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PSP tem candidaturas abertas para Curso de Formação de Agentes

O concurso nacional de admissão ao Curso de Formação de Agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) está a decorrer até ao dia 25 de junho, constituindo uma oportunidade para os candidatos que pretendam ingressar na carreira policial e integrar uma das forças de segurança do país.

Segundo o Comando Distrital de Faro da PSP, os candidatos aprovados no curso serão colocados de acordo com a classificação final obtida, num processo que garante transparência e igualdade de oportunidades.

No Algarve, a abertura do concurso assume particular relevância devido à previsão de saída de mais de duas centenas de polícias por limite de idade nos próximos cinco anos. Segundo a PSP, esta realidade poderá traduzir-se numa oportunidade para que futuros agentes possam, mediante o seu mérito, vir a desempenhar funções na região.

Os interessados em formalizar a candidatura devem ser de nacionalidade portuguesa, ter entre 18 e 34 anos — não podendo ter completado 35 anos até 31 de dezembro do ano de publicação do aviso de abertura do concurso — sendo que, no caso de militares que tenham prestado serviço efetivo, esse período é abatido à idade cronológica até ao limite de quatro anos. É ainda necessário possuir robustez física e perfil psicológico adequados ao exercício da função policial, bem como estar habilitado com o 12.º ano de escolaridade ou equivalente, ou encontrando-se atualmente a frequentá-lo. Os candidatos não podem ter sofrido sanção penal que iniba o exercício da função, devendo igualmente apresentar qualidades morais e comportamento cívico ajustados aos princípios éticos e deontológicos da função policial. Não podem ter reprovado mais de uma vez em anterior Curso de Formação de Agentes (CFA), nem estar inibidos do exercício de funções públicas ou interditos para o exercício das funções a que se candidatam.

Os benefícios e vantagens da carreira incluem estabilidade e progressão profissional, uma vez que se trata de uma carreira integrada na Administração Pública, com segurança laboral a longo prazo, progressão remuneratória garantida e possibilidade de ascender a categorias superiores. Em termos de remuneração, durante o curso é atribuído um valor de cerca de 878 euros mensais brutos, sendo que, após a conclusão da formação, a remuneração pode atingir aproximadamente 2.030 euros brutos mensais, incluindo remuneração base, suplementos fixos e variáveis, bem como subsídio de refeição e fardamento.

No plano fiscal, é aplicável o regime de IRS Jovem até aos 35 anos, permitindo uma redução da retenção na fonte e, consequentemente, um aumento do rendimento líquido mensal. A carreira permite ainda diversidade funcional, com possibilidade de integração em várias unidades e valências, nomeadamente Unidade Especial de Polícia, Intervenção Rápida, Trânsito, Investigação Criminal, Policiamento de Proximidade, Controlo de Fronteiras e missões internacionais.

Ao nível dos benefícios sociais, os agentes têm acesso ao subsistema de assistência na doença (SAD/PSP), extensível aos familiares, a uma rede de postos clínicos próprios e a um regime especial de aposentação. Durante a formação, são ainda assegurados remuneração, fardamento, alimentação e alojamento.

A formação é ministrada na Escola Prática de Polícia, contemplando instrução técnica, tática e ética, bem como formação contínua ao longo da carreira em áreas como investigação criminal, trânsito, intervenção tática e outras especializações.

“O concurso de admissão é único e nacional. As colocações, após a conclusão com sucesso do curso de formação inicial, são realizadas exclusivamente por ordem de classificação final, garantindo total transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos”, refere a PSP.

As candidaturas podem ser submetidas até às 23h59 de 25 de junho através da plataforma de recrutamento da PSP. O início do Curso de Formação de Agentes está previsto para janeiro de 2027.

A PSP sublinha ainda o compromisso com a igualdade de oportunidades no acesso à profissão, incentivando a candidatura de todos os cidadãos que reúnam os requisitos exigidos.

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David Marreiros vence pelo segundo ano consecutivo Prémio de Jornalismo de Proximidade

O lacobrigense David José Marreiros, jornalista no Jornal do Algarve, recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, atribuído à reportagem “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”.

Em agosto de 1974, o então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo do I Governo Provisório, arquiteto Nuno Portas, deu início ao Programa SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local com o objetivo de mitigar a crise habitacional que assombrava Portugal. Havia mais de meio milhão de habitações em défice e muitas pessoas viviam em barracas e casas sem condições. O que se fez por todo o país foi juntar as pessoas em associações de moradores – orientadas por arquitetos experientes – e colocá-las a ajudar na construção das suas futuras habitações.

Foi o caso do Bairro 25 de Abril e do Bairro 1.º de Maio, ambos localizados na Meia Praia, em Lagos. Passaram mais de 50 anos e os moradores ainda não são donos das habitações que ajudaram a construir ou cujos pais e avós ajudaram a construir. A reportagem teve como base tentar perceber o porquê; tentar perceber como é que a reivindicação de um direito se tornou numa luta que passou de autarquia em autarquia, de governo em governo e de geração em geração.

A cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, dinamizado pela Associação Corações com Coroa (CCC), decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa. Catarina Furtado, presidente da Associação, ficou a cargo do evento, que teve início com a apresentação da instalação do artista SELF, seguida de um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos desenhadas pelos alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.

O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, com o trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho (RTP), “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, por João Pinhal e Guilherme Pinto (Público), e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro (Expresso) receberam Menções Honrosas.

Na categoria Campanha, o vencedor foi “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro – VLM/WPP para Vodafone.

Os Prémios Comunicação CCC – apoiados pela Missão Continente -, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, composto também por Francisco Sena Santos, membros da CCC, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género e representantes do Camões I.P e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como da APAP – Associação Portuguesa das Agências de Publicidade Comunicação e Marketing.

A ocasião terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.

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Congresso Judaico pede cancelamento do concerto de Kanye West no Algarve

O Congresso Judaico Europeu (CJE) apelou às autoridades competentes, entidades públicas e organizadores que cancelem o concerto de Kanye West, no Estádio Algarve, marcado para o dia 7 de agosto.

Em comunicado, o CJE “une-se à Comunidade Judaica de Lisboa para manifestar a sua profunda preocupação relativamente ao concerto previsto de Ye (Kanye West) no Estádio Algarve”.

O Congresso quer o cancelamento para “garantir que o antissemitismo, a glorificação do nazismo e o ódio não sejam recompensados com plataformas públicas, legitimidade ou apoio”, referindo-se às declarações do rapper feitas no passado.

Kanye West, que mudou o nome artístico para Ye em outubro de 2021, está a realizar uma digressão mundial que inclui várias datas na Europa, na sequência da edição do álbum “Bully”. Já foram cancelados ou adiados concertos do artista na Polónia, França, Reino Unido, Suíça e Itália, sendo que o músico foi também proibido de entrar no Reino Unido, no início de abril, o que levou ao cancelamento do Festival Wireless.

O CJE considera que Portugal “deve seguir o exemplo” das autoridades públicas e organizadores de vários países “que optaram por cancelar ou distanciar-se de eventos que envolvessem Ye”.

Na semana passada, as autoridades locais de Arnhem, nos Países Baixos, autorizaram um concerto de Kanye West para este mês. O presidente da Câmara, Ahmed Marcouch, admitiu que a decisão poderá ser difícil de aceitar, mas explicou que a legislação neerlandesa limita a margem de manobra das autoridades municipais e que os presidentes de câmara não podem tomar decisões “baseando-se apenas na desaprovação pessoal ou social das posições do artista.

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