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México de má memória para Portugal: a polémica de Saltillo que transformou o Mundial de 1986 num pesadelo

Em 1986, Portugal voltou a um Mundial vinte anos depois da campanha histórica de 1966, mas a aventura no México ficou marcada por uma polémica que ainda hoje é lembrada. O chamado caso Saltillo envolveu protestos de jogadores, desacordo sobre prémios e direitos de imagem, más condições de preparação e um ambiente de tensão em plena competição.

A seleção portuguesa chegou ao México com grande expectativa. Segundo a Federação Portuguesa de Futebol, Portugal tinha garantido a presença no Mundial depois da vitória em Estugarda frente à Alemanha, com um golo de Carlos Manuel, e vinha também de uma boa participação no Europeu de 1984.

Depois de duas décadas afastada dos Mundiais, o regresso era visto como uma oportunidade para recolocar Portugal entre as grandes seleções.

No entanto, a preparação ficou longe do ideal. A equipa ficou instalada em Saltillo, cidade mexicana que acabaria por dar nome ao caso. As condições de treino, alojamento e organização foram alvo de críticas por parte dos jogadores.

O Diário de Notícias, numa reportagem publicada com antigos internacionais, recordou testemunhos sobre falta de organização, campo de treinos inclinado, más condições de trabalho, guardas armados junto aos quartos e ausência de adversários oficiais para jogos de preparação.

Prémios geraram conflito

Um dos principais pontos de tensão foi a questão dos prémios. Os jogadores contestavam os valores, as garantias e as condições definidas para a participação no Mundial, num contexto em que o futebol ainda estava longe da dimensão financeira atual.

A FPF recorda, no seu guia histórico dos Mundiais, que o caso Saltillo colocou jogadores e dirigentes de costas voltadas, com ameaças de greve pelo meio, tendo a definição dos prémios de jogo como ponto central.

Mas o conflito não se esgotava aí. Segundo antigos jogadores citados pelo Diário de Notícias, havia também descontentamento com a utilização da imagem dos atletas, a publicidade associada à Federação e a falta de clareza sobre compensações financeiras.

O desentendimento entre atletas, dirigentes e responsáveis federativos cresceu durante a competição. A falta de entendimento acabou por gerar um ambiente pesado dentro da seleção, precisamente no momento em que a equipa precisava de estabilidade.

A situação ficou conhecida como uma revolta dos jogadores em pleno Mundial. A RTP Antena 1 descreveu o caso Saltillo como a greve dos jogadores da seleção durante o Mundial de 1986. Ainda assim, antigos internacionais, como Jaime Magalhães, contestam essa leitura e defendem que houve protesto, comunicado e camisolas viradas do avesso, mas não abandono dos treinos.

Vitória inicial não chegou

Dentro de campo, Portugal até começou bem. A seleção venceu a Inglaterra por 1-0 no primeiro jogo da fase de grupos, com golo de Carlos Manuel, criando esperança numa boa campanha.

Mas a vitória não foi suficiente para travar o desgaste interno. Pelo meio, Portugal sofreu ainda um golpe desportivo importante: segundo a FPF, o guarda-redes Manuel Bento fraturou o perónio da perna esquerda num treino em Monterrey e ficou afastado do resto da competição.

Nos jogos seguintes, Portugal perdeu com a Polónia e com Marrocos, acabando eliminado ainda na fase de grupos.

A derrota frente a Marrocos, por 3-1, foi especialmente pesada. O resultado confirmou o fim da participação portuguesa e agravou a leitura negativa sobre tudo o que tinha acontecido no México.

Uma imagem difícil para a seleção

O caso Saltillo tornou-se sinónimo de desorganização, conflito e oportunidade perdida. Durante anos, a participação de Portugal no Mundial de 1986 foi recordada mais pelos problemas fora de campo do que pelo futebol jogado.

Para muitos adeptos, foi uma das páginas mais difíceis da história da seleção nacional. O regresso aos Mundiais, que deveria ser motivo de orgulho, acabou por ficar associado a polémica e frustração.

O episódio também teve impacto na relação entre jogadores, dirigentes e opinião pública. A seleção saiu do México com a imagem fragilizada e com muitas perguntas por responder.

O que estava em causa

Mais do que uma simples discussão sobre dinheiro, o caso Saltillo expôs problemas de organização e comunicação. Os jogadores sentiam que as condições não correspondiam ao que era exigido para competir num Mundial.

Do outro lado, os responsáveis federativos enfrentavam críticas pela gestão da comitiva e pela forma como lidaram com as reivindicações. A tensão acabou por dominar a narrativa da participação portuguesa.

O episódio mostrou que o sucesso de uma seleção depende também de planeamento, condições de trabalho e estabilidade interna. Sem isso, mesmo uma equipa com talento pode acabar condicionada.

Um caso que ficou na memória

Quatro décadas depois, Saltillo continua a ser uma referência quando se fala dos momentos mais polémicos da seleção portuguesa. O nome da cidade mexicana tornou-se símbolo de uma crise que marcou uma geração.

A seleção portuguesa só voltaria a disputar um Mundial em 2002, na Coreia do Sul e no Japão. Pelo meio, ficou a memória de 1986 como uma experiência amarga e uma lição para o futuro.

Hoje, o caso Saltillo é recordado como um episódio que ajuda a perceber a evolução da seleção. De uma equipa marcada por conflitos, improvisos e condições discutíveis, Portugal passou a uma estrutura mais profissional e preparada para grandes competições.

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A caminho de Portugal? Mergulhadores captam imagens raras de tubarão-branco nesta região

Uma equipa de mergulhadores voluntários captou imagens consideradas raras de um tubarão-branco adulto debaixo de água no Mar Mediterrâneo. O animal foi avistado entre a Sicília e a Tunísia, a vários quilómetros da costa, durante uma operação de remoção de redes de pesca abandonadas.

O encontro aconteceu em maio, junto a um naufrágio onde estavam presas redes antigas, também conhecidas como “redes-fantasma”. Estes equipamentos continuam a representar uma ameaça para a vida marinha muito tempo depois de terem sido perdidos ou abandonados.

Segundo a organização Healthy Seas, citada pelo Observador, a equipa documentou aquilo que acredita ser a primeira filmagem subaquática de um tubarão-branco adulto no Mediterrâneo, no seu habitat natural. O animal, presumivelmente um macho adulto, foi observado a cerca de 40 metros de profundidade.

Encontro raro durante operação no mar

A operação estava a ser realizada por mergulhadores ligados à proteção dos oceanos, numa zona considerada importante para a biodiversidade marinha. O objetivo inicial não era filmar tubarões, mas sim retirar redes de pesca abandonadas presas no fundo do mar.

Durante o mergulho, a equipa foi surpreendida pela presença do tubarão-branco. O animal aproximou-se dos mergulhadores e foi possível captar imagens debaixo de água, algo extremamente invulgar nesta região.

Derk Remmers, o mergulhador que filmou o momento, descreveu o encontro como muito especial. Em declarações à BBC, contou que o tubarão estava muito perto da equipa e que sentiu os dedos a tremer enquanto tentava ligar a câmara.

O mergulhador explicou ainda que o maior receio, naquele momento, era não conseguir registar o acontecimento. A filmagem acabou por se tornar um documento raro sobre a presença da espécie no Mediterrâneo central.

Animal estava longe das praias

Apesar do impacto das imagens, os mergulhadores fizeram questão de deixar uma mensagem de tranquilidade. O tubarão foi avistado em alto-mar, longe de zonas balneares e sem representar ameaça direta para banhistas.

Derk Remmers afirmou ao The Telegraph que espera que as imagens não provoquem pânico nem pedidos para capturar o animal. Para o mergulhador, é importante sublinhar que o encontro ocorreu no Mediterrâneo central, numa zona afastada da costa.

A presença de tubarões-brancos no Mediterrâneo não é nova, mas os avistamentos são raros e as filmagens debaixo de água são ainda mais difíceis de obter. Por isso, o registo ganhou destaque internacional.

Especialistas e organizações ambientais têm alertado que estes animais desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua presença pode ser sinal de biodiversidade, embora a espécie esteja sob forte pressão.

Pode chegar a Portugal?

A pergunta pode surgir depois da divulgação das imagens, mas não há qualquer indicação de que este exemplar esteja a aproximar-se da costa portuguesa. O tubarão foi filmado entre a Sicília e a Tunísia, numa zona distante de Portugal e em pleno Mediterrâneo central.

Ainda assim, o tubarão-branco é uma espécie de grande mobilidade e pode percorrer longas distâncias. A sua presença em águas europeias faz parte da distribuição natural da espécie, embora os encontros sejam pouco comuns.

Em Portugal, a ocorrência de grandes tubarões no Atlântico não deve ser vista como algo impossível, mas também não deve ser motivo de alarme. A maioria destes animais vive longe da costa e evita o contacto com pessoas.

Por isso, o avistamento no Mediterrâneo deve ser entendido sobretudo como um registo científico e ambiental relevante, e não como um sinal de perigo iminente para praias portuguesas.

Espécie ameaçada no Mediterrâneo

As águas entre a Sicília e o Norte de África são consideradas um dos últimos refúgios para várias espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-branco. No entanto, a pressão humana tem colocado estes animais em risco.

No Mediterrâneo, o tubarão-branco foi levado para perto da extinção devido à pesca excessiva, à pesca ilegal e à captura acidental em redes de arrasto. Muitos exemplares acabam presos em artes de pesca destinadas a outras espécies.

Em alguns casos, os tubarões capturados são vendidos em mercados de peixe de países do Norte de África, como a Tunísia e a Argélia. As organizações ambientais defendem uma maior proteção destas zonas e uma fiscalização mais eficaz.

O encontro filmado pelos mergulhadores acaba, assim, por ter uma dupla leitura. Por um lado, mostra a presença rara de um dos maiores predadores marinhos no Mediterrâneo; por outro, recorda a urgência de proteger os habitats onde estes animais ainda sobrevivem.

Imagens chamam a atenção para as redes-fantasma

Além do tubarão-branco, a operação destacou outro problema grave: as redes de pesca abandonadas no mar. Conhecidas como redes-fantasma, continuam a capturar peixes, tartarugas, aves marinhas e outros animais mesmo depois de deixarem de ser usadas.

Estas redes podem ficar presas em naufrágios, rochas ou fundos marinhos durante anos, causando danos nos ecossistemas e colocando em risco várias espécies. A sua remoção é uma das tarefas realizadas por equipas de mergulhadores voluntários em diferentes zonas do mundo.

Neste caso, a missão acabou por revelar um encontro inesperado e raro. As imagens do tubarão-branco no Mediterrâneo tornaram-se uma oportunidade para falar não só da espécie, mas também da necessidade de proteger o mar.

Longe de ser motivo para medo, o registo mostra a importância de conhecer melhor estes animais e de preservar os ecossistemas onde ainda podem viver.

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Tia de 26 anos acusada de 123 crimes de abuso sexual sobre os dois sobrinhos

O Ministério Público acusou uma mulher de 26 anos de 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados, alegadamente cometidos contra dois sobrinhos numa freguesia do concelho de Vila Verde, no distrito de Braga. Os factos terão ocorrido entre 2015 e 2019, durante períodos de férias de verão.

De acordo com o despacho de acusação, citado pelo Correio da Manhã, a arguida tinha 16 anos quando os alegados factos começaram. À data, as crianças tinham 3 e 8 anos.

A acusação refere que a mulher terá cometido 122 crimes contra o sobrinho e um crime contra a sobrinha. Os episódios terão ocorrido, sobretudo, em agosto e nos primeiros dias de setembro, quando as crianças permaneciam na casa dos pais da arguida.

Proximidade familiar terá facilitado os contactos

Segundo o Ministério Público, existia uma relação de proximidade e confiança entre os agregados familiares. Essa ligação permitia o convívio regular e a pernoita das crianças na casa onde a arguida também se encontrava.

A acusação sustenta que essa relação familiar criou um ambiente de confiança, sem restrições de contacto, o que terá facilitado os alegados comportamentos.

O despacho descreve que os factos terão ocorrido em vários momentos ao longo dos anos. Por envolver crianças, a acusação destaca a especial vulnerabilidade das alegadas vítimas.

O caso segue agora para a fase judicial, após o Ministério Público ter formalizado a acusação contra a mulher.

MP aponta impacto nas vítimas

De acordo com a acusação, o sobrinho terá sofrido consequências ao nível afetivo e emocional. O Ministério Público refere sintomas de ansiedade, insegurança, vergonha, vulnerabilidade e fragilidade emocional.

O despacho acrescenta que o jovem apresenta instabilidade emocional e comportamental, bem como necessidade de acompanhamento especializado. O MP associa estes efeitos aos factos descritos na acusação.

Em relação à sobrinha, a acusação indica a existência de desconforto no contacto com a arguida e impacto emocional. O Ministério Público entende que também esta vítima necessita de acompanhamento psicológico.

As autoridades consideram que os alegados factos tiveram efeitos relevantes no bem-estar das crianças.

Ministério Público fala em risco futuro

Na acusação, o Ministério Público defende que os comportamentos descritos, repetidos ao longo de vários anos, revelam uma personalidade indiferente à proteção e ao desenvolvimento saudável das crianças.

O MP sustenta ainda que poderá existir risco caso a arguida venha a estabelecer relações de proximidade com outros menores, seja por motivos profissionais, familiares ou outras situações de confiança.

Por esse motivo, a acusação enquadra os factos como crimes de abuso sexual de crianças agravados.

A mulher será agora julgada pelos crimes de que está acusada, cabendo ao tribunal avaliar a prova reunida e decidir sobre a sua responsabilidade criminal.

Caso envolve crimes agravados

O processo diz respeito a 123 crimes de abuso sexual de crianças agravados. A acusação foi deduzida pelo Ministério Público, mas a arguida beneficia da presunção de inocência até decisão final transitada em julgado.

A identidade das vítimas não é divulgada, uma vez que o processo envolve menores e crimes de natureza especialmente sensível.

Este tipo de caso exige especial reserva na divulgação de informação, para proteger as vítimas e evitar exposição adicional.

A próxima fase do processo decorrerá em tribunal, onde serão analisados os factos, os elementos recolhidos na investigação e a posição da defesa.

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Discussão no trânsito acaba em tiroteio e deixa dois homens em estado grave

Dois homens ficaram gravemente feridos na noite de segunda-feira, na sequência de um tiroteio ocorrido na localidade da Madorna, no concelho de Cascais. O caso terá começado com uma discussão no trânsito e acabou com disparos de armas de fogo entre os dois envolvidos.

O alerta foi dado pelas 19h23, segundo informação avançada pela Associação Humanitária de Bombeiros de Parede ao Notícias ao Minuto. A corporação recebeu duas chamadas praticamente em simultâneo: uma dava conta de um acidente entre dois veículos ligeiros e outra reportava um tiroteio na via pública.

Quando chegaram ao local, os bombeiros confirmaram que ambas as ocorrências estavam relacionadas. No mesmo ponto, encontraram duas viaturas envolvidas numa colisão e sinais de que tinha havido disparos.

Dois feridos graves no local

Um dos homens encontrava-se na via pública e apresentava um ferimento de bala numa perna. Segundo os bombeiros, a bala terá ficado alojada, uma vez que havia porta de entrada, mas não de saída.

A vítima apresentava ainda hematomas e uma hemorragia ativa provocada pelo disparo. Perante a gravidade dos ferimentos, foi assistida no local antes de ser transportada para o hospital.

O segundo homem envolvido no incidente terá procurado refúgio numa habitação situada nas imediações. Quando foi localizado, apresentava várias balas alojadas no corpo e diversas hemorragias ativas.

Os dois homens, de 23 e 27 anos, foram considerados feridos graves e transportados para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Discussão terá começado no trânsito

De acordo com a informação recolhida no local pelos bombeiros, terá havido uma discussão entre os dois homens, que seguiam em veículos distintos. O desentendimento terá ocorrido no trânsito e acabou por escalar para o uso de armas de fogo.

A corporação indicou que ambos os envolvidos terão puxado de armas e disparado um contra o outro. A sequência exata dos acontecimentos está agora a ser investigada pelas autoridades.

Além da colisão entre os veículos, o tiroteio obrigou a uma forte mobilização de meios de emergência e segurança para a zona da Madorna, em Cascais.

Vários meios no local

No local estiveram os Bombeiros de Parede, uma viatura do Hospital de Cascais, a Polícia Municipal de Cascais, a Polícia de Segurança Pública e a Polícia Judiciária.

As equipas de emergência prestaram assistência às vítimas e garantiram o transporte para unidade hospitalar. Já as forças policiais asseguraram a zona e iniciaram as diligências necessárias para apurar o que aconteceu.

Dada a natureza do caso, a investigação passou para a Polícia Judiciária, que deverá esclarecer as circunstâncias do tiroteio, a origem das armas usadas e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

O caso causou alarme na localidade, não só pela violência dos disparos, mas também por ter ocorrido na via pública e, alegadamente, na sequência de uma discussão no trânsito.

Caso segue em investigação

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre o estado clínico dos dois feridos, além da indicação de que ambos foram considerados graves no momento do socorro.

Também não foram avançadas informações sobre eventuais detenções ou sobre a origem das armas de fogo utilizadas no incidente.

A investigação da Polícia Judiciária deverá agora procurar reconstituir os momentos que antecederam os disparos e perceber de que forma uma colisão e uma discussão no trânsito terminaram num tiroteio.

O episódio volta a colocar em destaque os riscos de escalada em conflitos rodoviários, sobretudo quando há envolvimento de armas. As autoridades deverão continuar a recolher testemunhos e elementos no local para esclarecer o caso.

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Sismo de magnitude 3,5 registado perto de Sagres sem danos reportados

Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi registado na tarde desta terça-feira ao largo do Cabo de São Vicente, em Sagres, no distrito de Faro. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não há, até ao momento, registo de danos, feridos ou relatos de que o abalo tenha sido sentido pela população.

Segundo o Notícias ao Minuto, o tremor de terra ocorreu pelas 17h10, segundo a informação divulgada pelo IPMA. O epicentro foi localizado a cerca de 80 quilómetros a Oeste-Sudoeste do Cabo de São Vicente, uma zona onde são registados ocasionalmente movimentos sísmicos devido à atividade tectónica no Atlântico.

Apesar da magnitude de 3,5, o instituto esclareceu que, até à elaboração do comunicado, não tinha recebido qualquer informação a confirmar que o sismo tivesse sido sentido. Também não foram comunicadas consequências materiais ou pessoais.

Epicentro localizado ao largo do Cabo de São Vicente

O Cabo de São Vicente, situado no concelho de Vila do Bispo, é uma das zonas mais ocidentais do Algarve e fica relativamente próximo de áreas onde a atividade sísmica é monitorizada com frequência pelas autoridades nacionais.

Neste caso, o epicentro foi registado no mar, a cerca de 80 quilómetros da costa, o que poderá ajudar a explicar a ausência de relatos por parte da população. Ainda assim, o IPMA mantém a monitorização da atividade sísmica na região.

Os sismos desta magnitude são geralmente considerados ligeiros, embora possam ser sentidos em algumas circunstâncias, dependendo da profundidade, da distância ao epicentro e das características do solo.

Sem danos ou avisos adicionais

Até ao momento, não há indicação de qualquer dano causado pelo abalo. Também não foram emitidos avisos adicionais relacionados com o sismo registado ao largo de Sagres.

As autoridades não reportaram feridos, ocorrências de proteção civil ou pedidos de assistência associados ao tremor de terra. A informação disponível aponta, por isso, para um episódio sem impacto significativo em terra.

O IPMA continua a ser a entidade responsável pela monitorização e divulgação de informação sísmica em Portugal, emitindo comunicados sempre que são registados eventos relevantes no território nacional ou nas zonas marítimas adjacentes.

O que fazer em caso de sismo

Mesmo quando os sismos são de baixa magnitude, as autoridades recomendam que a população conheça os principais procedimentos de segurança. Em caso de abalo sentido, deve manter a calma, afastar-se de janelas, móveis altos e objetos que possam cair.

Dentro de casa, a recomendação passa por procurar abrigo debaixo de uma mesa resistente ou junto de uma parede interior. Na rua, deve afastar-se de edifícios, postes, muros e cabos elétricos.

Depois de um sismo, é importante evitar usar elevadores, verificar se há danos visíveis e seguir apenas informação oficial divulgada pelas autoridades competentes.

No caso do abalo registado esta terça-feira perto de Sagres, não há sinais de consequências relevantes. Ainda assim, o episódio recorda a importância da vigilância sísmica numa região onde estes fenómenos podem ocorrer.

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Tem 1€? Pode comprar este antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados

Um antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados está à venda na Alemanha por apenas um euro. O preço simbólico chama a atenção, mas há um detalhe importante: o edifício está abandonado há vários anos e precisa de obras profundas de reabilitação.

De acordo com o jornal espanhol AS, o imóvel é o Waldkrankenhaus, situado em Rosbach, no estado alemão de Hesse. O antigo hospital encerrou definitivamente em 2002, depois de deixar de cumprir os padrões sanitários europeus em vigor.

Apesar do valor simbólico, a compra não é simples. A autarquia local quer que os interessados apresentem um projeto viável e garantam capacidade financeira para recuperar o edifício.

Obras podem custar milhões

O hospital está sem uso há mais de duas décadas e as instalações encontram-se obsoletas. Para poder ser transformado em habitação, alojamento turístico, espaço assistencial ou outro projeto, terá de ser adaptado às normas atuais.

Segundo a imprensa espanhola, o custo da reabilitação poderá ascender a vários milhões de euros. É por isso que o município não procura apenas um comprador, mas alguém capaz de impedir a degradação total do imóvel.

Ainda não são conhecidos prazos concretos para a apresentação de propostas. As autoridades locais estarão, no entanto, em contacto com investidores interessados em assumir o projeto.

Edifício tem valor histórico

O Waldkrankenhaus foi construído no início do século XX e funcionou durante décadas como centro especializado no tratamento de doenças respiratórias.

O edifício tem dezenas de quartos e amplas zonas comuns, distribuídas por cerca de 6.000 metros quadrados. A dimensão torna o espaço apelativo, mas também aumenta a complexidade das obras.

Parte do conjunto arquitetónico está protegido pelo seu valor histórico. Esta condição pode dificultar a intervenção e tornar a recuperação mais cara, uma vez que certas características terão de ser preservadas.

Localização em ambiente natural

Outro fator que torna o imóvel especial é a sua localização. O antigo hospital fica numa zona natural próxima do vale do rio Sieg, o que pode ser atrativo para projetos turísticos, residenciais ou de saúde.

Ao mesmo tempo, a proximidade a uma área ambientalmente sensível pode impor regras adicionais. Qualquer projeto terá de respeitar o enquadramento natural e as limitações urbanísticas aplicáveis.

É precisamente esta combinação entre dimensão, valor histórico e localização que torna o caso invulgar. O edifício custa apenas um euro, mas o verdadeiro investimento estará na sua recuperação.

Preço simbólico não significa negócio fácil

A venda por um euro pode parecer uma oportunidade rara, mas funciona sobretudo como forma de atrair investidores com capacidade de reabilitação. O objetivo é dar nova vida ao imóvel antes que o estado de conservação piore.

Casos deste tipo são cada vez mais usados por municípios europeus para recuperar património abandonado. Em vez de manter edifícios vazios e degradados, as autarquias procuram compradores que assumam obras e apresentem projetos sustentáveis.

No caso do Waldkrankenhaus, o futuro dependerá da capacidade de encontrar uma proposta credível. Por agora, o antigo hospital alemão tornou-se notícia pelo preço simbólico, mas também pelo desafio financeiro que esconde.

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Termómetros vão ‘disparar’: vem aí uma massa de ar quente e temperaturas chegam aos 40 ºC nestas regiões

Portugal continental vai sentir uma subida acentuada das temperaturas ao longo desta semana, com os termómetros a aproximarem-se dos 40 ºC em algumas regiões. A mudança será provocada pela chegada de uma massa de ar quente subtropical, que deverá ganhar força a partir de quarta-feira.

De acordo com a Meteored, a semana começa seca e soalheira, mas ainda com contraste térmico entre o litoral e o interior. As máximas deverão variar entre os 19 ºC em Viana do Castelo e os 29 ºC em Beja e Castelo Branco.

Nos próximos dias, porém, o cenário muda. Segundo a previsão da Meteored, a subida das temperaturas será generalizada e mais expressiva a partir de 10 de junho, sobretudo no interior Centro e Sul.

Quarta-feira traz primeira subida

A partir de quarta-feira, dia 10, a aproximação da massa de ar quente deverá fazer subir os termómetros em grande parte do território continental. O interior Centro e Sul será o mais afetado nesta primeira fase.

Nestes locais, as temperaturas máximas poderão chegar aos 34 ºC. No Norte, a subida será menos marcada no arranque, com valores até 28 ºC, mantendo algum contraste face ao resto do país.

As anomalias térmicas positivas deverão cobrir praticamente todo o território continental, com exceção do Algarve. Em alguns pontos, as temperaturas poderão ficar até 12 ºC acima da normal climatológica.

Norte aquece mais na quinta-feira

Na quinta-feira, dia 11, a subida deverá chegar com mais força também ao Norte. O Vale do Douro poderá atingir os 35 ºC, enquanto Braga poderá chegar aos 32 ºC e Vila Real aos 30 ºC.

O calor deverá continuar a intensificar-se no Centro e no Sul, aproximando o país de um cenário mais típico de verão. O tempo seco e soalheiro deverá dominar a maior parte do território.

Esta evolução será acompanhada por uma sensação térmica mais elevada, sobretudo nas zonas interiores, onde a influência marítima é menor e o aquecimento diurno se acumula com mais facilidade.

Sexta-feira pode ser o dia mais quente

A sexta-feira, dia 12, deverá ser o dia mais quente da semana. Os termómetros podem aproximar-se dos 40 ºC nos vales do Douro e do Tejo, assim como em zonas mais a sul, como Alcácer do Sal e Grândola.

Entre as capitais de distrito, as mais frescas deverão ser Aveiro e Viana do Castelo, com máximas de 27 ºC. Porto e Guarda poderão registar cerca de 31 ºC.

Já Braga, Beja e Évora poderão chegar aos 36 ºC. Santarém, Portalegre, Castelo Branco e Viseu deverão rondar os 35 ºC, confirmando uma subida acentuada de norte a sul.

Calor pode aliviar no fim de semana

No sábado, dia 13, os mapas apontam para um ligeiro alívio no noroeste do país. Ainda assim, as temperaturas deverão continuar elevadas em várias regiões.

As máximas poderão variar entre os 24 ºC em Viana do Castelo e os 36 ºC em Santarém e Beja. Isto significa que, mesmo com algum alívio, o calor continuará a marcar o fim de semana em boa parte do território.

A previsão indica ainda a possibilidade de regresso da chuva ao interior Norte ao final da tarde de sábado, bem como a hipótese de trovoada em zonas do Norte e Centro.

Atenção ao calor intenso

A subida das temperaturas pode exigir cuidados adicionais, sobretudo entre idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e trabalhadores expostos ao sol. Beber água, evitar esforços nas horas de maior calor e procurar sombra são medidas simples, mas importantes.

O calor será mais intenso no interior, nos vales do Douro e Tejo, no Alentejo e em algumas zonas do Centro. No litoral, os valores deverão ser mais moderados, embora também possam subir face aos dias anteriores.

Como a previsão ainda pode sofrer ajustes, sobretudo para o fim de semana, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas ao longo dos próximos dias.

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Primeira Bandeira Azul do Algarve em 2026 já foi hasteada nesta praia

Albufeira acolheu esta manhã o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve de 2026, numa cerimónia realizada na Praia da Rocha Baixinha Nascente. O momento assinalou o reconhecimento da qualidade ambiental das praias do concelho e do trabalho desenvolvido na gestão do litoral.

A cerimónia contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, da diretora regional da Agência Portuguesa do Ambiente e Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Inês Sousa Silva, e de entidades ligadas à gestão e monitorização das zonas balneares.

A atribuição da Bandeira Azul volta a colocar Albufeira em destaque no panorama regional, reforçando a importância da qualidade da água, da segurança, da acessibilidade e da gestão sustentável das praias.

Rocha Baixinha Nascente recebeu cerimónia

A Praia da Rocha Baixinha Nascente foi o palco escolhido para o hastear simbólico da primeira Bandeira Azul do Algarve deste ano. A iniciativa marcou o arranque oficial de mais uma época balnear com reconhecimento ambiental no concelho.

Este galardão internacional distingue praias que cumprem critérios exigentes relacionados com qualidade da água, informação ao público, segurança, serviços, educação ambiental e gestão do espaço balnear.

Para Albufeira, a cerimónia representa também o resultado de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo do ano por várias entidades e serviços municipais.

Albufeira com 24 praias distinguidas

Em 2026, o Município de Albufeira confirma 24 praias com Bandeira Azul. O número reforça a posição do concelho como um dos principais destinos balneares do Algarve.

Além das praias com Bandeira Azul, Albufeira conta ainda com 13 praias distinguidas com o galardão Praia Acessível. Esta distinção reconhece condições para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo acessos, equipamentos e apoio adequado.

A autarquia sublinha que estes resultados refletem a aposta na valorização do litoral e na manutenção de elevados padrões de qualidade nas zonas balneares.

Qualidade ambiental e segurança em destaque

A Bandeira Azul é um dos símbolos mais reconhecidos pelos banhistas e turistas. Para muitas famílias, funciona como garantia de que a praia cumpre requisitos importantes de segurança, limpeza, informação e qualidade da água.

No caso de Albufeira, a distinção é também relevante para o turismo. O concelho recebe todos os anos milhares de visitantes que procuram praias com boas condições, acessos e serviços.

A manutenção destes padrões exige vigilância, limpeza, monitorização da qualidade da água e coordenação entre autarquia, APA, autoridades marítimas, concessionários e restantes entidades envolvidas.

Compromisso com o litoral

A Câmara Municipal de Albufeira destaca que o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve reafirma o compromisso do concelho com a sustentabilidade e a proteção dos recursos naturais.

A preservação das praias é considerada essencial não só para a atividade turística, mas também para a qualidade de vida dos residentes. O litoral é um dos maiores ativos ambientais e económicos do município.

Com 24 praias galardoadas e 13 praias acessíveis, Albufeira entra na época balnear de 2026 com forte reconhecimento regional. A primeira Bandeira Azul do Algarve foi hasteada no concelho, confirmando o peso da cidade no mapa balnear algarvio.

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Alerta nacional: Portugal arrisca várias horas sem luz

Portugal pode enfrentar várias horas por ano sem luz com cortes no consumo elétrico para evitar um apagão geral, caso nada seja alterado na operação do sistema. O alerta consta do Relatório de Monitorização da Segurança de Abastecimento do Sistema Elétrico Nacional, divulgado pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

O relatório indica que o país não deverá conseguir cumprir a norma de fiabilidade do sistema elétrico. Isto significa que, em cenários de maior pressão entre procura e oferta, poderá ser necessário reduzir consumo para manter a segurança da rede.

Segundo o documento, citado pelo Notícias ao Minuto, o chamado “estádio de rutura”, em que o sistema eletroprodutor deixa de ser adequado para responder à procura de eletricidade, pode ocorrer já em 2026 nos testes de stress realizados.

Indicador ultrapassa limite definido

O relatório aponta que o indicador operacional de segurança de abastecimento do Sistema Elétrico Nacional poderá atingir 12,8 horas por ano. Este valor ultrapassa largamente a norma de fiabilidade fixada para Portugal continental, que é de 1,46 horas por ano.

A análise assume ainda o funcionamento da central de ciclo combinado a gás natural da Tapada do Outeiro até ao final de 2026. Mesmo assim, o sistema não conseguiria cumprir a margem de segurança definida.

De acordo com a informação avançada, Portugal não cumpre o valor mínimo da norma de fiabilidade em nenhum dos cenários avaliados. As simulações foram feitas com base em modelações da REN — Redes Energéticas Nacionais.

O que significa para os consumidores

Na prática, este risco não quer dizer que o país vá necessariamente ficar às escuras de forma generalizada. O que está em causa é a possibilidade de ser necessário cortar parte do consumo em períodos críticos para evitar uma falha maior.

Estes cortes seriam usados como medida de proteção do sistema, quando a produção disponível não fosse suficiente para responder à procura. O objetivo seria evitar um apagão mais alargado.

O relatório serve como sinal de alerta para a necessidade de reforçar a segurança de abastecimento, ajustar a operação da rede e garantir capacidade suficiente para responder aos picos de consumo.

Oferta pode não chegar para a procura

O risco apontado está ligado ao equilíbrio entre a eletricidade disponível e a procura dos consumidores. Quando a procura supera a capacidade do sistema para responder com segurança, aumenta a probabilidade de medidas excecionais.

Este tema ganhou maior atenção depois do apagão ibérico de 28 de abril de 2025. Ainda assim, o relatório agora divulgado analisa a segurança de abastecimento do sistema elétrico nacional e os cenários futuros de fiabilidade.

O desafio passa por garantir que Portugal tem produção, armazenamento, interligações e capacidade de gestão suficientes para responder aos períodos de maior consumo.

Apagão ibérico foi considerado excecional

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos classificou o apagão ibérico de 28 de abril de 2025 como um evento excecional. Essa classificação afasta o pagamento de compensações individuais automáticas aos clientes por incumprimento dos critérios de qualidade de serviço.

Segundo a ERSE, a evidência disponível aponta para circunstâncias excecionais ligadas ao funcionamento interligado do sistema elétrico ibérico, com origem em Espanha. Por isso, o incidente foi considerado exógeno e extraordinário.

Ainda assim, os consumidores que tenham sofrido prejuízos concretos podem tentar reclamar indemnizações por via judicial ou arbitral. Esses pedidos terão de ser avaliados caso a caso.

Sem compensações automáticas

Por ter sido classificado como evento excecional, o apagão não será considerado para efeitos dos indicadores de qualidade de serviço dos operadores de rede. Assim, não há lugar a compensações automáticas aos clientes.

A ERSE esclarece, no entanto, que isso não impede ações individuais, dependendo da forma como forem configuradas e das entidades identificadas como responsáveis. Essas ações podem decorrer em Portugal ou em Espanha.

No quadro legal português, o direito de indemnização por responsabilidade extracontratual prescreve, em regra, no prazo de três anos, a contar da data em que o lesado teve conhecimento do direito que lhe compete.

Relatório deixa alerta para o futuro

O alerta do relatório não significa que haja um corte iminente anunciado para os consumidores. Trata-se de uma avaliação de risco sobre a capacidade do sistema elétrico responder à procura nos próximos anos.

Ainda assim, os números mostram que a segurança de abastecimento exige atenção. Se nada mudar, Portugal poderá ter de recorrer a cortes seletivos de consumo em momentos críticos para proteger a rede.

A conclusão é clara: a procura de eletricidade pode superar a oferta disponível em determinados cenários, obrigando o país a preparar medidas para evitar falhas mais graves no sistema elétrico.

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A praia é de quem? Polícia Marítima fiscaliza chapéus de sol nas concessões em Vila Real de Santo António

Numa situação que continua a gerar muita discórdia, a Polícia Marítima está no terreno a fiscalizar banhistas que colocam chapéus de sol em frente às concessões em praias do município de Vila Real de Santo António. A situação está a gerar dúvidas no arranque da época balnear, depois de a APA e o Governo terem esclarecido que as praias são espaços de utilização pública e acesso livre.

A fiscalização reacende a polémica sobre a organização do areal e os limites entre zonas concessionadas, áreas de segurança e espaços de uso livre. O tema tem sido discutido em várias praias do Algarve, numa altura em que aumentam os banhistas e a procura por lugares junto ao mar.

Na Praia do Cabeço, em Castro Marim, um concessionário adiantou ao Correio da Manhã que a Polícia Marítima tem sensibilizado os banhistas para não ocuparem a faixa de areia situada em frente aos apoios de praia. Segundo o empresário, há pessoas que aceitam a indicação, mas outras mostram resistência.

Concessionário defende zona livre de equipamentos

O concessionário ouvido pelo jornal defende que a faixa em frente aos apoios de praia deve manter-se sem chapéus de sol, tendas ou para-ventos. Na sua interpretação, trata-se de uma área pública onde as pessoas podem circular e permanecer, mas não instalar equipamentos balneares.

Esta posição é semelhante ao modelo que tem sido seguido nos últimos anos em algumas praias da zona. No entanto, o entendimento tem levantado dúvidas entre banhistas, sobretudo quando essas áreas não estão claramente identificadas como concessionadas ou de segurança.

A questão central está em saber onde termina a área concessionada, onde começam as faixas de segurança e que parte do areal pode ser livremente ocupada por quem leva o seu próprio chapéu de sol.

APA lembra que praias são de acesso livre

A Agência Portuguesa do Ambiente esclareceu recentemente que os banhistas podem instalar chapéus de sol, para-ventos e outros equipamentos balneares particulares fora das áreas concessionadas e das faixas de segurança.

A APA recordou que as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre. Isto significa que as zonas sem licença ou concessão podem ser utilizadas pelos banhistas, desde que sejam respeitadas as regras de segurança e circulação.

O esclarecimento não elimina a existência de áreas reservadas ou condicionadas, mas reforça que o areal não concessionado não pode ser tratado como espaço exclusivo dos concessionários.

Governo defende informação clara

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, também abordou o tema durante uma visita à Praia da Fuzeta-Mar, em Olhão. A governante lembrou que cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia.

A ministra recordou ainda que as concessões têm limites legais. Segundo a governante, não podem ocupar mais de 30% da área útil da praia nem ultrapassar 50% da frente de praia.

As faixas de segurança variam de praia para praia e podem existir junto aos acessos, postos de nadadores-salvadores, embarcações de salvamento ou perto da linha de água. Por isso, a sinalização é essencial para evitar conflitos.

Autarquias podem corrigir sinalização

Maria da Graça Carvalho defendeu a colocação de informação clara à entrada das praias, de forma a identificar as zonas concessionadas, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre.

Questionada sobre sinalética que continua a encaminhar banhistas para zonas específicas do areal, a ministra admitiu que eventuais situações incorretas devem ser corrigidas pelas autarquias.

A governante sublinhou, ainda assim, que a lei não mudou e manifestou confiança de que a maior parte da sinalética esteja de acordo com a legislação em vigor.

Vila Real de Santo António mantém modelo

Apesar da posição assumida pela APA e pelo Governo, o município de Vila Real de Santo António continua a defender o modelo de organização seguido nos últimos anos nas praias do concelho.

Esta diferença de interpretações tem contribuído para a confusão entre banhistas, concessionários e autoridades no terreno. Para quem chega à praia, nem sempre é claro onde pode colocar chapéus de sol ou para-ventos próprios.

A recomendação prática é verificar a sinalização existente à entrada da praia, respeitar faixas de segurança e confirmar se a zona está ou não dentro da área concessionada.

O que os banhistas devem saber

Os banhistas podem usar livremente o areal que não esteja concessionado nem integrado em faixas de segurança. Nestes espaços, a instalação de chapéus de sol e outros equipamentos particulares deve ser permitida, desde que não bloqueie acessos nem coloque em causa a segurança.

Já nas zonas concessionadas, o uso do espaço está sujeito às regras da concessão. Nas faixas de segurança, a ocupação pode ser limitada por motivos de circulação, salvamento, acesso ao mar ou proteção dos utentes.

Com a época balnear a começar, o tema deverá continuar em discussão. Até haver sinalização mais clara, a colocação de chapéus de sol em frente às concessões promete continuar a gerar dúvidas em várias praias do Algarve.

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ACT confirma: vem aí um feriado obrigatório nesta data

O dia 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, é um feriado obrigatório. A Autoridade para as Condições do Trabalho recorda que, nesta data, a generalidade das empresas está obrigada a suspender o funcionamento, salvo nos casos previstos na lei.

A explicação foi feita pela ACT nas redes sociais, a propósito da aproximação do feriado. A autoridade laboral lembra que se trata de um dia previsto na lei como feriado obrigatório, o que tem impacto no funcionamento das empresas e nos direitos dos trabalhadores.

Na prática, as atividades que não podem funcionar ao domingo também têm de encerrar ou suspender a laboração em feriado obrigatório. Existem, no entanto, setores que podem continuar a funcionar, de acordo com as regras aplicáveis.

Quais são os feriados obrigatórios?

A ACT recorda que fazem parte da lista de feriados obrigatórios em Portugal o dia 1 de janeiro, a Sexta-Feira Santa, o Domingo de Páscoa, o 25 de abril, o 1 de maio, o Corpo de Deus e o 10 de junho.

Também são feriados obrigatórios o 15 de agosto, o 5 de outubro, o 1 de novembro, o 1 de dezembro, o 8 de dezembro e o 25 de dezembro.

Além destes, podem ser observados como feriados facultativos a terça-feira de Carnaval e o feriado municipal da localidade, caso isso esteja previsto em instrumento de regulamentação coletiva de trabalho ou no contrato de trabalho.

Feriados facultativos podem ser substituídos

Os feriados facultativos não têm o mesmo regime dos obrigatórios. Segundo a ACT, a terça-feira de Carnaval e o feriado municipal podem ser substituídos por outros dias acordados entre empregador e trabalhador.

Isto significa que a aplicação destes feriados depende das regras existentes no contrato, na convenção coletiva ou de acordo entre as partes. Já os feriados obrigatórios têm proteção legal própria.

No caso do 10 de junho, a regra geral é o encerramento das empresas abrangidas pela obrigação de suspender a atividade.

Quem trabalha tem direito a compensação?

Quem trabalha num feriado obrigatório pode ter direito a compensação. A DECO PROteste explica que as empresas que não estejam obrigadas a suspender a laboração devem conceder ao trabalhador descanso compensatório ou um acréscimo de 50% da retribuição correspondente ao tempo de trabalho.

O descanso compensatório deve corresponder a metade do número de horas prestadas. A escolha entre descanso e acréscimo remuneratório cabe ao empregador, de acordo com a explicação da organização de defesa do consumidor.

Se o trabalho prestado em feriado for considerado trabalho suplementar, aplicam-se regras próprias. Nesse caso, pode haver pagamento da retribuição normal acrescida de 50% ou 100%, consoante o número de horas suplementares anuais.

O que devem saber os trabalhadores

Os trabalhadores devem confirmar se a empresa está abrangida pela obrigação de encerrar ou se pertence a um setor autorizado a funcionar em feriado. Também devem verificar o contrato de trabalho ou a convenção coletiva aplicável.

Em caso de trabalho no dia 10 de junho, é importante confirmar qual será a compensação atribuída, seja em descanso, seja em acréscimo salarial. Essa informação deve ser clara para evitar dúvidas posteriores.

Perante conflitos ou dúvidas sobre direitos laborais, a ACT é a entidade competente para prestar esclarecimentos e fiscalizar o cumprimento das regras.

10 de junho mantém regras próprias

O feriado de 10 de junho mantém, assim, o estatuto de feriado obrigatório. Para a maioria das empresas, isso significa suspensão da atividade; para outras, pode significar funcionamento com compensação aos trabalhadores.

A regra essencial é simples: se a atividade não puder funcionar ao domingo, também deve encerrar no feriado obrigatório. Se puder funcionar, os trabalhadores chamados a prestar serviço devem ter os direitos previstos na lei.

Com o feriado à porta, a recomendação é que empresas e trabalhadores confirmem antecipadamente horários, escalas e compensações. Desta forma, evitam-se dúvidas sobre o funcionamento no Dia de Portugal.

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PJ investiga o caso de menor desaparecida em Vendas Novas que foi encontrada perto da fronteira com o Paquistão

Uma jovem de 13 anos, desaparecida desde 27 de abril em Vendas Novas, no distrito de Évora, foi localizada na Índia, perto da fronteira com o Paquistão. A menor, Anaya Raj, já regressou a Portugal acompanhada pelo pai, enquanto a Polícia Judiciária investiga as circunstâncias do desaparecimento e da deslocação para território indiano.

Segundo o Jornal de Notícias, citado pelo Notícias ao Minuto, a adolescente tinha sido vista pela última vez pelas 18h00, junto à casa onde vive com familiares há vários anos, em Vendas Novas. O desaparecimento levou a família a lançar vários apelos nas redes sociais.

A jovem foi encontrada em Amritsar, no estado indiano de Punjab, cidade situada perto da fronteira com o Paquistão. Após ser localizada, o pai viajou até à Índia para a acompanhar no regresso a Portugal.

Família fez apelos públicos

Depois do desaparecimento, os pais divulgaram mensagens e vídeos a pedir que a filha regressasse a casa. O caso ganhou visibilidade pública devido à idade da menor e ao facto de não haver inicialmente informações claras sobre o seu paradeiro.

Mais tarde, segundo informação avançada pela comunicação social, a própria menor terá gravado um vídeo a dizer que estava bem e que se encontrava na Índia. Ainda assim, as circunstâncias da viagem continuaram a levantar dúvidas.

A adolescente já está novamente em Portugal e junto da família. De acordo com o JN, terá sido submetida a exames médicos depois do regresso.

PJ analisa várias hipóteses

A Polícia Judiciária está a investigar o caso e procura perceber como é que uma menor conseguiu viajar para a Índia. Uma das dúvidas apontadas prende-se com a forma como a jovem terá embarcado num avião, sendo analisada a possibilidade de terem sido usados documentos falsos.

As autoridades também estarão a avaliar se houve participação de terceiros na deslocação. Entre as hipóteses em análise estão eventuais atos preparatórios para um casamento arranjado ou a possibilidade de tráfico de seres humanos.

Nesta fase, não há conclusão pública sobre o que aconteceu. As autoridades continuam a recolher informação para esclarecer se a menor viajou sozinha, com apoio de alguém ou sob influência de terceiros.

Namorado referido na investigação

O Jornal de Notícias avança ainda que a viagem terá sido planeada com o namorado da jovem, que alegadamente se juntaria a ela mais tarde. O rapaz será mais velho, mas a sua idade não foi divulgada.

A comunicação social refere também que colegas de escola terão contribuído financeiramente para a compra do bilhete de avião, através de uma recolha de dinheiro destinada a ajudar a menor.

Segundo o mesmo jornal, esta não terá sido a primeira vez que a adolescente saiu de casa. Anaya já teria fugido anteriormente para se encontrar com o namorado, que terá conhecido num curso de português para imigrantes.

Autoridades procuram respostas

O caso levanta várias questões para a investigação, desde o modo como a menor saiu do país até à eventual intervenção de outras pessoas. A distância percorrida e a localização onde foi encontrada tornam a situação especialmente sensível.

A Polícia Judiciária deverá agora tentar reconstruir todos os passos da deslocação, incluindo contactos, eventuais apoios, documentos utilizados e meios de transporte. Só essa análise permitirá perceber se houve crime e quem poderá ser responsabilizado.

Para já, a jovem encontra-se em Portugal e afastada do namorado, segundo a informação divulgada. A investigação prossegue para apurar todos os detalhes de um caso que começou em Vendas Novas e terminou com a localização da menor na Índia.

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Especialistas avisam: não deve lavar estas frutas ao chegar a casa e estes são os motivos

Lavar a fruta assim que chega a casa pode parecer uma boa prática, mas nem sempre é a melhor decisão. Especialistas alertam que alguns frutos devem ser guardados sem lavar, porque a humidade extra pode acelerar o aparecimento de bolor e reduzir a sua duração no frigorífico.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a recomendação aplica-se sobretudo a frutas mais delicadas, porosas ou com camadas naturais de proteção. Nestes casos, o ideal é conservar o alimento seco e só passar por água fria imediatamente antes de o consumir.

Segundo especialistas citados pela EatingWell, frutos como morangos, mirtilos, framboesas, amoras, maçãs, pêssegos, nectarinas, uvas e cerejas podem estragar-se mais depressa quando são lavados antes de serem guardados.

Frutos vermelhos absorvem água

Morangos, mirtilos, framboesas e amoras são frutos porosos, ou seja, absorvem água com facilidade. Quando são lavados antes de irem para o frigorífico, ficam com mais humidade na superfície e no interior.

Essa humidade cria um ambiente favorável ao crescimento de bolor e pode fazer com que amadureçam mais depressa. Mesmo uma lavagem rápida pode reduzir em vários dias a vida útil destes frutos.

O ideal é guardá-los secos, num recipiente ventilado, sobre papel de cozinha e, se possível, numa só camada. A lavagem deve ser feita apenas no momento de comer.

Maçãs também devem ficar secas

Apesar de serem mais resistentes, as maçãs também não devem ser lavadas antes de serem armazenadas. A razão está na camada natural cerosa que ajuda a proteger o fruto.

Essa cutícula ajuda a reter humidade e a manter a maçã crocante durante mais tempo. Quando é removida pela lavagem antecipada, a fruta pode ficar mais vulnerável ao ressecamento e à deterioração.

As maçãs devem ser guardadas à temperatura ambiente ou no frigorífico, consoante a duração pretendida. Também é aconselhável mantê-las afastadas de outras frutas, porque libertam etileno, um gás que acelera o amadurecimento.

Pêssegos e nectarinas são delicados

Pêssegos e nectarinas têm casca fina e macia, o que os torna mais sensíveis à humidade. Quando são lavados antes de serem guardados, a água pode penetrar na casca e acelerar o aparecimento de bolor.

Estes frutos devem ser manuseados com cuidado, especialmente se já estiverem maduros. Pequenas marcas ou zonas pisadas podem tornar-se pontos de deterioração mais rápida.

A melhor opção é mantê-los secos até ao consumo. Quando chegar a altura de os comer, devem ser lavados em água corrente fria e consumidos pouco depois.

Uvas têm uma proteção natural

As uvas muitas vezes apresentam uma camada esbranquiçada na casca, que algumas pessoas confundem com pó ou sujidade. Na verdade, trata-se de pruína, uma proteção natural do fruto.

Essa camada ajuda a proteger as uvas contra insetos e deterioração. Lavar as uvas antes de as guardar pode remover essa proteção e aumentar a humidade no cacho.

Por isso, deve resistir à tentação de lavar as uvas logo após a compra. O melhor é conservá-las secas e lavá-las apenas na quantidade que vai consumir.

Cerejas devem manter o caule

As cerejas também não devem ser lavadas antes de serem guardadas. A humidade na casca pode acelerar a deterioração e favorecer o bolor.

Outro cuidado importante é não retirar os caules antes do tempo. O caule ajuda a proteger o fruto e a manter a frescura durante mais tempo.

Tal como acontece com os frutos vermelhos, as cerejas devem ser lavadas apenas antes de serem comidas. Depois de molhadas, o ideal é consumi-las rapidamente.

Como lavar a fruta corretamente

A fruta com casca comestível deve ser lavada antes do consumo, mas não precisa de sabão, detergente, vinagre ou outros produtos químicos. A recomendação é usar apenas água corrente fria.

Durante a lavagem, deve remover sujidade ou resíduos visíveis com cuidado, sem danificar a casca. Depois, pode secar a fruta com papel de cozinha limpo ou um pano adequado.

Os especialistas lembram que as bactérias podem contaminar produtos cultivados de diferentes formas, pelo que lavar antes de consumir continua a ser importante. A diferença está no momento certo: não ao chegar a casa, mas sim antes de comer.

Regra simples para conservar melhor

A regra prática é guardar a fruta seca e lavar apenas no momento do consumo. Esta dica é especialmente importante para frutos vermelhos, uvas, cerejas, pêssegos, nectarinas e maçãs.

Ao evitar humidade desnecessária, é possível prolongar a frescura, reduzir desperdício e poupar dinheiro. Muitas vezes, o hábito que parece mais higiénico acaba por fazer a fruta estragar-se mais depressa.

Por isso, antes de lavar tudo ao chegar das compras, vale a pena separar o que deve ficar seco. A fruta continua a precisar de ser lavada, mas só na altura certa.

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Adeus vespas: o truque natural para as afastar sem inseticidas e com algo que tem em casa

Com os dias quentes e as refeições ao ar livre, as vespas voltam a aparecer em jardins, varandas, esplanadas e piqueniques. Para quem quer evitar inseticidas, há um truque simples que tem ganho popularidade: queimar café moído para criar fumo e afastar estes insetos.

O método é natural, barato e fácil de aplicar. De acordo com o jornal espanhol AS, basta usar café moído seco, um recipiente resistente ao calor e um isqueiro ou fósforo. Ao arder lentamente, o café liberta um fumo com odor intenso que pode tornar o local menos atrativo para vespas, mosquitos e outros insetos.

Este truque não mata as vespas. A ideia é apenas mantê-las afastadas durante algum tempo, permitindo comer ou estar ao ar livre com menos incómodo.

Como fazer o truque do café

Para experimentar, coloque café moído seco num pequeno recipiente resistente ao calor, como um prato de cerâmica, uma taça metálica ou uma tampa de alumínio. O café deve estar seco para conseguir libertar fumo.

Depois, aproxime uma chama direta durante alguns segundos. O café não deverá arder com chama viva, mas sim começar a fumegar lentamente, de forma semelhante a um incenso.

O recipiente pode ser colocado perto da mesa, da varanda, de uma janela ou de uma porta. Se estiver a comer no exterior, deve ficar num local seguro, afastado de crianças, animais, tecidos, toalhas ou materiais inflamáveis.

Porque pode afastar vespas

O fumo do café contém compostos voláteis e tem um cheiro forte, desagradável para alguns insetos. É por isso que muitas pessoas usam este método como repelente natural em espaços exteriores.

As vespas tendem a evitar zonas com fumo e odores intensos. O mesmo pode acontecer com mosquitos e tábanos, embora a eficácia varie conforme o local, o vento, a quantidade de insetos e o alimento exposto.

Em dias de vento, o truque pode funcionar pior, porque o fumo dispersa rapidamente. Em espaços muito abertos, pode ser necessário colocar o recipiente num ponto estratégico, sem comprometer a segurança.

Cuidado com alimentos doces

As vespas são atraídas por alimentos doces, fruta madura, bebidas açucaradas, compotas e restos de comida. Por isso, além do café queimado, é importante manter a mesa limpa e tapar alimentos sempre que possível.

Bebidas em latas ou copos devem ser verificadas antes de beber, porque as vespas podem entrar sem serem vistas. Este cuidado é especialmente importante com crianças.

Também deve evitar deixar fruta cortada, doces ou restos de carne expostos durante muito tempo. Quanto menos alimento disponível houver, menor será a probabilidade de atrair insetos para a mesa.

Outros truques naturais

Há outros métodos caseiros usados para tentar afastar vespas. Algumas pessoas recorrem a cravinho, hortelã, lavanda, alho, cebola assada ou óleos essenciais com odores intensos.

Outra opção é colocar algo doce, como pedaços de melão ou um pouco de compota, longe da zona onde está a comer. A ideia é atrair as vespas para outro ponto, afastado da mesa principal.

Ainda assim, estes truques nem sempre resultam da mesma forma. O comportamento das vespas depende da espécie, da época do ano, da presença de alimento e da existência de ninhos nas proximidades.

Não tente destruir ninhos

Se houver muitas vespas numa varanda, jardim ou telhado, pode existir um ninho por perto. Nesse caso, não deve tentar destruí-lo sem apoio adequado.

A remoção de ninhos pode ser perigosa, sobretudo para pessoas alérgicas ou em locais de difícil acesso. O mais seguro é contactar serviços especializados ou as autoridades locais, consoante a situação.

As picadas de vespa podem causar dor, inchaço e, em pessoas alérgicas, reações graves. Em caso de dificuldade respiratória, tonturas, inchaço no rosto ou sensação de desmaio, deve procurar ajuda médica urgente.

Truque simples para o verão

O café queimado pode ser uma ajuda prática para refeições ao ar livre, piqueniques, churrascos ou fins de tarde na varanda. Não substitui cuidados básicos de higiene e segurança, mas pode reduzir a presença de insetos.

O truque é simples: café seco, recipiente seguro e atenção ao fogo. Se for usado com cuidado, pode tornar o ambiente mais confortável sem recorrer a inseticidas.

Com o verão à porta, esta é uma solução fácil para experimentar em casa. As vespas podem não desaparecer por completo, mas o cheiro do café queimado pode ajudar a mantê-las a uma distância mais confortável.

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Chuva volta a Portugal neste dia e estas serão as regiões mais afetadas

A chuva deverá voltar a marcar presença em Portugal continental no início da segunda semana de junho, embora de forma fraca e pouco significativa. A mudança será sentida sobretudo entre hoje, domingo, e segunda-feira, com maior probabilidade de precipitação nas regiões do Norte e Centro, em especial junto ao litoral.

De acordo com o portal especializado em meteorologia, Meteored, e depois de vários dias marcados por calor e tempo mais seco, a circulação atmosférica deverá permitir a entrada temporária de ar mais fresco. Segundo a previsão da Meteored, o jato polar mais ondulante e a passagem de ondulações frontais fracas poderão trazer mais nebulosidade e alguma precipitação.

A instabilidade não deverá durar muitos dias. A partir de terça-feira, 9 de junho, o regime atmosférico NAO+ deverá ganhar maior influência, favorecendo tempo predominantemente estável, seco e com pouca nebulosidade em grande parte do território.

Norte e Centro mais expostos

A chegada de ar mais fresco deverá fazer-se sentir principalmente durante a madrugada e manhã de segunda-feira, 8 de junho. As regiões do Norte e Centro de Portugal continental serão as mais expostas a esta alteração, sobretudo nas zonas costeiras.

A chuva, quando ocorrer, deverá ser fraca e dispersa. Não estão previstos acumulados relevantes, mas a nebulosidade poderá aumentar e deixar o ambiente mais fresco em comparação com os dias anteriores.

No litoral Norte e Centro, a descida das temperaturas deverá ser mais notada. A mudança será menos expressiva do que a registada no início de junho, mas suficiente para criar maior contraste entre o litoral e o interior.

Interior mantém tendência mais quente

Enquanto o litoral poderá sentir mais nuvens e ar fresco, o interior deverá manter temperaturas mais elevadas. Este domingo, 7 de junho, várias zonas do interior Norte, Centro e Sul deverão registar uma nova subida das máximas.

Em algumas localidades do interior Centro e do Alentejo, os termómetros poderão voltar a ultrapassar os 30 ºC durante a tarde. Já na faixa litoral entre Viana do Castelo e Lisboa, as temperaturas deverão manter-se mais contidas.

Lisboa poderá registar uma ligeira descida, rondando os 26 ºC, enquanto o interior continua mais quente. Este contraste deverá manter-se no início da semana, antes de nova mudança na segunda metade da semana.

Tempo seco ganha força a partir de terça-feira

A partir de terça-feira, 9 de junho, a previsão aponta para uma estabilização gradual do tempo. O reforço das altas pressões sobre a Península Ibérica deverá favorecer dias secos, com pouca nebulosidade e sem precipitação significativa.

Este cenário deverá manter-se pelo menos até sexta-feira, 12 de junho, podendo prolongar-se por mais alguns dias. O regime NAO+ será dominante na Europa e no Atlântico Norte, condicionando o estado do tempo em Portugal.

Na prática, a chuva deverá ficar limitada ao início da semana e a episódios pouco expressivos. Depois disso, o tempo seco volta a ganhar terreno em praticamente todo o continente.

Calor pode intensificar a partir de quinta-feira

A segunda metade da semana poderá trazer uma mudança mais marcada, mas no sentido do calor. A partir de quinta-feira, 11 de junho, a influência anticiclónica e a possível chegada de uma massa de ar muito quente deverão provocar uma subida generalizada das temperaturas.

Segundo a previsão da Meteored, sexta-feira, 12 de junho, poderá ser o dia mais quente da semana, tanto pela intensidade do calor como pela área geográfica abrangida. Mesmo o litoral, que tem estado mais fresco, poderá registar valores bem acima do normal.

Várias capitais distritais poderão ultrapassar os 30 ºC. Em zonas do vale do Tejo e do Alto Alentejo, os valores poderão aproximar-se dos 39 a 40 ºC, embora a previsão ainda possa sofrer alterações por estar a vários dias de distância.

Sexta-feira pode trazer calor intenso

Na sexta-feira, 12 de junho, o modelo europeu aponta para anomalias térmicas positivas em todo o território continental. Isto significa temperaturas acima da média para esta altura do ano, em alguns casos entre 6 e 14 ºC acima dos valores habituais.

Cidades como Porto, Braga e Leiria poderão aproximar-se dos 34 ou 35 ºC. No interior, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja poderão rondar os 36 ou 37 ºC, enquanto Santarém poderá chegar aos 38 ºC.

Para sábado e domingo, 13 e 14 de junho, a incerteza aumenta. Ainda assim, os primeiros sinais apontam para uma possível descida gradual das temperaturas, sobretudo no domingo.

Chuva será breve e pouco expressiva

Apesar do título da semana começar com alguma chuva, o cenário dominante deverá ser o tempo seco. A precipitação prevista no início da semana será fraca, localizada e mais provável no Norte e Centro, sobretudo junto ao litoral.

O ponto principal será a transição entre uma entrada temporária de ar fresco e uma segunda metade da semana potencialmente muito quente. Esta oscilação poderá fazer com que os próximos dias sejam marcados por grandes diferenças de temperatura.

Assim, quem vive no litoral Norte e Centro deve contar com mais nebulosidade e alguma chuva fraca no arranque da semana. Já no interior e no Sul, o destaque será a subida das temperaturas, com calor a ganhar força a partir de quinta-feira.

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Vai haver cortes de água prolongados de norte a sul: saiba se a sua região é uma das afetadas

Várias regiões de Portugal vão ter cortes de água programados entre 8 e 12 de junho, devido a trabalhos nas redes de abastecimento, limpeza de reservatórios e intervenções municipais. Em alguns casos, as interrupções podem prolongar-se por várias horas, pelo que os moradores devem preparar-se com antecedência.

Os avisos conhecidos abrangem concelhos como Azambuja, Loulé, Sintra, Aveiro, Castro Verde, Esposende e Sertã. A lista resulta de comunicações de entidades gestoras e autarquias, podendo não ser exaustiva, uma vez que este tipo de aviso é divulgado localmente.

Não foram encontrados, nas fontes consultadas, avisos programados confirmados para 13 e 14 de junho. Ainda assim, os cortes podem sofrer alterações e as avarias não programadas costumam ser comunicadas apenas no próprio dia.

Azambuja e Loulé com cortes a 8 de junho

Na Azambuja, a interrupção está prevista para 8 de junho, durante o período da tarde, na vila de Aveiras de Cima. Segundo o aviso, as zonas afetadas incluem a Rua da Arameira, Rua Marta Matilde Pratas, Rua dos Pratas e Rua dos Pereiras.

A interrupção está associada à empreitada de requalificação da Rua da Arameira. Os moradores destas ruas devem acautelar o abastecimento de água para as necessidades essenciais durante esse período.

Também a 8 de junho começam trabalhos na área da Inframoura, em Loulé, no Caminho do Corvo. A interrupção programada decorre nos dias 8 e 9 de junho, entre as 09h00 e as 17h00, devido a trabalhos na rede de abastecimento de água.

Sintra e Aveiro afetados a 9 de junho

Em Sintra, os SMAS têm uma interrupção programada para 9 de junho, entre as 00h10 e as 06h00, em São João das Lampas. A suspensão está relacionada com a lavagem, limpeza e desinfeção dos reservatórios de Pedras da Granja.

As zonas afetadas incluem Aldeia Galega, Alfaquiques, Chilreira, Codiceira, Fachada e Pedras da Granja. Por decorrer durante a madrugada, o impacto poderá ser menor, mas os residentes devem garantir alguma reserva de água.

Em Aveiro, a AdRA prevê uma interrupção no mesmo dia, entre as 14h00 e as 18h00, na freguesia da Glória e Vera Cruz. As zonas indicadas são a Rua do Sport Clube Beira-Mar e a Rua das Pombas, no troço entre a Rua do Sport Clube Beira-Mar e a Rua Freguesia da Glória.

Castro Verde com várias interrupções

Castro Verde surge na lista com interrupções programadas a partir de 9 de junho, no âmbito de um aviso municipal que abrange o período entre 9 e 19 de junho. No dia 9, o corte está previsto entre as 21h30 e as 23h30, na zona associada ao reservatório antigo.

No dia 10 de junho, estão previstas novas interrupções no concelho. Uma delas decorre entre as 14h00 e as 17h00, associada ao reservatório novo de Castro Verde.

Ainda no dia 10, a localidade de Entradas deverá ser afetada entre as 21h30 e as 00h00. A população abrangida deve confirmar os detalhes junto do município ou da entidade gestora, sobretudo porque o aviso se prolonga por vários dias.

Esposende e Sertã também na lista

Em Esposende, a Esposende Ambiente tem uma interrupção programada para 11 de junho, entre as 14h30 e as 18h30, na Estrada Real, freguesia de Mar. O corte deve-se a trabalhos na rede pública de abastecimento.

No mesmo dia, na Sertã, poderá ocorrer uma interrupção momentânea na zona sul da vila de Cernache do Bonjardim. O aviso aponta para o período entre as 16h00 e as 18h00, devido à limpeza e higienização de reservatório.

A 12 de junho, a Sertã volta a ter avisos programados. Entre as 08h00 e as 10h00, a zona de Bravo poderá ser afetada, e entre as 10h00 e as 12h00 a interrupção poderá chegar a Carvalhal, abastecido pelo reservatório de Santo Abril.

Moradores devem confirmar na véspera

As interrupções programadas podem sofrer alterações devido ao decorrer dos trabalhos, condições técnicas ou imprevistos na rede. Por isso, é aconselhável confirmar a informação na véspera junto da entidade gestora local.

Quem vive nas zonas afetadas deve armazenar água suficiente para consumo, higiene básica e preparação de refeições. Também é recomendável evitar a utilização de máquinas de lavar roupa ou loiça durante os períodos anunciados.

Após a reposição do abastecimento, pode surgir alguma turvação temporária na água. Nestes casos, é prudente deixar correr a água durante alguns instantes antes de a utilizar para consumo.

Lista pode ser atualizada

A informação disponível indica cortes programados entre 8 e 12 de junho, mas novos avisos podem surgir entretanto. As ruturas não planeadas, por exemplo, costumam ser comunicadas apenas no próprio dia.

Azambuja, Loulé, Sintra, Aveiro, Castro Verde, Esposende e Sertã estão entre os concelhos com avisos conhecidos. Ainda assim, cada interrupção pode afetar apenas ruas, lugares ou zonas específicas, e não a totalidade do concelho.

A recomendação principal é simples: se vive numa das áreas indicadas, confirme o aviso local, prepare uma reserva de água e acompanhe eventuais atualizações antes da data prevista para o corte.

Leia também: Milhares vão ficar sem luz: vai haver cortes de luz prolongados nesta data e estas serão as regiões afetadas

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Em dia de jogo: recorde todos os algarvios que já ‘pisaram’ pela seleção nacional portuguesa

Portugal defronta hoje o Chile, às 18h45, num amigável de preparação da seleção nacional. Em dia de jogo, vale a pena recordar os jogadores naturais do Algarve que já vestiram a camisola principal de Portugal, numa lista que conta com pelo menos 16 algarvios confirmados ao serviço da Seleção A masculina portuguesa.

A contagem parte da lista histórica da Associação de Futebol do Algarve, que identificava 13 internacionais algarvios até João Moutinho. Depois disso, juntaram-se nomes mais recentes como Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes.

Há ainda um caso que exige prudência: Vitinha surge como natural de Faro na ficha da Federação Portuguesa de Futebol, mas outras fontes associam o jogador a Santo Tirso ou Vila das Aves. Por isso, a formulação mais segura é falar em 16 algarvios confirmados, ou 17 se for considerada a ficha da FPF de Vitinha.

Dos pioneiros aos nomes recentes

A lista histórica de internacionais algarvios inclui José Reis, Alfredo Ramos, Raul Alexandre, Fernando Cabrita, Caldeira, Cavém, Raul Figueiredo, Mourinho Félix, José Rafael, Skoda, Pacheco, Rui Bento e João Moutinho.

Estes nomes representam diferentes períodos da seleção nacional e mostram que o Algarve já contribui para a equipa principal há várias décadas. Alguns tiveram carreiras mais discretas, enquanto outros deixaram marca no futebol português.

João Moutinho é um dos casos mais conhecidos. Natural de Portimão, tornou-se uma das grandes referências da seleção, acumulando presenças em Europeus e Mundiais e fazendo parte da equipa campeã europeia em 2016.

Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes

Nos últimos anos, a presença algarvia voltou a ganhar destaque com uma nova geração. Gonçalo Ramos, natural de Olhão, chegou à Seleção A e teve grande impacto no Mundial 2022, onde marcou três golos frente à Suíça.

João Neves, natural de Tavira, é outro nome em ascensão. Depois de se afirmar no Benfica e seguir para o Paris Saint-Germain, tornou-se presença na seleção e participou no Euro 2024.

Mateus Fernandes, também natural de Olhão, junta-se à lista dos algarvios com internacionalizações pela Seleção A, reforçando a presença recente da região no futebol português de alto nível.

Algarvios em Europeus e Mundiais

Em fases finais de grandes competições, como Europeus e Mundiais, há três algarvios indiscutíveis a destacar: João Moutinho, Gonçalo Ramos e João Neves.

João Moutinho participou em várias fases finais e foi campeão europeu por Portugal em 2016. Gonçalo Ramos jogou no Mundial 2022 e no Euro 2024, enquanto João Neves marcou presença no Euro 2024.

Se Vitinha for considerado pelo critério da ficha da FPF, então o número de algarvios em Europeus ou Mundiais sobe para quatro, uma vez que também disputou o Mundial 2022 e o Euro 2024.

O caso Vitinha

O caso de Vitinha merece nota separada por envolver divergência entre fontes. A ficha da FPF apresenta o jogador como natural de Faro, o que o colocaria na lista dos internacionais algarvios.

No entanto, fontes internacionais e clubes associam o médio a Santo Tirso ou Vila das Aves. Perante esta diferença, a abordagem mais rigorosa é não o incluir na contagem principal sem ressalva.

Assim, a notícia deve fixar o número em pelo menos 16 internacionais algarvios confirmados, podendo chegar a 17 caso seja seguida a informação da ficha federativa.

Algarve continua a formar talento

A presença de jogadores como João Moutinho, Gonçalo Ramos, João Neves e Mateus Fernandes mostra que o Algarve continua ligado à história da seleção nacional. Apesar de estar longe dos grandes centros futebolísticos do país, a região tem produzido talento de topo.

Olhão, Tavira e Portimão surgem entre os concelhos com nomes recentes de maior projeção. A ligação à seleção reforça o orgulho regional e ajuda a colocar o futebol algarvio no mapa nacional.

Em dia de jogo, a lista serve também para lembrar que a história da seleção portuguesa não se fez apenas em Lisboa ou no Porto. O Algarve também teve, e continua a ter, jogadores a pisar o relvado com a camisola de Portugal, neste sentido, João Neves é o jogador português mais valioso da atualidade, segundo o mais recente ranking do Observatório do Futebol.

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Sirenes de tsunami vão tocar nesta cidade algarvia nesta data

A cidade de Quarteira, no Algarve, vai testar o sistema de aviso e alerta de tsunami no dia 8 de junho, às 11h05. O exercício vai decorrer na zona costeira da freguesia e inclui a ativação de sirenes, mas as autoridades sublinham que se trata apenas de um teste.

O anúncio foi feito pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Loulé, no âmbito das medidas de preparação para riscos costeiros. A iniciativa pretende verificar o funcionamento dos meios de alerta e reforçar a capacidade de resposta em caso de emergência.

As sirenes deverão ser ouvidas na zona costeira de Quarteira, podendo causar estranheza entre residentes, comerciantes e visitantes. Por isso, a Proteção Civil avisa que não há motivo para alarme.

Sirenes vão tocar às 11h05

O teste está marcado para as 11h05 de 8 de junho. Durante o exercício, será ativado o sistema sonoro de alerta, simulando uma situação de risco associada a tsunami.

A ação faz parte dos procedimentos de preparação da Proteção Civil. Estes testes são importantes para garantir que os sistemas funcionam corretamente e que a população reconhece os avisos em caso de necessidade real.

Mesmo sendo apenas um exercício, as autoridades recomendam atenção às informações oficiais. A população deve evitar partilhar mensagens alarmistas ou interpretar a ativação das sirenes como uma emergência verdadeira.

Quarteira em zona costeira sensível

Quarteira é uma das zonas costeiras mais movimentadas do concelho de Loulé, especialmente durante a aproximação ao verão. A presença de residentes, turistas, comércio, restauração e alojamento junto ao mar torna este tipo de preparação particularmente relevante.

Os sistemas de alerta de tsunami são usados para avisar rapidamente a população em caso de ameaça vinda do mar. Embora estes fenómenos sejam raros, Portugal tem histórico sísmico e uma extensa faixa costeira, o que justifica medidas preventivas.

O objetivo do teste não é criar preocupação, mas reforçar a segurança. Saber como reagir e reconhecer sinais de alerta pode fazer diferença em situações extremas.

Teste faz parte da preparação

A Proteção Civil tem vindo a apostar em exercícios e sistemas de aviso para melhorar a resposta a riscos naturais. No caso das zonas costeiras, a rapidez na comunicação é essencial.

A ativação das sirenes permite testar equipamentos, procedimentos e articulação entre serviços. Também ajuda a familiarizar a população com sons e mensagens que podem ser usados em emergência.

Estes exercícios são comuns em zonas expostas a riscos naturais e fazem parte de uma cultura de prevenção. Quanto mais preparada estiver a população, melhor será a resposta em caso de necessidade.

Não há motivo para alarme

As autoridades reforçam que o alerta previsto para 8 de junho é apenas um teste. Não existe qualquer indicação de perigo real associada ao exercício.

Residentes, turistas e comerciantes em Quarteira devem, por isso, manter a calma se ouvirem sirenes às 11h05. A ativação será controlada e integrada num exercício de proteção civil.

A recomendação principal é acompanhar os canais oficiais do município e da Proteção Civil. Em caso de emergência verdadeira, são estas as fontes que devem ser seguidas para obter instruções seguras.

Leia também: Fortaleza de Armação de Pêra recebe arraial das Mulheres Social Democratas

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Adeus mês da matrícula: Governo vai ‘mexer’ no IUC e é isto que vai mudar

A autorização legislativa que permite ao Governo alterar o Código do Imposto Único de Circulação (IUC) já foi publicada em Diário da República. A mudança vai permitir que o IUC deixe de ser pago no mês da matrícula do veículo e passe a ter datas fixas para todos os contribuintes.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a autorização foi aprovada na Assembleia da República em 17 de abril de 2026, promulgada pelo Presidente da República em 26 de maio e publicada esta quinta-feira. O Governo tem agora 180 dias para concretizar a alteração.

Apesar da publicação da autorização, nada muda em 2026. Este ano continuam a aplicar-se as regras atuais, ou seja, o IUC deve ser pago no mês do aniversário da matrícula do veículo.

Pagamento passa a ter datas fixas

A principal alteração está no calendário. Em vez de cada proprietário pagar o IUC no mês da matrícula do carro, o imposto passará a ser liquidado em datas fixas, definidas consoante o valor a pagar.

A medida será aplicada em duas fases. O ano de 2027 será transitório, com um calendário próprio. A partir de 2028 entra em vigor o modelo definitivo.

O objetivo do período transitório é evitar que os contribuintes tenham de pagar o IUC de 2026 e 2027 num intervalo de tempo demasiado curto.

Como será em 2027

Em 2027, o imposto será pago numa única prestação durante o mês de outubro quando o valor for igual ou inferior a 500 euros.

Nos casos em que o IUC seja superior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, durante os meses de julho e outubro. Ainda assim, o contribuinte poderá optar por pagar tudo de uma só vez em julho.

Este calendário aplica-se apenas em 2027, como regime transitório. A partir do ano seguinte, as datas mudam novamente.

O que muda a partir de 2028

A partir de 2028, o modelo passa a ser definitivo. Se o valor anual do IUC for até 100 euros, o pagamento terá de ser feito até ao final de abril.

Se o imposto for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, será pago em duas prestações, em abril e outubro.

Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em três prestações, nos meses de abril, julho e outubro.

Ano da matrícula tem regra própria

O diploma também clarifica que o período de tributação do IUC corresponde ao ano civil. Há, no entanto, uma exceção para o ano da matrícula ou do registo do veículo em Portugal.

Nesse caso, o período começa na data da matrícula ou registo e termina a 31 de dezembro do mesmo ano. O contribuinte fica isento do IUC na proporção dos meses inteiros decorridos desde 1 de janeiro até à data da matrícula ou registo.

A legislação prevê ainda a possibilidade de anular a liquidação do IUC de 2027 se ocorrer o cancelamento da matrícula durante esse ano e antes da data de aniversário da matrícula.

O que deve fazer agora

Para já, os proprietários não têm de alterar procedimentos em 2026. O pagamento continua a ser feito nos moldes habituais, no mês da matrícula do veículo.

As mudanças começam apenas em 2027, primeiro com um regime transitório, e passam ao formato definitivo em 2028. Até lá, o Governo terá de concretizar a alteração legislativa autorizada.

A principal diferença para os contribuintes será a organização do calendário fiscal. Em vez de cada carro ter uma data ligada à matrícula, o IUC passará a concentrar-se em meses fixos, conforme o valor anual a pagar.

Leia também: É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

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Junho é o mês delas: saiba como escolher a melhor sardinha

Com os Santos Populares a aproximarem-se, a sardinha volta a ganhar destaque nas mesas portuguesas. Antes de chegar à grelha, há sinais simples que ajudam a perceber se o peixe está fresco, desde o brilho da pele ao aspeto dos olhos, passando pela firmeza do corpo e pela cor das guelras.

A sardinha é um dos símbolos do verão em Portugal e está muito associada aos arraiais, às festas populares e às sardinhadas em família. Ainda assim, escolher bem este peixe na peixaria faz diferença no sabor, na textura e na segurança alimentar.

Segundo informação divulgada pelo grupo Lusíadas, a sardinha pertence ao grupo dos peixes azuis, tal como o carapau e a cavala. Estes peixes têm uma coloração azulada na zona do lombo e apresentam maior teor de gordura, que pode variar consoante a época do ano.

Pele brilhante e olhos vivos

De acordo com o Notícias ao Minuto, um dos primeiros sinais a observar é a pele. A sardinha fresca deve apresentar uma pele brilhante, com cores vivas e aspeto limpo. Se estiver baça, seca ou com marcas excessivas, pode já não estar no melhor estado.

Os olhos também ajudam a perceber a frescura do peixe. Devem estar brilhantes, claros e com aspeto vivo. Olhos fundos, baços ou esbranquiçados são sinais a evitar no momento da compra.

As guelras são outro ponto importante. Num peixe fresco, devem apresentar uma cor vermelho-vivo a púrpura, sem muco em excesso e com cheiro a mar. Guelras escuras, acastanhadas ou com odor desagradável indicam perda de frescura.

Corpo firme é bom sinal

A textura da sardinha deve ser firme. O corpo não deve dobrar facilmente quando é manuseado, mantendo uma aparência rígida e consistente. Esta firmeza é um dos sinais mais claros de que o peixe foi bem conservado.

O Pingo Doce recomenda também verificar se a sardinha tem uma aparência limpa. O ideal é que não esteja “engravatada”, expressão usada quando há vestígios de sangue por fora da cabeça.

O cheiro deve ser suave e lembrar o mar. Um odor intenso, azedo ou desagradável não é normal num peixe fresco. Na dúvida, o melhor é pedir ajuda ao peixeiro ou escolher outro lote com melhor aspeto geral.

Sardinha também traz benefícios

Além de saborosa, a sardinha é valorizada pelas suas propriedades nutricionais. Segundo o grupo Lusíadas, fornece ómega 3, um ácido gordo de que o organismo precisa, mas que não produz.

É também fonte natural de proteínas completas, ferro, fósforo, magnésio e vitaminas A, B, D, E e K. Por ser rica em cálcio e vitamina D, pode contribuir para a saúde dos ossos.

O ómega 3 presente na sardinha está associado à saúde cardiovascular e pode ajudar no bom funcionamento do organismo. Ainda assim, como qualquer alimento, deve ser integrada numa alimentação variada e equilibrada.

Escolher bem melhora a grelha

Nos Santos Populares, a sardinha costuma ser preparada na brasa e servida sobre uma fatia de pão. Para que o resultado seja melhor, a escolha na peixaria é decisiva.

Uma sardinha fresca aguenta melhor a grelha, tem melhor textura e oferece mais sabor. Já uma sardinha menos fresca pode desfazer-se com facilidade e perder qualidade durante a confeção.

Antes de comprar, observe a pele, os olhos, as guelras, a firmeza e o cheiro. A regra prática é simples: escolha sardinhas brilhantes, firmes, com olhos vivos e cheiro a mar.

Entre festas, arraiais e grelhadores acesos, a sardinha continua a ser um dos grandes símbolos do verão português. Para aproveitar melhor este clássico dos Santos Populares, tudo começa com uma boa escolha na peixaria.

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