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México de má memória para Portugal: a polémica de Saltillo que transformou o Mundial de 1986 num pesadelo

9 June 2026 at 20:00

Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.

A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.

Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.

No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.

O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.

Prémios geraram conflito

Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.

A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.

Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.

O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.

A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.

Vitória inicial não chegou

Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.

Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.

Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.

A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.

Uma imagem difícil para a seleção

O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.

Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.

O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.

O que estava em causa

Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.

Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.

O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.

Um caso que ficou na memória

Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.

A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.

Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

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Seguro defende que “boas relações” com EUA e autonomia da Europa são complementares

By: Lusa
9 June 2026 at 19:30
O Presidente da República defendeu esta terça-feira que se deve manter “boas relações” com os EUA, e aprofundá-las, mas ao mesmo tempo assegurar a “autonomia estratégica” da Europa em matéria de segurança e defesa. “Acho que as duas dimensões são perfeitamente complementares”, declarou António José Seguro aos jornalistas, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, onde chegou, para as comemorações do Dia de Portugal, e se reuniu com a representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa. Questionado pelos jornalistas sobre qual o momento adequado para uma eventual revisão do acordo de cooperação e defesa entre

Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

9 June 2026 at 19:20

O Ministério Público acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o Ministério Público, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o Ministério Público ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O Ministério Público refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O Ministério Público entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o Ministério Público defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo Ministério Público, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

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Afinal, que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos da garrafa? E o preço indicado na prateleira pode não ser o valor pago?

9 June 2026 at 19:00

Comprar uma garrafa marcada a determinado preço e pagar mais 10 cêntimos na caixa pode surpreender muitos consumidores. A diferença está ligada ao sistema Volta, o novo mecanismo de depósito e reembolso aplicado a certas embalagens de bebidas em Portugal.

A cobrança pode ser legal, mas não se aplica a todas as embalagens nem dispensa informação clara no ponto de venda. A questão essencial é saber se a garrafa ou lata está abrangida pelo sistema e se o consumidor foi informado, antes do pagamento, de que ao preço do produto acresce um depósito reembolsável.

O que é o depósito Volta

O sistema Volta aplica um depósito de 10 cêntimos a embalagens de bebidas não reutilizáveis abrangidas pelo novo Sistema de Depósito e Reembolso. Segundo a Direção-Geral da Economia, o sistema entrou em funcionamento a 10 de abril de 2026 e abrange embalagens primárias não reutilizáveis de bebidas em plástico, metais ferrosos e alumínio com volume inferior a três litros, desde que estejam identificadas com o símbolo Volta.

Na prática, o consumidor paga mais 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem vazia num ponto de recolha autorizado. A Volta esclarece que o valor do depósito é de 0,10 euros e não está sujeito a IVA. O valor foi fixado pelo Despacho n.º 432/2026, de 15 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê que o depósito seja transmitido ao longo da cadeia de distribuição até ao consumidor final.

Que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos

A cobrança dos 10 cêntimos não depende apenas do tipo de loja. Um supermercado, mini-mercado, café, restaurante, bar ou máquina automática deve cobrar o depósito se vender uma embalagem abrangida pelo sistema, salvo exceções específicas previstas para a restauração.

O ponto decisivo é a embalagem. Se a garrafa ou lata tiver o símbolo Volta e estiver dentro das categorias abrangidas, o depósito é cobrado no ato da compra. Isto significa que uma garrafa de água de 1,5 litros vendida num mini-mercado pode ter mais 10 cêntimos associados, desde que esteja integrada no sistema. O mesmo pode acontecer com refrigerantes, águas, sumos, cervejas, sidras ou outras bebidas em embalagens abrangidas.

E nos cafés e restaurantes?

Há uma regra prática importante para estabelecimentos de restauração. A Volta explica que, em locais onde o pagamento é feito no final da refeição, o depósito não é cobrado quando a embalagem fica no estabelecimento, porque é esse estabelecimento que fica responsável pela devolução. Se o pagamento for feito antes do consumo, ou se o cliente levar a embalagem consigo, o depósito é cobrado e a responsabilidade pela devolução passa para o consumidor.

O Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê ainda que, nos casos de pagamento após consumo, o depósito não deve ser cobrado, exceto se o rótulo ou a embalagem estiverem danificados de forma a impedir a identificação, ou se a embalagem ficar na posse do consumidor.

Também aqui há uma diferença entre vender e receber embalagens. Pontos Volta e Quiosques Volta podem aceitar embalagens abrangidas mesmo que tenham sido compradas noutro local. Já estabelecimentos de restauração só são obrigados a aceitar embalagens que tenham vendido, podendo pedir comprovativo de compra quando aplicável.

Todas as garrafas pagam depósito?

Não. Só as embalagens abrangidas e identificadas com o símbolo Volta devem ter depósito. Durante o período de transição, até 9 de agosto de 2026, podem coexistir no mercado embalagens iguais ou semelhantes, umas já com símbolo Volta e outras ainda sem esse símbolo. Se a embalagem não estiver identificada, não deve ser cobrado o depósito e a embalagem também não será aceite para reembolso no sistema.

Ficam fora, por exemplo, embalagens de vidro, embalagens ECAL, como Tetra Pak, embalagens sem símbolo Volta e bebidas com mais de 25% de ingredientes de origem láctea. Por isso, perante uma cobrança inesperada, o primeiro passo é verificar a própria garrafa ou lata. O símbolo Volta é o elemento que indica que aquela embalagem está integrada no sistema.

O preço na prateleira pode não ser o final?

Aqui a resposta exige cuidado. O depósito pode aparecer como valor separado do preço do produto, mas o consumidor tem de conseguir perceber, antes de pagar, quanto vai desembolsar.

As regras gerais de afixação de preços indicadas pela ASAE determinam que todos os bens destinados à venda a retalho devem exibir o preço de venda ao consumidor. Esse preço deve corresponder ao valor total, incluindo impostos, taxas e outros encargos repercutidos no consumidor, de modo que este conheça o montante exato a pagar.

No caso do sistema Volta, há ainda uma regra própria: o valor de depósito deve ser discriminado nas faturas e identificado nos suportes usados para indicação do preço do produto.

O que isto significa na prática

Se uma garrafa aparece marcada a 1 euro e, na caixa, o consumidor paga 1,10 euros, há duas questões a distinguir. A primeira é que o preço do produto pode ser 1 euro e os 10 cêntimos corresponderem ao depósito Volta, reembolsável depois da devolução da embalagem. Essa cobrança pode ser legal se a embalagem estiver abrangida pelo sistema.

A segunda questão é a forma como a informação foi apresentada. Se nada na prateleira, no expositor ou junto ao produto indicava que acrescia o depósito de 10 cêntimos, pode haver um problema de transparência na comunicação do preço.

O consumidor não deve descobrir apenas na caixa que o valor a pagar é superior ao indicado. O estabelecimento deve deixar claro que existe um depósito adicional ou apresentar a informação de forma inequívoca.

O depósito deve aparecer no talão?

Sim. O depósito deve ser discriminado na fatura ou no talão, separado do preço do produto. Assim, o consumidor percebe que não pagou mais pela água, sumo ou refrigerante, mas sim uma caução associada à embalagem. Essa distinção também é importante porque o depósito é reembolsável. Se a embalagem for devolvida em condições, o consumidor recupera os 10 cêntimos.

Para receber esse valor, a embalagem deve estar vazia, intacta, completa, com tampa no caso das garrafas, com o código de barras legível e com o símbolo Volta. Se não cumprir estes critérios, o ponto de recolha pode recusá-la.

Como recuperar os 10 cêntimos

O reembolso pode ser obtido nos Pontos Volta, Quiosques Volta ou noutros locais aderentes. A Volta indica que as embalagens abrangidas podem ser devolvidas nos Pontos Volta e Quiosques Volta mesmo que tenham sido compradas noutro estabelecimento.

Nos supermercados e hipermercados, o consumidor pode receber o valor através de voucher convertível em dinheiro, vale de compras, desconto, cartão de fidelização, doação ou outros meios disponíveis, consoante o ponto de recolha. A Volta refere que, nestes locais, o consumidor pode pedir o valor em dinheiro e não é obrigado a gastá-lo no próprio estabelecimento.

Há, contudo, uma diferença importante entre cobrar o depósito e aceitar devoluções. Estabelecimentos de retalho com área igual ou superior a 400 metros quadrados estão obrigados a receber todas as embalagens abrangidas pelo SDR. Os estabelecimentos com área superior a 50 metros quadrados e inferior a 400 metros quadrados devem receber, em regra, as embalagens que vendem. Já os estabelecimentos com área igual ou inferior a 50 metros quadrados estão isentos dessa obrigação, embora possam aderir ao sistema como ponto de recolha.

O essencial é guardar a embalagem em condições. Uma garrafa amachucada, sem tampa, sem código legível ou sem símbolo Volta pode não permitir recuperar o depósito.

O que fazer se lhe cobraram sem aviso

Se o consumidor foi surpreendido por mais 10 cêntimos na caixa, deve pedir esclarecimento imediato e confirmar se a embalagem tem símbolo Volta. Se tiver símbolo, o depósito pode ser devido, mas o estabelecimento deve explicar a cobrança e indicá-la de forma clara. Se não tiver símbolo Volta, a cobrança do depósito não deverá acontecer.

Quando o preço afixado não corresponde ao valor cobrado, ou quando a informação sobre o depósito não é clara, o consumidor pode pedir correção, guardar o talão e apresentar reclamação. A fiscalização das regras de afixação de preços cabe à ASAE.

A resposta curta

Sim, um mini-mercado pode cobrar os 10 cêntimos do sistema Volta se vender uma embalagem abrangida e identificada com o símbolo Volta. Aliás, nesses casos, a regra é cobrar o depósito.

Mas o consumidor tem de ser informado de forma clara. O preço na prateleira não deve induzir em erro. Se ao valor indicado acresce um depósito reembolsável, essa informação deve estar visível antes do pagamento e o valor deve surgir discriminado no talão. Em termos simples: os 10 cêntimos podem ser legais, mas a surpresa na caixa é que não deve ser a regra.

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Discussão no trânsito acaba em tiroteio e deixa dois homens em estado grave

9 June 2026 at 18:40

Dois homens ficaram gravemente feridos na noite de segunda-feira, na sequência de um tiroteio ocorrido na localidade da Madorna, no concelho de Cascais. O caso terá começado com uma discussão no trânsito e acabou com disparos de armas de fogo entre os dois envolvidos.

O alerta foi dado pelas 19h23, segundo informação avançada pela Associação Humanitária de Bombeiros de Parede ao Notícias ao Minuto. A corporação recebeu duas chamadas praticamente em simultâneo: uma dava conta de um acidente entre dois veículos ligeiros e outra reportava um tiroteio na via pública.

Quando chegaram ao local, os bombeiros confirmaram que ambas as ocorrências estavam relacionadas. No mesmo ponto, encontraram duas viaturas envolvidas numa colisão e sinais de que tinha havido disparos.

Dois feridos graves no local

Um dos homens encontrava-se na via pública e apresentava um ferimento de bala numa perna. Segundo os bombeiros, a bala terá ficado alojada, uma vez que havia porta de entrada, mas não de saída.

A vítima apresentava ainda hematomas e uma hemorragia ativa provocada pelo disparo. Perante a gravidade dos ferimentos, foi assistida no local antes de ser transportada para o hospital.

O segundo homem envolvido no incidente terá procurado refúgio numa habitação situada nas imediações. Quando foi localizado, apresentava várias balas alojadas no corpo e diversas hemorragias ativas.

Os dois homens, de 23 e 27 anos, foram considerados feridos graves e transportados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Discussão terá começado no trânsito

De acordo com a informação recolhida no local pelos bombeiros, terá havido uma discussão entre os dois homens, que seguiam em veículos distintos. O desentendimento terá ocorrido no trânsito e acabou por escalar para o uso de armas de fogo.

A corporação indicou que ambos os envolvidos terão puxado de armas e disparado um contra o outro. A sequência exata dos acontecimentos está agora a ser investigada pelas autoridades.

Além da colisão entre os veículos, o tiroteio obrigou a uma forte mobilização de meios de emergência e segurança para a zona da Madorna, em Cascais.

Vários meios no local

No local estiveram os Bombeiros de Parede, uma viatura do Hospital de Cascais, a Polícia Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Judiciária.

As equipas de emergência prestaram assistência às vítimas e garantiram o transporte para unidade hospitalar. Já as forças policiais asseguraram a zona e iniciaram as diligências necessárias para apurar o que aconteceu.

Dada a natureza do caso, a investigação passou para a Polícia Judiciária, que deverá esclarecer as circunstâncias do tiroteio, a origem das armas usadas e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O caso causou alarme na localidade, não só pela violência dos disparos, mas também por ter ocorrido na via pública e, alegadamente, na sequência de uma discussão no trânsito.

Caso segue em investigação

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o estado clínico dos dois feridos, além da indicação de que ambos foram considerados graves no momento do socorro.

Também não foram avançadas informações sobre eventuais detenções ou sobre a origem das armas de fogo utilizadas no incidente.

A investigação da Polícia Judiciária deverá agora procurar reconstituir os momentos que antecederam os disparos e perceber de que forma uma colisão e uma discussão no trânsito terminaram num tiroteio.

O episódio volta a colocar em destaque os riscos de escalada em conflitos rodoviários, sobretudo quando há envolvimento de armas. As autoridades deverão continuar a recolher testemunhos e elementos no local para esclarecer o caso.

Leia também: É legal cobrar para encher os pneus? Saiba o que diz a lei

Canoagem | Jovens Castores do Arade conquistam pódios no Campeonato Nacional de Esperanças

9 June 2026 at 18:27

O Kayak Clube Castores do Arade marcou presença no dia 7 de junho, em Esposende, no Campeonato Nacional de Esperanças, com uma das equipas mais jovens do clube, voltando a demonstrar a qualidade do trabalho desenvolvido na formação de jovens atletas. Numa competição que reuniu centenas de jovens canoístas de todo o país, os atletas […]

Aeroporto de Lisboa é o sexto pior do mundo. Faro é o melhor português

By: ZAP
9 June 2026 at 18:20
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, surge entre os piores do mundo no AirHelp Score 2026, ocupando a 274.ª posição entre 279 aeroportos analisados, com uma pontuação global de 6,59, ficando apenas à frente dos aeroportos de Islamabade, Hurghada, Ho Chi Minh, Lahore e Tunes-Cartago. Há boas notícias e más notícias para o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. As más: é o sexto pior do mundo. As boas: em 2019, no ranking da Airhelp, era o pior do mundo. A edição deste ano do ranking da AirHelp avaliou 279 aeroportos de 76 países, o número mais elevado de sempre, com

Restaurante pode cobrar mais a turistas do que a portugueses? A lei não deixa grande margem

9 June 2026 at 18:20

Pagar menos num café ou restaurante por ser português pode parecer, à primeira vista, uma vantagem para o cliente nacional. Mas a prática levanta problemas legais quando o preço varia apenas em função da nacionalidade, residência ou origem presumida do consumidor.

A dúvida voltou a surgir depois de um caso relatado por um leitor ao Polígrafo, que encontrou num quiosque no centro de Lisboa um preço afixado de 1,80 euros por um café expresso. No momento de pagar, foi informado de que, por ser português, pagaria apenas 90 cêntimos. A explicação dada foi simples: o preço indicado era para turistas.

Preços diferentes por nacionalidade não têm base legal

De acordo com o Polígrafo, a prática de cobrar preços diferentes com base na nacionalidade ou no local de residência do cliente não encontra sustentação legal em Portugal.

Os estabelecimentos de restauração e bebidas estão obrigados a afixar os preços de forma clara, visível e legível. Essa obrigação resulta do regime jurídico aplicável às atividades de comércio, serviços e restauração, nomeadamente do Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro.

O artigo 135.º desse diploma determina que os estabelecimentos de restauração ou bebidas devem ter listas de preços junto à entrada e no interior, em português, com a indicação de todos os pratos, produtos alimentares e bebidas fornecidos e respetivos preços.

Mas a afixação do preço não torna legítima qualquer diferenciação. Ou seja, um restaurante pode e deve informar os preços praticados, mas não pode usar essa tabela para discriminar clientes em função de serem portugueses, estrangeiros, residentes ou turistas.

A lei permite diferenças, mas não por esse motivo

Há situações em que um estabelecimento pode cobrar preços diferentes pelo mesmo produto ou serviço. A DECO, citada pelo Polígrafo, explica que a variação pode existir consoante o espaço onde o consumo ocorre. É o caso, por exemplo, de preços diferentes entre balcão, sala interior ou esplanada, desde que essa diferença esteja devidamente indicada ao consumidor antes do consumo.

Também podem existir menus especiais, promoções, descontos para grupos, campanhas temporárias ou condições associadas a cartões de fidelização. O ponto essencial é que a regra seja objetiva, transparente e aplicável sem discriminação ilegal. O que não é admissível é cobrar um valor a um cliente por ser turista e outro a um cliente por ser português, se ambos pedirem exatamente o mesmo produto, no mesmo local e nas mesmas condições.

A nacionalidade não pode definir o preço

A diferenciação com base na nacionalidade ou residência pode configurar uma prática discriminatória. O problema não está apenas no valor cobrado, mas no critério usado para distinguir clientes. Se um café custa 1,80 euros para quem é estrangeiro e 90 cêntimos para quem é português, a diferença não resulta do serviço prestado, do local escolhido ou de uma promoção acessível a todos. Resulta da origem, nacionalidade ou residência presumida do consumidor.

O Decreto-Lei n.º 92/2010, que transpôs a diretiva europeia dos serviços, estabelece que os destinatários dos serviços não podem ser discriminados em virtude da nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento. O mesmo diploma prevê que as condições gerais de prestação do serviço não podem ser discriminatórias por esses motivos, salvo quando exista uma justificação objetiva.

Segundo a DECO, situações deste tipo podem e devem ser denunciadas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, entidade responsável pela fiscalização económica em Portugal.

A legislação europeia também pesa

A questão não se limita ao direito português. O Regulamento (UE) 2018/302 visa prevenir o bloqueio geográfico injustificado e outras formas de discriminação baseadas na nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento dos clientes no mercado interno. Este regulamento foi criado sobretudo para combater bloqueios geográficos injustificados, mas reforça um princípio essencial: consumidores da União Europeia não devem ser tratados de forma diferente apenas por serem de outro país ou por residirem noutro Estado-membro.

Nos serviços prestados em espaços físicos, como cafés e restaurantes, a regra também pode ser relevante. Um consumidor estrangeiro não deve pagar mais apenas por não ser português. Além disso, quando esteja em causa discriminação em razão da nacionalidade, também pode estar em causa a Lei n.º 93/2017, que proíbe práticas discriminatórias no acesso a bens e serviços por motivos como nacionalidade, ascendência ou território de origem.

E se o preço estiver afixado?

A existência de uma tabela visível não resolve o problema se o critério for discriminatório. Um estabelecimento não pode simplesmente afixar “preço para turistas” e “preço para portugueses” e considerar que, por estar escrito, a prática fica legal. A afixação serve para garantir transparência, não para legitimar discriminação. O consumidor deve saber quanto paga, mas o preço deve respeitar as regras legais.

Isto significa que o estabelecimento pode diferenciar preços por local de consumo, modalidade de serviço ou campanha promocional. Mas não deve fazê-lo com base na nacionalidade ou residência do cliente.

Prática já foi detetada em zonas turísticas

A prática não é nova. Segundo o Polígrafo, o tema já tinha sido referido pelo Expresso em notícias sobre restaurantes em zonas turísticas, nomeadamente na Baixa de Lisboa, onde alguns estabelecimentos aplicavam estratégias para cobrar mais a turistas sem afastar a clientela local.

Estas situações tendem a surgir em zonas com grande pressão turística, onde os preços podem variar de forma significativa e onde muitos consumidores estrangeiros desconhecem os valores médios praticados. Ainda assim, o facto de uma prática ser comum não a torna legal. E o consumidor que se sinta prejudicado pode pedir esclarecimentos, exigir fatura e apresentar reclamação.

O que pode fazer o consumidor

Perante uma situação deste tipo, o consumidor deve confirmar o preço afixado, pedir explicação ao estabelecimento e solicitar fatura com o valor pago. Se perceber que o preço varia apenas por ser português, turista, estrangeiro ou residente, pode apresentar queixa no Livro de Reclamações ou denunciar o caso à ASAE.

Quando esteja em causa discriminação por nacionalidade, o caso também pode ser comunicado à Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial, que tem competência para receber denúncias relacionadas com práticas discriminatórias previstas na lei.

No essencial, restaurantes e cafés podem praticar preços diferentes em certas condições, mas essas diferenças têm de ser objetivas, claras e legalmente admissíveis. Cobrar mais a turistas e menos a portugueses, apenas por essa razão, não tem base legal e pode ser denunciado.

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Vai à praia? Estes comportamentos podem dar multa e alguns chegam aos 2.500 euros

9 June 2026 at 16:30

Ir à praia em Portugal parece, à partida, uma das atividades mais simples do verão. Estender a toalha, abrir o guarda-sol e aproveitar o mar continua a ser rotina para milhares de pessoas, mas há regras que podem transformar um dia de descanso numa despesa inesperada.

De acordo com o Ekonomista, os comportamentos proibidos nas praias portuguesas estão definidos no Edital de Praia, publicado pela Autoridade Marítima Nacional, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 159/2012, de 24 de julho. As coimas variam consoante a infração e podem chegar aos 2.500 euros.

O edital da praia deve ser consultado

A época balnear de 2026 tem datas diferentes consoante a praia. Segundo o Governo, Portugal conta este ano com 671 águas balneares identificadas, entre águas costeiras, de transição e interiores. A Portaria n.º 204-A/2026/1, de 30 de abril, fixa as épocas balneares e identifica as praias de banhos onde é assegurada assistência a banhistas.

Com mais afluência aos areais, aumentam também as situações em que os banhistas devem conhecer as regras antes de ocupar a praia. A Autoridade Marítima Nacional define um conjunto de proibições gerais no edital-modelo de praia, mas há também regras que podem variar de local para local, consoante a sinalização, as zonas interditas, as áreas concessionadas e as decisões das entidades competentes.

Por isso, ao chegar a qualquer praia, é recomendável consultar o edital afixado à entrada. É nesse documento que estão indicadas as regras específicas do local, as zonas interditas, as áreas concessionadas, os espaços reservados a atividades e as restrições aplicáveis.

Música alta pode sair cara

Uma das infrações mais comuns está relacionada com o ruído. Colunas portáteis, altifalantes Bluetooth ou música audível a vários metros de distância podem incomodar outros banhistas e resultar em coima. Segundo o edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional, é proibida a utilização de equipamentos sonoros e o desenvolvimento de atividades geradoras de ruído que, nos termos da lei, possam causar incomodidade.

O incumprimento das normas constantes do edital pode dar origem a coimas entre 55 e 550 euros. Em certos casos, se estiver em causa ruído de vizinhança ou outra situação abrangida pelo Regulamento Geral do Ruído, pode existir outro enquadramento legal. Na prática, ouvir música na praia não é automaticamente proibido. O problema surge quando o som se torna incomodativo, perturba terceiros ou viola a sinalização e as regras locais.

Bola e raquetes só nas zonas próprias

Jogar à bola ou às raquetes é uma imagem habitual do verão, mas não é permitido em qualquer ponto da praia. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional proíbe jogos de bola ou atividades semelhantes fora das áreas expressamente destinadas a esse fim. A regra pretende evitar acidentes, incómodo para outros banhistas e conflitos em areais mais cheios.

Se a praia tiver uma zona desportiva assinalada, a prática deve ficar limitada a esse espaço. Quando não existir área própria, o mais seguro é evitar jogos que envolvam bolas, raquetes ou movimentos que possam atingir outros banhistas. O incumprimento das normas do edital pode ser sancionado, pelo que a regra essencial é simples: bola, raquetes e jogos semelhantes só nas zonas autorizadas.

Dormir ou acampar no areal também é proibido

Passar a noite na praia pode parecer uma ideia apelativa, mas a regra é clara: é proibido acampar ou pernoitar no areal.

O edital-modelo de praia interdita a prática de campismo e qualquer forma de pernoita nas praias. Montar uma tenda, estender um saco-cama ou dormir no areal pode levar à intervenção das autoridades e a sanção nos termos das regras aplicáveis.

A alternativa legal passa pelos parques de campismo ou por espaços autorizados para esse efeito. Esta proibição está associada a razões de segurança, limpeza, proteção ambiental e gestão do espaço público.

Carros, motas e outros veículos no areal podem dar multa pesada

A infração mais cara é a circulação ou estacionamento de veículos motorizados em praias, dunas, arribas ou zonas interditas fora dos locais autorizados. Automóveis, motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos não podem circular livremente no areal ou em zonas sensíveis do litoral.

Segundo o Decreto-Lei n.º 159/2012 e o edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional, esta infração pode ser punida com coima entre 250 e 2.500 euros para pessoas singulares. É uma das regras mais relevantes, sobretudo em praias com acessos informais, zonas de dunas ou estacionamento desordenado junto ao litoral.

Além da coima, a circulação de veículos nestes locais pode causar danos ambientais, destruir vegetação dunar e colocar em risco outros utilizadores.

Cães nem sempre são permitidos

Levar o cão à praia também exige atenção. Os animais só podem circular ou permanecer nas zonas autorizadas, de acordo com o edital, a sinalização local e as regras aplicáveis à praia. Nas praias ou zonas autorizadas para animais, é obrigatório respeitar as regras definidas, incluindo controlo do animal, uso de trela quando exigido e recolha de dejetos.

A exceção aplica-se aos cães de assistência, como cães-guia, cães para surdos ou cães de serviço, desde que devidamente certificados. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional prevê expressamente essa exceção. Antes de levar o animal, o ideal é confirmar se a praia permite a entrada de cães e quais as condições aplicáveis. A sinalização local deve ser respeitada.

Desportos náuticos têm zonas próprias

Surf, kitesurf, windsurf e outras modalidades náuticas não podem ser praticadas em zonas reservadas a banhistas quando representem perigo para quem está na água. Nas praias onde estas atividades são permitidas, existem normalmente zonas delimitadas para entrada, saída e prática dos desportos.

A utilização fora dessas áreas pode originar coima entre 55 e 550 euros, quando esteja em causa o incumprimento das limitações legais para atividades náuticas ou das determinações das autoridades marítimas. A regra procura evitar colisões, acidentes e situações de risco em zonas de banho. Mesmo quando o mar parece calmo, pranchas, velas e equipamentos de maior dimensão podem tornar-se perigosos se usados junto a banhistas.

Lixo, vidro e beatas continuam a ser problema

Abandonar lixo na areia é proibido e pode originar sanções. A regra aplica-se a embalagens, restos de comida, pontas de cigarro, garrafas, copos de vidro e outros resíduos. O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional proíbe o depósito ou abandono de resíduos, objetos de vidro ou material contundente fora dos recipientes próprios. O vidro merece atenção especial, porque pode partir-se e causar ferimentos a banhistas, sobretudo crianças.

As beatas também não devem ficar na areia. A Lei n.º 88/2019 equipara pontas de cigarros, charutos ou outros cigarros a resíduos sólidos urbanos e proíbe o seu descarte em espaço público. Além da questão ambiental, a limpeza das praias está ligada a distinções como a Bandeira Azul, que exige critérios rigorosos de qualidade, segurança e gestão ambiental.

A regra é simples: tudo o que vai para a praia deve sair da praia. O lixo deve ser colocado nos recipientes adequados ou levado de volta quando não existirem contentores disponíveis.

Nudismo só em praias autorizadas

Portugal tem praias e zonas autorizadas para naturismo, onde a prática do nudismo é permitida nos termos da lei. Fora desses locais, o nudismo integral pode originar intervenção das autoridades, sobretudo se houver queixas ou incumprimento da sinalização e das regras locais. A Lei n.º 53/2010 regula a prática do naturismo e a criação de espaços próprios, incluindo praias autorizadas e devidamente sinalizadas.

O topless não é tratado da mesma forma que o nudismo integral, mas pode gerar advertências ou intervenção das autoridades se houver conflito no local ou se forem desrespeitadas orientações aplicáveis. A recomendação passa por confirmar previamente se a praia é autorizada para naturismo e respeitar as regras do espaço.

Fumar depende da sinalização

Fumar na praia deve ser sempre avaliado à luz da sinalização existente, das regras locais e das condições definidas para cada zona balnear, incluindo áreas concessionadas. Antes de fumar, o banhista deve verificar se existe indicação de proibição no local. Mesmo quando não exista proibição expressa, as beatas nunca devem ser deixadas na areia.

A acumulação de resíduos de tabaco continua a ser uma das principais fontes de poluição nos areais. A lei proíbe o descarte de beatas em espaço público e prevê coimas para essa conduta.

As multas podem variar consoante a infração

As coimas previstas para comportamentos proibidos nas praias variam bastante. Circular ou estacionar com veículos motorizados no areal, em dunas ou arribas fora dos locais permitidos pode chegar aos 2.500 euros. A música alta, o incumprimento das normas do edital e os desportos náuticos em zona de banhistas podem implicar coimas entre 55 e 550 euros. Permanecer em zonas interditas ou transpor barreiras de proteção pode dar coimas entre 30 e 100 euros.

Estes valores podem mudar consoante o enquadramento legal aplicado, a natureza da infração e as circunstâncias concretas. Por isso, mais do que decorar coimas, importa conhecer a regra essencial: a praia é um espaço público, mas não é um espaço sem normas.

Um dia de praia sem surpresas

A maioria das proibições tem uma finalidade comum: proteger os banhistas, preservar o ambiente e garantir que todos podem usar a praia sem incómodo ou perigo. Consultar o edital, respeitar a sinalização, evitar ruído excessivo, não levar veículos para zonas proibidas, confirmar regras sobre animais e manter o areal limpo são cuidados simples.

No essencial, ir à praia continua a ser uma das melhores formas de aproveitar o verão em Portugal. Mas há comportamentos que podem sair caros, e alguns deles são mais comuns do que muitos banhistas imaginam.

TGV traz ponte com duplo tabuleiro ao rio Douro e demolições a Campanhã

By: Lusa
9 June 2026 at 16:00
O projeto de execução da linha de alta velocidade no Porto e em Gaia confirma várias demolições de edifícios em Campanhã para a expansão da estação, mas o impacto habitacional em Gaia é reduzido face ao projeto anterior. De acordo com o projeto de execução referente ao troço de Espinho, Porto e Gaia da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, em consulta pública até dia 29, é possível ver que se mantém a previsão de demolições no Porto, entre as quais 44 habitações, sete atividades económicas (incluindo a bomba de gasolina na Avenida Gustave Eiffel) e três edifícios de outras categorias.

Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado

9 June 2026 at 15:47

Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.

A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.

A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.

Decisão de avançar com a doação

Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”

O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.

Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.

Reforço da capacidade de resposta clínica

Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.

O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.

Impacto direto nos doentes

Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”

A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.

Investimento com leitura simbólica

A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.

O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.

Leia também: Este erro na reforma pode tirar-lhe centenas de euros todos os meses: saiba do que se trata

FlixBus avança com duas novas rotas que ligam Portugal a Espanha por menos de 15€

9 June 2026 at 15:22

A FlixBus anunciou a criação de duas novas ligações rodoviárias entre Portugal e Espanha, com partidas a partir de Lisboa e Braga e destinos em Badajoz e Madrid, respetivamente. De acordo com a NiT, a expansão inclui também novas paragens intermédias e reforça a presença da operadora alemã em zonas do interior, com bilhetes a partir de valores inferiores a 15 euros.

A ligação Lisboa–Badajoz marca também a entrada da empresa no Alto Alentejo, passando a permitir ligações diretas a várias localidades fronteiriças. Segundo a mesma fonte, Elvas, Borba e Estremoz passam a estar integradas na rede internacional da operadora, juntamente com novas conexões a Setúbal e Montemor-o-Novo.

A rota será assegurada com dois horários diários, um em cada sentido, com partidas da Gare do Oriente às 9:45 h e de Badajoz às 16:25 h. A duração estimada da viagem é inferior a quatro horas, o que coloca esta ligação entre as mais rápidas no eixo rodoviário ibérico.

Expansão também chega ao Norte

No caso da nova ligação Madrid–Braga, o serviço estará disponível todos os dias da semana, com dois horários diários em sentidos opostos. Conforme a mesma fonte, as partidas de Madrid têm início às 00:15 h, a partir do aeroporto da capital espanhola, enquanto a viagem de Braga parte às 22:45 h do Centro Coordenador de Transportes.

Esta ligação reforça a conexão entre o Minho e a capital espanhola, incluindo o acesso direto ao aeroporto Madrid-Barajas, um dos principais hubs internacionais da Península Ibérica.

Rede mais alargada e novas paragens

A NiT refere que a nova oferta não se limita às duas cidades principais, já que a operação Lisboa–Badajoz introduz também ligações diretas a várias localidades do interior alentejano e à fronteira. Este reforço permite encurtar distâncias entre zonas com menor densidade populacional e os principais corredores urbanos.

Em declarações citadas pela publicação, o diretor das operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, sublinha que a expansão representa um passo importante na estratégia da empresa no país. “A chegada da FlixBus a Extremoz, Borba e Elvas marca um momento importante na expansão da nossa rede em Portugal”, afirmou.

O responsável acrescenta ainda que o objetivo passa por reduzir assimetrias territoriais. “A nova expansão vai contribuir para reduzir as assimetrias entre litoral e interior, promovendo uma maior coesão territorial e impulsionando o desenvolvimento económico de territórios de baixa densidade populacional”, referiu.

Bilhetes já disponíveis com preços abaixo dos 15 euros

Os bilhetes para as novas ligações já estão disponíveis através da aplicação e do site da FlixBus, bem como em pontos de venda físicos e agências de viagens parceiras. Os preços começam nos 14,99 euros para a ligação Braga–Madrid e nos 11,99 euros para Lisboa–Badajoz.

Há ainda opções mais económicas em trajetos internos associados às novas rotas, com valores a partir de 9,49 euros entre Lisboa e Elvas e de 8,49 euros para Lisboa–Estremoz, reforçando a aposta em tarifas de baixo custo no transporte rodoviário internacional.

Mobilidade ibérica em expansão

A operadora destaca também o papel crescente do transporte rodoviário de longo curso no contexto atual. Em declarações citadas pela mesma fonte, a empresa sublinha que a procura por soluções de mobilidade mais acessíveis e sustentáveis tem vindo a aumentar, sobretudo em contexto de pressão nos custos energéticos.

Com estas novas ligações, a FlixBus reforça a sua presença no eixo ibérico, alargando a rede para zonas até agora menos servidas por transportes diretos internacionais.

Leia também: Nem Porto nem Faro: este aeroporto português é o 6.º pior do mundo

Nem Porto nem Faro: este aeroporto português é o 6.º pior do mundo

9 June 2026 at 14:31

O desempenho dos aeroportos portugueses voltou a estar em análise num dos rankings internacionais mais conhecidos do setor da aviação e os resultados mostram diferenças significativas entre as principais infraestruturas do país. De acordo com o Jornal Económico, que cita o AirHelp Score Aeroportos 2026, o Aeroporto de Faro continua a liderar entre os aeroportos nacionais, enquanto Lisboa permanece nos lugares mais baixos da classificação mundial. A avaliação analisou 279 aeroportos de 76 países, considerando indicadores como pontualidade, experiência dos passageiros e qualidade das instalações entre maio de 2025 e abril deste ano.

Os resultados colocam o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, na posição 274 do ranking global. Isto significa que apenas cinco aeroportos avaliados obtiveram uma classificação inferior, tornando a infraestrutura lisboeta o sexto pior aeroporto do mundo nesta edição do estudo. A pontuação global atribuída foi de 6,59 valores, com destaque para a classificação de 6,30 na componente da pontualidade.

Faro mantém liderança nacional

Enquanto Lisboa continua a enfrentar dificuldades operacionais, Faro conserva a posição de melhor aeroporto português. O aeroporto algarvio surge no 125.º lugar mundial, alcançando uma pontuação global de 7,61.

A classificação resulta de avaliações de 7,90 na pontualidade, 7,60 na experiência dos passageiros e 6,90 nas instalações e conforto. Apesar de ter descido algumas posições face ao ano anterior, continua a liderar entre os aeroportos nacionais. Segundo a publicação, o menor volume de tráfego ajuda a explicar parte dos resultados alcançados.

Porto sobe e Madeira perde terreno

Uma das principais novidades desta edição é a subida do Aeroporto do Porto para o segundo lugar nacional. O terminal portuense passou da posição 205 para a 192. A melhoria ficou associada sobretudo à experiência dos passageiros, indicador onde obteve uma pontuação de 8,20.

Já o Aeroporto da Madeira registou a maior queda entre os aeroportos portugueses analisados. Depois de ocupar a posição 201 no ranking anterior, surge agora no lugar 262. O estudo aponta uma classificação de 5,70 nas categorias relacionadas com instalações e conforto, fator que poderá ter influenciado a descida registada.

Lisboa continua sob pressão

O caso de Lisboa destaca-se pela persistência dos problemas identificados em anos anteriores. Conforme a mesma fonte, o elevado volume de operações continua a exercer pressão sobre o funcionamento diário do aeroporto.

Com cerca de 225.000 voos anuais, o Aeroporto Humberto Delgado enfrenta desafios relacionados com a gestão do tráfego aéreo e dos fluxos de passageiros. Essa realidade acaba por refletir-se nos indicadores utilizados para construir a classificação internacional.

Um retrato da experiência dos passageiros

O AirHelp Score é elaborado anualmente pela empresa AirHelp, especializada em tecnologia de compensação de passageiros aéreos. A avaliação combina dados operacionais com opiniões dos utilizadores e procura medir a experiência global de quem utiliza os aeroportos.

Neste contexto, Portugal apresenta uma realidade contrastante. Enquanto Faro e Porto conseguem manter classificações mais favoráveis, Lisboa continua a figurar entre os aeroportos com pior desempenho do mundo. A posição alcançada nesta edição reforça uma tendência que se tem repetido nos últimos anos e que volta a colocar o principal aeroporto do país entre os últimos lugares da tabela internacional.

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Tem um destes? Centenas de carros desta marca chamados à oficina em Portugal por risco de incêndio

9 June 2026 at 14:20

No âmbito de uma campanha internacional de recolha que envolve mais de 1,3 milhões de veículos em todo o mundo, centenas de automóveis vão ser chamados à oficina em Portugal. Em causa estão modelos produzidos entre 2021 e 2025, que deverão ser verificados por razões de segurança.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a campanha envolve 357 viaturas da Jeep em Portugal. A chamada à oficina incide sobre os modelos Wrangler e Gladiator.

Problema está ligado à direção assistida

A intervenção tem como objetivo verificar e, se necessário, reparar ou substituir a ligação elétrica e/ou a bomba de direção assistida eletro-hidráulica. Segundo a informação avançada pelo Notícias ao Minuto, os veículos abrangidos podem apresentar um problema na ligação elétrica da cablagem da bomba de direção assistida eletro-hidráulica.

Essa anomalia pode provocar sobreaquecimento de materiais combustíveis, criando risco de incêndio. A marca indica, contudo, que essa situação deverá ocorrer apenas em circunstâncias raras.

Modelos afetados foram produzidos entre 2021 e 2025

A campanha internacional abrange unidades dos Jeep Wrangler e Gladiator produzidas entre 2021 e 2025. Em Portugal, o número confirmado pela Stellantis é de 357 viaturas. Os proprietários abrangidos deverão ser contactados pela marca para agendar a deslocação a um concessionário ou oficina especializada.

A chamada à oficina não significa que todos os veículos tenham necessariamente o defeito. Significa, antes, que fazem parte de um conjunto que deve ser verificado por precaução.

Proprietários serão contactados

A Stellantis deverá contactar os proprietários dos veículos envolvidos na campanha, indicando os passos necessários para a marcação da intervenção. Na oficina, será feita a verificação da ligação elétrica e da bomba de direção assistida eletro-hidráulica. Se for detetada alguma anomalia, deverá ser realizada a reparação ou substituição necessária.

Quem tiver um Jeep Wrangler ou Gladiator produzido entre 2021 e 2025 pode também contactar um concessionário da marca para confirmar se a viatura está abrangida.

Ignorar um recall pode ter consequências

As chamadas à oficina, conhecidas como recalls, são campanhas lançadas pelos fabricantes quando é identificado um problema potencial de segurança, fiabilidade ou conformidade. Em Portugal, a resposta a estas campanhas tornou-se ainda mais relevante. Falhar uma chamada à oficina pode ter impacto na inspeção periódica obrigatória seguinte, quando o recall esteja registado como relevante para a segurança.

A plataforma Recall, desenvolvida pela Associação Automóvel de Portugal em parceria com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, permite verificar online se um veículo tem uma chamada à oficina pendente através da matrícula ou do número de identificação do veículo.

Uma verificação preventiva

A recolha agora conhecida deve ser encarada como uma medida preventiva. Embora o risco de incêndio seja descrito como raro, a existência de um possível sobreaquecimento na cablagem justifica a verificação dos veículos. Para os proprietários, a recomendação é simples: confirmar se o automóvel está abrangido e seguir as instruções da marca.

No essencial, centenas de viaturas em Portugal terão de passar pela oficina para uma verificação relacionada com a direção assistida. A intervenção pode evitar problemas futuros e garantir que os veículos continuam a circular em segurança.

Leia também: Condução autónoma chega às estradas portuguesas, mas há uma condição obrigatória

TGV vai ligar o Porto a Lisboa em 1:15 h e o projeto confirma demolições de casas nesta região

9 June 2026 at 13:07

A futura linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa continua a avançar e o mais recente projeto de execução confirma não apenas uma redução significativa dos tempos de viagem, mas também um conjunto de demolições de habitações e empresas ao longo do traçado. De acordo com a agência de notícias Lusa, a documentação atualmente em consulta pública até 29 de junho detalha os impactos previstos nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e Santa Maria da Feira, numa infraestrutura que deverá permitir ligar Porto e Lisboa em apenas 1:15 h.

O projeto confirma que Campanhã continuará a ser uma das zonas mais afetadas pela expansão da futura rede ferroviária. No Porto, estão previstas demolições que abrangem 44 habitações, sete atividades económicas e ainda três edifícios de outras categorias, numa intervenção associada à ampliação da estação e à integração da nova linha.

Campanhã será muito afetada

Entre os locais abrangidos encontram-se várias habitações situadas na Rua da China e nas travessas da Presa da Agra e do Freixo. A proposta mantém assim uma parte substancial das afetações já conhecidas desde versões anteriores do projeto.

Ao mesmo tempo, desaparece também uma bomba de combustível localizada na Avenida Gustave Eiffel, uma das atividades económicas diretamente abrangidas pela execução das obras. A consulta pública agora em curso permite aos cidadãos analisar em detalhe as soluções técnicas previstas para esta fase da empreitada.

Gaia vê reduzir número de habitações afetadas

Em Vila Nova de Gaia, o cenário sofreu alterações relativamente à proposta apresentada anteriormente. Segundo a mesma fonte, o número de habitações diretamente afetadas desceu de pelo menos 64 para 43.

Esta redução está relacionada com a decisão de não avançar com a construção de uma estação em Vilar do Paraíso. A alteração evita a demolição de várias casas na zona de Guardal de Cima, inicialmente abrangidas pela infraestrutura prevista para aquela localização.

Empresas continuam entre as mais afetadas

Apesar da diminuição do impacto habitacional, o número de empresas abrangidas aumentou. A agência noticiosa refere que as afetações empresariais passaram de 22 para 37 unidades.

Na zona industrial de São Caetano mantêm-se previstas 15 demolições, enquanto na zona industrial dos Terços serão afetadas nove empresas. Já em Santo Ovídio, uma das áreas mais sensíveis do traçado, estão identificadas 14 habitações, seis empresas e ainda um edifício de tipologia não especificada.

Túneis e obras subterrâneas dominam o percurso

Grande parte da passagem da linha por Gaia será feita em túnel. O projeto contempla a construção do túnel de Vila Nova de Gaia, com cerca de 3,4 quilómetros de extensão, além dos túneis de Negrelos e Casaldeita.

Além das estruturas subterrâneas, estão igualmente previstas várias obras de engenharia de grande dimensão, incluindo uma nova ponte sobre o rio Douro, viadutos e pontes sobre linhas de água e infraestruturas rodoviárias. A proposta confirma ainda a futura estação de Gaia em Santo Ovídio e uma passagem superior abrigada em Campanhã.

Objetivo continua a ser encurtar distâncias

Em Espinho, na freguesia de Anta, o projeto prevê a afetação de oito habitações e três atividades económicas. Há ainda uma habitação abrangida já no território de Santa Maria da Feira.

De acordo com a Lusa, as obras do primeiro troço entre Porto e Oiã deverão arrancar ainda este ano, com conclusão prevista para 2030. A ligação integral entre Porto e Lisboa deverá ficar concluída em 2032, permitindo viagens em alta velocidade com possíveis paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria. No mesmo horizonte temporal está também prevista a conclusão da ligação Porto-Vigo, que incluirá estações no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.

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Para repetir agora? Lenda diz que no Mundial de 1966 Portugal ganhou todos os jogos em que a equipa comeu isto na véspera

9 June 2026 at 12:46

A ligação entre a Seleção Nacional e o bacalhau voltou a ganhar força à medida que se aproxima mais uma grande competição internacional. De acordo com o Correio da Manhã, há décadas que circula entre adeptos uma teoria curiosa: a de que algumas das maiores conquistas e exibições da equipa portuguesa tiveram o mesmo denominador comum à mesa. Embora não existam provas de qualquer relação entre resultados e alimentação, a história continua a alimentar conversas entre gerações de adeptos.

A origem desta narrativa remonta ao Mundial de 1966. A lenda diz que Portugal terá consumido bacalhau antes de todos os encontros disputados nessa competição, exceto antes da derrota frente à Inglaterra, resultado que ditou a eliminação da equipa. A história nunca foi oficialmente confirmada, mas permaneceu viva ao longo dos anos e transformou-se numa das superstições mais conhecidas associadas à Seleção.

Com o passar do tempo, foram surgindo novos relatos que ajudaram a reforçar a ideia. Alguns adeptos garantem que Ricardo terá comido bacalhau antes do histórico jogo frente à Inglaterra no Euro 2004, quando defendeu um penálti sem luvas e marcou o remate decisivo. Outros recordam episódios ligados à final desse mesmo Europeu ou à conquista do Euro 2016, sempre com o mesmo ingrediente a surgir como protagonista das histórias.

Bacalhau continua presente

Mais do que superstição, o bacalhau tem sido uma presença frequente nas refeições da equipa nacional. Conforme a mesma fonte, durante o Mundial de 2018 alguns jogadores demonstraram preferência por pratos tradicionais portugueses preparados com este alimento.

Entre os exemplos mais citados estão Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma, que terão escolhido bacalhau à Brás, enquanto Pepe terá optado por bacalhau grelhado acompanhado por cebola. Estes episódios contribuíram para reforçar a associação entre a Seleção e um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa.

Quando a realidade alimenta a teoria

Um dos momentos que mais chamou a atenção dos adeptos aconteceu em 2021. O Correio da Manhã recorda que a comitiva portuguesa levou cerca de 150 quilos de bacalhau para acompanhar a equipa durante uma competição internacional.

Para muitos, tratou-se apenas de uma decisão logística relacionada com hábitos alimentares e conforto dos atletas. Para outros, foi mais um capítulo de uma tradição não oficial que continua a sobreviver ao longo das décadas.

A verdade é que o bacalhau ocupa um lugar especial na cultura portuguesa e, por isso, não surpreende que também esteja frequentemente presente nos estágios e concentrações da Seleção.

Entre o futebol e a tradição

Não existem dados que permitam concluir que o consumo de determinado alimento influencia diretamente os resultados dentro de campo. Ainda assim, o futebol sempre viveu de símbolos, crenças e pequenos rituais que ajudam a construir a identidade das equipas e dos adeptos.

É precisamente nesse espaço entre a realidade e a superstição que a história do bacalhau continua a ganhar novas páginas. Se funciona ou não, ninguém consegue demonstrá-lo. Mas sempre que Portugal entra em campo, esta velha narrativa volta inevitavelmente a ser recordada.

E talvez seja essa a principal razão para a sua sobrevivência: num país onde futebol e gastronomia fazem parte da memória coletiva, o bacalhau continua a ocupar um lugar especial, tanto à mesa como no imaginário dos adeptos.

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“Amigos para sempre”. O que Xi quer da Coreia do Norte e o que Kim quer da China

By: ZAP
9 June 2026 at 12:30
Presidente chinês de visita a Pyongyang esta semana. Quer mostrar força na Península Coreana e ganhar trunfos contra Trump, enquanto a Coreia do Norte procura aceitação tácita do seu estatuto como potência nuclear. Durante o encontro de segunda-feira, integrado na primeira visita do Presidente chinês, Xi Jinping, à Coreia do Norte em sete anos, os dois líderes concordaram em abrir “um novo capítulo” nas relações bilaterais através do reforço dos intercâmbios e da cooperação em áreas como política, economia e cultura, segundo a agência noticiosa estatal norte-coreana KCNA. A KCNA indicou que os dois líderes discutiram o reforço da coordenação

Praticante de stand up paddle resgastada na Praia da Ingrina

9 June 2026 at 11:50

Uma mulher de 40 anos, que estava a praticar stand up paddle, foi resgatada pela Autoridade Marítima Nacional (AMN), depois de ter sido arrastada pela corrente na tarde desta terça-feira, 8 de Junho, na praia da Ingrina (Vila do Bispo).

O alerta foi dado às 16h54, dando conta de que a mulher estava «em dificuldades na água».

De imediato, foram ativados elementos do Projeto “SeaWatch” e tripulantes da Estação Salva-vidas de Sagres.  

«À chegada, os elementos do Projeto “SeaWatch” auxiliaram prontamente a vítima e o nadador-salvador, tendo os tripulantes da Estação Salva-vidas procedido ao resgate para terra», conta a AMN.​

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