Cuidado com o toliamor. Eis 4 formas pelas quais sabota relações
O Município de Lagos, através do CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes), promove no próximo dia 11
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Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.
A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.
A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.
Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”
O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.
Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.
Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.
O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.
Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”
A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.
A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.
O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.
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Investigação com participação da UAlg identificou mecanismos biológicos associados à resistência a tumores no ratinho espinhoso africano.
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Mais de dois terços dos inquiridos num estudo da Universidade de Coimbra divulgado hoje consideram que os cuidados paliativos devem ter prioridade máxima no Serviço Nacional de Saúde e 65,4% dizem preferir morrer em casa.
O estudo populacional foi realizado entre 8 e 24 de maio de 2026 e envolveu 1.041 adultos residentes em Portugal Continental, tendo como objetivo analisar “a perceção dos portugueses sobre os cuidados paliativos e o local de morte preferencial”.
Os resultados divulgados em comunicado pela Universidade de Coimbra (UC) mostram que 85,4% dos inquiridos reconhecem a importância elevada destes cuidados, dos quais 67,1% defendem que devem ter “prioridade máxima” no SNS e 18,3% “prioridade alta”.
Para a coordenadora do estudo, Bárbara Gomes, investigadora da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia, “os resultados trazem novos dados para apoiar as políticas públicas e reforçar a resposta do SNS no apoio aos cuidados em fim de vida”.
Bárbara Gomes salienta a necessidade de “alinhar os serviços com as preferências e necessidades reais da população”.
Os dados revelam também que 65,4% dos participantes preferem morrer em casa, com 58,1% a ter preferência pela própria habitação, 7,3% em casa de familiares ou amigos, enquanto 8,1% escolheria uma unidade de cuidados paliativos.
A maioria dos inquiridos (55,1%) revelou já ter cuidado ou apoiado um familiar ou amigo próximo nos últimos meses de vida.
“As conclusões do estudo permitem inferir uma vontade populacional de reforço das estruturas de respostas domiciliárias, garantindo que os cuidados paliativos chegam às pessoas onde elas realmente desejam estar e fomentar políticas públicas com foco no doente”, afirma a coautora do trabalho e investigadora da FMUC, Mayra Delalibera.
Mayra Delalibera salienta que “a percentagem de pessoas que prefere morrer em casa é superior à obtida num inquérito semelhante realizado em 2010 (65% vs. 51%), o que indica um aumento desta preferência”.
Bárbara Gomes complementa: “Temos hoje sensivelmente o mesmo número de equipas domiciliárias de cuidados paliativos no SNS que tínhamos há dez anos; e teríamos menos não fosse o apoio de cinco novas equipas pela Fundação “la Caixa” desde 2021, no âmbito do Programa Humaniza”.
“Sabemos que estas equipas especializadas duplicam as chances de os doentes morrerem em casa com melhor controlo sintomático”, afirma.
Para Bárbara Gomes, “é urgente reforçar ou redirecionar verba da saúde para aumentar o número destas equipas e para incentivar financeiramente as carreiras dos profissionais que nelas trabalham, para reter e atrair mais”.
“A população pede e as vidas de milhares de doentes e de famílias em situação de doença terminal (adultos e crianças) não esperam pelo próximo Orçamento de Estado”, defende.
O estudo foi financiado pela Cátedra Floriani em Cuidados Paliativos da FMUC e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Em defesa de um acesso equitativo a cuidados paliativos de qualidade, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lançou uma petição, que já reúne cerca de 8.000 assinaturas e pode ser assinada em https://peticaopublica.com/?pi=PT131164.
“Em Portugal, mais de 150 mil pessoas vivem anualmente com sofrimento associado a doença grave, progressiva e incurável. Destas, entre 70 e 85 mil morrem todos os anos com necessidade de cuidados paliativos. A elas juntam-se ainda milhares de crianças e jovens com doenças complexas que beneficiariam deste acompanhamento especializado”, lê-se na petição.
Segundo recomendações europeias, o país necessitaria de mais de 100 equipas comunitárias e intra-hospitalares e cerca de 1.000 camas especializadas, mas segundo a associação “a cobertura existente representa apenas uma fração desse valor, com fortes assimetrias territoriais e falta de respostas adequadas em várias regiões do país”.
Os peticionários apelam à expansão destas equipas em todo o país e ao reforço da Rede Nacional de Cuidados Paliativos, através do aumento de camas e respostas especializadas para adultos e crianças, tanto em hospitais de agudos como na rede.
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Para muitas pessoas, a palavra “radiação” surge imediatamente associada a momentos de preocupação, exame médico ou um tratamento.
Quando se fala em radiação, surgem, frequentemente, na memória imagens marcantes e assustadoras, como os bombardeamentos atómicos de Hiroshima e Nagasaki ou o acidente nuclear de Chernobyl.
Atualmente, o tema continua muito presente nas conversas, não só por estas memórias terem sido marcantes e com repercussões extremamente severas, mas também porque está ligado a questões atuais, como a transição para energias mais limpas, a necessidade de maior independência energética na Europa e as preocupações com a segurança internacional, especialmente no contexto da guerra na Ucrânia.
Estes episódios reforçam a perceção de um perigo invisível, quase abstrato, mas profundamente inquietante.
Mas e se a radiação fizer parte da nossa vida muito mais do que pensamos?
Na verdade, a radiação faz parte do nosso dia a dia, maioritariamente sem nos darmos conta. Está no solo que pisamos, no ar que respiramos, nos alimentos que consumimos e até no nosso próprio corpo.
Vem também do espaço, sob a forma de radiação cósmica, que atravessa a atmosfera, sendo que a quantidade a que estamos expostos pode até variar: por exemplo, quanto mais elevada for a altitude, maior tende a ser essa exposição.
Ou seja, a radiação não é algo raro ou excecional, faz parte do ambiente que nos rodeia. Talvez por isso, a verdadeira questão não seja se ela existe, mas sim como é utilizada e em que condições.
E apesar de falarmos muitas vezes de “radiação” como se fosse uma única coisa, na realidade nem toda a radiação é igual.
No dia a dia, convivemos sobretudo com a chamada radiação não ionizante, de baixa energia, presente na luz visível, nas ondas de rádio ou no micro-ondas, ao qual somos expostos diariamente.
A radiação ionizante, por ser mais energética, é aquela que encontramos sobretudo em áreas como a medicina. É também a que costuma gerar mais dúvidas e, de forma compreensível, mais receios.
Falar de radiação implica, naturalmente, falar de riscos. Quando utilizada em doses elevadas ou de forma inadequada, pode provocar danos nas células e aumentar o risco de doença.
Mas também é verdade que o seu uso, especialmente na medicina, é altamente controlado. Existe um princípio internacional, conhecido como ALARA, que orienta a prática para garantir que a exposição é sempre a mínima necessária para obter benefício terapêutico.
No caso das baixas doses, como aquelas associadas à maioria dos exames médicos ou à exposição natural do dia a dia, o risco é considerado reduzido.
E talvez seja importante lembrar que esta não é a única fonte de risco à nossa volta. O tabaco, a poluição ou os alimentos processados têm impactos muito mais evidentes na saúde da população.
É na saúde que a radiação mostra, talvez, o seu lado mais invisível e ao mesmo tempo mais transformador.
A radiação X é das mais utilizadas para o diagnóstico de diversas patologias, nomeadamente traumáticas, degenerativas, infeciosas ou malignas. Uma radiografia é muitas vezes o primeiro passo para um diagnóstico.
Existem, no entanto, tecnologias mais avançadas que utilizam baixas doses de radiação X que permitem a deteção de doença em fases precoces, como é o caso do cancro de mama através da mamografia e da osteoporose, através da Densitometria Óssea, que avalia a densidade mineral óssea, contribuindo para o aumento da sobrevida e da qualidade de vida das populações.
A medicina personalizada e de precisão não dispensa diagnósticos completos e de elevada fiabilidade para os quais em muito contribuem, por exemplo, os exames de Tomografia Computorizada (TC) e Angiografia, que permitem uma avaliação anatómica tridimensional e funcional, baseada na aplicação de doses mais elevadas de radiação X.
Atualmente estas técnicas de imagem até possibilitam o tratamento de algumas patologias através de imagem guiada sem existir necessidade de procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
A radioterapia — uma palavra que, à partida, pode assustar, mas que, todos os dias, ajuda a tratar pessoas com cancro, pela aplicação terapêutica de radiação X. Com uma precisão cada vez maior, permite destruir células tumorais ao mesmo tempo que preserva, tanto quanto possível, os tecidos saudáveis.
Para quem passa por este processo, ou acompanha de perto, a radiação deixa de ser um conceito distante ou abstrato. Torna-se algo concreto, uma ferramenta essencial e, muitas vezes, uma verdadeira aliada no tratamento e na melhoria da qualidade de vida.
Mas a presença da radiação não se limita à medicina. Está nas tecnologias que executam tratamento de águas, monitorizam o ambiente ou ajudam a desenvolver culturas agrícolas mais resistentes. Na indústria, permite analisar estruturas sem as danificar. Na ciência, abre caminho à inovação.
Mas compreender a radiação o que é, como funciona, quando e onde é utilizada, ajuda a transformá-la de ameaça difusa em realidade concreta. E, muitas vezes, menos assustadora.
Em suma, a radiação faz parte do nosso quotidiano e, quando utilizada de forma segura, constitui uma ferramenta essencial ao serviço da saúde, da ciência e da sociedade. Mais do que alimentar receios, importa promover literacia científica que permita compreender os seus riscos reais, mas também os seus benefícios
Porque, no fim, aquilo que não se compreende tende a assustar. Mas aquilo que se conhece… pode ajudar-nos a viver melhor.
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Lagos promove uma sessão para informar migrantes sobre acesso à saúde, funcionamento do SNS e direitos dos utentes.
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O CLAIM (Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes) de Lagos promove na próxima quinta-feira, 11 de Junho, às 14h30, no Auditório dos Paços do Concelho Séc. XXI, a sessão informativa “Saúde em Portugal: Informação e Acesso para Todos”, uma iniciativa destinada a cidadãos estrangeiros residentes no concelho.
Integrada no plano de atividades do CLAIM para 2026, esta ação pretende esclarecer e sensibilizar a comunidade migrante sobre o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), os direitos e deveres dos utentes, bem como promover informação sobre saúde pública, vacinação e saúde individual e comunitária.
O programa contará com a participação de profissionais da Unidade Local de Saúde do Algarve e do Município de Lagos, que abordarão temas como os apoios municipais à população migrante, o acesso aos cuidados de saúde nos Centros de Saúde e nas Unidades Hospitalares, bem como questões relacionadas com a saúde pública e comunitária.
A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do formulário online disponível aqui.
O conteúdo Lagos esclarece migrantes sobre acesso à saúde em Portugal aparece primeiro em Sul Informação.