A União Desportiva e Recreativa Sambrasense celebra amanhã, 10 de junho, o seu 56.º aniversário com um conjunto de iniciativas que incluem momentos protocolares, atividades desportivas e convívio, envolvendo sócios, atletas e a comunidade de São Brás de Alportel.
As comemorações têm início às 10h15, no Largo de São Sebastião, junto à sede do clube e ao Campo Sousa Uva, com a cerimónia de hastear da bandeira, acompanhada pela Banda Filarmónica de São Brás de Alportel.
Pelas 10h30 realiza-se um jogo de veteranos que colocará frente a frente a União Desportiva e Recreativa Sambrasense e o SC Farense. O programa prossegue às 13h00 com um almoço-convívio destinado a sócios, atletas e convidados.
Durante a tarde, às 15h00, terá lugar a sessão solene evocativa dos 56 anos de atividade da coletividade, seguindo-se, às 17h00, um baile animado por Luís José.
Com mais de cinco décadas de história, a UDR Sambrasense volta a assinalar o seu aniversário com um dia dedicado ao desporto, ao associativismo e ao convívio, celebrando o papel que o clube tem desempenhado na vida da comunidade são-brasense.
A Câmara de São Brás de Alportel vai fazer uma viagem institucional à Argentina, a partir desta quarta-feira, 10 de Junho, país que foi, no século XX, destino de emigração de milhares de algarvios.
A deslocação, que terá lugar em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.
«A missão assume particular significado pela forte ligação histórica e humana existente entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais de São Brás de Alportel, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram», conta a Câmara de São Brás de Alportel.
Entre os destinos que mais marcaram esta história destaca-se Comodoro Rivadavia, cidade localizada na província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos mais importantes polos históricos da emigração portuguesa no país.
A comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel.
A agenda contempla reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa, bem como contactos institucionais em Buenos Aires com o Embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.
Além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.
Marlene Guerreiro, presidente da Câmara, far-se-á acompanhar pelo vice-presidente, Pedro Ornelas, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.
Uma delegação do Município de São Brás de Alportel desloca-se à Argentina entre 10 e 18 de junho para assinalar o Dia de Portugal junto da comunidade são-brasense emigrada e aprofundar relações de cooperação institucional com entidades locais.
A missão institucional decorrerá em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires e integra a estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, promoção da identidade são-brasense além-fronteiras e fortalecimento das relações internacionais do concelho.
A deslocação surge na sequência de convites da Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, do Consulado Honorário de Portugal naquela cidade e da Embaixada de Portugal na Argentina.
A iniciativa assume um significado particular devido à histórica ligação entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de algarvios emigraram para aquele país sul-americano à procura de melhores condições de vida, entre os quais muitos naturais do concelho são-brasense.
Comodoro Rivadavia, situada na província de Chubut, na Patagónia argentina, é um dos principais símbolos dessa ligação. A cidade acolhe uma comunidade estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, muitos deles com raízes em São Brás de Alportel e noutras localidades algarvias.
Segundo a nota de imprensa, a missão surge igualmente na sequência do “reconhecimento atribuído pelo Município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo relevante trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para a preservação dos laços históricos e culturais entre as duas localidades”.
Entre os objetivos da missão está o desenvolvimento de futuras parcerias nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico, reforçando os canais de cooperação entre os dois territórios.
A preservação da memória da emigração constitui outro dos eixos centrais da visita. O Município pretende promover contactos que permitam recolher, preservar, digitalizar e divulgar documentação histórica, fotografias e testemunhos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina. Neste trabalho estarão envolvidas a Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, o Arquivo Municipal e o Museu do Traje de São Brás de Alportel.
A delegação será liderada pela presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, e integra ainda o vice-presidente Pedro Ornelas, o presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira.
Segundo o Município, a missão pretende homenagear o “legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina e, simultaneamente, reforçar os laços entre comunidades que continuam unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada”.
A Associação Cultural e Recreativa Escola de Música Sambrazense (ACREMS) assinala amanhã, dia 10 de junho, 23 anos de atividade, uma data que a instituição partilha com a comunidade através da oferta de um desfile.
Presente na cerimónia comemorativa do Dia de Portugal e do hastear da Bandeira nos Paços do Concelho, a Banda Filarmónica da ACREMS executará o seu Hino e realizará o Desfile do 23º Aniversário pelas principais artérias da Vila de São Brás de Alportel, a partir das 10:15 horas.
É oportuno salientar que desde a sua fundação, a ACREMS tem dedicado a sua ação ao ensino de instrumentos de sopro e percussão, à promoção da cultura musical e à dinamização de eventos no âmbito da música filarmónica. A Banda Filarmónica de São Brás de Alportel é um dos frutos mais visíveis deste percurso.
Ao longo dos anos, a associação tem contado com o apoio dos órgãos autárquicos e de diversas entidades locais, regionais e nacionais, estabelecendo parcerias que considera determinantes para concretizar os seus objetivos.
Décadas depois da grande vaga de emigração são-brasense para a Argentina, o Município de São Brás de Alportel realiza uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, entre 10 e 18 de junho, para reforçar os laços com a comunidade emigrante e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios.
A deslocação, que terá lugar em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, enquadra-se na estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, de reforço das relações institucionais internacionais e de promoção da identidade são-brasense além-fronteiras.
A missão realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.
Uma ligação com mais de um século
A missão assume particular significado pela forte ligação histórica e humana existente entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais de São Brás de Alportel, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram.
Entre os destinos que mais marcaram esta história destaca-se Comodoro Rivadavia, cidade localizada na província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos mais importantes polos históricos da emigração portuguesa no país. A comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel.
A missão surge igualmente na sequência do reconhecimento atribuído pelo Município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo relevante trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para a preservação dos laços históricos e culturais entre as duas localidades.
Cooperação institucional e novos projetos
A agenda contempla reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa, bem como contactos institucionais em Buenos Aires com o Embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.
Para além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.
Preservar a memória da emigração
Particular destaque será dado à valorização da memória da emigração, através da promoção de contactos entre entidades portuguesas e argentinas com vista à recolha, preservação, digitalização e divulgação de documentação histórica, fotografias, testemunhos orais e outros registos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina. Neste âmbito, a participação da Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, do Arquivo Municipal e do Museu do Traje de São Brás de Alportel assume especial relevância.
Uma comitiva ao serviço da comunidade
A presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, far-se-á acompanhar pelo Vice-Presidente, Pedro Ornelas, pelo presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.
Esta missão constitui uma oportunidade para homenagear o legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina e, simultaneamente, reforçar os laços entre comunidades que continuam unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada.
Décadas depois da grande vaga de emigração são-brasense para a Argentina, o Município de São Brás de Alportel realiza uma missão institucional a Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, entre 10 e 18 de junho, para reforçar os laços com a comunidade emigrante e aprofundar relações de cooperação entre os dois territórios.
A deslocação, que terá lugar em Comodoro Rivadavia e Buenos Aires, enquadra-se na estratégia municipal de valorização das comunidades emigrantes, de reforço das relações institucionais internacionais e de promoção da identidade são-brasense além-fronteiras.
A missão realiza-se em resposta aos convites endereçados pela Associação Portuguesa de Comodoro Rivadavia, pelo Consulado Honorário de Portugal em Comodoro Rivadavia e pela Embaixada de Portugal na Argentina.
Uma ligação com mais de um século
A missão assume particular significado pela forte ligação histórica e humana existente entre São Brás de Alportel e a Argentina. Ao longo das primeiras décadas do século XX, milhares de emigrantes algarvios, muitos deles naturais de São Brás de Alportel, partiram para aquele país em busca de novas oportunidades, contribuindo de forma determinante para o desenvolvimento económico e social das comunidades que os acolheram.
Entre os destinos que mais marcaram esta história destaca-se Comodoro Rivadavia, cidade localizada na província de Chubut, na Patagónia argentina, considerada um dos mais importantes polos históricos da emigração portuguesa no país. A comunidade portuguesa local, estimada em cerca de cinco mil portugueses e luso-descendentes, mantém uma ligação particularmente expressiva às suas origens algarvias e, em especial, a São Brás de Alportel.
A missão surge igualmente na sequência do reconhecimento atribuído pelo Município à Associação Portuguesa de Socorros Mútuos de Comodoro Rivadavia, distinguida com a Insígnia Municipal de Honra pelo relevante trabalho desenvolvido junto da comunidade portuguesa e pelo contributo para a preservação dos laços históricos e culturais entre as duas localidades.
Cooperação institucional e novos projetos
A agenda contempla reuniões de trabalho e encontros institucionais com a Câmara Municipal de Comodoro Rivadavia, a Associação Portuguesa de Socorros Mútuos, representantes da Província de Chubut, empresários luso-descendentes e dirigentes associativos da comunidade portuguesa, bem como contactos institucionais em Buenos Aires com o Embaixador de Portugal na Argentina, responsáveis da Cidade Autónoma de Buenos Aires e representantes do Consulado Honorário de Portugal.
Para além da participação nas celebrações da comunidade portuguesa, a missão pretende reforçar as relações institucionais entre os dois territórios e lançar bases para futuras iniciativas de cooperação nas áreas da educação, juventude, cultura, património, turismo e desenvolvimento económico.
Preservar a memória da emigração
Particular destaque será dado à valorização da memória da emigração, através da promoção de contactos entre entidades portuguesas e argentinas com vista à recolha, preservação, digitalização e divulgação de documentação histórica, fotografias, testemunhos orais e outros registos relacionados com a presença são-brasense e algarvia na Argentina. Neste âmbito, a participação da Biblioteca Municipal Dr. Estanco Louro, do Arquivo Municipal e do Museu do Traje de São Brás de Alportel assume especial relevância.
Uma comitiva ao serviço da comunidade
A Presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, far-se-á acompanhar pelo Vice-Presidente, Pedro Ornelas, pelo Presidente da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel, João Rosa, e pelo Provedor da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, Júlio Pereira, enquanto representante da entidade responsável pelo Museu do Traje.
Esta missão constitui uma oportunidade para homenagear o legado das gerações de emigrantes que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Argentina e, simultaneamente, reforçar os laços entre comunidades que continuam unidas por uma história comum, por laços familiares e por uma identidade partilhada.
São Brás de Alportel prepara-se para entrar em mais um Verão com a estrada principal de ligação ao concelho sem as condições devidas. Tanto a norte como a sul, a Nacional 2 apresenta, atualmente, «dois graves problemas» e esta é uma situação que preocupa o executivo, por vários motivos.
Há mais de um ano, a 2 de Junho do ano passado, o trânsito ao quilómetro 710,5 da EN2, no sentido Ameixal (Loulé)/São Brás de Alportel, foi cortado depois de ter sido identificada uma instabilidade no talude de aterro. O problema, entretanto, tem vindo a agravar-se e a estrada ainda não foi reparada, pelo que continua fechada.
Marlene Guerreiro, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, lamentou que só oito meses depois tenha sido lançado o concurso para a obra e que só agora esta esteja em condições de começar. Uma espera que faz com que o concelho seja obrigado a passar mais um Verão sem este acesso «essencial para a sua dinâmica».
Os prejuízos ao nível do turismo são grandes, até porque São Brás de Alportel costumava ser uma etapa importante no início ou no fim da viagem pela histórica Estrada Nacional 2, que liga Chaves a Faro, e começou a ser, nestes anos mais recentes, uma oferta turística importante.
«São muitos meses e é todo um prejuízo muito grande, quer a nível da economia e do turismo, quer a nível da dinâmica social das comunidades. Os concelhos de Loulé e Tavira são também prejudicados, mas o de São Brás de Alportel muito em particular. Nós vimos um decréscimo imenso na entrada de pessoas no concelho, nos prejuízos diários, e, nomeadamente, nas nossas infraestruturas turísticas. Portanto, não nos cansamos de pressionar para que esta obra seja feita o mais rapidamente possível», frisou a autarca ao Sul Informação em Maio, à margem de uma recente visita do ministro das Infraestruturas e Habitação ao Algarve.
Ao nosso jornal, Marlene Guerreiro adiantou ainda que a obra já foi adjudicada e que estão a decorrer os processos para que se possa iniciar, possivelmente, este mês.
«Enquanto a obra não terminar, nós defendemos também, tal como a população defende, uma alternativa que pudesse ser viável para que, aproveitando aquele troço, pudesse minimizar-se este prejuízo. Uma solução ali mesmo, naquela zona, para uma alternativa, com uma faixa, naturalmente, de uma forma harmoniosa e segura, para que a população não tenha este enorme prejuízo», continuou a edil.
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Por outro lado, a sul de São Brás de Alportel, na ligação pela EN2 a Faro e, consequentemente, à Via do Infante, o concelho enfrenta «uma luta antiga» que «revolta e preocupa» o executivo municipal.
Marlene Guerreiro destacou que esta é uma obra «importante, não apenas para o desenvolvimento económico, mas também a nível da segurança rodoviária» e que «está a ser vítima de um processo de litigância que leva uma década».
A presidente da Câmara salientou que «o que está aqui em causa neste momento não é uma nova via, mas uma reabilitação daquele troço, de São Brás até à Via do Infante e a Faro, e, por isso, custa-nos muito compreender como é que estamos a ser vítimas desta litigância quando é apenas a reabilitação de uma estrada que é a segunda mais antiga do país e é tão importante, uma espinha dorsal do país e a maior do país e da Europa».
«Dado que é uma obra do Estado, não a podemos lançar, mas sim pressionar, pugnar, lutar com as nossas populações. Estamos a falar de uma obra que é muito importante para a economia, mas é sobretudo importante para a segurança rodoviária, para poupar vidas, porque, infelizmente, há rostos que nós nos recordamos, vidas que se perderam, vidas que se modificaram, pessoas que hoje têm uma situação de falta de mobilidade, tudo graças àquele troço que, infelizmente, não está seguro e precisa de ser reabilitado», rematou a autarca.
Fotos: Hugo Rodrigues | Sul Informação
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São Brás de Alportel foi distinguido na cerimónia regional “Escola Amiga da Criança”, um reconhecimento que destacou o trabalho desenvolvido pela comunidade educativa na promoção da inclusão, bem-estar e participação de crianças e jovens.
O concelho esteve representado pela presidente da Câmara Municipal, Marlene Guerreiro, que marcou presença no evento e sublinhou a importância do envolvimento conjunto de escolas, associações e parceiros locais na construção de um modelo educativo mais participativo e inclusivo.
Nesta edição, foram atribuídos nove selos de reconhecimento a estabelecimentos de ensino do concelho, abrangendo diferentes níveis educativos, do pré-escolar ao secundário. Foram ainda distinguidos 12 projetos dinamizados pela Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, reforçando o trabalho contínuo desenvolvido no território.
A participação são-brasense voltou a ser valorizada pela consistência das iniciativas apresentadas, que se têm vindo a afirmar ao longo dos últimos anos no panorama regional, com distinções atribuídas pelo quinto ano consecutivo.
A cerimónia contou ainda com a presença de entidades parceiras da comunidade educativa, como a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e a associação Ensinar a Sorrir, que colaboram em projetos locais de apoio às crianças e famílias.
Realizado no Auditório da Escola Secundária Júlio Dantas, em Lagos, o encontro foi promovido pela Federação de Associações de Pais do Algarve, em parceria com a Leya e com o apoio de associações locais, reforçando a importância do reconhecimento público das boas práticas educativas na região.
O Centro Museológico do Alportel recebe amanhã, 6 de junho, pelas 16h00, a inauguração da exposição de pintura “Reunião das Artes: O Lago das Ninfas e os Vestidos da Mu”, da autoria de Tatiana Silva.
A mostra propõe uma imersão no universo criativo da artista, reunindo obras onde a cor, a imaginação e a expressão plástica se cruzam, convidando o público a explorar diferentes leituras visuais e simbólicas.
A iniciativa, promovida pelo Município de São Brás de Alportel, pretende valorizar a criação artística e dinamizar o espaço museológico como local de encontro com a cultura e as artes.
A exposição ficará patente ao público até 16 de agosto.
A nova Praça 1914 foi inaugurada no dia 1 de junho, em São Brás de Alportel, no âmbito das comemorações do 112.º aniversário do concelho. A obra de regeneração urbana, apoiada pelo Programa Regional Algarve 2030, representou um investimento global superior a 958 mil euros e permitiu transformar uma área degradada num novo espaço público dedicado ao lazer, à convivência e à valorização do património local.
A inauguração da Praça 1914 coincidiu com uma data de forte simbolismo para o município, que assinalou mais um aniversário da sua autonomia administrativa. Foi precisamente a 1 de junho de 1914 que São Brás de Alportel se tornou concelho, após um processo reivindicativo liderado por várias figuras locais, entre as quais João Rosa Beatriz.
Até então integrado no concelho de Faro, São Brás de Alportel destacou-se ao longo dos séculos como um dos principais centros económicos e sociais do Algarve, assumindo particular relevância no século XIX como o maior produtor nacional de cortiça.
A nova praça surge como uma homenagem a esse percurso histórico, através da requalificação de uma zona anteriormente degradada, agora convertida num espaço moderno, acessível e integrado na malha urbana. A intervenção permitiu melhorar a mobilidade pedonal, reforçar as ligações aos espaços envolventes e criar novas áreas de lazer e de encontro para a população.
O projeto contemplou igualmente a preservação e valorização das ruínas da antiga Fábrica de Cortiça, elemento considerado emblemático da identidade são-brasense. A recuperação deste património pretende contribuir para a preservação da memória industrial e cultural do concelho.
Além das áreas verdes e dos equipamentos destinados a diferentes faixas etárias, a intervenção integrou soluções sustentáveis orientadas para o conforto ambiental e para a melhoria da qualidade de vida dos utilizadores.
A obra representou um investimento total de 958.958,98 euros, dos quais 576.671,48 euros correspondem a despesa elegível. O financiamento assegurado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do Programa Regional Algarve 2030, ascendeu a 346.002,89 euros, o equivalente a uma taxa de comparticipação de 60% da despesa elegível.
Segundo a nota de imprensa, com esta intervenção, o município reforça a “qualificação do espaço urbano, valoriza o seu património histórico e industrial e cria um novo espaço de encontro e fruição para a comunidade, num ano particularmente simbólico para a celebração da sua identidade e autonomia municipal”.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve associou-se às comemorações do Dia do Município, felicitando os cidadãos e os autarcas de São Brás de Alportel pela celebração de mais um aniversário da criação do concelho e pelo investimento contínuo na valorização do território e na melhoria da qualidade de vida da população.
É «um três em um», que permitiu dar nova vida e um futuro a um antigo espaço industrial que faz parte da história do concelho. A Praça 1914 foi inaugurada na segunda-feira, dia 1 de Junho, no coração da vila de São Brás de Alportel, e, para além de um espaço de fruição pública, presta homenagem a João Beatriz Rosa, considerado o “pai” do concelho, à indústria corticeira e à República.
No dia em que celebrou os 112 anos da elevação a concelho, São Brás de Alportel deu o nome 1914 à sua mais recente praça, que veio dar nova vida à antiga Fábrica de Cortiça Louro, um espaço que há muito estava inutilizado.
Nas últimas décadas, o município procurou chegar a acordo com os descendentes do fundador da fábrica, entretanto encerrada, mas as negociações demoraram a chegar a bom porto.
No passado dia 1 de Junho, este espaço foi devolvido ao público, já não em forma de edifício, mas mantendo, ainda assim, vários elementos da infraestrutura original, como os caraterísticos arcos, bem como equipamentos que faziam parte da fábrica, nomeadamente a prensa, a nora e a caldeira, entre outros.
«Eu sinto-me imensamente honrada por estar aqui a protagonizar este dia que, no fundo, não é meu, é do João Rosa Beatriz, é do seu legado, é de todos aqueles que representam estes 112 anos de história: todos os autarcas, todos os homens e mulheres que trabalharam, que se empenharam, para que São Brás de Alportel seja hoje o concelho que é, um concelho de respeito, de referência no Algarve e no país, um concelho de gente humilde, trabalhadora, muito honrosa da sua terra e muito honesta também», disse ao Sul Informação Marlene Guerreiro, presidente da Câmara de São Brás de Alportel, à margem da cerimónia.
«Quisemos aqui homenagear as origens do concelho. Nós só somos concelho desde 1 de Junho de 1914 porque tivemos um chão fértil, o chão da cortiça, da sustentabilidade económica, que nos deu o sustento, o rendimento, mas também porque houve homens com visão e com ideias, a ideia de liberdade que foi semeada por João Rosa Beatriz, naturalmente acompanhado por um conjunto de amigos, de adeptos deste movimento, mas também adubada pela República», acrescentou.
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Na nova Praça 1914, a Câmara de São Brás homenageou a cortiça, através da criação de um espaço museológico ao ar livre a ela dedicado, imortalizou a figura de João Rosa Beatriz, «enquanto livre pensador, homem de ideias», através da inauguração de uma estátua e enalteceu «também a República, que foi a mãe do nosso concelho».
«Não seríamos concelho sem a República, nem sem João Rosa Beatriz, nem sem a cortiça. (…) Aquilo que somos hoje também devemos a estes homens e mulheres que ao longo de 112 anos de história têm sido valorosos. Eu sou profundamente grata a todos eles e a poder estar aqui» a inaugurar a nova praça, reforçou Marlene Guerreiro.
Uma das caraterísticas mais diferenciadoras da praça é mesmo a sua vocação museológica.
«Nós há muito tempo gostávamos de ter um verdadeiro museu da cortiça, é uma aspiração do município e também é uma aspiração dos visitantes, dos turistas, que nos pedem sempre um museu da cortiça. Nós temos um bom setor dedicado à cortiça no Museu do Trajo, mas gostávamos de ter realmente mais um lugar para contar a história» desta matéria prima e da indústria à sua volta, revelou.
«Podíamos, de facto, ter um museu fechado, como tantos outros polos museológicos que temos. No entanto, pensámos que seria interessante, inovador e talvez mais eficaz, ter um espaço sem portas, onde todas as pessoas pudessem visitar, de forma autónoma, mas que, naturalmente, também vai ter espaço para visitas guiadas, interpretadas e um conjunto de dinâmicas promovidas pelo município e com agentes turísticos com quem vamos estabelecer parcerias», revelou a presidente da Câmara de São Brás de Alportel.
O que é certo é que «aqui não é preciso marcar ou reservar visita, aqui todos, a todas as horas do dia e da noite, todos os dias de semana, feriados, dias santos, no Verão e no Inverno, podem visitar».
Foto: Hugo Rodrigues | Sul Informação
Este «museu diferente» vai interagir com as pessoas e ter «muitas dinâmicas interessantes que não começam hoje [dia 1 de Junho], vão começar daqui a dias. Esperamos que seja, talvez não a cereja em cima do bolo, mas o fardo [de cortiça] em cima da rota da memória que nós já temos implementada no concelho».
São Brás já conta com a Casa Memória, «um dos ex-libris dessa rota da memória. A gora a visita aqui à Praça 1914, acho que é o elemento que nos faltava para consolidar a oferta turística, que é tão importante para o concelho e para a economia local».
No futuro, a Câmara de São Brás de Alportel pretende tornar este espaço «ainda mais interativo», embora, para já Marlene Guerreiro não possa «revelar tudo».
«Nós já temos painéis informativos, mas vamos ter mais interatividade, para que as pessoas consigam sentir-se dentro da fábrica João Viegas Louro, (…) usando as tecnologias de hoje para recriar, dentro do possível, o espírito da antiga fábrica e o espírito de 1914», adiantou, ainda assim, Marlene Guerreiro.
No Dia do Município, que se celebrou na segunda-feira, também foram homenageadas diversas personalidades que se distinguiram em diversas áreas, bem como funcionários da autarquia.
Da parte da tarde teve lugar a Festa da Criança e à noite houve um concerto de Vizinhos, onde foram sopradas 112 velas.
Fotos: Hugo Rodrigues e Nelson Ferreira | Sul Informação
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