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Redução de verbas municipais deixa futuro do Imortal Basket em aberto

O Imortal Basket Clube alertou para o risco de não conseguir manter o projeto de basquetebol profissional na próxima época, apontando como causa a redução do apoio financeiro municipal. A Câmara de Albufeira justifica a medida com a aplicação de critérios de equidade na distribuição das verbas públicas.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a direção do clube de Albufeira afirmou que a continuidade da atividade profissional está comprometida, apesar dos resultados alcançados nas últimas épocas pelas equipas masculina e feminina.

De acordo com o Imortal, o projeto competitivo foi desenvolvido com o contributo de parceiros privados, sobretudo ligados ao setor turístico, mas continuou a depender de uma “considerável dependência do financiamento” municipal.

Clube anuncia eleições perante incerteza financeira

Face ao atual contexto, o clube anunciou a realização de eleições em 17 de junho, uma vez que o mandato da atual direção termina e os seus responsáveis não pretendem recandidatar-se nas condições existentes.

Ainda assim, a direção manifestou confiança na possibilidade de surgir uma nova liderança capaz de apresentar um modelo sustentável que assegure a continuidade do clube e a participação nos campeonatos nacionais de basquetebol.

Câmara defende critérios de equidade nos apoios

Em resposta, a Câmara Municipal de Albufeira esclareceu, também em comunicado, que a redução do apoio financeiro visa garantir “justiça e equidade” na distribuição de verbas públicas destinadas ao movimento associativo desportivo local.

Segundo a autarquia, o apoio global previsto para o Imortal em 2025 ascende a cerca de 600 mil euros, montante que, argumenta, é equivalente ao valor total atribuído aos restantes clubes do concelho para atividades de formação.

O município acrescentou que, nos termos do Decreto-Lei n.º 273/2009, não lhe compete financiar equipas profissionais, devendo os apoios públicos destinar-se à formação e ao desenvolvimento da prática desportiva.

A Câmara especificou que as verbas atribuídas incluem despesas relacionadas com transportes, limpeza e apoio aos escalões de formação, defendendo a uniformização dos critérios de financiamento e a não discriminação entre clubes.

Segundo o Imortal Basket Clube, está em causa a continuidade de um projeto que se afirmou no panorama nacional da modalidade e que tem sido apontado como uma das principais referências desportivas do concelho de Albufeira.

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PJ detém homem suspeito de matar colega a tiro em Silves

Um homem de 39 anos, suspeito de ter matado a tiro um colega de trabalho numa obra em Silves, no Algarve, em maio, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ), anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado, a PJ adianta que a vítima e o suspeito trabalhavam juntos no setor da construção civil desde o início do ano, tendo surgido, ao longo dos últimos meses, desentendimentos frequentes entre ambos.

Segundo a mesma nota, as divergências estariam relacionadas com “o consumo excessivo de álcool e com uma dívida supostamente não paga por parte do falecido”.

De acordo com a polícia, os factos ocorreram na tarde de 25 de maio, quando o suspeito se deslocou à obra onde se encontrava a vítima, levando consigo uma arma de fogo pertencente a um familiar, que tinha previamente escondido numa garagem.

Homem terá disparado contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima

Após uma breve troca de palavras, o homem terá disparado um tiro contra a zona lateral esquerda do crânio da vítima, provocando-lhe a morte imediata, indica a PJ.

A polícia acrescenta que as diligências de investigação permitiram recolher “prova robusta” da autoria do homicídio, culminando na localização e detenção do suspeito, bem como na apreensão da arma de fogo utilizada e dos respetivos cartuchos.

O detido, indiciado por homicídio qualificado e detenção de arma proibida, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

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Investigadores da UAlg estudam ratinho espinhoso africano resistente a tumores

Uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC-Ri), da Universidade do Algarve (UAlg), e do Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM) publicou na revista Scientific Reports um estudo sobre o ratinho espinhoso africano, conhecido cientificamente como Acomys.

A espécie é conhecida pela elevada capacidade de regeneração tecidular e pela resistência ao desenvolvimento de tumores, características que estão agora a abrir novas perspetivas de investigação sobre mecanismos biológicos associados à prevenção do cancro e à medicina regenerativa.

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam após uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal, tornando-se um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, uma vez que tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células. Esta semelhança levou os investigadores a questionar se organismos com maior capacidade de regeneração poderiam ter também maior propensão para desenvolver cancro.

Ratinho espinhoso resistiu à formação de tumores

Os resultados do estudo apontam, no entanto, em sentido contrário. A equipa comparou a resposta do ratinho espinhoso africano com a de ratinhos de laboratório convencionais, da espécie Mus musculus, depois de ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum.

Para compreender esta diferença, os investigadores analisaram, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies. Os dados mostram que o ratinho espinhoso desencadeia uma resposta biológica distinta quando exposto a fatores capazes de provocar cancro.

Este animal ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas. Quando o dano é controlado, a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais.

Outro dos aspetos observados foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas, mecanismo que permite eliminar células com alterações genéticas antes de estas se transformarem em células cancerígenas.

Investigação pode ajudar a identificar novos alvos terapêuticos

Para Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo, os resultados mostram que regeneração e resistência ao cancro podem estar ligadas.

“Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas”, explica o investigador.

“O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores”, acrescenta.

O estudo posiciona os mecanismos de regeneração tecidular como uma possível chave para a prevenção do cancro. Compreender como o ratinho espinhoso africano consegue controlar a multiplicação celular poderá contribuir para identificar novos alvos terapêuticos e apoiar o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano.

A investigação poderá ainda abrir caminho a novos avanços na medicina regenerativa, ao permitir compreender melhor como alguns organismos conseguem reparar tecidos sem desencadear processos tumorais.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

Artigo disponível em: Resistance to tumorigenesis in the african spiny mouse (Acomys) correlates with upregulation of multiple tumor suppressor genes

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Apoio de 13.000 € da Fundação Galp vai requalificar ginásio dos Inter-Vivos em Martim Longo

A Inter-Vivos – Associação de Jovens do Nordeste Algarvio recebeu um apoio de 13 mil euros através do Programa Fundação Galp Solidária 2.0, destinado à requalificação do ginásio da associação, em Martim Longo, no concelho de Alcoutim.

O financiamento foi atribuído ao projeto “Requalificação do Ginásio Inter-Vivos – Promoção da Saúde e Igualdade no Interior” e permitirá modernizar aquela que é considerada a única infraestrutura de fitness existente na freguesia.

A entrega simbólica do apoio decorreu no passado sábado, durante o evento “Inter-Vivos em Festa”, que reuniu centenas de pessoas na sede da associação. A cerimónia contou com a presença da diretora executiva da Fundação Galp, Sandra Aparício, e do presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino.

Segundo a associação, o apoio representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos Inter-Vivos em prol da comunidade e permitirá substituir equipamentos degradados, adquirir novo material de treino e melhorar as condições de utilização do espaço.

Ginásio assume papel essencial no interior do concelho

Para André Martins, presidente da direção dos Inter-Vivos, este apoio representa “muito mais do que a renovação de equipamentos”.

“É um investimento na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida da nossa comunidade. Numa freguesia do interior, onde as oportunidades de acesso a infraestruturas desportivas são limitadas, esta requalificação permitirá continuar a oferecer um serviço essencial à população e melhores condições aos nossos atletas”, afirma.

O ginásio dos Inter-Vivos é atualmente o único equipamento deste género em Martim Longo, sendo que as alternativas mais próximas se encontram a várias dezenas de quilómetros. Esta realidade dificulta o acesso regular da população à prática de atividade física.

Além dos utilizadores particulares, o espaço é também utilizado pelos atletas da associação, desempenhando um papel importante na preparação física das equipas de futsal e na promoção de hábitos de vida saudáveis junto dos jovens.

A associação estima que a requalificação permita aumentar o número de utilizadores, melhorar as condições de segurança e conforto e contribuir para combater o sedentarismo, o isolamento e as desigualdades de acesso a serviços essenciais no interior do país.

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Faro hasteia Bandeiras Azuis e reforça acessibilidade nas praias do concelho

O Município de Faro assinalou esta terça-feira o hastear oficial das Bandeiras Azuis nas praias de Faro, Ilha da Barreta, também conhecida como Ilha Deserta, Ilha do Farol e Ilha da Culatra.

A distinção volta a reconhecer a qualidade ambiental, a segurança e os serviços disponibilizados nestas zonas balneares do concelho, numa época em que a autarquia reforça também medidas de acessibilidade, sustentabilidade e valorização dos espaços costeiros.

Para além da Bandeira Azul, foram igualmente hasteadas as distinções Qualidade de Ouro e Praia Zero Poluição, reconhecimentos que, segundo o Município de Faro, reforçam o seu compromisso com a “preservação ambiental, a gestão sustentável do território e a promoção de um turismo responsável”.

Praia de Faro reforça condições de acessibilidade

A acessibilidade voltou a merecer destaque nesta época balnear. Na Praia de Faro, junto ao Parque de Campismo, foi hasteada a bandeira “Praia Acessível”, que certifica as condições existentes para garantir o usufruto da praia por todas as pessoas, independentemente das suas capacidades físicas.

Além das habituais cadeiras anfíbias, rampas e tapete de acesso ao mar, foi instalada uma nova pérgula e um deck de apoio, equipamentos que procuram proporcionar maior conforto e melhores condições de utilização aos visitantes com mobilidade reduzida ou outras limitações.

No âmbito da valorização dos espaços balneares, foram ainda colocadas três poltronas produzidas com materiais reutilizados, integrando o código de conduta para a utilização responsável da praia. Foi também instalado um sistema de limpeza dos pés que permite remover a areia sem desperdício de água.

A autarquia realizou ainda intervenções de manutenção e melhoria das infraestruturas existentes, com o objetivo de contribuir para uma experiência mais confortável para residentes e visitantes.

De acordo com o Município, a qualidade e a segurança das praias continuam a ser prioridades. Durante a época balnear, é assegurada a limpeza diária das instalações sanitárias, incluindo equipamentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida.

São também realizadas colheitas e análises regulares à qualidade da água e da areia, garantindo condições adequadas para uma utilização segura dos espaços balneares. As praias dispõem ainda de vigilância permanente por nadadores-salvadores e de equipamentos de segurança.

Município promove ações de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar

No âmbito do Programa Bandeira Azul, o Município de Faro promove várias ações de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar, aos utilizadores das praias e à população em geral. Estas iniciativas decorrem nas escolas, no Polo Ambiental e nos espaços balneares do concelho.

Segundo a autarquia, estas ações procuram sensibilizar para a importância da conservação dos recursos naturais e “incentivar a participação ativa de todos na proteção do ambiente”.

Com estas distinções e investimentos, o Município de Faro afirma que reafirma o compromisso com a “qualidade ambiental, a inclusão, a segurança e a valorização sustentável do seu património natural”, consolidando o concelho como destino de excelência para residentes e visitantes.

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O coração que se defende batendo | Por Isabel Duarte

O coração bate. Bate antes do primeiro choro e só cessa quando o corpo cessa. No adulto, repete o gesto cerca de cem mil vezes por dia, sem férias nem domingos. Recebe sangue oxigenado, nutrientes em abundância, vasos sanguíneos por toda a parte. À luz da biologia que se aprende na escola, deveria ser um terreno fértil para o cancro: rico, irrigado, vivo. E, no entanto, é uma das raríssimas excepções.

Os tumores primários do coração são tão pouco frequentes que ocupam um parágrafo apenas nos manuais de patologia. Durante décadas, várias hipóteses tentaram explicar esta resistência. Dizia-se que as células do coração já não se dividem, que o tecido cardíaco é demasiado muscular para acomodar um tumor, que a circulação rápida não permite às metástases fixarem-se. Nenhuma destas explicações era inteiramente convincente. O coração permanecia um enigma anatómico, vizinho dos pulmões, do fígado, do estômago (todos eles vulneráveis), mas aquele protegido por uma razão que ninguém sabia justificar.

Crédito: pexels

Em Abril de 2026, uma equipa italiana do International Centre for Genetic Engineering and Biotechnology de Trieste, liderada por Giulio Ciucci e Serena Zacchigna, publicou na revista Science uma explicação tão simples que parece literatura: O que defende o coração do cancro é o próprio bater do coração.

A intuição partiu de uma observação clínica. Em doentes com insuficiência cardíaca grave, quando se implanta um dispositivo que assume a função de bombear o sangue, o coração descansa, e as suas células voltam a multiplicar-se, coisa que normalmente não fazem no adulto. Os cardiomiócitos regeneram-se a uma taxa de apenas cerca de 1% ao ano. Aliviada a pressão, retomam o hábito esquecido de se dividirem.

E se essa mesma pressão impedisse também as células cancerosas de proliferar?

Para testar esta hipótese, foi necessário fazer algo inverosímil: Construir um coração vivo que não batesse. Os investigadores transplantaram um segundo coração de ratinho para o pescoço de outro ratinho, ligado à sua circulação. O órgão recebia sangue, oxigénio e nutrientes, mas não bombeava, não suportava pressão, e como tal não batia. Em seguida, injectaram células cancerosas humanas em ambos os corações: O nativo, que continuava o seu normal batimento, e o transplantado, condenado a um repouso forçado. Os resultados foram claros. No coração imóvel, o tumor multiplicou-se sem restrição. No coração que batia, o tumor ocupou apenas cerca de 20% do tecido. O restante tecido cardíaco resistiu ao desenvolvimento tumoral.

Mais do que observar e medir esta resistência à progressão tumoral, os cientistas precisaram de a compreender. Identificaram uma proteína, a Nesprin-2 [https://www.uniprot.org/uniprotkb/Q8WXH0/entry], situada entre a membrana da célula e o seu núcleo, que age como um mensageiro mecânico: traduz a pressão física da contracção em sinais que chegam ao ADN e silenciam os genes da proliferação. A célula “sente” que está a ser comprimida e “decide” não se dividir. O cancro, que é (de uma forma simplificada) uma divisão descontroloda das células, encontra ali uma parede sem porta. Não é um gene que o detém. É o processo rítmico que o impede.

E é esta constatação que me parece mais notável, e que justifica esta crónica: A natureza do mecanismo. Estamos habituados a pensar que o corpo se defende com biomoléculas: anticorpos, enzimas, hormonas, células “assassinas”. Quase toda a medicina moderna se construiu sobre moléculas que se ligam a outras moléculas. Aqui, pela primeira vez com tanta clareza, descobre-se que o corpo se defende também com movimento. Que a fisicalidade do bater, o ritmo, a compressão que se repete, é em si uma forma de imunidade. A vida, ao mover-se, protege-se.

O grupo de Trieste trabalha agora com um grupo de engenheiros, num dispositivo para vestir no combate ao melanoma (um agressivo tipo de cancro da pele) que comprime os tecidos na cadência aproximada de um batimento cardíaco. Os primeiros resultados, dizem, são encorajadores. Imaginar a medicina futura como um exercício de aplicar pressões certas, em sítios certos, no instante certo, é hoje menos absurdo do que era ontem.

Mas há algo aqui que vai muito além da prática clínica. Aprendemos, desde Hipócrates, a pensar a doença como um excesso ou uma falta (de bílis, de açúcar, de células, de oxigénio). Raramente a pensamos como uma falha de ritmo. E todavia o coração, que é por definição rítmico, sugere-nos agora que a saúde pode ser, em parte, uma questão de cadência. De insistência. De voltar sempre ao mesmo gesto.

O coração não bate para sobreviver. Bate porque é essa a sua maneira de existir. E ao fazê-lo, sem saber, sem propósito, sem destino, defende-se daquilo que nem imaginava ter de combater.

Referências:

Ciucci, G. et al. Mechanical load inhibits cancer growth in mouse and human hearts. Science 392, eads9412 (2026). doi:10.1126/science.ads9412.

Fieldhouse, R. How your heartbeat could keep cancer at bay. Nature News (23 Abril 2026). doi:10.1038/d41586-026-01296-z.

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Olhanense Rui Murta sagra-se bicampeão no Portimão Box Cup

O algarvio Rui Martim Melo Murta sagrou-se campeão pela segunda vez consecutiva no Portimão Box Cup 2026, torneio internacional de boxe que voltou a destacar o jovem atleta olhanense.

Filho de Sílvia Melo e Sandro Murta, Rui Martim treina no Centro de Treinos de Olhão, sob orientação do mestre João Vieira, e continua a afirmar-se como uma das jovens promessas da modalidade.

Segundo a nota enviada, Rui Martim Melo Murta é “um atleta dedicado, focado e disciplinado”, treinando todos os dias para continuar a evoluir e alcançar novos resultados.

Medalha de ouro volta a destacar Olhão

A conquista representa a segunda medalha de ouro consecutiva alcançada pelo atleta no Portimão Box Cup, levando novamente o nome de Olhão ao topo da competição.

De acordo com o comunicado, Rui Martim Melo Murta “já é o segundo ano que trás para a nossa cidade de Olhão a medalha de ouro”, depois de ter competido frente a um atleta irlandês e disputado a final com um atleta português.

O jovem pugilista prepara agora os próximos desafios competitivos, mantendo o foco nos combates agendados para este ano e na preparação para a próxima edição do Box Cup.

Segundo a mesma nota, “o Rui Murta vai trabalhar para os próximos combates que virão ainda este ano e preparar-se para o Box Cup do ano que vem”.

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Lagos revive Arte Xávega em homenagem a Zé Bala

A Meia Praia voltou a ser palco da Arte Xávega, tradição que marcou durante décadas a vida das comunidades piscatórias de Lagos e que foi agora retomada em contexto cultural, com o apoio do Município.

O primeiro lançamento realizou-se no passado dia 6 de junho, no areal junto ao Bairro 1.º de Maio, reunindo moradores, populares e visitantes. A iniciativa contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira.

A recuperação desta prática resulta do protocolo de colaboração assinado, em março de 2026, entre o Município de Lagos e a Associação de Moradores 1.º de Maio, que definiu as condições para dar continuidade à Arte Xávega enquanto manifestação cultural de carácter episódico.

Homenagem a Zé Bala marcou o regresso da tradição

Este primeiro lançamento teve também um significado simbólico, ao ser dedicado à memória de José da Glória Santos, conhecido por Zé Bala, falecido no final de 2025. Considerado um guardião desta tradição, Zé Bala dedicou grande parte da sua vida à preservação da Arte Xávega, tornando-se uma das figuras mais associadas à sua continuidade na Meia Praia.

Segundo a autarquia, o momento foi acompanhado por dezenas de pessoas, que assistiram com emoção ao regresso de uma prática que muitos receavam estar em risco de desaparecer.

Hugo Pereira sublinhou o compromisso do Município de Lagos com a salvaguarda do património cultural imaterial do concelho, defendendo que “a Arte Xávega da Meia Praia integra um conjunto de práticas e saberes que definem a identidade de Lagos e das suas gentes e que importa proteger, não apenas como herança, mas como memória viva para as novas gerações”.

Em articulação com a Associação de Moradores 1.º de Maio, o município prevê a realização de novos lançamentos ao longo do ano, que serão anunciados previamente nos respetivos canais de comunicação.

De acordo com a Fototeca Municipal de Lagos, a Arte Xávega “é uma técnica de pesca tradicional com arte envolvente-arrastante e alagem para terra”.

A rede é lançada ao mar com o apoio de uma embarcação e, depois, puxada a partir de terra pela companha e ajudantes.

A mesma fonte recorda que este processo, feito com força braçal humana, tem uma duração média de quatro horas e que a prática assumiu, na comunidade local, grande importância devido às dinâmicas socioculturais e económicas de natureza cooperativista.

Os participantes integram um grupo heterogéneo, composto por homens e mulheres de várias idades e profissões, que continuam a envolver-se na atividade “para não deixar morrer a tradição, pelo convívio, e pelo prazer que retiram de uma actividade recolectora que os coloca como protagonistas directos da sua subsistência, pois no fim também levam o seu quinhão de peixe”.

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Politicamente (in)correto: Da política à encenação – A sociedade do espectáculo e a falência da substância | Por Francisco Moleiro

Nunca a política exigiu tanto dos seus protagonistas competências de representação cénica.

O exercício do poder parece ter sido substituído pela arte da performance, onde a imagem prevalece sobre a competência, a narrativa suplanta a verdade e a teatralização ocupa o espaço outrora reservado à governação.

Ao observarmos a arena política contemporânea, de ministros a vereadores, de secretários de Estado a deputados da República, dos municípios ou das freguesias, assistimos a uma verdadeira colonização do espaço público pelas estratégias de autopromoção.

As redes sociais transformaram-se no palco privilegiado de uma incessante campanha de marketing pessoal, onde muitos procuram vender-se como figuras indispensáveis, apesar de frequentemente revelarem uma alarmante escassez de mérito, visão ou profundidade.

Vivemos numa época em que a política deixou de procurar cidadãos para seduzir consumidores.

O debate de ideias cedeu lugar à fabricação de personagens.

O pensamento foi substituído pelo slogan, a convicção pelo cálculo e a competência pela visibilidade.

O valor político mede-se agora em cliques, gostos, partilhas e aparições mediáticas, numa lógica narcísica que a psicologia social identifica como uma das patologias dominantes das sociedades contemporâneas.

A questão impõe-se, quem governa realmente?

Serão os eleitos?

Ou serão os assessores de comunicação, os estrategas de imagem, os consultores de marketing político e as múltiplas estruturas invisíveis que nunca se submeteram ao sufrágio popular?

A democracia corre o risco de se transformar num sofisticado teatro de sombras, onde os rostos são conhecidos, mas os verdadeiros centros de decisão permanecem ocultos. Do ponto de vista antropológico, esta realidade revela uma inquietante regressão tribal.

A política deixa de ser um espaço racional de construção colectiva para se converter num sistema de culto da personalidade, onde líderes e seguidores reproduzem comportamentos de pertença emocional, frequentemente impermeáveis ao pensamento crítico.

Talvez esta reflexão seja descartada como o desabafo de alguém que já ultrapassou o prazo de validade imposto pela sociedade da aparência.

Contudo, há uma diferença fundamental entre envelhecer e degradar-se.

Nunca precisei de me colocar em bicos de pés para parecer maior do que sou, nem de derrubar terceiros para conquistar um lugar à mesa.

A dignidade continua a dispensar artifícios.

Por isso, persistirei politicamente (in)correto, mantendo a espinha dorsal direita e a liberdade intelectual intacta.

Porque para além do ruído mediático, da encenação permanente e do espectáculo cuidadosamente produzido, continua a existir uma realidade que importa compreender.

E, convenhamos, quando o circo se instala no centro da política, o problema não está apenas nos artistas.

Está sobretudo num público que já desaprendeu a distinguir a substância da ilusão.

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Homem de 28 anos detido pela PSP em Portimão por posse de arma proibida

A PSP deteve, esta segunda-feira, em Portimão, um homem de 28 anos por posse de arma proibida, na sequência de uma ocorrência registada durante a madrugada numa zona de diversão noturna da cidade.

Segundo o Comando Distrital de Faro da PSP, uma equipa policial foi abordada por um cidadão que pediu auxílio, alegando ter sido alvo de ameaças e coação com recurso a uma arma branca.

Na sequência da denúncia, foram desenvolvidas diligências policiais que permitiram localizar o suspeito. Durante a abordagem, o homem admitiu transportar a arma, justificando que o fazia “por motivos de segurança pessoal”.

Patrulhamento reforçado em zonas de diversão noturna

A detenção foi efetuada por uma equipa do Corpo de Intervenção da Força Destacada de Faro da Unidade Especial de Polícia, integrada no dispositivo de reforço do patrulhamento das zonas de diversão noturna durante o período de verão.

De acordo com a PSP, tendo em conta as características da arma apreendida, “um punhal com lâmina de 14,5 centímetros”, foi determinada a sua apreensão e o suspeito acabou detido.

O Comando Distrital de Faro da PSP adianta que continuará a desenvolver ações de patrulhamento e fiscalização intensivas nas zonas de diversão noturna ao longo do verão.

A polícia refere que o reforço da presença policial tem como objetivo a “prevenção da criminalidade”, o “aumento do sentimento de segurança” e a “proteção de residentes, trabalhadores e visitantes”.

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Escolas de Lagoa e Portimão recebem Selo Ouro da RedEscolas AntiCorrupção

Duas escolas do distrito de Faro foram distinguidas com Selo Ouro na 5.ª edição da RedEscolas AntiCorrupção, programa escolar de literacia anticorrupção promovido pela Associação All4Integrity.

A cerimónia final realizou-se na passada segunda-feira, 1 de junho, na Sala do Senado da Assembleia da República, reunindo mais de 160 convidados, entre os quais o presidente do Mecanismo Nacional Anticorrupção, João Mouraz Lopes, e o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo.

A sessão assinalou o encerramento de mais um ano letivo de trabalho desenvolvido pelas escolas junto das suas comunidades, no âmbito da promoção da literacia anticorrupção e de uma cultura de integridade.

De acordo com a organização, a cerimónia permitiu celebrar o trabalho realizado pelas escolas, “fomentar a troca de experiências entre os participantes e o contacto direto com os agentes de decisão”.

Escolas de Lagoa e Portimão receberam Selo Ouro

No distrito de Faro, participaram nesta edição o Agrupamento de Escolas Padre António Martins de Oliveira, através da Escola Básica Jacinto Correia, e a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, ambas distinguidas com Selo Ouro.

Durante a cerimónia, além da entrega dos certificados de participação, as escolas ficaram a conhecer o Selo Digital atribuído pelo júri, em reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo do ano.

A RedEscolas AntiCorrupção é um programa criado e desenvolvido pela All4Integrity, dirigido a jovens em idade escolar e implementado em contexto local.

Segundo a associação, a iniciativa promove, “no quadro dos valores de uma democracia participativa”, o desenvolvimento de competências relacionadas com o fenómeno da corrupção e crimes conexos, através de uma metodologia de projeto assente numa narrativa pedagógica própria.

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O efeito Flynn na era da IA: inteligência ou adaptação? | Por Miguel Coutinho e Dinis Catronas

Durante décadas, a ideia parecia clara: geração após geração, as pessoas obtinham pontuações cada vez mais elevadas nos testes de inteligência. Este fenómeno, conhecido como efeito Flynn, em homenagem ao investigador James R. Flynn, sugeria que nos estávamos a tornar progressivamente mais inteligentes.

Mas esta leitura não é linear, tornando-se ainda mais complexa num contexto em que a inteligência artificial (IA) começa a influenciar a forma como pensamos, aprendemos e resolvemos problemas.

Mas o que é, afinal, o efeito Flynn? Este efeito reflete o aumento consistente das pontuações em testes de QI (Quociente de Inteligência) ao longo do tempo. Na maioria dos países, esse crescimento rondou os 3 pontos por década ao longo do século XX.

MIGUEL COUTINHO
Presidente da Delegação Regional Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

À primeira vista, a conclusão parece óbvia: estaríamos a ficar mais inteligentes. No entanto, esta interpretação pode ser enganadora. O efeito Flynn não significa necessariamente que as pessoas no passado fossem menos inteligentes, mas sim que obtiveram piores resultados nos testes que usamos para medir essa capacidade.

Isto levanta uma questão fundamental: o que é que esses testes medem realmente? Inteligência, uma forma específica de raciocínio ou adaptação a determinados tipos de tarefas?

Os testes de QI foram criados no início do século XX por Alfred Binet com um objetivo prático: identificar crianças com dificuldades de aprendizagem no contexto escolar, e não medir uma inteligência absoluta. Com o tempo, passaram a ser utilizados como indicadores gerais de capacidade intelectual, muitas vezes para além do seu propósito inicial.

DINIS CATRONAS
Psicólogo, membro da direção da Delegação Regional do Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

A investigação mostra que o efeito Flynn não resulta de evolução biológica – o período em causa é demasiado curto para alterações genéticas significativas – mas sim de mudanças sociais e ambientais.

As explicações mais consistentes apontam para fatores como o aumento da escolaridade, melhorias na nutrição e ambientes cada vez mais exigentes do ponto de vista cognitivo, com maior exposição a tarefas abstratas e mudanças culturais na forma de raciocinar.

O efeito Flynn reverso: estamos a voltar para trás?

Nas últimas décadas, começaram a surgir dados que apontam para uma estagnação ou mesmo inversão deste fenómeno em vários países – o chamado efeito Flynn reverso.

Em Portugal, um estudo com adultos comparou candidatos avaliados em 2005 e 2010, revelando que os participantes de 2005 apresentaram melhores desempenhos, com diferenças significativas na compreensão verbal e no cálculo numérico, enquanto o raciocínio lógico se manteve relativamente estável.

Este padrão é consistente com dados internacionais, que apontam para uma estagnação, ou mesmo descida, em competências ligadas à linguagem e ao cálculo, enquanto o raciocínio abstrato tende a variar menos.

Uma possível explicação prende-se com a mudança das exigências sociais e laborais: competências como vocabulário, compreensão verbal ou cálculo mental podem estar a perder centralidade no quotidiano e nos sistemas educativos.

A entrada da IA neste cenário levanta uma questão central: o que acontece quando começamos a transferir para as máquinas tarefas que antes dependiam do nosso esforço mental?

Hoje, a IA já resolve problemas matemáticos, produz textos complexos, sintetiza informação e apoia a tomada de decisão, tornando-se parte do nosso dia a dia.

Os seus efeitos podem ser contraditórios. Por um lado, funciona como uma extensão da mente humana, permitindo níveis mais elevados de desempenho. Por outro, pode reduzir o treino de competências como cálculo mental, memória ou produção verbal estruturada.

Se cruzarmos esta realidade com o efeito Flynn, surge uma hipótese plausível: tal como a escolarização influenciou a subida das pontuações de QI no passado, a inteligência artificial poderá estar agora a moldar (ou até a redefinir) aquilo que medimos como inteligência.

Mas será que estamos a medir inteligência ou adaptabilidade?

O efeito Flynn lembra-nos que os testes de QI não medem uma entidade fixa chamada “inteligência”. Medem a capacidade de responder a tarefas que refletem as exigências cognitivas de cada época. Num mundo marcado pela IA, essas exigências estão a mudar rapidamente.

Talvez a questão mais relevante já não seja se estamos mais ou menos inteligentes, mas sim: estamos a desenvolver o tipo de inteligência que o nosso contexto exige?

O futuro da inteligência já começou

O efeito Flynn nunca foi apenas sobre inteligência, mas sobre contexto. Mostrou que o ambiente molda profundamente o desempenho cognitivo e que os testes de QI refletem tanto a sociedade quanto o indivíduo.

Hoje, com a IA a transformar a forma como pensamos e aprendemos, podemos estar perante uma nova fase deste fenómeno – não necessariamente um declínio da inteligência, mas uma reconfiguração do que significa ser inteligente.

Talvez, no futuro, o verdadeiro desafio não seja aumentar o QI, mas compreender que tipo de mente estamos a construir numa era de máquinas que “pensam” de forma mais rápida e precisa.

Como psicólogos, educadores e cidadãos, a responsabilidade é clara: garantir que esta transição não nos faz perder competências fundamentais, mas que promove uma inteligência mais adaptativa, crítica e humanamente relevante.

O futuro da inteligência não se escreve apenas em algoritmos. Escreve-se também nas escolas, nas políticas públicas, nas consultas e na forma como integramos a tecnologia na nossa vida.

A questão já não é se vamos usar IA, porque na realidade já o fazemos praticamente de forma diária em diversas áreas da nossa vida.

A verdadeira questão será diferente: estaremos a usá-la para pensar melhor ou para pensar menos?

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Mundial de Futebol anima verão do Hilton Vilamoura com gastronomia e cocktails

O Hilton Vilamoura As Cascatas Golf Resort & Spa prepara-se para receber adeptos, famílias e grupos de amigos durante o Mundial de Futebol, com uma programação pensada para juntar desporto, gastronomia e convívio num ambiente descontraído e sofisticado.

Localizado no coração de Vilamoura, o resort aposta numa experiência que pretende transformar os dias de jogo em momentos especiais para hóspedes e visitantes, aliando a emoção do futebol internacional ao ambiente cosmopolita característico do destino algarvio.

Ao longo da competição, os principais jogos serão transmitidos em diferentes áreas do hotel, incluindo bares e espaços lounge, onde será possível acompanhar cada partida com cocktails de assinatura, propostas gastronómicas e momentos de convívio.

Segundo o resort, a grande novidade será a transformação do Centro de Conferências do Hilton Vilamoura num “verdadeiro estádio indoor”, especialmente concebido para proporcionar uma experiência imersiva aos adeptos.

Futebol, gastronomia e animação em ambiente premium

O espaço contará com ecrãs de grandes dimensões, ambiente inspirado nos grandes palcos do futebol internacional e uma configuração pensada para recriar a emoção das bancadas. De acordo com o hotel, este espaço promete tornar-se “o ponto de encontro obrigatório para acompanhar os jogos mais aguardados da competição”.

O Hilton Vilamoura encontra-se já a realizar testes com transmissões de grandes finais e eventos desportivos, procurando garantir uma experiência de excelência para todos os visitantes.

Durante o Mundial, estará também disponível uma carta especial de finger food e bebidas, criada para complementar os momentos de convívio e tornar cada jogo mais memorável.

Reconhecido pela sua oferta de wellness, golfe e lazer, o Hilton Vilamoura apresenta-se como uma opção para quem pretende combinar férias de verão com a emoção do futebol internacional, a poucos minutos da marina, da praia e de alguns dos principais campos de golfe do país.

Além da transmissão dos jogos, o resort irá contar com experiências especiais inspiradas no espírito do Mundial, incluindo sugestões gastronómicas temáticas, happy hours e momentos de animação pensados para reunir adeptos nacionais e internacionais num ambiente premium e descontraído.

Com várias piscinas exteriores, espaços de restauração, Seven Spa e uma localização privilegiada no centro de Vilamoura, o Hilton Vilamoura reforça neste verão a sua posição como um dos principais pontos de encontro do Algarve para assistir ao Mundial.

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Novo showroom da Vilaça Interiores junta design, arte e lifestyle em Almancil

A Vilaça Interiores inaugurou em Almancil, no Algarve, o seu terceiro e maior showroom, um espaço com cerca de 1000 metros quadrados, distribuído por dois pisos, dedicado ao design de interiores de luxo.

O novo espaço, situado na Rua Cristóvão Pires Norte, em Almancil, junto à Quinta do Lago, foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva no universo da marca, reunindo ambientes completos e marcas internacionais de referência.

Entre as insígnias presentes no showroom estão Minotti, Molteni&C, Fendi Casa, RODA, Baxter, edra, antoniolupi, effe e Gessi, entre outras referências do design contemporâneo.

Novo espaço reúne marcas internacionais de referência

O percurso pelo showroom permite descobrir diferentes universos habitacionais, desde quartos e closets a salas de estar, salas de jantar, cozinhas, casas de banho, áreas exteriores e espaços dedicados ao bem-estar.

O espaço inclui ainda zonas com peças decorativas, iluminação, livros, velas e objetos em prata disponíveis para aquisição imediata, reforçando a dimensão lifestyle associada à marca.

A inauguração foi assinalada no dia 29 de maio com um evento exclusivo, de acesso por convite, que reuniu arquitetura, design de interiores, música, gastronomia, arte e cultura automóvel de luxo.

Segundo a organização, o evento transformou o showroom num “palco imersivo dedicado ao viver contemporâneo”, permitindo aos convidados explorar ambientes concebidos com algumas das principais marcas internacionais do setor.

Um dos momentos centrais da noite foi a apresentação do Aston Martin Vanquish, exibido à entrada do showroom como uma peça de destaque. A organização refere que a sua presença “reforçou o diálogo entre design e excelência”.

Evento juntou arte, música e cultura automóvel

A dimensão cultural da inauguração incluiu uma exposição fotográfica de Sónia Apolónia, que acrescentou uma componente artística ao espaço. A animação musical esteve a cargo do DJ Peete The Zouk, num ambiente marcado por instalações florais, gastronomia e cocktails de assinatura.

No final do evento, os convidados receberam presentes exclusivos desenvolvidos em colaboração com parceiros ligados ao design e ao lifestyle, incluindo Minotti, Molteni&C, Onno Collection, Baobab e Gessi.

Com mais de 45 anos de história, a Vilaça é atualmente liderada pelos irmãos Rui e Tiago Vilaça, mantendo como principal foco a criação de projetos de interiores personalizados para residências privadas, espaços comerciais e unidades de hotelaria.

Fundada no final da década de 1970, em Braga, a marca nasceu ligada ao mobiliário artesanal e à criação de peças únicas. Ao longo dos anos, evoluiu para uma abordagem mais abrangente, centrada na criação de ambientes completos.

Com showrooms em Braga, Cascais e agora no Algarve, e projetos desenvolvidos em Portugal e no estrangeiro, a Vilaça Interiores reforça a sua presença no segmento do design de interiores de luxo.

Segundo a marca, o Algarve assume-se como um mercado estratégico, sendo o novo showroom uma “autêntica montra nacional e internacional”.

O espaço encontra-se aberto ao público de segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 19:00, e ao sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

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Noite Black & White transforma Carvoeiro em grande festa de verão

O Carvoeiro Noite Black & White regressa no dia 20 de junho para a sua 12.ª edição, levando música, arte e animação à Praia do Carvoeiro e às ruas do centro da vila, entre as 20:30 e as 03:00.

Organizado pelo Município de Lagoa, o evento tem entrada livre, transporte gratuito disponível e mantém o habitual código de vestuário em preto e branco, que dá identidade visual a uma das maiores festas de verão do Algarve.

Segundo a autarquia, a iniciativa transforma a Praia do Carvoeiro e o centro da vila numa “gigantesca celebração ao ar livre”, marcada por uma atmosfera de verão onde diferentes expressões artísticas se cruzam.

Música, arte e animação espalhadas pelo Carvoeiro

Com vários palcos e cenários de animação distribuídos por diferentes zonas do Carvoeiro, o programa apresenta estilos musicais variados e propostas artísticas para diferentes públicos.

Nesta edição, sobem ao palco os mexicanos Mariachi Mezcal, a cantora brasileira Lidia Brandão, os portugueses Six Irish Men e os DJs Francisco Gil, Pedro Carrilho e Christian F, entre outros nomes.

De acordo com o município, estes artistas prometem contagiar o público com ritmos que atravessam décadas, “dos clássicos dos anos 70, 80 e 90 aos grandes sucessos da dance music atual”.

Ao longo dos últimos 12 anos, o Carvoeiro Noite Black & White consolidou-se como uma das maiores festas de verão realizadas em Portugal, juntando mais de 30 mil pessoas numa única noite.

O preto e o branco voltam a assumir-se como elementos centrais da experiência, inspirando a decoração, os espetáculos, a animação de rua e a energia que toma conta da vila durante a noite.

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Concerto e jantar marcam 35.º aniversário do Núcleo do Sporting de Portimão

O Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Portimão assinala, no próximo dia 20 de junho, o seu 35.º aniversário, com uma jornada comemorativa que pretende reunir sportinguistas de todo o país e reforçar a ligação histórica da instituição à cidade.

As celebrações começam às 19:00, na zona ribeirinha de Portimão, entre as pontes, com a atuação da banda “Supporting”, reconhecida pelos seus temas de apoio ao Sporting Clube de Portugal. O espetáculo terá entrada livre.

A partir das 20:30, realiza-se o jantar comemorativo no restaurante “A Ponte”, situado junto ao palco, estando prevista a presença de dirigentes e atletas do Sporting Clube de Portugal, bem como de cerca de 300 sportinguistas provenientes de várias regiões do país.

Livro assinala percurso histórico do Núcleo

Durante a cerimónia será lançado o livro “35 Anos de História e Orgulho”, compilado por José Garrancho. A obra revisita o percurso do Núcleo do Sporting de Portimão desde a sua fundação, homenageando todos os que contribuíram para o crescimento, consolidação e dinamização da instituição ao longo de mais de três décadas.

Segundo a direção, esta celebração pretende constituir “um momento de convívio e afirmação do movimento sportinguista na região algarvia”, associando a efeméride à preservação da memória coletiva do Núcleo e à sua ligação à comunidade portimonense.

O evento contará ainda com cobertura da Sporting TV, canal oficial do Sporting Clube de Portugal.

As inscrições para o jantar encontram-se abertas, com o preço de 25 euros para associados do Núcleo e 30 euros para não sócios.

Para inscrições e informações, os interessados podem contactar os números 962 835 751 ou 912 226 321.

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Grupo Naval de Olhão regressa de França com um 8.º lugar histórico na maior prova europeia de Va’a [vídeo]

A equipa AUKAI, do Grupo Naval de Olhão, representou Portugal pela primeira vez na Vendée Va’a, considerada a mais importante prova de Va’a da Europa, que decorreu em Les Sables d’Olonne, em França.

A participação marcou uma estreia histórica para a canoagem polinésia, numa das competições mais tradicionais, exigentes e prestigiadas da modalidade a nível internacional.

Segundo a equipa, tratou-se de uma “estreia inédita e histórica da nossa escola de Olhão na Vendée Va’a, a maior prova de canoagem polinésia da Europa”.

A AUKAI levou às areias e ao mar de Les Sables d’Olonne uma equipa formada por nove remadores, que enfrentaram três dias de prova, em condições de mar e frio particularmente exigentes.

Remadores algarvios colocam Olhão em destaque internacional

Num contexto de forte competitividade internacional, os atletas olhanenses representaram as cores portuguesas e mostraram a técnica, a preparação e a capacidade de superação dos remadores algarvios.

De acordo com a equipa, esta participação reuniu “histórias de superação, preparação técnica, espírito de equipa e a emoção de colocar o Algarve no mapa mundial desta modalidade em expansão”.

O objetivo inicial passava por terminar entre os dez primeiros classificados, meta que foi alcançada com o oitavo lugar na classificação geral.

Para a AUKAI, o resultado constituiu “uma superação” e confirmou o crescimento da modalidade em Olhão e no Algarve.

Com esta presença inédita na Vendée Va’a, a equipa do Grupo Naval de Olhão abriu caminho a uma nova etapa para a canoagem polinésia portuguesa, levando o nome de Portugal a uma das provas de maior referência da modalidade na Europa.

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Líderes rotários do Algarve reuniram-se em Albufeira

O Rotary Club de Albufeira acolheu, no dia 1 de junho, a reunião conjunta dos presidentes e assistentes de governador dos anos rotários 2025/2026 e 2026/2027, encontro que contou com representantes dos 13 clubes rotários do Algarve e do Rotaract Club de Tavira.

A sessão permitiu analisar temas ligados ao planeamento estratégico dos clubes, ao desenvolvimento do quadro social, aos projetos de serviço, às parcerias institucionais, à imagem pública e às iniciativas da Fundação Rotária.

Entre os assuntos em debate esteve também o acompanhamento de projetos de interesse regional, nomeadamente nas áreas da saúde e da reabilitação, bem como a partilha de boas práticas entre os diferentes clubes rotários algarvios.

Clube prepara celebração dos 55 anos

Durante a reunião, o Rotary Club de Albufeira apresentou algumas das iniciativas em preparação para o próximo ano rotário, incluindo a celebração do 55.º aniversário do clube, data que assinala mais de cinco décadas de serviço à comunidade.

Segundo o clube, a jornada terminou com “um momento de confraternização entre os participantes”, reforçando “os laços de amizade e cooperação que caracterizam o movimento rotário”.

Fundado em 1971, o Rotary Club de Albufeira continua a desenvolver projetos de apoio à comunidade, promovendo os valores do serviço, da ética, da amizade e da paz.

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São Brás de Alportel reforça laços com comunidade emigrante na Argentina

O Município de São Brás de Alportel realiza, entre 10 e 18 de junho, uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, na Argentina, com o objetivo de reforçar a ligação à comunidade emigrante são-brasense e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios.

A deslocação enquadra-se na estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, de reforço das relações institucionais internacionais e de promoção da identidade são-brasense além-fronteiras.

Segundo o município, a missão realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.

Ligação histórica une São Brás de Alportel à Argentina

A missão assume especial significado pela ligação histórica e humana entre São Brás de Alportel e a Argentina. Nas primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais do concelho, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram.

Entre os destinos mais marcantes desta história encontra-se Comodoro Rivadavia, cidade da província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos principais polos históricos da emigração portuguesa no país.

De acordo com a autarquia, a comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém “uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel”.

A missão surge também na sequência do reconhecimento atribuído pelo município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para preservar os laços históricos e culturais entre as duas localidades.

Memória da emigração em destaque na agenda

A agenda da missão inclui reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa.

Estão ainda previstos contactos institucionais em Buenos Aires com o embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.

Além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.

A autarquia adianta que será dado “particular destaque” à valorização da memória da emigração, através da promoção de contactos entre entidades portuguesas e argentinas para recolha, preservação, digitalização e divulgação de documentação histórica, fotografias, testemunhos orais e outros registos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina.

Neste trabalho, a participação da Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, do Arquivo Municipal e do Museu do Traje de São Brás de Alportel assume especial relevância.

A presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, far-se-á acompanhar pelo vice-presidente, Pedro Ornelas, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.

Segundo o município, esta missão constitui “uma oportunidade para homenagear o legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina” e, ao mesmo tempo, reforçar os laços entre comunidades unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada.

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Ginastas do Sporting de Olhão brilham no Nacional de Tumbling e Duplo-Mini-Trampolim

O Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Olhão esteve em destaque no Campeonato Nacional de Duplo-Mini-Trampolim e Tumbling, realizado no fim de semana de 6 e 7 de junho, em Sines, ao conquistar quatro títulos de campeão nacional e vários lugares de honra.

Numa das principais competições da modalidade, os ginastas olhanenses evidenciaram talento, dedicação e espírito de superação, confirmando a qualidade do trabalho desenvolvido ao longo da época.

Os maiores destaques da participação foram Diego Paz, David Lazar, Lia Silva e Matilde Carvalho, que subiram ao lugar mais alto do pódio e se sagraram campeões nacionais nas respetivas categorias de Tumbling.

Ginastas olhanenses em destaque no pódio

A prestação da equipa ficou ainda marcada pela medalha de prata conquistada por Tomás Silva, que se tornou vice-campeão nacional, e pela medalha de bronze alcançada por Marta Rodrigues.

A representar o clube estiveram também Vasco Rapazote, Lia Gonçalves, Ariana Ramos, Marieta Máximo, Isabela Gonçalves, Maria Inês Rocha, Leonor Moreira, Alicia Viegas, Margarida Ribeiros e Júlia Lelis, que demonstraram qualidade técnica, empenho e determinação, contribuindo para uma prestação coletiva de elevado nível.

Segundo o clube, mais do que os resultados, a participação do NSO ficou marcada pela “atitude exemplar dos seus ginastas”, que demonstraram “compromisso, espírito de equipa e orgulho em representar o clube e a cidade de Olhão”.

Com quatro títulos nacionais, uma medalha de prata e uma medalha de bronze, o Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Olhão regressou de Sines com razões para celebrar. Para o NSO, os resultados alcançados “refletem o trabalho desenvolvido por ginastas e treinadores”, deixando “excelentes perspetivas para o futuro”.

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