água corrente fria e consumidos pouco depois.

Uvas têm uma proteção natural

As uvas muitas vezes apresentam uma camada esbranquiçada na casca, que algumas pessoas confundem com pó ou sujidade. Na verdade, trata-se de pruína, uma proteção natural do fruto.

Essa camada ajuda a proteger as uvas contra insetos e deterioração. Lavar as uvas antes de as guardar pode remover essa proteção e aumentar a humidade no cacho.

Por isso, deve resistir à tentação de lavar as uvas logo após a compra. O melhor é conservá-las secas e lavá-las apenas na quantidade que vai consumir.

Cerejas devem manter o caule

As cerejas também não devem ser lavadas antes de serem guardadas. A humidade na casca pode acelerar a deterioração e favorecer o bolor.

Outro cuidado importante é não retirar os caules antes do tempo. O caule ajuda a proteger o fruto e a manter a frescura durante mais tempo.

Tal como acontece com os frutos vermelhos, as cerejas devem ser lavadas apenas antes de serem comidas. Depois de molhadas, o ideal é consumi-las rapidamente.

Como lavar a fruta corretamente

A fruta com casca comestível deve ser lavada antes do consumo, mas não precisa de sabão, detergente, vinagre ou outros produtos químicos. A recomendação é usar apenas água corrente fria.

Durante a lavagem, deve remover sujidade ou resíduos visíveis com cuidado, sem danificar a casca. Depois, pode secar a fruta com papel de cozinha limpo ou um pano adequado.

Os especialistas lembram que as bactérias podem contaminar produtos cultivados de diferentes formas, pelo que lavar antes de consumir continua a ser importante. A diferença está no momento certo: não ao chegar a casa, mas sim antes de comer.

Regra simples para conservar melhor

A regra prática é guardar a fruta seca e lavar apenas no momento do consumo. Esta dica é especialmente importante para frutos vermelhos, uvas, cerejas, pêssegos, nectarinas e maçãs.

Ao evitar humidade desnecessária, é possível prolongar a frescura, reduzir desperdício e poupar dinheiro. Muitas vezes, o hábito que parece mais higiénico acaba por fazer a fruta estragar-se mais depressa.

Por isso, antes de lavar tudo ao chegar das compras, vale a pena separar o que deve ficar seco. A fruta continua a precisar de ser lavada, mas só na altura certa.

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Adeus vespas: o truque natural para as afastar sem inseticidas e com algo que tem em casa

7 June 2026 at 15:30

Com os dias quentes e as refeições ao ar livre, as vespas voltam a aparecer em jardins, varandas, esplanadas e piqueniques. Para quem quer evitar inseticidas, há um truque simples que tem ganho popularidade: queimar café moído para criar fumo e afastar estes insetos.

O método é natural, barato e fácil de aplicar. De acordo com o jornal espanhol AS, basta usar café moído seco, um recipiente resistente ao calor e um isqueiro ou fósforo. Ao arder lentamente, o café liberta um fumo com odor intenso que pode tornar o local menos atrativo para vespas, mosquitos e outros insetos.

Este truque não mata as vespas. A ideia é apenas mantê-las afastadas durante algum tempo, permitindo comer ou estar ao ar livre com menos incómodo.

Como fazer o truque do café

Para experimentar, coloque café moído seco num pequeno recipiente resistente ao calor, como um prato de cerâmica, uma taça metálica ou uma tampa de alumínio. O café deve estar seco para conseguir libertar fumo.

Depois, aproxime uma chama direta durante alguns segundos. O café não deverá arder com chama viva, mas sim começar a fumegar lentamente, de forma semelhante a um incenso.

O recipiente pode ser colocado perto da mesa, da varanda, de uma janela ou de uma porta. Se estiver a comer no exterior, deve ficar num local seguro, afastado de crianças, animais, tecidos, toalhas ou materiais inflamáveis.

Porque pode afastar vespas

O fumo do café contém compostos voláteis e tem um cheiro forte, desagradável para alguns insetos. É por isso que muitas pessoas usam este método como repelente natural em espaços exteriores.

As vespas tendem a evitar zonas com fumo e odores intensos. O mesmo pode acontecer com mosquitos e tábanos, embora a eficácia varie conforme o local, o vento, a quantidade de insetos e o alimento exposto.

Em dias de vento, o truque pode funcionar pior, porque o fumo dispersa rapidamente. Em espaços muito abertos, pode ser necessário colocar o recipiente num ponto estratégico, sem comprometer a segurança.

Cuidado com alimentos doces

As vespas são atraídas por alimentos doces, fruta madura, bebidas açucaradas, compotas e restos de comida. Por isso, além do café queimado, é importante manter a mesa limpa e tapar alimentos sempre que possível.

Bebidas em latas ou copos devem ser verificadas antes de beber, porque as vespas podem entrar sem serem vistas. Este cuidado é especialmente importante com crianças.

Também deve evitar deixar fruta cortada, doces ou restos de carne expostos durante muito tempo. Quanto menos alimento disponível houver, menor será a probabilidade de atrair insetos para a mesa.

Outros truques naturais

Há outros métodos caseiros usados para tentar afastar vespas. Algumas pessoas recorrem a cravinho, hortelã, lavanda, alho, cebola assada ou óleos essenciais com odores intensos.

Outra opção é colocar algo doce, como pedaços de melão ou um pouco de compota, longe da zona onde está a comer. A ideia é atrair as vespas para outro ponto, afastado da mesa principal.

Ainda assim, estes truques nem sempre resultam da mesma forma. O comportamento das vespas depende da espécie, da época do ano, da presença de alimento e da existência de ninhos nas proximidades.

Não tente destruir ninhos

Se houver muitas vespas numa varanda, jardim ou telhado, pode existir um ninho por perto. Nesse caso, não deve tentar destruí-lo sem apoio adequado.

A remoção de ninhos pode ser perigosa, sobretudo para pessoas alérgicas ou em locais de difícil acesso. O mais seguro é contactar serviços especializados ou as autoridades locais, consoante a situação.

As picadas de vespa podem causar dor, inchaço e, em pessoas alérgicas, reações graves. Em caso de dificuldade respiratória, tonturas, inchaço no rosto ou sensação de desmaio, deve procurar ajuda médica urgente.

Truque simples para o verão

O café queimado pode ser uma ajuda prática para refeições ao ar livre, piqueniques, churrascos ou fins de tarde na varanda. Não substitui cuidados básicos de higiene e segurança, mas pode reduzir a presença de insetos.

O truque é simples: café seco, recipiente seguro e atenção ao fogo. Se for usado com cuidado, pode tornar o ambiente mais confortável sem recorrer a inseticidas.

Com o verão à porta, esta é uma solução fácil para experimentar em casa. As vespas podem não desaparecer por completo, mas o cheiro do café queimado pode ajudar a mantê-las a uma distância mais confortável.

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Esta praia escondida entre falésias no Algarve já foi considerada uma das melhores da Europa

7 June 2026 at 15:00

Há praias no Algarve que se impõem pelo nome e pela fama. Outras mantêm-se mais discretas, escondidas entre falésias, acessíveis por escadarias e conhecidas sobretudo por quem fica alojado nas imediações ou procura recantos menos movimentados.

É nesse segundo grupo que entra a Praia da Cova Redonda, no concelho de Lagoa, uma pequena baía protegida por arribas altas e associada a um ambiente mais tranquilo do que o de muitos areais vizinhos. Segundo o Algarve Portugal Tourism, esta praia já foi considerada uma das melhores da Europa, distinção que ajuda a explicar a curiosidade que continua a despertar.

Uma praia abrigada entre arribas

A Praia da Cova Redonda fica na zona de Porches e é também conhecida como Praia das Gaivotas ou Praia do Vilalara, numa referência ao resort situado no topo das falésias. Apesar da proximidade a unidades hoteleiras, mantém um ambiente relativamente reservado. É frequentada por hóspedes dos hotéis próximos, mas também por visitantes que procuram uma alternativa aos areais mais cheios da região.

O areal tem dimensão média quando comparado com outras praias do concelho de Lagoa. Durante a época balnear, parte da praia pode estar concessionada, com colmos e espreguiçadeiras disponíveis para aluguer. Há também vigilância por nadadores-salvadores no período oficial.

Mar geralmente calmo e protegido do vento

As falésias altas ajudam a proteger a praia do vento, criando um ambiente mais resguardado. O mar costuma apresentar-se calmo, o que torna o local apelativo para quem procura banhos tranquilos. No lado nascente, junto a uma formação rochosa de grande dimensão, a água tende a ser menos profunda. Esta característica pode tornar a zona mais confortável para crianças, embora a praia seja frequentemente procurada por casais.

Ainda assim, como acontece em várias praias de arribas no Algarve, é necessário respeitar a distância de segurança face às falésias. O risco de queda de blocos existe e deve ser levado a sério, mesmo em dias de bom tempo.

Um areal discreto, mas com alguns cuidados

A areia da Praia da Cova Redonda pode não ser tão fina como a de outros areais algarvios, apresentando pequenas pedras e conchas. Para muitos visitantes, é apenas uma característica natural do local. Para outros, pode justificar algum cuidado ao caminhar ou o uso de calçado adequado. A praia é sobretudo procurada para descansar, tomar banho e observar a paisagem. Ao largo, é comum ver embarcações turísticas a passar, e há também quem aproveite as condições do mar para praticar stand up paddle.

Não existe um restaurante ou bar de apoio fixo no areal. Por isso, quem pretende passar várias horas na praia deve levar água e alguma comida. Em alguns anos pode surgir um pequeno quiosque junto à entrada, mas essa presença não é garantida.

O acesso faz-se por escadaria

O acesso à praia é feito através de uma escadaria situada na Rua da Cova Redonda, subindo a partir da zona do Hotel Pestana Viking. A descida tem mais de uma centena de degraus, mas não é particularmente íngreme. Ainda assim, a subida pode exigir algum esforço, sobretudo em dias de calor ou depois de várias horas no areal.

Por essa razão, a praia não é indicada para pessoas com mobilidade reduzida. Também deve ser tida alguma cautela por quem transporte chapéus de sol, geleiras ou outro equipamento mais pesado.

Como chegar à Praia da Cova Redonda

De carro, a Praia da Cova Redonda fica a cerca de dez minutos de Armação de Pêra, 20 minutos do Carvoeiro e 25 minutos de Albufeira. O estacionamento é feito na estrada, podendo tornar-se mais difícil nos períodos de maior procura, sobretudo durante a época alta.

Para quem usa transportes públicos, existem ligações da Vamus com paragem próxima, na zona da Praia Senhora da Rocha. Segundo o Algarve Portugal Tourism, as carreiras 13 e 51 fazem ligações a partir de localidades como Albufeira, Portimão e Lagos. Ainda assim, a frequência pode ser limitada, sobretudo aos fins de semana. Por isso, convém confirmar horários antes da deslocação, para evitar dificuldades no regresso.

Praias próximas completam o passeio

A Praia da Cova Redonda fica perto de alguns dos recantos mais conhecidos da zona de Porches. A Praia da Senhora da Rocha, com a ermida no topo do promontório, fica a cerca de dez minutos a pé e é uma das imagens mais fotografadas desta faixa costeira.

Ao lado, através de um túnel escavado na falésia, encontra-se a Praia Nova, de maior dimensão. Para leste, ficam ainda as praias dos Tremoços e dos Beijinhos, mais pequenas e com ambiente também reservado. Esta proximidade permite combinar a ida à Cova Redonda com um passeio por diferentes praias da costa de Lagoa, desde que sejam respeitados os acessos permitidos e as regras de segurança junto às arribas.

Um recanto para quem procura tranquilidade

A Praia da Cova Redonda não é a opção mais óbvia para quem procura grandes apoios, acessos fáceis ou restaurantes no areal. Também não é a praia mais indicada para quem tem mobilidade reduzida, devido à escadaria de acesso.

Mas para quem valoriza paisagem, mar calmo e alguma tranquilidade, continua a ser uma das baías mais interessantes desta zona do Algarve. Entre falésias, águas abrigadas e um ambiente mais discreto, este recanto de Lagoa mostra que ainda há praias algarvias capazes de surpreender sem precisarem de grandes multidões.

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Afinal estas cinco praias portuguesas têm dono? Esta empresa diz ser proprietária dos areais e avança com ação judicial

7 June 2026 at 14:30

A propriedade de terrenos costeiros continua a gerar disputas em várias zonas do país. Em Setúbal, uma ação judicial veio reabrir a discussão sobre a titularidade de cinco praias situadas na zona da Herdade da Comenda, colocando uma empresa privada em confronto com entidades do Estado. Em causa está a definição dos limites entre domínio privado e domínio público marítimo.

De acordo com o jornal Público, a Palácio da Comenda, S.A. avançou com uma ação judicial para reclamar a propriedade das praias da Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel, bem como de outras áreas localizadas junto à ribeira da Ajuda e ao estuário do Sado. A empresa sustenta que estes terrenos integram o domínio particular e não o domínio público marítimo.

O processo decorre no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal desde julho do ano passado e procura obter o reconhecimento formal da propriedade dessas áreas.

Ministério Público e APA rejeitam argumentos

A pretensão da empresa é contestada pelo Ministério Público, que considera não terem sido apresentados elementos suficientes para demonstrar, de forma inequívoca, a propriedade e posse dos terrenos reclamados. Segundo a mesma fonte, o entendimento do MP é que as praias em causa continuam a integrar o domínio público marítimo.

Também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeita a posição da autora da ação. A entidade defende que o cadastro existente não inclui aquelas praias no prédio correspondente à Herdade da Comenda e aponta ainda falta de clareza na delimitação concreta da área reclamada.

Decisão caberá aos tribunais

O Público refere que a APA questiona igualmente a ausência de cartografia suficientemente detalhada para identificar de forma inequívoca os limites do terreno objeto da ação judicial. Essa questão poderá assumir relevância na apreciação do processo.

A decisão final caberá agora aos tribunais, que terão de determinar se existem fundamentos legais para reconhecer a natureza privada dos terrenos ou se as praias permanecem integradas no domínio público marítimo, como defendem as entidades do Estado.

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Ouvidos “entupidos” no avião? Há um truque simples que quase ninguém usa corretamente

7 June 2026 at 10:30

A pressão nos ouvidos durante um voo é um problema frequente, sobretudo na descolagem e na aterragem, e pode traduzir-se numa sensação de bloqueio, audição abafada ou até dor. O fenómeno tem um nome clínico, barotrauma do ouvido, e surge quando o organismo não consegue ajustar rapidamente a diferença de pressão entre o ouvido médio e o ambiente da cabine.

De acordo com a Women’s Health, revista de lifestyle, existe uma técnica simples que pode ajudar a aliviar este desconforto de forma imediata. Trata-se da chamada manobra de Valsalva, frequentemente utilizada em contexto clínico para equilibrar a pressão no ouvido.

Um gesto simples que pode fazer a diferença

A chamada manobra de Valsalva assenta num princípio básico: forçar suavemente a igualdade de pressão entre o interior do ouvido e o exterior. Na prática, consiste em fechar a boca, tapar o nariz com os dedos e tentar expelir o ar de forma ligeira, sem o deixar sair.

Este pequeno gesto ajuda a abrir a trompa de Eustáquio, o canal que liga o ouvido médio à parte posterior da garganta e que é responsável por regular a pressão interna. Quando este canal não reage com rapidez suficiente às alterações de altitude, surge a sensação de ouvido “entupido”.

Segundo a mesma fonte, o alívio é, muitas vezes, imediato ou surge após algumas repetições. Ainda assim, os especialistas alertam para um ponto essencial: a força aplicada deve ser sempre moderada. Um esforço excessivo pode causar lesões, incluindo danos no tímpano.

Porque acontece esta sensação durante o voo

As alterações rápidas de pressão são mais intensas nas fases de subida e descida do avião. Nesses momentos, a pressão externa varia mais depressa do que a capacidade de adaptação do ouvido humano.

Numa situação normal, a trompa de Eustáquio abre-se de forma automática para compensar essa diferença. No entanto, se estiver parcialmente bloqueada, por exemplo devido a alergias ou congestão, essa regulação torna-se mais difícil. O resultado é uma pressão desigual nos dois lados do tímpano, que pode provocar desconforto ou dor.

Esse desequilíbrio explica também fenómenos como o “estalar” dos ouvidos, que não é mais do que o momento em que a pressão se equaliza subitamente.

Outras estratégias que ajudam a aliviar

Quando a manobra de Valsalva não é suficiente, existem outras abordagens simples que podem ajudar a reduzir o incómodo durante o voo. Muitas passam por estimular o movimento da mandíbula e da garganta, favorecendo a abertura da trompa de Eustáquio.

Entre as mais comuns estão gestos como mastigar pastilha elástica, bocejar ou engolir frequentemente. Estes movimentos ativam os músculos responsáveis por permitir a passagem de ar, facilitando o equilíbrio da pressão no ouvido médio.

Há ainda quem recorra a sprays nasais, especialmente em casos de congestão, para desobstruir as vias respiratórias e melhorar a ventilação do ouvido. Em situações mais persistentes, poderá ser necessária avaliação médica, sobretudo se a dor for intensa ou prolongada.

Atenção aos sinais de alerta

Na maioria dos casos, a pressão nos ouvidos durante o voo é temporária e resolve-se rapidamente após a aterragem. Ainda assim, há sintomas que não devem ser ignorados.

Se a dor persistir, se houver sensação de perda auditiva ou sinais como tonturas e secreção no ouvido, é aconselhável procurar um especialista. Estes indícios podem apontar para uma complicação rara, mas possível, como uma lesão no tímpano.

Segundo a Women’s Health, a prevenção continua a ser a melhor abordagem. Aplicar técnicas simples no momento certo, sobretudo durante a descida, pode ser suficiente para evitar que um incómodo comum se transforme numa experiência dolorosa.

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New York Times criticado por fazer perfil da “actriz” IA Tilly Norwood

By: ZAP
7 June 2026 at 06:40
Os críticos sustentam que o jornal nova-iorquino está a dar palco a este “delírio cruel e humilhante da oligarquia anti-arte”. Mas como é que se faz sequer o perfil de um modelo de IA? O The New York Times está a ser duramente criticado por leitores depois de a sua revista ter publicado um perfil da “actriz” de inteligência artificial Tilly Norwood. “Faço perfis de celebridades para viver. Nada me preparou para Tilly Norwood”, lê-se no título do artigo, assinado por Taffy Brodesser-Akner. O subtítulo reforça esta lógica de antropomorfização: “A actriz de IA fala sobre o seu ofício, o

Porque a Apple está a pensar incluir câmaras nos seus próximos AirPods?

6 June 2026 at 22:45
A Apple está a testar uma nova geração de AirPods equipados com câmaras, concebidos para permitir que a Siri compreenda melhor o ambiente que rodeia o utilizador. Estes auriculares encontram-se já numa fase avançada de testes com funcionários da empresa, integrando a estratégia da Apple para reforçar a sua aposta na inteligência artificial. De acordo com a Wired, embora o hardware esteja praticamente concluído, a componente de inteligência visual da Siri continua a não corresponder às expectativas. Além disso, alguns executivos da Apple manifestam preocupações relativamente à privacidade, questionando se a introdução de câmaras nos auriculares se justifica perante a

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