Normal view

Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado

9 June 2026 at 15:47

Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.

A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.

A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.

Decisão de avançar com a doação

Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”

O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.

Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.

Reforço da capacidade de resposta clínica

Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.

O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.

Impacto direto nos doentes

Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”

A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.

Investimento com leitura simbólica

A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.

O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.

Leia também: Este erro na reforma pode tirar-lhe centenas de euros todos os meses: saiba do que se trata

FlixBus avança com duas novas rotas que ligam Portugal a Espanha por menos de 15€

9 June 2026 at 15:22

A FlixBus anunciou a criação de duas novas ligações rodoviárias entre Portugal e Espanha, com partidas a partir de Lisboa e Braga e destinos em Badajoz e Madrid, respetivamente. De acordo com a NiT, a expansão inclui também novas paragens intermédias e reforça a presença da operadora alemã em zonas do interior, com bilhetes a partir de valores inferiores a 15 euros.

A ligação Lisboa–Badajoz marca também a entrada da empresa no Alto Alentejo, passando a permitir ligações diretas a várias localidades fronteiriças. Segundo a mesma fonte, Elvas, Borba e Estremoz passam a estar integradas na rede internacional da operadora, juntamente com novas conexões a Setúbal e Montemor-o-Novo.

A rota será assegurada com dois horários diários, um em cada sentido, com partidas da Gare do Oriente às 9:45 h e de Badajoz às 16:25 h. A duração estimada da viagem é inferior a quatro horas, o que coloca esta ligação entre as mais rápidas no eixo rodoviário ibérico.

Expansão também chega ao Norte

No caso da nova ligação Madrid–Braga, o serviço estará disponível todos os dias da semana, com dois horários diários em sentidos opostos. Conforme a mesma fonte, as partidas de Madrid têm início às 00:15 h, a partir do aeroporto da capital espanhola, enquanto a viagem de Braga parte às 22:45 h do Centro Coordenador de Transportes.

Esta ligação reforça a conexão entre o Minho e a capital espanhola, incluindo o acesso direto ao aeroporto Madrid-Barajas, um dos principais hubs internacionais da Península Ibérica.

Rede mais alargada e novas paragens

A NiT refere que a nova oferta não se limita às duas cidades principais, já que a operação Lisboa–Badajoz introduz também ligações diretas a várias localidades do interior alentejano e à fronteira. Este reforço permite encurtar distâncias entre zonas com menor densidade populacional e os principais corredores urbanos.

Em declarações citadas pela publicação, o diretor das operações da FlixBus em Portugal, Tiago Cavaco Alves, sublinha que a expansão representa um passo importante na estratégia da empresa no país. “A chegada da FlixBus a Extremoz, Borba e Elvas marca um momento importante na expansão da nossa rede em Portugal”, afirmou.

O responsável acrescenta ainda que o objetivo passa por reduzir assimetrias territoriais. “A nova expansão vai contribuir para reduzir as assimetrias entre litoral e interior, promovendo uma maior coesão territorial e impulsionando o desenvolvimento económico de territórios de baixa densidade populacional”, referiu.

Bilhetes já disponíveis com preços abaixo dos 15 euros

Os bilhetes para as novas ligações já estão disponíveis através da aplicação e do site da FlixBus, bem como em pontos de venda físicos e agências de viagens parceiras. Os preços começam nos 14,99 euros para a ligação Braga–Madrid e nos 11,99 euros para Lisboa–Badajoz.

Há ainda opções mais económicas em trajetos internos associados às novas rotas, com valores a partir de 9,49 euros entre Lisboa e Elvas e de 8,49 euros para Lisboa–Estremoz, reforçando a aposta em tarifas de baixo custo no transporte rodoviário internacional.

Mobilidade ibérica em expansão

A operadora destaca também o papel crescente do transporte rodoviário de longo curso no contexto atual. Em declarações citadas pela mesma fonte, a empresa sublinha que a procura por soluções de mobilidade mais acessíveis e sustentáveis tem vindo a aumentar, sobretudo em contexto de pressão nos custos energéticos.

Com estas novas ligações, a FlixBus reforça a sua presença no eixo ibérico, alargando a rede para zonas até agora menos servidas por transportes diretos internacionais.

Leia também: Nem Porto nem Faro: este aeroporto português é o 6.º pior do mundo

Nem Porto nem Faro: este aeroporto português é o 6.º pior do mundo

9 June 2026 at 14:31

O desempenho dos aeroportos portugueses voltou a estar em análise num dos rankings internacionais mais conhecidos do setor da aviação e os resultados mostram diferenças significativas entre as principais infraestruturas do país. De acordo com o Jornal Económico, que cita o AirHelp Score Aeroportos 2026, o Aeroporto de Faro continua a liderar entre os aeroportos nacionais, enquanto Lisboa permanece nos lugares mais baixos da classificação mundial. A avaliação analisou 279 aeroportos de 76 países, considerando indicadores como pontualidade, experiência dos passageiros e qualidade das instalações entre maio de 2025 e abril deste ano.

Os resultados colocam o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, na posição 274 do ranking global. Isto significa que apenas cinco aeroportos avaliados obtiveram uma classificação inferior, tornando a infraestrutura lisboeta o sexto pior aeroporto do mundo nesta edição do estudo. A pontuação global atribuída foi de 6,59 valores, com destaque para a classificação de 6,30 na componente da pontualidade.

Faro mantém liderança nacional

Enquanto Lisboa continua a enfrentar dificuldades operacionais, Faro conserva a posição de melhor aeroporto português. O aeroporto algarvio surge no 125.º lugar mundial, alcançando uma pontuação global de 7,61.

A classificação resulta de avaliações de 7,90 na pontualidade, 7,60 na experiência dos passageiros e 6,90 nas instalações e conforto. Apesar de ter descido algumas posições face ao ano anterior, continua a liderar entre os aeroportos nacionais. Segundo a publicação, o menor volume de tráfego ajuda a explicar parte dos resultados alcançados.

Porto sobe e Madeira perde terreno

Uma das principais novidades desta edição é a subida do Aeroporto do Porto para o segundo lugar nacional. O terminal portuense passou da posição 205 para a 192. A melhoria ficou associada sobretudo à experiência dos passageiros, indicador onde obteve uma pontuação de 8,20.

Já o Aeroporto da Madeira registou a maior queda entre os aeroportos portugueses analisados. Depois de ocupar a posição 201 no ranking anterior, surge agora no lugar 262. O estudo aponta uma classificação de 5,70 nas categorias relacionadas com instalações e conforto, fator que poderá ter influenciado a descida registada.

Lisboa continua sob pressão

O caso de Lisboa destaca-se pela persistência dos problemas identificados em anos anteriores. Conforme a mesma fonte, o elevado volume de operações continua a exercer pressão sobre o funcionamento diário do aeroporto.

Com cerca de 225.000 voos anuais, o Aeroporto Humberto Delgado enfrenta desafios relacionados com a gestão do tráfego aéreo e dos fluxos de passageiros. Essa realidade acaba por refletir-se nos indicadores utilizados para construir a classificação internacional.

Um retrato da experiência dos passageiros

O AirHelp Score é elaborado anualmente pela empresa AirHelp, especializada em tecnologia de compensação de passageiros aéreos. A avaliação combina dados operacionais com opiniões dos utilizadores e procura medir a experiência global de quem utiliza os aeroportos.

Neste contexto, Portugal apresenta uma realidade contrastante. Enquanto Faro e Porto conseguem manter classificações mais favoráveis, Lisboa continua a figurar entre os aeroportos com pior desempenho do mundo. A posição alcançada nesta edição reforça uma tendência que se tem repetido nos últimos anos e que volta a colocar o principal aeroporto do país entre os últimos lugares da tabela internacional.

Leia também: Ventura diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Afinal, é mesmo assim?

TGV vai ligar o Porto a Lisboa em 1:15 h e o projeto confirma demolições de casas nesta região

9 June 2026 at 13:07

A futura linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa continua a avançar e o mais recente projeto de execução confirma não apenas uma redução significativa dos tempos de viagem, mas também um conjunto de demolições de habitações e empresas ao longo do traçado. De acordo com a agência de notícias Lusa, a documentação atualmente em consulta pública até 29 de junho detalha os impactos previstos nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e Santa Maria da Feira, numa infraestrutura que deverá permitir ligar Porto e Lisboa em apenas 1:15 h.

O projeto confirma que Campanhã continuará a ser uma das zonas mais afetadas pela expansão da futura rede ferroviária. No Porto, estão previstas demolições que abrangem 44 habitações, sete atividades económicas e ainda três edifícios de outras categorias, numa intervenção associada à ampliação da estação e à integração da nova linha.

Campanhã será muito afetada

Entre os locais abrangidos encontram-se várias habitações situadas na Rua da China e nas travessas da Presa da Agra e do Freixo. A proposta mantém assim uma parte substancial das afetações já conhecidas desde versões anteriores do projeto.

Ao mesmo tempo, desaparece também uma bomba de combustível localizada na Avenida Gustave Eiffel, uma das atividades económicas diretamente abrangidas pela execução das obras. A consulta pública agora em curso permite aos cidadãos analisar em detalhe as soluções técnicas previstas para esta fase da empreitada.

Gaia vê reduzir número de habitações afetadas

Em Vila Nova de Gaia, o cenário sofreu alterações relativamente à proposta apresentada anteriormente. Segundo a mesma fonte, o número de habitações diretamente afetadas desceu de pelo menos 64 para 43.

Esta redução está relacionada com a decisão de não avançar com a construção de uma estação em Vilar do Paraíso. A alteração evita a demolição de várias casas na zona de Guardal de Cima, inicialmente abrangidas pela infraestrutura prevista para aquela localização.

Empresas continuam entre as mais afetadas

Apesar da diminuição do impacto habitacional, o número de empresas abrangidas aumentou. A agência noticiosa refere que as afetações empresariais passaram de 22 para 37 unidades.

Na zona industrial de São Caetano mantêm-se previstas 15 demolições, enquanto na zona industrial dos Terços serão afetadas nove empresas. Já em Santo Ovídio, uma das áreas mais sensíveis do traçado, estão identificadas 14 habitações, seis empresas e ainda um edifício de tipologia não especificada.

Túneis e obras subterrâneas dominam o percurso

Grande parte da passagem da linha por Gaia será feita em túnel. O projeto contempla a construção do túnel de Vila Nova de Gaia, com cerca de 3,4 quilómetros de extensão, além dos túneis de Negrelos e Casaldeita.

Além das estruturas subterrâneas, estão igualmente previstas várias obras de engenharia de grande dimensão, incluindo uma nova ponte sobre o rio Douro, viadutos e pontes sobre linhas de água e infraestruturas rodoviárias. A proposta confirma ainda a futura estação de Gaia em Santo Ovídio e uma passagem superior abrigada em Campanhã.

Objetivo continua a ser encurtar distâncias

Em Espinho, na freguesia de Anta, o projeto prevê a afetação de oito habitações e três atividades económicas. Há ainda uma habitação abrangida já no território de Santa Maria da Feira.

De acordo com a Lusa, as obras do primeiro troço entre Porto e Oiã deverão arrancar ainda este ano, com conclusão prevista para 2030. A ligação integral entre Porto e Lisboa deverá ficar concluída em 2032, permitindo viagens em alta velocidade com possíveis paragens em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria. No mesmo horizonte temporal está também prevista a conclusão da ligação Porto-Vigo, que incluirá estações no aeroporto do Porto, Braga, Ponte de Lima e Valença.

Leia também: Ventura diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Afinal, é mesmo assim?

Para repetir agora? Lenda diz que no Mundial de 1966 Portugal ganhou todos os jogos em que a equipa comeu isto na véspera

9 June 2026 at 12:46

A ligação entre a Seleção Nacional e o bacalhau voltou a ganhar força à medida que se aproxima mais uma grande competição internacional. De acordo com o Correio da Manhã, há décadas que circula entre adeptos uma teoria curiosa: a de que algumas das maiores conquistas e exibições da equipa portuguesa tiveram o mesmo denominador comum à mesa. Embora não existam provas de qualquer relação entre resultados e alimentação, a história continua a alimentar conversas entre gerações de adeptos.

A origem desta narrativa remonta ao Mundial de 1966. A lenda diz que Portugal terá consumido bacalhau antes de todos os encontros disputados nessa competição, exceto antes da derrota frente à Inglaterra, resultado que ditou a eliminação da equipa. A história nunca foi oficialmente confirmada, mas permaneceu viva ao longo dos anos e transformou-se numa das superstições mais conhecidas associadas à Seleção.

Com o passar do tempo, foram surgindo novos relatos que ajudaram a reforçar a ideia. Alguns adeptos garantem que Ricardo terá comido bacalhau antes do histórico jogo frente à Inglaterra no Euro 2004, quando defendeu um penálti sem luvas e marcou o remate decisivo. Outros recordam episódios ligados à final desse mesmo Europeu ou à conquista do Euro 2016, sempre com o mesmo ingrediente a surgir como protagonista das histórias.

Bacalhau continua presente

Mais do que superstição, o bacalhau tem sido uma presença frequente nas refeições da equipa nacional. Conforme a mesma fonte, durante o Mundial de 2018 alguns jogadores demonstraram preferência por pratos tradicionais portugueses preparados com este alimento.

Entre os exemplos mais citados estão Cristiano Ronaldo e Ricardo Quaresma, que terão escolhido bacalhau à Brás, enquanto Pepe terá optado por bacalhau grelhado acompanhado por cebola. Estes episódios contribuíram para reforçar a associação entre a Seleção e um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa.

Quando a realidade alimenta a teoria

Um dos momentos que mais chamou a atenção dos adeptos aconteceu em 2021. O Correio da Manhã recorda que a comitiva portuguesa levou cerca de 150 quilos de bacalhau para acompanhar a equipa durante uma competição internacional.

Para muitos, tratou-se apenas de uma decisão logística relacionada com hábitos alimentares e conforto dos atletas. Para outros, foi mais um capítulo de uma tradição não oficial que continua a sobreviver ao longo das décadas.

A verdade é que o bacalhau ocupa um lugar especial na cultura portuguesa e, por isso, não surpreende que também esteja frequentemente presente nos estágios e concentrações da Seleção.

Entre o futebol e a tradição

Não existem dados que permitam concluir que o consumo de determinado alimento influencia diretamente os resultados dentro de campo. Ainda assim, o futebol sempre viveu de símbolos, crenças e pequenos rituais que ajudam a construir a identidade das equipas e dos adeptos.

É precisamente nesse espaço entre a realidade e a superstição que a história do bacalhau continua a ganhar novas páginas. Se funciona ou não, ninguém consegue demonstrá-lo. Mas sempre que Portugal entra em campo, esta velha narrativa volta inevitavelmente a ser recordada.

E talvez seja essa a principal razão para a sua sobrevivência: num país onde futebol e gastronomia fazem parte da memória coletiva, o bacalhau continua a ocupar um lugar especial, tanto à mesa como no imaginário dos adeptos.

Leia também: ‘Maldivas portuguesas’: espanhóis rendidos ao parque de campismo desta ilha algarvia

❌