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Guarda Nacional Republicana de Lagos detém homem em flagrante delito por violência doméstica.

A GNR de Lagos deteve, na madrugada de sábado, dia 6, um homem por violência doméstica, na localidade de Espiche, concelho de Lagos, na sequência de uma intervenção policial motivada por uma denúncia de agressões físicas e verbais no seio familiar.

Pelas 03h30, os militares da Guarda foram acionados para uma residência onde estaria a ocorrer uma situação de violência doméstica.

A rápida chegada ao local permitiu aos militares surpreender o suspeito a agredir a esposa, colocando termo às agressões de imediato. Contudo, perante a presença da GNR, o indivíduo adotou uma postura extremamente agressiva, exaltada e violenta, recusando acatar as ordens legítimas que lhe foram dirigidas. Empunhando uma faca, assumiu uma atitude ameaçadora para com os militares intervenientes, proferindo diversas ameaças e demonstrando um comportamento hostil e imprevisível, suscetível de colocar em risco a integridade física dos presentes.

Perante a gravidade da situação e o comportamento agressivo, violento e persistente do suspeito, foi necessário recorrer aos meios legalmente previstos para proceder à sua imobilização, sem necessidade de recurso a arma de fogo. Mesmo durante a intervenção, o indivíduo continuou a resistir ativamente à ação policial, dirigindo ameaças de morte aos militares da Guarda e tentando opor-se à sua detenção.

Após a efetivação da detenção, o homem foi conduzido às instalações da GNR, onde permaneceu em cela até ser presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial.

Segundo o Litoral Algarve apurou, além do crime de violência doméstica, o detido encontra-se ainda indiciado pela prática dos crimes de posse de arma proibida, ameaça agravada e resistência e coação sobre funcionário.

Presente a tribunal, foram-lhe aplicadas medidas de coação, além de manter o Termo de Identidade e Residência, acrescidas, nomeadamente, da proibição de contactos e do afastamento da esposa e da filha menor, ficando impedido de se aproximar das mesmas.

O processo continua sob investigação e direção do Ministério Público, através do DIAP de Lagos.

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Câmara de Albufeira reduz apoio ao Imortal Basket Club e esclarece critérios de financiamento

Município defende maior equilíbrio na distribuição dos apoios desportivos e reforça aposta na formação e inclusão social

A Câmara Municipal de Albufeira (CMA) anunciou a redução do apoio financeiro atribuído ao Imortal Basket Club, justificando a decisão com a necessidade de assegurar uma maior equidade na distribuição dos apoios ao movimento desportivo do concelho. O esclarecimento foi tornado público através de um comunicado emitido pelo município no dia 9 de junho de 2026.

Segundo a autarquia, os apoios concedidos ao Imortal Basket Club em 2025 ascenderam a cerca de 600 mil euros, valor que, de acordo com a CMA, equivale praticamente ao montante total atribuído aos restantes clubes do concelho para a formação, incluindo a própria formação do clube albufeirense.

No documento, a Câmara sublinha que não é competência das autarquias financiar equipas profissionais, citando o enquadramento legal dos contratos-programa de desenvolvimento desportivo, que impede o apoio financeiro a clubes participantes em competições de natureza profissional. A autarquia reconhece, contudo, que nos anos anteriores apoiou financeiramente as três equipas profissionais do Imortal Basket Club, admitindo que essa situação poderá não ter tido enquadramento legal adequado.

A CMA detalha ainda que, além das verbas diretas, foram suportadas despesas relacionadas com transportes, limpeza do Pavilhão Francisco Neves, aluguer de viaturas, segurança, equipamentos e horas extraordinárias de trabalhadores municipais, elevando significativamente o investimento total no clube.

Para a época 2026/2027, o município afirma que passará a privilegiar critérios como a formação desportiva, a promoção da atividade física regular e a criação de escalões sociais, com o objetivo de garantir maior igualdade no acesso ao desporto para crianças e jovens do concelho.

Apesar da redução do apoio, a Câmara assegura que continuará a colaborar com o Imortal Basket Club. Em reunião realizada a 11 de maio, o presidente da autarquia, Rui Cristina, apresentou ao clube uma proposta de financiamento para 2025 destinada a reforçar a formação e assegurar o funcionamento dos escalões sociais, num valor global de 300 mil euros.

No final do esclarecimento, o município reafirma a importância do Imortal Basket Club no panorama desportivo local e nacional, mas sustenta que é necessário adotar um modelo de financiamento mais equilibrado entre todas as associações do concelho, promovendo a legalidade, a inclusão e o fortalecimento da formação desportiva juvenil.

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Rua 80 celebra 15 anos com tournée de verão em oito concelhos do Algarve

Projeto algarvio dedicado à música dos anos 80 vai promover 23 festas temáticas entre junho e setembro de 2026, com entrada livre.

A Rua 80, programa de rádio e projeto de entretenimento dedicado à música dos anos 80, está a celebrar o seu 15.º aniversário com uma tournée especial de verão que percorrerá oito concelhos do Algarve entre os meses de junho e setembro de 2026. A iniciativa, intitulada “Tournée Rua 80 – 15 Anos”, prevê 23 atuações ao ar livre, animadas pelo DJ Nuno Silva, criador do projeto.

O arranque está marcado para o dia 6 de junho, em Alte, no concelho de Loulé, e o encerramento acontecerá a 26 de setembro, na Cortelha, também no concelho de Loulé. As festas prometem revisitar os grandes êxitos da década de 1980, num ambiente pensado para diferentes gerações e com entrada gratuita, sujeita às condições de cada local.

Ao longo do verão, a tournée passará por vários pontos do Algarve, incluindo Portimão, Silves, Monte Gordo, Manta Rota, Quarteira, Sagres, Olhão e São Brás de Alportel, abrangendo tanto zonas costeiras como localidades do interior da região. Segundo a organização, o objetivo é reforçar a ligação da marca ao território e promover momentos de convívio e nostalgia através da música.

Em comunicado, Nuno Silva, DJ e responsável pelo projeto, destaca a dimensão emocional do evento: “A ‘Festa da Rua 80’ é mais do que um evento musical; é um espaço de partilha de memórias afetivas. Quando ouvimos aquelas canções, todos temos uma história para contar.”

O calendário da tournée inclui 22 datas já confirmadas, permanecendo por anunciar uma atuação prevista para 13 de julho. Entre os locais já divulgados encontram-se Armação de Pêra, Monte Gordo, Alcantarilha, Almancil e Alvor, numa programação que se estende até ao final de setembro.

Com 15 anos de atividade, a Rua 80 consolidou-se como uma referência regional na promoção da música e cultura dos anos 80, tornando-se presença habitual nas festas de verão algarvias.

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Artigo de opinião: Cuidar da pele com dermatite atópica

Cuidar da pele com tendência atópica ajuda a acalmar, prevenir e espaçar os surtos. Adotar boas práticas diárias tem um impacto determinante a acalmar o prurido, serenar a inflamação e a proteger a pele. 

A dermatite atópica (ou eczema) é uma doença inflamatória crónica caracterizada pelo prurido intenso, ressecamento e lesões visíveis.  É marcada por fases de crise, durante a qual a inflamação é visível sob a forma de manchas vermelhas. Nos períodos de remissão, em que a inflamação é invisível, mas continua presente, é importante manter os cuidados. 

Cada fase exige o seu tratamento. Durante as crises, aplicar um creme à base de cortisona sobre as vermelhidões permite combater a inflamação e parar o terrível ciclo “vermelhidão – comichão – vermelhidão”. Em formas mais severas, o médico pode também prescrever outros medicamentos e tratamentos complementares como a fototerapia, imunossupressores ou bioterapias dirigidas. 

Nem sempre é fácil evitar uma nova crise, mas é possível adiá-la com o uso de cremes emolientes. Entre surtos, é muito importante nutrir, diariamente, a pele com um emoliente e escolher produtos de limpeza adequados. Estes cuidados ajudam a reparar a barreira cutânea, reduzem a perda de água e aliviam a comichão. 

Evitar coçar, mas aliviar a comichão 

A ação de coçar proporciona um alívio imediato, mas aumenta a comichão, agrava a vermelhidão e irritação e aumenta o risco de infeção. Não é fácil contrariar a vontade de coçar, mas é possível adotar alguns cuidados que ajudem a acalmar a comichão: a aplicação de um emoliente, várias vezes ao dia, pulverizar com água termal ou aplicar compressas impregnadas.  

No banho, para não acentuar a secura e limpar com suavidade é aconselhado utilizar um gel ou sabonete dermatológico adaptado a pele atópica, assim como preferir banhos rápidos (máximo 5 minutos), com água morna. 

Para evitar reativar o eczema, o melhor é secar a pele sem esfregar e optar por absorver a água com a toalha, apenas com pequenas pressões. 

O vestuário é outro ponto a ter em conta quando a pele é irritável. Este deve ser largo e feito de materiais mais bem tolerados, como o algodão, o linho ou a seda. E, até no momento de lavar a roupa, algumas medidas podem fazer a diferença, tais como optar por detergentes líquidos, não muito perfumados, e limitar a utilização de amaciadores. 

Dormir com dermatite atópica 

Seja por causa do calor da cama, do suor noturno ou por estarmos em repouso, quem vive com dermatite atópica relata, muitas vezes, que é comum o exacerbar da coceira ou da inflamação da pele durante a noite, o que constitui um transtorno para o repouso. Preparar a noite, aplicando o emoliente antes de deitar e ter um spray de água termal à mão, ajuda a ter uma noite mais tranquila. 

Preferir lençóis de algodão ou de linho (sem se cobrir demasiado), arejar o quarto e não o deixar muito quente (no máximo 18ºC), são outras sugestões para uma noite mais confortável. 

Cuidar da pele com dermatite atópica obriga a consistência e atenção. Manter uma rotina de cuidado, evitar fatores desencadeantes e procurar ajuda dos profissionais de saúde é fundamental para controlar sintomas e ter melhor qualidade de vida. 

Ana Teresa Gonçalves – Farmacêutica Dermofarmácia Holon 

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PJ detém suspeito de homicídio após tiro mortal em obra no centro de Silves

A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 39 anos, suspeito da autoria de um crime de homicídio qualificado ocorrido na tarde de 25 de maio, no centro da cidade de Silves. O indivíduo é ainda investigado pelo crime de detenção de arma proibida.

Em comunicado, a PJ, através do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, revelou que o homicídio ocorreu junto a uma ruína em obras, onde vítima e suspeito trabalhavam no setor da construção civil desde o início do ano.

Segundo a investigação, entre os dois homens existiam desentendimentos frequentes, alegadamente motivados pelo consumo excessivo de álcool e por uma dívida que, alegadamente, não teria sido paga pela vítima.

No dia do crime, o suspeito terá recorrido a uma arma de fogo pertencente a um familiar, que se encontrava previamente escondida numa garagem, dirigindo-se depois ao local de trabalho da vítima. Após uma breve troca de palavras, terá disparado um tiro na zona lateral esquerda do crânio do homem, provocando-lhe a morte imediata.

No seguimento das diligências de investigação, a Polícia Judiciária recolheu prova considerada robusta da autoria do crime, culminando na localização e detenção do suspeito. Foram ainda apreendidos a arma de fogo utilizada e os respetivos cartuchos.

O detido será presente a primeiro interrogatório judicial, no qual serão determinadas as medidas de coação a aplicar.

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Alunos de Odemira distinguidos no Concurso Nacional de Jovens Cientistas

O Agrupamento de Escolas de Odemira voltou a destacar-se no panorama científico nacional ao conquistar prémios no Concurso Nacional de Jovens Cientistas, integrado na Mostra Nacional de Ciência, que decorreu no Porto entre os dias 28 e 30 de maio.

Promovida pela Fundação da Juventude e pela Agência Ciência Viva, a iniciativa reuniu os melhores projetos científicos desenvolvidos por jovens estudantes de todo o país, previamente selecionados por um júri especializado.

O Clube Ciência Viva BIGEO, do Agrupamento de Escolas de Odemira, voltou a marcar presença no certame, mantendo uma participação ininterrupta ao longo dos últimos 25 anos. Nesta edição, apresentou quatro projetos na área das ciências biológicas, dois dos quais acabaram distinguidos pelo júri.

Na área da biologia, as alunas Carolina Cabecinha e Denise Rafael apresentaram o projeto “Conteúdo polínico do mel de Odemira vs outras regiões”, através do qual demonstraram a elevada qualidade do mel produzido na região. O estudo destacou particularmente o mel de um produtor da freguesia de Bicos, que obteve a melhor classificação nas análises efetuadas.

Também as alunas Sofia Bernardo e Madalena Godinho participaram com o projeto “Papel do coelho-bravo na dispersão de sementes em matos dunares”, concluindo que esta espécie desempenha um papel relevante na disseminação de sementes de plantas invasoras, especialmente do chorão-da-praia.

Na área da microbiologia, a aluna Matilde Rafael conquistou uma Menção Honrosa com o projeto “Comparação da eficácia do vinagre e de um desinfetante químico na redução da carga microbiana da alface”. O trabalho procurou identificar métodos mais acessíveis e eficazes para a desinfeção de hortícolas, com especial relevância para pessoas com sistemas imunitários fragilizados, nomeadamente doentes neutropénicos.

Já os alunos Bruno Mansos, Madalena Costa e Astride Silva foram distinguidos com a oportunidade de representar Portugal na competição internacional Exposcience Occitanie, em Toulouse, França, graças ao projeto “Uso do mosaico agrícola do Perímetro de Rega do Mira pela fauna selvagem”. A investigação demonstrou que a preservação da biodiversidade é compatível com contextos de agricultura intensiva, desde que sejam assegurados habitats naturais.

Considerada a principal iniciativa nacional de promoção da cultura científica junto dos jovens, a Mostra Nacional de Ciência reúne anualmente projetos nas áreas das ciências exatas, naturais, sociais, engenharia e biotecnologia, integrando ainda um programa complementar de conferências, debates e atividades científicas.

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Grande Real Santa Eulália celebra Santos Populares com arraiais à beira-mar

O Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa, em Albufeira, vai celebrar os Santos Populares com três arraiais temáticos junto ao mar, convidando hóspedes e comunidade local a participar em noites de tradição, gastronomia e animação musical.

As festividades decorrem nos dias 13, 23 e 29 de junho, em homenagem a Santo António, São João e São Pedro, respetivamente. O resort algarvio promete recriar o ambiente típico dos Santos Populares, com música ao vivo e um jantar buffet inspirado nos sabores tradicionais portugueses. Entre os pratos previstos estão as tradicionais sardinhas assadas e especialidades como carne de porco à alentejana.

Os jantares realizam-se entre as 19h00 e as 22h30, com o valor de 40 euros por adulto, excluindo bebidas. As crianças até aos cinco anos têm entrada gratuita, enquanto as dos seis aos 12 anos beneficiam de um preço reduzido de 20 euros.

Segundo Simão José Simão, diretor comercial e diretor de operações do Real Hotels Group, a iniciativa pretende valorizar uma das tradições mais emblemáticas do país. “Os Santos Populares fazem parte da identidade cultural portuguesa e representam momentos únicos de partilha e celebração”, refere o responsável.

Localizado junto à Praia de Santa Eulália, o resort procura assim proporcionar uma experiência que alia tradição, gastronomia e ambiente festivo num cenário à beira-mar, aberto tanto a turistas como à população local. As reservas podem ser feitas através do contacto telefónico disponibilizado pelo hotel ou por e-mail.

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Liga dos Amigos do Hospital de Lagos vende mais de oitocentas peças, na sua maioria a visitantes estrangeiros, em exposição durante duas semanas no Armazém Regimental da cidade

Colchas, panos, objectos de louça, cinzeiros, jarras, bonecos, artigos para crianças, aventais, porta-moedas, toalhas, garrafas, cestos, quadros e até uma roda de marinheiro, entre outros produtos com preços variados. Muitos foram doados por associados da Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos. O que sobrou poderá ir a leilão.

José Manuel Oliveira

«Ajude-nos a ajudar os outros». Este é o apelo que se podia ler à entrada do Armazém Regimental de Lagos, na Praça Infante Dom Henrique, onde decorreu durante duas semanas, de 16 a 31 de Maio, de manhã e tarde, mais uma exposição-venda promovida pela Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos.

Num total de nove bancas, a que se juntaram mais quatro expositores noutros moldes, havia produtos diversos e com preços variados, desde, por exemplo, toalhas de mesa por 70 e 25 euros, colchas (15 euros), uma colcha de renda de casal (80 euros), peúgas e meias (1,50 e 2 euros), até pregadeiras e cinzeiros (três euros), porta-moedas (um euro), artigos em louça (1,50, 5,00 e 10,00 euros), bonecos com barrete (8,00 euros), uma cadeira em miniatura (3,00 euros), uma jarra (10,00 euros), sacos de croché (4,00 euros) e até uma roda de marinheiro por 90 euros, entre outros objectos para cozinha, sala e crianças. Garrafas, quadros, cestos, bolsas, aventais e vários bonecos entraram igualmente neste evento. Muitas das peças em exposição foram doadas à Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos.

«Passei por aqui e lembrei-me de ti – Óbidos Portugal» lia-se num artigo exposto numa das mesas.

Idosa residente em Barão de São Miguel, no concelho de Vila do Bispo, confeccionou meias de lã e de croché para crianças, só para se manter ocupada. Mas não esteve presente na exposição

Maria Candeias, uma senhora, de 90 anos, residente em Barão de São Miguel, no concelho de Vila do Bispo, confeccionou meias de lã e de croché para crianças, “para se manter ocupada”, contou ao ‘Litoralgarve’ a presidente da Direção da Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos, Olívia Gouveia. Contudo, a idosa não esteve presente na exposição. Apenas colaborou.

Muitos visitantes, portugueses e de outras nacionalidades, visitaram o bazar, apreciando o que estava em exposição-venda. A maioria, porém, aproveitou para adquirir produtos úteis para o lar e outros destinados a crianças. Os estrangeiros foram os principais clientes.

Entrevista a Olívia Gouveia, presidente da Direção da Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos: “Vendemos muito. O objectivo está cumprido. Verba irá para aquilo que for necessário adquirir, desde cadeiras de rodas, pois as nossas já estão velhas, e camas eléctricas, entre outras”

Desempenhou a sua actividade profissional de enfermeira no Hospital Distrital de Lagos e no Hospital do Barlavento, em Portimão, e foi professora no Instituto Piaget, em Silves, dedicado à área da saúde. Agora é docente na Universidade Sénior, integrada no Centro de Estudos de Lagos.

Litoralgarve – Que balanço faz desta exposição que decorreu durante duas semanas, de 16 a 31 de Maio, no Armazém Regimental de Lagos?

Olívia Gouveia – É positivo. Os primeiros dias foram muito bons, entrou muita gente. E o objectivo está cumprido. Estamos satisfeitos.

Litoralgarve – Como decorreram as vendas?

Olívia Gouveia – Vendemos muito. Este local é mais acessível, entram mais pessoas. O espaço é maior e também há mais possibilidade de expor mais material. Já temos feito exposições aqui e sempre tem sido muito bom.

“Cerca de mil euros” de receita, “especialmente com objectos feitos à mão, panos de cozinha, crochés, peças para crianças, aventais. Coisas pequenas, mas que são muito úteis. Talvez mais de oitocentas peças.”

Melhores clientes? “Estrangeiros de várias nacionalidades, desde franceses, ingleses, alemães, holandeses e até japoneses, chineses e polacos. Também apareceu um casal jovem russo, que vive cá, e um turista israelita quis saber onde podia doar roupa. Indiquei o Banco Solidário, em Lagos.”

Litoralgarve – Qual o valor total dos produtos vendidos?

Olívia Gouveia – Cerca de mil euros.

Litoralgarve – E sobretudo com que objectos?

Olívia Gouveia – Especialmente com objectos feitos à mão, panos de cozinha, crochés, peças para crianças, aventais. Coisas pequenas, mas que são muito úteis. Talvez mais de oitocentas peças.

Litoralgarve – Quais os melhores clientes?

Olívia Gouveia – Estrangeiros de várias nacionalidades, desde franceses, ingleses, alemães, holandeses e até japoneses, chineses e polacos. Também apareceu um casal jovem russo, que vive cá, e um turista israelita quis saber onde podia doar roupa. Indiquei o Banco Solidário, em Lagos.

“Os portugueses também efetuaram compras, mas não tantas como os estrangeiros”

“Os nossos associados fazem muitas peças para doar”

Litoralgarve – E os portugueses?

Olívia Gouveia – Os portugueses também efectuaram compras, mas não tantas como os estrangeiros. Os nossos associados fazem muitas peças para doar. E muitos dos visitantes portugueses vieram de fora, compraram peças, mas não muitas.

“Verba irá para aquilo que for necessário adquirir, desde cadeiras de rodas, pois as nossas já estão velhas, e camas eléctricas, entre outras. Temos de adquirir material novo, melhor material. E quando chegar o Natal, pensamos oferecer cabazes a famílias carenciadas.”

Litoralgarve – Qual é o destino da receita angariada nesta exposição?

Olívia Gouveia – Esta verba irá para aquilo que for necessário adquirir, nomeadamente cadeiras de rodas, pois as nossas já estão velhas, e camas eléctricas, entre outras. Temos de adquirir material novo, melhor material. E quando chegar o Natal, pensamos oferecer cabazes a famílias carenciadas. Por outro lado, não sabemos se poderemos fazer um leilão, uma vez que todas as salas apropriadas para o efeito já estão ocupadas. Já tenho pedido para o próximo ano.

Litoralgarve – Que iniciativas irá promover a Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos até final de 2026?

Olívia Gouveia – Para já, está no nosso objectivo promover um almoço ou um jantar com os nossos associados para homenagear os mais antigos, que vão deixar de trabalhar, de colaborar e doar peças. Acho que são merecedores do nosso carinho e do nosso apoio. Também pensamos leiloar peças que sobraram nesta exposição, de forma a angariar fundos.

Litoralgarve – Quantos associados tem a instituição?

Olívia Gouveia – Neste momento, cerca de noventa. Muitos já faleceram, outros têm desistido. E outras pessoas prometem inscrever-se, mas ainda não apareceram.

Litoralgarve – E a sede?

Olívia Gouveia – Continuamos num prédio situado na Rua do Castelo dos Governadores, junto ao edifício onde funcionou o Hospital Distrital de Lagos. Isto até a Câmara Municipal de Lagos nos ceder instalações junto ao atual Hospital Terras do Infante (Hospital de Lagos), onde temos pessoas que continuam a fazer trabalho de voluntariado.

E acrescenta:

Para o mês de Outubro já estão inscritas duas pessoas com vista à participação num ‘workshop’ durante um dia e meio na Câmara de Lagos para trabalho de voluntariado no Hospital.

Litoralgarve – Como funciona esse trabalho de voluntariado?

Olívia Gouveia – Esse trabalho de voluntariado funciona no Hospital Terras do Infante (Hospital de Lagos), nomeadamente ao nível de apoio a refeições a doentes.

Voluntários? São “muito poucos. Muitos começam e, depois, acabam por desistir. Neste momento, temos apenas quatro voluntários, um deles, um senhor que é chefe dos CTT. Já nos disse que assim que passar à reforma, passará a colaborar com mais disponibilidade.”

“A pandemia Covid-19 também afastou muitas pessoas deste trabalho de voluntariado. É que durante esse período da pandemia, nada fizemos.”

Litoralgarve – E quantos voluntários tem a Liga?

Olívia Gouveia – Tem muito poucos. Muitos começam e, depois, acabam por desistir. Neste momento, temos apenas quatro voluntários, um deles, um senhor que é chefe dos CTT. Já nos disse que assim que passar à reforma, passará a colaborar com mais disponibilidade.

Por outro lado, as pessoas vão envelhecendo e vão-se afastando. A pandemia Covid-19 também afastou muitas pessoas deste trabalho de voluntariado. É que durante esse período da pandemia, nada fizemos.

“Com uns vinte voluntários já ficaríamos satisfeitos. São elementos que acompanham doentes só em Lagos, eventualmente desde casa até ao hospital e vice-versa. Trabalhamos com segurança.”

Litoralgarve – Quantos elementos são necessários? Uma centena seria o ideal?

Olívia Gouveia – Não, não. Seria muita confusão no Hospital. E o pessoal médico, bem como enfermeiros, auxiliares e funcionários administrativos não querem confusão. Com uns vinte voluntários já ficaríamos satisfeitos. São elementos que acompanham doentes só em Lagos, eventualmente desde casa até ao hospital e vice-versa. Trabalhamos com segurança.

“Nem toda a gente tem espírito para estar num hospital, para estar junto de pessoas que se encontram em fim de vida. Nem toda a gente tem essa percepção. Mas há aqueles que gostam.”

“Os voluntários têm as suas vidas próprias e escolhem um dia da semana para fazer esse trabalho, ou de manhã ou de tarde”

“Tivemos uma jovem que veio experimentar. E neste momento uma outra rapariga também vem experimentar para ver se gosta, junto dos voluntários mais antigos, ver como é o trabalho, ver se tem apetência. Porque se não tiver, não ficará como voluntária. Tem de fazer formação.”

“Esse trabalho, normalmente, é feito no Hospital de Lagos. E eu como era formadora, também participo nesse trabalho.”

Litoralgarve – Qual é o apelo que deixa à população de Lagos?

Olívia Gouveia – Venham ajudar a Liga dos Amigos do Hospital Distrital de Lagos. E peço que gostem de ajudar o próximo. Só isso. Gostava de ter mais voluntários, como é evidente, mas nem toda a gente tem espírito para estar num hospital, para estar junto de pessoas que se encontram em fim de vida. Nem toda a gente tem essa percepção. Mas há aqueles que gostam. Os voluntários têm as suas vidas próprias e escolhem um dia da semana para fazer esse trabalho, ou de manhã ou de tarde. Há um biólogo da Marinha, que quando voltar para Lagos, continuará a ser voluntário aos domingos.

Litoralgarve – Os jovens não aderem ao voluntariado?

Olívia Gouveia – Tivemos uma jovem que veio experimentar. E neste momento uma outra rapariga também vem experimentar para ver se gosta, junto dos voluntários mais antigos, ver como é o trabalho, ver se tem apetência. Porque se não tiver, não ficará como voluntária. Tem de fazer formação.

Litoralgarve – Onde?

Olívia Gouveia – Esse trabalho, normalmente, é feito no Hospital de Lagos. E eu como era formadora, também participo nesse trabalho.

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Vila Nova de Milfontes recebe primeiro Festival de Aves com atividades para toda a família

A FEI-TUR – Feira de Turismo do SW, que decorre entre 11 e 14 de junho em Vila Nova de Milfontes, estreia este ano uma nova iniciativa dedicada à biodiversidade e ao turismo de natureza: o Festival de Aves, promovido pela SPEA – BirdLife Portugal em parceria com o Município de Odemira. O objetivo passa por aproximar residentes e visitantes do património natural do concelho, incentivando a descoberta da avifauna local e sensibilizando para a conservação dos habitats.

Integrado na programação da feira, o Festival de Aves apresenta um conjunto de atividades gratuitas dirigidas a diferentes públicos, desde observadores de aves a famílias com crianças. Entre as propostas destacam-se passeios de observação de aves, atividades educativas, jogos interativos e oficinas infantis, numa aposta que alia lazer, educação ambiental e contacto direto com a natureza.

O programa arranca no dia 12 de junho, com o Escape Game das Aves, uma atividade interativa que desafia os participantes a resolver enigmas e códigos inspirados no universo das aves, entre as 17h00 e as 19h00. No mesmo dia, entre as 19h00 e as 21h00, realiza-se uma sessão de observação de aves ao pôr do sol na Praia das Furnas Rio, incluindo travessia de barco e percurso pedestre até às ruínas, onde os participantes poderão observar espécies da avifauna local e os habitats estuarinos.

Já no dia 13 de junho, o programa começa cedo, às 8h00, com um passeio de observação de aves no paul de Vila Nova de Milfontes, uma zona húmida de importância ecológica para aves residentes e migratórias. Durante a tarde, os mais novos poderão participar no atelier infantil “Ovos Musicais”, dedicado aos ovos e ninhos das aves, seguido de uma nova edição do Escape Game das Aves, desta vez orientado para famílias.

Ainda nesse dia, entre as 17h00 e as 20h00, junto ao Farol de Vila Nova de Milfontes, estará disponível o ponto fixo “De Olho nas Aves”, uma atividade de participação livre onde os visitantes poderão utilizar binóculos, telescópios e guias de identificação para observar as espécies presentes na costa e no estuário.

O encerramento do Festival de Aves acontece no dia 14 de junho, com um passeio de observação no Monte do Zambujeiro, incluindo percurso pedestre por diferentes habitats naturais e regresso de barco a Vila Nova de Milfontes.

As atividades são gratuitas, embora algumas exijam inscrição prévia através do site do Município de Odemira, nomeadamente os passeios guiados, o Escape Game e o atelier infantil. Já a atividade “De Olho nas Aves” é de participação livre.

Ao longo de quatro dias, a FEI-TUR – Feira de Turismo do SW reúne ainda propostas ligadas ao turismo de natureza, gastronomia, desporto, artesanato, workshops, música e animação infantil, reforçando a afirmação de Vila Nova de Milfontes como destino privilegiado para atividades ao ar livre e turismo sustentável.

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Dstelecom reforça rede de fibra ótica em Alcoutim e vai abranger mais mil habitações

O concelho de Alcoutim vai beneficiar de um reforço significativo na cobertura de fibra ótica. A dstelecom anunciou a expansão da sua rede multioperador no município, prevendo levar serviços de banda larga de última geração a cerca de 1.000 novas habitações até ao final de junho de 2026, elevando a cobertura total para 82% do território concelhio.

Com esta expansão, mais de 3.100 famílias passarão a ter possibilidade de acesso à internet de alta velocidade. O reforço da infraestrutura incidirá sobretudo nas localidades de Alcoutim, Giões e Pereiro, numa aposta que a empresa considera estratégica para o desenvolvimento do interior.

A operar no concelho desde 2015, a dstelecom considera que o investimento poderá contribuir para a modernização das atividades económicas locais, nomeadamente na agricultura, turismo rural e digitalização dos serviços públicos, ajudando igualmente na fixação de população num território marcado pelo despovoamento.

O presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino, destaca o impacto que a expansão poderá ter no futuro do concelho. Segundo o autarca, o reforço da rede representa um fator importante para tornar o território “mais atrativo, competitivo e sustentável”, criando melhores condições para captar pessoas, empresas e investimento. O responsável revelou ainda que decorrem esforços conjuntos para reforçar a cobertura nas freguesias de Martim Longo e Vaqueiros.

Também o CEO da dstelecom, Ricardo Salgado, sublinhou a importância de investir em municípios com maiores carências digitais, defendendo que o acesso a infraestruturas tecnológicas é essencial para promover maior coesão territorial, competitividade e qualidade de vida nas regiões do interior.

A empresa lembra ainda que a sua rede é neutra e aberta, permitindo aos consumidores escolher entre diferentes operadores de telecomunicações, promovendo maior concorrência e preços mais competitivos. Os residentes já podem verificar a disponibilidade de cobertura junto da dstelecom através dos seus canais oficiais. O seu período de avaliação Premium terminouhttps://chatgpt.com/backend-api/sentinel/frame.html?sv=20260423af3c

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Município de Portimão lança nova edição do Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes

O Município de Portimão volta a promover o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes, uma iniciativa que pretende incentivar a criação literária em língua portuguesa e homenagear uma das figuras mais marcantes da história local e nacional. O concurso, dinamizado através da Biblioteca Municipal, será dedicado à modalidade de novela e terá tema livre.

Podem candidatar-se autores nacionais, cidadãos de países de língua oficial portuguesa, comunitários e estrangeiros com situação regularizada em Portugal. As obras submetidas devem ser inéditas, escritas em português e não ultrapassar as 80 páginas em formato A4 paginado.

As candidaturas decorrem entre as 10h00 do dia 10 de junho de 2026 e as 15h00 do dia 10 de julho de 2026, devendo os trabalhos ser entregues em formato PDF através do portal oficial do município, onde também estará disponível o regulamento e formulário de inscrição. Os concorrentes terão de fornecer dados como identificação, NIF, contactos, pseudónimo e título da obra apresentada.

O júri será composto por três personalidades de reconhecido mérito na área da literatura, responsáveis pela seleção das obras vencedoras. O anúncio oficial dos resultados está previsto para dezembro de 2026, durante as comemorações do Dia da Cidade de Portimão.

O vencedor receberá um prémio monetário de 3.500 euros, além da publicação de 300 exemplares da obra. O segundo classificado terá igualmente uma edição de 300 exemplares e receberá 1.000 euros, enquanto o terceiro lugar contará com uma edição de 150 exemplares da respetiva novela.

O prémio presta homenagem a Manuel Teixeira Gomes, escritor e antigo Presidente da República, cuja vida e legado mantêm uma forte ligação a Portimão e ao Algarve, reforçando o compromisso do município com a promoção da cultura e da criação literária.

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Município de São Brás de Alportel celebra Dia de Portugal com a comunidade são-brasense na Argentina

Décadas depois da grande vaga de emigração são-brasense para a Argentina, o Município de São Brás de Alportel realiza uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, entre 10 e 18 de junho, para reforçar os laços com a comunidade emigrante e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios.

A deslocação, que terá lugar em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, enquadra-se na estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, de reforço das relações institucionais internacionais e de promoção da identidade são-brasense além-fronteiras.

A missão realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.

Uma ligação com mais de um século

A missão assume particular significado pela forte ligação histórica e humana existente entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais de São Brás de Alportel, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram.

Entre os destinos que mais marcaram esta história destaca-se Comodoro Rivadavia, cidade localizada na província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos mais importantes polos históricos da emigração portuguesa no país. A comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel.

A missão surge igualmente na sequência do reconhecimento atribuído pelo Município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo relevante trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para a preservação dos laços históricos e culturais entre as duas localidades.

Cooperação institucional e novos projetos

A agenda contempla reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa, bem como contactos institucionais em Buenos Aires com o Embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.

Para além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.

Preservar a memória da emigração

Particular destaque será dado à valorização da memória da emigração, através da promoção de contactos entre entidades portuguesas e argentinas com vista à recolha, preservação, digitalização e divulgação de documentação histórica, fotografias, testemunhos orais e outros registos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina. Neste âmbito, a participação da Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, do Arquivo Municipal e do Museu do Traje de São Brás de Alportel assume especial relevância.

Uma comitiva ao serviço da comunidade

A Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, far-se-á acompanhar pelo Vice-Presidente, Pedro Ornelas, pelo Presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.

Esta missão constitui uma oportunidade para homenagear o legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina e, simultaneamente, reforçar os laços entre comunidades que continuam unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada.

fotografia de Grupo em Comodoro Rivadavia, Argentina – finais da década de 1930. Créditos:  António Belchior

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Primeira bandeira azul do Algarve Hasteada em Albufeira

Albufeira voltou a estar em destaque no panorama regional ao acolher, esta manhã, o hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve de 2026. A cerimónia realizada na Praia da Rocha Baixinha Nascente, assinalou o reconhecimento da qualidade das praias e do trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal de Albufeira na gestão do litoral.

A Praia da Rocha Baixinha Nascente recebeu hoje a cerimónia de hastear da primeira Bandeira Azul do Algarve de 2026, numa iniciativa que assinalou o compromisso contínuo de Albufeira com a qualidade ambiental, a segurança, a acessibilidade e a valorização das suas zonas balneares.

A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, da Diretora Regional da Agência Portuguesa do Ambiente e Administração da Região Hidrográfica do Algarve, Inês Sousa Silva, bem como das restantes entidades que integram o processo de gestão e monitorização das praias.

A atribuição da Bandeira Azul volta a evidenciar o compromisso de Albufeira com a qualidade ambiental, a segurança, a acessibilidade e a gestão sustentável das suas zonas balneares. Este reconhecimento resulta de um trabalho contínuo desenvolvido ao longo de todo o ano por diversas entidades e serviços, com vista à manutenção dos padrões exigidos por este galardão internacional.

Este ano, o Município de Albufeira confirma 24 praias com o galardão Bandeira Azul e 13 praias com o galardão Praia Acessível, números que refletem a aposta contínua na valorização do litoral e na manutenção de elevados critérios de qualidade nas zonas balneares.

Com este momento simbólico, Albufeira volta a reafirmar o seu compromisso com a sustentabilidade, a proteção dos recursos naturais e a excelência ambiental, pilares fundamentais para o desenvolvimento do concelho e para a qualidade de vida da comunidade residente e dos milhares de turistas que anualmente visitam o Município.

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