Guarda Nacional Republicana de Lagos detém homem em flagrante delito por violência doméstica.
A GNR de Lagos deteve, na madrugada de sábado, dia 6, um homem por violência doméstica, na localidade de Espiche, concelho de Lagos, na sequência de uma intervenção policial motivada por uma denúncia de agressões físicas e verbais no seio familiar.
Pelas 03h30, os militares da Guarda foram acionados para uma residência onde estaria a ocorrer uma situação de violência doméstica.
A rápida chegada ao local permitiu aos militares surpreender o suspeito a agredir a esposa, colocando termo às agressões de imediato. Contudo, perante a presença da GNR, o indivíduo adotou uma postura extremamente agressiva, exaltada e violenta, recusando acatar as ordens legítimas que lhe foram dirigidas. Empunhando uma faca, assumiu uma atitude ameaçadora para com os militares intervenientes, proferindo diversas ameaças e demonstrando um comportamento hostil e imprevisível, suscetível de colocar em risco a integridade física dos presentes.
Perante a gravidade da situação e o comportamento agressivo, violento e persistente do suspeito, foi necessário recorrer aos meios legalmente previstos para proceder à sua imobilização, sem necessidade de recurso a arma de fogo. Mesmo durante a intervenção, o indivíduo continuou a resistir ativamente à ação policial, dirigindo ameaças de morte aos militares da Guarda e tentando opor-se à sua detenção.
Após a efetivação da detenção, o homem foi conduzido às instalações da GNR, onde permaneceu em cela até ser presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial.
Segundo o Litoral Algarve apurou, além do crime de violência doméstica, o detido encontra-se ainda indiciado pela prática dos crimes de posse de arma proibida, ameaça agravada e resistência e coação sobre funcionário.
Presente a tribunal, foram-lhe aplicadas medidas de coação, além de manter o Termo de Identidade e Residência, acrescidas, nomeadamente, da proibição de contactos e do afastamento da esposa e da filha menor, ficando impedido de se aproximar das mesmas.
O processo continua sob investigação e direção do Ministério Público, através do DIAP de Lagos.