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O efeito Flynn na era da IA: inteligência ou adaptação? | Por Miguel Coutinho e Dinis Catronas

Durante décadas, a ideia parecia clara: geração após geração, as pessoas obtinham pontuações cada vez mais elevadas nos testes de inteligência. Este fenómeno, conhecido como efeito Flynn, em homenagem ao investigador James R. Flynn, sugeria que nos estávamos a tornar progressivamente mais inteligentes.

Mas esta leitura não é linear, tornando-se ainda mais complexa num contexto em que a inteligência artificial (IA) começa a influenciar a forma como pensamos, aprendemos e resolvemos problemas.

Mas o que é, afinal, o efeito Flynn? Este efeito reflete o aumento consistente das pontuações em testes de QI (Quociente de Inteligência) ao longo do tempo. Na maioria dos países, esse crescimento rondou os 3 pontos por década ao longo do século XX.

MIGUEL COUTINHO
Presidente da Delegação Regional Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

À primeira vista, a conclusão parece óbvia: estaríamos a ficar mais inteligentes. No entanto, esta interpretação pode ser enganadora. O efeito Flynn não significa necessariamente que as pessoas no passado fossem menos inteligentes, mas sim que obtiveram piores resultados nos testes que usamos para medir essa capacidade.

Isto levanta uma questão fundamental: o que é que esses testes medem realmente? Inteligência, uma forma específica de raciocínio ou adaptação a determinados tipos de tarefas?

Os testes de QI foram criados no início do século XX por Alfred Binet com um objetivo prático: identificar crianças com dificuldades de aprendizagem no contexto escolar, e não medir uma inteligência absoluta. Com o tempo, passaram a ser utilizados como indicadores gerais de capacidade intelectual, muitas vezes para além do seu propósito inicial.

DINIS CATRONAS
Psicólogo, membro da direção da Delegação Regional do Sul da Ordem dos Psicólogos Portugueses

A investigação mostra que o efeito Flynn não resulta de evolução biológica – o período em causa é demasiado curto para alterações genéticas significativas – mas sim de mudanças sociais e ambientais.

As explicações mais consistentes apontam para fatores como o aumento da escolaridade, melhorias na nutrição e ambientes cada vez mais exigentes do ponto de vista cognitivo, com maior exposição a tarefas abstratas e mudanças culturais na forma de raciocinar.

O efeito Flynn reverso: estamos a voltar para trás?

Nas últimas décadas, começaram a surgir dados que apontam para uma estagnação ou mesmo inversão deste fenómeno em vários países – o chamado efeito Flynn reverso.

Em Portugal, um estudo com adultos comparou candidatos avaliados em 2005 e 2010, revelando que os participantes de 2005 apresentaram melhores desempenhos, com diferenças significativas na compreensão verbal e no cálculo numérico, enquanto o raciocínio lógico se manteve relativamente estável.

Este padrão é consistente com dados internacionais, que apontam para uma estagnação, ou mesmo descida, em competências ligadas à linguagem e ao cálculo, enquanto o raciocínio abstrato tende a variar menos.

Uma possível explicação prende-se com a mudança das exigências sociais e laborais: competências como vocabulário, compreensão verbal ou cálculo mental podem estar a perder centralidade no quotidiano e nos sistemas educativos.

A entrada da IA neste cenário levanta uma questão central: o que acontece quando começamos a transferir para as máquinas tarefas que antes dependiam do nosso esforço mental?

Hoje, a IA já resolve problemas matemáticos, produz textos complexos, sintetiza informação e apoia a tomada de decisão, tornando-se parte do nosso dia a dia.

Os seus efeitos podem ser contraditórios. Por um lado, funciona como uma extensão da mente humana, permitindo níveis mais elevados de desempenho. Por outro, pode reduzir o treino de competências como cálculo mental, memória ou produção verbal estruturada.

Se cruzarmos esta realidade com o efeito Flynn, surge uma hipótese plausível: tal como a escolarização influenciou a subida das pontuações de QI no passado, a inteligência artificial poderá estar agora a moldar (ou até a redefinir) aquilo que medimos como inteligência.

Mas será que estamos a medir inteligência ou adaptabilidade?

O efeito Flynn lembra-nos que os testes de QI não medem uma entidade fixa chamada “inteligência”. Medem a capacidade de responder a tarefas que refletem as exigências cognitivas de cada época. Num mundo marcado pela IA, essas exigências estão a mudar rapidamente.

Talvez a questão mais relevante já não seja se estamos mais ou menos inteligentes, mas sim: estamos a desenvolver o tipo de inteligência que o nosso contexto exige?

O futuro da inteligência já começou

O efeito Flynn nunca foi apenas sobre inteligência, mas sobre contexto. Mostrou que o ambiente molda profundamente o desempenho cognitivo e que os testes de QI refletem tanto a sociedade quanto o indivíduo.

Hoje, com a IA a transformar a forma como pensamos e aprendemos, podemos estar perante uma nova fase deste fenómeno – não necessariamente um declínio da inteligência, mas uma reconfiguração do que significa ser inteligente.

Talvez, no futuro, o verdadeiro desafio não seja aumentar o QI, mas compreender que tipo de mente estamos a construir numa era de máquinas que “pensam” de forma mais rápida e precisa.

Como psicólogos, educadores e cidadãos, a responsabilidade é clara: garantir que esta transição não nos faz perder competências fundamentais, mas que promove uma inteligência mais adaptativa, crítica e humanamente relevante.

O futuro da inteligência não se escreve apenas em algoritmos. Escreve-se também nas escolas, nas políticas públicas, nas consultas e na forma como integramos a tecnologia na nossa vida.

A questão já não é se vamos usar IA, porque na realidade já o fazemos praticamente de forma diária em diversas áreas da nossa vida.

A verdadeira questão será diferente: estaremos a usá-la para pensar melhor ou para pensar menos?

Leia também: “O futuro da inteligência não se escreve apenas em algoritmos. Escreve-se também nas escolas, nas políticas públicas, nas consultas e na forma como integramos a tecnologia na nossa vida”

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Fibra ótica chega a mais de 730 casas em Odeleite

A dstelecom vai reforçar a rede de fibra ótica no concelho de Castro Marim, com a chegada da tecnologia à freguesia de Odeleite até ao final de junho. O projeto permitirá cobrir cerca de 65% da localidade e levar banda larga de última geração a mais de 730 habitações.

Com esta expansão, o número de famílias abrangidas pela rede da dstelecom no concelho deverá subir para cerca de 7 mil, correspondendo a aproximadamente 80% do território municipal.

Conhecida pela sua albufeira e pelos sobreirais que se estendem entre a serra e o Guadiana, Odeleite passa assim a dispor de melhores condições de conectividade digital, aproximando os serviços disponíveis no interior dos níveis de acesso existentes no litoral.

A intervenção pretende responder a lacunas no acesso à internet e beneficiar residentes, empresas, neorrurais e teletrabalhadores, criando novas condições para a fixação de população e para o desenvolvimento da economia local.

Rede aberta pretende combater desigualdades territoriais

Para além do impacto na vida das famílias, a dstelecom sublinha que a chegada da fibra ótica a Odeleite poderá ter reflexos diretos na atividade económica local, nomeadamente em áreas como a cortiça, o agroturismo, o alojamento local e os pequenos negócios, que passam a contar com ferramentas digitais mais robustas.

Ricardo Salgado, CEO da dstelecom, afirma que “Levar fibra ótica a Odeleite é cumprir aquilo a que a dstelecom se propõe: chegar onde mais ninguém chega, e fazê-lo com uma rede aberta aos principais operadores de telecomunicações”.

O responsável acrescenta ainda que “Ao alargar esta cobertura, reforçamos o compromisso da dstelecom em diminuir desigualdades territoriais no acesso a serviços de alta velocidade e em criar novas possibilidades para famílias, empresas e instituições locais”.

A rede da dstelecom é neutra e aberta, permitindo aos consumidores escolherem o serviço e o operador de telecomunicações de acordo com as suas necessidades, beneficiando simultaneamente de maior concorrência e de preços mais competitivos.

Os residentes podem verificar a disponibilidade de cobertura através do site da dstelecom ou solicitar informação por email ou telefone, indicando a morada completa e, sempre que possível, as coordenadas GPS.

Criada em 2008, a dstelecom tem como missão reduzir barreiras geográficas no acesso às comunicações digitais.

A empresa opera uma rede multioperador de fibra ótica presente em 154 municípios portugueses, com cobertura próxima de um milhão de casas.

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Os Millennials: das disquetes à Cloud | Por Anna Kosmider Leal

A geração dos millennials, aqueles que nasceram entre o principio dos anos 80 e a chegada aos anos 2000, encontra-se numa posição única e, muitas vezes, desafiadora. Eles são os intermediários entre dois mundos: o tradicional, marcado por valores e realidades pré-digitais, e o digital, onde a informação flui a uma velocidade vertiginosa. Este fenómeno, acrescido ao facto de ser a “geração sandwich” atual, carrega consigo uma série de responsabilidades e pressões que podem impactar profundamente o seu bem-estar psicológico.

Dupla Exposição: O Conflito de Gerações

Na Antropologia, o conceito de “transição cultural” é fundamental para entender como as sociedades evoluem e se adaptam. Os millennials são, de certa forma, os arautos desta transição, vivendo num espaço onde as expectativas dos pais em relação ao sucesso e à estabilidade financeira se confrontam com a realidade incerta do mundo digital. Enquanto os seus pais, maioritariamente da geração X ou Baby Boomers, valorizam a segurança no emprego e a vida familiar convencional, os millennials são frequentemente empurrados para o empreendedorismo, a flexibilidade e a inovação. Esta discrepância gera um dilema: como equilibrar as expectativas familiares com as novas oportunidades e desafios que a era digital proporciona?

ANNA KOSMIDER LEAL
Antropóloga

A sobrecarga de informações é outra pressão significativa. Com acesso a um mundo de dados e opiniões a um clique de distância, os millennials enfrentam uma avalanche de perspectivas que podem ser confusas e contraditórias. Isso gera um estado de paralisia decisional, onde a dificuldade em escolher um caminho se torna um fardo emocional. A constante comparação com os outros, amplificada pelas redes sociais, pode levar a sentimentos de inadequação e ansiedade, criando um ciclo vicioso que afeta a saúde mental.

Sabedoria de Duas Realidades

Apesar dos desafios, a geração millennials também possui um rico capital cultural. Crescendo em dois mundos, eles desenvolvem uma perspetiva única que combina a sabedoria das tradições com a inovação da era digital. Esta habilidade de transitar entre diferentes realidades permite que os millennials sejam mais adaptáveis e resilientes, características valiosas num mundo em constante mudança. Eles aprendem a navegar em ambientes complexos, conciliando o que aprenderam com os seus pais, com as novas práticas e tecnologias que emergem.

Além disso, a experiência de ser a “geração sanduíche” pode também fortalecer laços familiares. Os millennials encontram-se, frequentemente, a cuidar não apenas dos seus filhos, mas também dos seus pais, criando uma dinâmica de apoio mútuo que pode ser enriquecedora. Este papel de mediador entre gerações pode fomentar um diálogo intergeracional que enriquece ambos os lados, promovendo uma compreensão mais profunda das necessidades e desafios de cada grupo.

Consequências Psicológicas e a Necessidade de Apoio

Entretanto, a pressão persistente pode levar a consequências psicológicas significativas. O burnout, a ansiedade e a depressão são problemas que afetam muitos millennials, resultantes da tensão constante entre as expectativas familiares e as realidades do mundo moderno. É crucial que haja uma maior compreensão e apoio, tanto a nível familiar como comunitário, para que esta geração possa encontrar um equilíbrio saudável.

Os millennials têm uma oportunidade única de moldar o futuro, aproveitando a riqueza das suas experiências. Ao aprenderem a integrar as lições do passado com as inovações do presente, podem construir um caminho que não só honra as tradições, mas também acolhe a mudança. A chave está em reconhecer que, mesmo sob pressão, a sabedoria de duas realidades pode ser uma força poderosa para a criação de um futuro mais inclusivo e sustentável.

Em última análise, os millennials devem ser vistos não apenas como a “geração sanduíche” e intermediaria do analógico para o digital, mas também como os arquitetos de uma nova era, onde a convergência de mundos pode gerar um inimaginável potencial.

Nota: A propósito, esta imagem foi gerada por IA.

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Usar o telemóvel para pagar tornou-se normal: há cuidados obrigatórios para proteger o seu dinheiro

Pagar com o telemóvel deixou de ser uma novidade. Em lojas, cafés, supermercados ou transportes, muitos consumidores já usam o smartphone como se fosse uma carteira, aproximando o equipamento do terminal para concluir a compra em poucos segundos.

A comodidade é evidente, mas também obriga a cuidados. O telemóvel concentra hoje aplicações bancárias, cartões digitais, dados pessoais e acessos financeiros. Por isso, a segurança do dispositivo passou a ser tão importante como a proteção de um cartão bancário físico.

O telemóvel passou a guardar dinheiro

De acordo com a Pplware, os pagamentos por smartphone tornaram-se cada vez mais comuns, sobretudo através de carteiras digitais, aplicações bancárias e tecnologia NFC. Esta evolução simplificou o dia a dia, mas aumentou a responsabilidade dos utilizadores. Se o telemóvel for perdido, roubado ou acedido por terceiros, pode existir risco de utilização indevida dos meios de pagamento associados.

O Banco de Espanha, citado pela imprensa espanhola, reuniu quatro recomendações de segurança para quem utiliza o telemóvel para pagar. São medidas simples, mas importantes para reduzir a exposição a fraudes ou pagamentos não autorizados.

Definir limites para pagamentos sem PIN

Uma das primeiras recomendações passa por limitar os pagamentos que podem ser feitos sem autenticação adicional. Sempre que possível, o utilizador deve definir um valor máximo a partir do qual seja obrigatório introduzir PIN, usar impressão digital ou reconhecimento facial.

Esta medida ajuda a reduzir o risco em caso de perda ou roubo do telemóvel, sobretudo se o dispositivo estiver desbloqueado no momento em que é usado por outra pessoa. As regras podem variar consoante a aplicação, o banco ou o sistema operativo. Por isso, é aconselhável consultar as definições da carteira digital ou da aplicação bancária utilizada.

Desligar o NFC quando não está a ser usado

O NFC é a tecnologia que permite pagamentos por aproximação. Em muitos telemóveis, pode estar permanentemente ativo, o que torna o pagamento mais rápido, mas também mantém o dispositivo disponível para comunicações de proximidade.

A recomendação passa por desligar o NFC quando não for necessário e ativá-lo apenas no momento de pagar. É um gesto simples, mas que reduz a exposição em ambientes movimentados ou perante dispositivos desconhecidos. Esta precaução é especialmente relevante para quem usa o telemóvel como principal meio de pagamento e circula frequentemente em transportes, centros comerciais ou zonas com grande concentração de pessoas.

Bloquear sempre o ecrã

O bloqueio do telemóvel continua a ser uma das medidas mais importantes. Um smartphone sem PIN, palavra-passe, padrão ou autenticação biométrica fica muito mais vulnerável se cair nas mãos erradas.

A impressão digital e o reconhecimento facial permitem proteger o equipamento sem tornar o uso diário demasiado complexo. Ainda assim, o código de desbloqueio deve ser seguro e não deve ser fácil de adivinhar. Na prática, um telemóvel desbloqueado pode dar acesso não só a pagamentos, mas também a mensagens, e-mails, aplicações bancárias e códigos de confirmação enviados por SMS ou notificação.

Ativar autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores acrescenta uma camada extra de segurança às aplicações bancárias e carteiras digitais. Mesmo que alguém descubra uma palavra-passe, continua a precisar de uma segunda confirmação para aceder à conta ou validar determinadas operações.

Esse segundo passo pode ser feito através de código, notificação, biometria ou outro método definido pelo banco ou pela aplicação. A medida não elimina todos os riscos, mas dificulta bastante o acesso indevido. Por isso, deve estar ativa sempre que o banco, a carteira digital ou a aplicação de pagamento o permitam.

Usar apenas aplicações oficiais

Além destas quatro regras, há uma recomendação transversal: instalar apenas aplicações oficiais e manter o sistema operativo atualizado. As aplicações bancárias e carteiras digitais devem ser descarregadas através das lojas oficiais. Também deve evitar links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais, sobretudo quando prometem desbloqueios, prémios, reembolsos ou atualizações urgentes.

Muitas fraudes começam precisamente com uma página falsa que imita o banco ou uma aplicação conhecida. O objetivo é levar o utilizador a introduzir dados de acesso ou informações bancárias.

O que fazer se perder o telemóvel

Em caso de perda ou roubo, o primeiro passo deve ser bloquear o equipamento remotamente, se essa funcionalidade estiver ativa. Depois, deve contactar o banco para suspender cartões digitais, serviços de pagamento e acessos associados ao telemóvel.

Também é aconselhável alterar palavras-passe de contas importantes, sobretudo e-mail, aplicações bancárias e serviços onde estejam guardados métodos de pagamento. Quanto mais depressa agir, menor será o risco de utilização indevida. É por isso que configurar previamente mecanismos de bloqueio e localização remota pode fazer diferença.

Proteger o telemóvel é proteger a carteira

Os pagamentos por telemóvel são práticos, rápidos e, quando bem configurados, podem ser seguros. Ainda assim, a concentração de dados financeiros num único dispositivo exige cuidados constantes. Limitar pagamentos sem PIN, desligar o NFC quando não está em uso, bloquear sempre o ecrã e ativar a autenticação de dois fatores são medidas simples que ajudam a proteger o dinheiro.

Numa altura em que o smartphone substituiu a carteira em muitas situações, a regra é clara: quanto mais cómodo for pagar, mais importante se torna garantir que só o verdadeiro dono consegue fazê-lo.

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Comissão Europeia promove workshop sobre IA para serviços públicos

A Representação da Comissão Europeia em Portugal promove, no dia 17 de junho, entre as 14:30 e as 16:45, o workshop “Inteligência Artificial para Serviços Públicos”, dedicado à utilização de ferramentas gratuitas para aumentar a produtividade e melhorar a comunicação com os cidadãos.

A sessão decorre na NOVA FCSH, no Auditório B2, na Avenida de Berna, em Lisboa, sendo também possível participar online através de uma ligação enviada após a inscrição. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Segundo a organização, a inteligência artificial está a transformar a forma como as organizações trabalham, analisam informação e comunicam com os cidadãos. No setor público, estas ferramentas podem apoiar profissionais na execução de tarefas administrativas, na análise de documentos e na preparação de comunicações.

Ferramentas gratuitas para apoiar a Administração Pública

O workshop apresenta ferramentas gratuitas de inteligência artificial desenvolvidas pela Comissão Europeia, que podem ser usadas no dia-a-dia dos serviços públicos para aumentar a eficiência, poupar tempo e melhorar a qualidade da informação produzida.

A formação abordará soluções como eReporting, eBriefing, eReply, eSummary e eTranslation. Estas ferramentas permitem, entre outras funções, criar relatórios estruturados, elaborar notas informativas, preparar respostas a pedidos complexos, resumir documentos e traduzir textos em diferentes línguas oficiais da União Europeia.

Os participantes aprenderão a utilizar estas ferramentas através de simulações práticas baseadas em tarefas comuns nos serviços da Administração Pública.

Sessão dirigida a dirigentes e técnicos

A iniciativa destina-se a dirigentes e técnicos de serviços públicos da administração central e local, agências, institutos ou outras entidades, não sendo necessário conhecimento técnico prévio.

O programa inclui sessões sobre IA para os serviços públicos em Portugal, projetos de inteligência artificial da Comissão Europeia, ferramentas de IA para os serviços da Administração Pública portuguesa e ferramentas de tradução e terminologia da União Europeia.

Entre os oradores estão Álvaro Carvalho, da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Camilo Soares, da DG Tradução da Comissão Europeia, Sérgio Ferreira Cardoso, também da DG Tradução, e João Cancela, subdiretor adjunto para o Digital e Desenvolvimento Institucional da NOVA FCSH.

A participação é gratuita, mas é necessária inscrição aqui ou através do código QR (até 16 de junho).

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