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Árvores na Praia do Carvoeiro cortadas pela Câmara porque danificavam «infraestruturas, pisos e piscina» de casa

Três árvores frondosas da rua do Barranco, uma das principais artérias da Praia do Carvoeiro, foram ontem decepadas pelos serviços municipais da Câmara de Lagoa, como se pode ver nas fotografias.

Luís Encarnação, presidente da Câmara de Lagoa, contactado pelo Sul Informação, garantiu que o corte das árvores foi necessário porque estas estavam «a danificar, de alguns anos para cá, as infraestruturas, os pisos e a piscina da casa adjacente».

«Na sequência de várias queixas e elevados danos, tivemos de intervir», acrescentou.

Segundo informação prestada ao autarca pelos serviços da Câmara, também tem havido «diversos alertas apresentados por residentes da zona, em virtude da existência de ramos em risco de queda, quer para o espaço público, quer para o interior de propriedade privada».

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Por isso, garantem esses serviços, «a intervenção teve, para já, o objetivo de eliminar situações de potencial perigo, assegurando a integridade física de pessoas e bens, bem como prevenir a ocorrência de acidentes resultantes da queda de ramos degradados, secos ou estruturalmente comprometidos».

«A intervenção revelou-se necessária e justificada por razões de segurança pública, prevenção de riscos e proteção de pessoas e património», acrescentam.

«Infelizmente, as árvores plantadas na Rua do Barranco não são as mais adequadas para o local, o que já obrigou, no passado, à retirada de várias árvores daquela espécie», havendo até «várias caldeiras sem arvores na referida rua», informam os mesmos Serviços Municipais.

Nas suas declarações ao Sul Informação, o presidente da Câmara acrescentou que «vamos procurar transplantar estas árvores para outro local e plantar na Rua do Barranco, em substituição, árvores de raiz aprumada e mais adequadas ao meio urbano».

Quanto ao facto de o corte das árvores – que, pelas características da operação, deverá inviabilizar o seu transplante para outro local, ao contrário do que o edil afirma – ter sido feito em dias de muito calor, quase no início do Verão, diminuindo a pouca sombra que existe naquela rua da Praia do Carvoeiro, Luís Encarnação não deu qualquer explicação.

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Como escreveu, num artigo publicado no Sul Informação em Abril de 2023, o decano arquiteto paisagista Fernando Santos Pessoa, recente doutorado honoris causa pela UAlg, «a presença da Natureza na cidade já não oferece dúvidas, exceto aos negacionistas e aos especuladores fundiários».

«Uma das medidas mais eficazes para a redução do CO2 e para garantir condições de temperatura mais amenas é a reflorestação – e então no espaço urbano a sua função é fundamental», acrescentava.

«As cidades, e particularmente no Sul, como o Algarve, exigem que cada vez mais se aposte no arvoredo. Mais do que jardins de dispendiosa manutenção e exigência em água, o que precisamos no nosso Sul é de arvoredo, de sombras, aproveitando todos os recantos e espaços mortos para instalar árvores capazes de satisfazerem as exigências climáticas e garantirem um ambiente urbano saudável e acolhedor», escrevia ainda Fernando Santos Pessoa.

Mas já então salientava: «nem todas as autarquias têm correspondido a este requisito e tem que ser a opinião pública, os munícipes, a fazerem valer a sua vontade».

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Fotos: Tânia Marques | Sul Informação

Leia mais sobre este tema aqui:

«Há muito tempo que estamos a tratar mal as árvores»: Soluções? Inventariar, formar e investir
https://www.sulinformacao.pt/2026/05/ha-muito-tempo-que-estamos-a-tratar-mal-as-arvores-solucoes-inventariar-formar-e-investir/

e aqui

La sombra que salva Sevilla: los naranjos pueden bajar hasta 12 grados la temperatura de la calle
https://www.lavanguardia.com/local/andalucia/20260523/11545362/sombra-salva-sevilla-naranjos-bajar-12-grados-temperatura-calle.html

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Loulé marcou presença no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras em Espanha

O Município de Loulé esteve presente no XVIII Congresso Internacional de Cidades Educadoras, que decorreu entre os dias 26 a 29 de maio, na cidade de Granollers, em Espanha.

Sob o tema “Educação e cultura na cidade: comunidade, pensamento crítico e criatividade”, o evento reuniu 141 cidades, de 15 países, para debater o futuro da educação urbana e a construção de projetos comunitários duradouros, assentes na coesão social, no diálogo intercultural e na inclusão de todas as pessoas.

Durante os quatro dias do encontro, o representante do Município, Vasco Cary, participou ativamente na partilha de conhecimentos, experiências e valores alinhados com a Carta das Cidades Educadoras, o quadro de referência para os encontros entre as cidades da rede, empenhadas na educação, na paz e no bem-estar de todas as pessoas. 

O congresso destacou a importância de envolver professores, alunos e agentes locais dos territórios na criação de dinâmicas artísticas e pedagógicas que ultrapassam o espaço da sala de aula.

A comitiva louletana acompanhou as principais conferências e painéis de debate, focada em deixar um legado social forte nas comunidades locais. Um dos destaques foi a presença do psicólogo educacional, pedagogo especializado em educação infantil e pensador italiano, Francesco Tonucci, um defensor da educação centrada nas crianças, que considera que a aprendizagem deve ser um processo criativo e sem pressão, onde cada criança aprende ao seu próprio ritmo.

O encerramento do evento ficou marcado pela leitura da Declaração Final do Congresso, no dia 1 de junho, reforçando o compromisso global com o pensamento crítico e a criatividade no desenvolvimento das cidades do futuro.Num mundo e num tempo marcados por vários conflitos, ficou uma vez mais realçado que as Cidades Educadoras podem funcionar como um “contrapeso pacificador, dialogante e construtivo em defesa dos valores e direitos humanos”.

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