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Polícia Marítima fiscaliza áreas costeiras ambientalmente protegidas

Os elementos dos Comandos Locais da Polícia Marítima de Setúbal e de Sines realizaram na madrugada de ontem, 6 de junho, uma ação de fiscalização nas áreas costeiras ambientalmente protegidas, com especial incidência no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha (Parque Marinho da Arrábida), localizado na costa sul da Península de Setúbal.

No âmbito desta ação, foram fiscalizadas diversas embarcações e atividades ligadas ao setor das pescas, tendo sido detetadas infrações à legislação em vigor, nomeadamente uma embarcação por pesca ilegal dentro do citado Parque Natural. A Polícia Marítima elaborou os respetivos autos de notícia, tendo adotado os procedimentos legais aplicáveis.

A Polícia Marítima mantém um dispositivo permanente de vigilância, patrulhamento e fiscalização ao longo do litoral alentejano, assegurando a proteção do meio marinho, a sustentabilidade dos respetivos ecossistemas e a segurança dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional.

Estas ações contribuem ainda para a prevenção e repressão de ilícitos criminais em ambiente marítimo, reforçando a capacidade de vigilância da Polícia Marítima ao longo da costa portuguesa.

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Sede do Turismo do Algarve classificada com AQUA+ pelo seu desempenho hídrico

A ADENE entregou na esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, a classificação AQUA+ ao edifício-sede do Turismo do Algarve, em Faro.

O referencial identificou na sede do Turismo do Algarve “um potencial de redução de consumo de 518 mil litros de água por ano”.

O sistema AQUA+ avalia o desempenho hídrico do edifício e estabelece um conjunto de medidas concretas para a sua melhoria. No caso da referida sede, as recomendações combinam “intervenções de baixo custo e retorno rápido”, como a instalação de redutores de caudal em torneiras e ações de sensibilização de colaboradores com soluções de maior impacto estrutural, e a “implementação de um sistema centralizado de monitorização dos consumos”.

Na mesma cerimónia, a ADENE e a RTA assinaram um protocolo de colaboração que prevê a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, a
mobilização do setor turístico algarvio para iniciativas de eficiência hídrica e energética e a coorganização de ações de capacitação e eventos técnicos.

A colaboração tem como ponto de partida o compromisso com a eficiência hídrica e o selo Save Water, iniciativa conjunta que envolveu também o Turismo de Portugal.

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Edifício-sede do Turismo do Algarve em Faro classificado com sistema AQUA+ da ADENE

O edifício-sede do Turismo do Algarve, em Faro, recebeu esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, a classificação AQUA+, atribuída pela ADENE – Agência para a Energia.

«Este referencial, desenvolvido pela ADENE para avaliar e classificar a eficiência hídrica de edifícios identificou na sede do Turismo do Algarve um potencial de redução de consumo de 518 mil litros de água por ano, o equivalente a uma poupança de dois meses na fatura anual, com base nos consumos registados em 2025», explica a Região de Turiosmo do Algarve em nota de imprensa.

O sistema AQUA+ avalia o desempenho hídrico do edifício e estabelece um conjunto de medidas concretas para a sua melhoria.

No caso da sede do Turismo do Algarve, «as recomendações combinam intervenções de baixo custo e retorno rápido, como a instalação de redutores de caudal em torneiras e ações de sensibilização de colaboradores. com soluções de maior impacto estrutural, entre elas a substituição de equipamentos por alternativas mais eficientes, e a implementação de um sistema centralizado de monitorização dos consumos».

A entrega da classificação AQUA+ no Dia Mundial do Ambiente «reforça o compromisso da Região de Turismo do Algarve (RTA) com a gestão eficiente dos recursos hídricos e com a resiliência face à escassez de água, alinhando-se com as boas práticas em sustentabilidade e adaptação às alterações climáticas».

Na mesma cerimónia, a ADENE e a RTA assinaram um protocolo de colaboração que formaliza e alarga a parceria entre as duas entidades.

O acordo prevê a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, a mobilização do setor turístico algarvio para iniciativas de eficiência hídrica e energética, e a coorganização de ações de capacitação e eventos técnicos dirigidos a operadores turísticos, municípios e associações do setor.

A colaboração entre a ADENE e a RTA tem como ponto de partida o Compromisso com a Eficiência Hídrica e o Selo Save Water, iniciativa conjunta que envolveu também o Turismo de Portugal.

Entre 2022 e início de 2025, o Algarve atravessou um período de seca severa que culminou, em fevereiro de 2024, em cortes obrigatórios de 25% no consumo agrícola e 15% no setor urbano, reforçando a urgência de consolidar medidas estruturais de eficiência hídrica que reduzam a exposição da região a ciclos futuros de escassez.

Por isso, «a adoção do referencial AQUA+ pela RTA é uma resposta estrutural a esta pressão crescente e um sinal claro de que a gestão eficiente da água pode e deve começar nas próprias instituições pública».

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Incêndio rural na Freguesia do Rogil, concelho de Aljezur

Mais um incêndio deflagrou hoje no Algarve, segundo o registo que consta na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta terá sido dado pelas 14:41 horas de hoje, sábado (6).

Há indicação de que este incêndio estará a consumir mato, lavra na freguesia de Rogil, na região da Costa Vicentina, no concelho de Aljezur, está a ser combatido por 25 operacionais, auxiliados por 6 veículos terrestres de combate a fogos e a sua situação de referência é ‘Em Conclusão‘.

Não há indicação de que o combate a este fogo rural esteja a ser efetuado por qualquer meio aéreo. Se efetivamente se justificar, voltaremos a atualizar esta informação.

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Portugal avança na Agenda 2030, mas impacto das catástrofes aumenta

Portugal registou progressos na maioria dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desde 2015, mas continua a acumular atrasos em áreas consideradas críticas para cumprir a Agenda 2030.

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Controlado incêndio no Pereiro, concelho de Alcoutim

Um incêndio rural deflagrou hoje, sábado, 6 de janeiro, pelas 12:38 horas no sítio do Pereiro, concelho de Alcoutim, segundo o registo constante na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O alerta deste incêndio de hoje, que apenas se refere a um fogo que está a consumir mato, nesta região do nordeste algarvio, devido à rápida intervenção dos Bombeiros de Alcoutim, passou rapidamente à situação de Controlado.

Para combater este incêndio, segundo informa a Proteção Civil, foram mobilizados 7 operacionais, dos Bombeiros, auxiliados por 2 veículos terrestres de combate a fogos florestais.

Se efetivamente se justificar, voltaremos a atualizar esta informação.

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Ministra sugere um desenho à entrada da praia a informar onde colocar o guarda-sol

A ministra Graça Carvalho, esteve esta sexta-feira, 5 de junho, no Algarve, onde defendeu que à entrada das praias deve existir um desenho que possa esclarecer onde é que os utilizadores podem colocar o seu guarda-sol.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, encontrava-se a visitar a obra de intervenção de reforço sedimentar em curso na Praia da Fuseta-Mar, no concelho de Olhão.

Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP, a governante aconselhou a que “haja um desenho à entrada da praia, a dizer este espaço é concessão, este espaço é segurança, tudo o resto é livre”.

Contudo, “sabendo que nas áreas de segurança e nas áreas de concessão, não é livre acesso. Tudo fora é livre. Portanto, a lei é esta, as regras são estas, são muito simples.” argumentou a ministra do Ambiente.

Temos é que ter para cada praia o seu plano de praia e a sua sinalética”, adiantou a ministra Graça Carvalho.

Depois ainda reforçou: “já se sabe que dentro da concessão e nas áreas que são de segurança as pessoas individuais que não foram para a concessão não podem pôr os seus chapéus. Fora, podem pôr o chapéu”.

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Movimentos cívicos criam plataforma nacional contra megaprojetos solares e eólicos

ove movimentos cívicos e associações de todo o país criaram uma plataforma nacional contra a proliferação de megaprojetos solares e eólicos e em defesa de uma transição energética justa e sustentável.

No seu manifesto, o novo Movimento Energia Justa e Sustentável (MEJS) expressa preocupação pela forma como a transição energética tem vindo a ser conduzida no país e contrapõe com “a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis”.

A plataforma integra a associação ProtegeAlentejo e o movimento Juntos Pelo Cercal, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, Cidadãos pela Beira Baixa, Movimento Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta, Movimento Cívico Gardunha Sul e Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, no distrito de Castelo Branco.

Também as organizações Juntos pelo Divor – Paisagem e Património, no distrito de Évora, Juntos por São Luís, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve e Alentejo se juntaram ao novo movimento agregador.

Estes nove fundadores do MEJS consideram, no manifesto, que a transição energética tem privilegiado megaprojetos solares e eólicos.

Todos “com localização e dimensão inaceitáveis, apresentados como receita única e urgente para o cumprimento das metas do PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima)”, pode ler-se.

A plataforma diz rejeitar que esta estratégia energética transforme Portugal numa “gigante fábrica de energia”, com “o objetivo da exportação ou da atração de centros de dados”.

No entender das organizações, além de esta opção política causar “impactos claramente irreversíveis” para o país, “jamais deveria sequer ser ponderada sem o esclarecimento e o sufrágio da população portuguesa”.

“A esta opção política, desordenada e obscura, contrapomos a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis, ampla e efetivamente participado aos níveis local, regional e nacional, que respeite vinculativamente a vontade popular”, sugere a plataforma.

Para que este plano “seja elaborado com a transparência que o ordenamento exige, terão que ser colocadas na praça pública informações e escolhas que nunca foram partilhadas e acordadas com as comunidades”, argumentam os subscritores do manifesto.

E que, eventualmente, alerta o MEJS, “exigirão uma reavaliação das metas do PNEC”, como “qual a potência energética de que Portugal de facto necessita e para que usos, quais as previsões de crescimento de consumos e em que setores e que ‘mix’ energético deve ser considerado nesta fase de transição”.

O documento reitera a necessidade de ser avaliado “o efeito acumulado de todos os projetos e infraestruturas associadas”, tais como “Linhas de Muito Alta Tensão [e] subestações” previstas em todo o país e não apenas cada projeto de forma isolada.

O Plano de Ordenamento das Energias Renováveis deve respeitar os “sujeitos rurais” e respetivos territórios, “enquanto lugares vivos e habitados”, defende a plataforma, rejeitando “a artificialização de vastas áreas naturais”.

Em alternativa aos grandes projetos, o movimento quer “uma política robusta de apoio à produção renovável descentralizada, incluindo o autoconsumo individual e coletivo”, a criação das “comunidades de energia renovável” e do “pequeno sistema agrovoltaico integrado”.

Deve ainda ser dada primazia às “pequenas centrais em zonas degradadas ou artificializadas e [aos] sistemas locais de armazenamento associados”, acrescenta.

Além de se referir aos projetos ligados ao hidrogénio e aos centros de dados como “elefantes brancos”, o movimento nacional sustenta que o “recurso à figura do interesse público” deve “estar ao serviço do coletivo”, só devendo ser usado “em condições excecionais”.

No que respeita ao combate às alterações climáticas, o movimento, que diz ser apartidário, apontou como soluções o sequestro das emissões de carbono, a regeneração dos solos, das boas práticas agrícolas e florestais e o restauro de habitats.

No manifesto, o Movimento Energia Justa e Sustentável apela também “a todos os cidadãos, associações, autarquias, instituições científicas e decisores políticos para que participem ativamente neste debate fundamental para o futuro do país”.

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FAGAR lança programa A.Tua Cidade para reforçar recolha seletiva de biorresíduos

No âmbito do Dia Mundial do Ambiente, 5 de junho, a FAGAR, E.M. dá início ao programa A.Tua Cidade — Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro, uma iniciativa estratégica que pretende reduzir o envio de resíduos para aterro, reforçar a separação na origem e promover uma gestão mais sustentável dos recursos no concelho.

O programa A.Tua Cidade integra várias soluções adaptadas aos diferentes territórios e públicos, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta no setor doméstico e no comércio, contentores de deposição com acesso controlado, ecocentros móveis e compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e Farol.

Financiado pelo Fundo Ambiental e pelo Algarve 2030, o programa surge num contexto em que a gestão de resíduos urbanos continua a representar um dos principais desafios ambientais do concelho.

Em 2025, Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos, das quais 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, cerca de 82% do total produzido. Os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, evidenciando a necessidade de reforçar a separação na origem e reduzir a quantidade de resíduos valorizáveis encaminhados para aterro.

O aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho. Tendo presente que os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil, a diminuição da produção e da quantidade de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro são variáveis determinantes para a sustentabilidade do concelho e da região”, começa por dizer Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da FAGAR.

A reutilização e uma separação eficaz de resíduos alimentares, verdes e embalagens teriam um potencial de desvio de aterro de quase 75% da produção de resíduos do concelho. Reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”, acrescenta Pedro Coelho.

A primeira sessão do programa realiza-se este sábado, 6 de junho, às 11h00, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, assinalando o arranque no terreno desta iniciativa de proximidade junto da população.

Neste Dia Mundial do Ambiente, a FAGAR apela à colaboração de todos para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, através da redução do desperdício, da reutilização sempre que possível e da correta separação dos resíduos e sugere uma visita ao website A.tua Cidade.

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Obra urgente para «salvar época balnear» na Fuzeta-Mar fica pronta na próxima semana

A obra de reposição de areia da praia da Fuzeta-Mar, no concelho de Olhão, vai ficar pronta na próxima semana e vai permitir «salvar a época balnear» naquela zona do litoral algarvio, disse ontem a ministra do Ambiente, durante uma visita aos trabalhos.

«É uma obra de emergência, de 400 mil euros, com 40 mil metros cúbicos de areia. Senão, não havia praia, a areia foi levada pelas tempestades» do início do ano, referiu aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia, esta sexta-feira.

A intervenção «fica pronta daqui a cinco dias, para a semana está pronta», garantiu a governante, lembrando que está prevista para a mesma zona balnear uma recarga de areia de maior dimensão.

«Será uma obra de um milhão de euros e vai ser cerca de 150 mil metros cúbicos. Mas essa dura quatro a cinco meses, portanto, não dava tempo para esta época balnear», argumentou sobre uma «obra estruturante para consolidar» a praia.

A ministra do Ambiente reforçou que, face à calendarização dessa intervenção, prevista, aliás, já há mais de um ano, «esta obra urgente» foi «feita mesmo para salvar a época balnear» na praia da Fuzeta-Mar, à semelhança do que já tinha sido efetuado no ano passado.

«Ainda bem que o fizemos, porque esta é uma praia maravilhosa, tem todas as classificações, Bandeira Azul, a classificação Zero Poluição, é um ex-libris da nossa costa, é lindíssima, e também é aqui uma homenagem ao nosso litoral e à nossa qualidade das praias. E no Dia do Ambiente, eu estou aqui na praia, na Fuseta, a comemorar» a data, sublinhou Maria da Graça Carvalho, acompanhada por Pimenta Machado, presidente da APA, e Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Na praia da Fuzeta-Mar, os temporais de início de ano agravaram o recuo da linha de costa, verificando-se «uma acentuada perda de sedimentos e a escavação da base do cordão dunar», lê-se nas peças de procedimento do concurso que foi lançado em Maio pela Câmara de Olhão.

A erosão originou «a destruição de passadiços de acesso à praia» e «risco acrescido para as infraestruturas existentes».

Assim, foi considerando que era preciso «salvaguardar infraestruturas balneares, reduzir riscos para utentes e permitir a abertura da época balnear de 2026», através da reposição de cerca de 40 mil metros cúbicos de areia.

A intervenção consiste na movimentação de areias existentes na zona próxima do delta de vazante da barra da Fuseta, transportadas por via terrestre ao longo da praia e depositadas de forma controlada junto às unidades balneares.

Mais tarde, avançará a intervenção mais estrutural: o reforço da Praia da Fuzeta-Mar com cerca de 150 mil metros cúbicos de areia, a dragar no canal e na barra da Fuzeta, com o objetivo de aumentar em 30 metros a largura da praia emersa.

Esta obra já tinha sido anunciada no ano passado e estava prevista na proposta de Plano Plurianual de Dragagens para os Portos do Algarve 2024-2026, elaborada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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Dia Mundial do Ambiente | Edifício-sede do Turismo do Algarve classificado com sistema AQUA+ da Adene

A ADENE entrega esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, a classificação AQUA+ ao edifício-sede do Turismo do Algarve, em Faro. Este referencial, desenvolvido pela ADENE para avaliar e classificar a eficiência hídrica de edifícios, identificou na sede do Turismo do Algarve um potencial de redução de consumo de 518 mil litros de água por ano, […]

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Ministra do Ambiente insiste que areal das praias é livre exceto nas concessões e faixas de segurança

A ministra do Ambiente sublinhou hoje que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como — e eu aconselho vivamente —, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou Maria da Graça Carvalho numa visita à Praia da Fuseta-mar, em Olhão, no distrito de Faro.

Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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População de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos para 2.663 exemplares

A população de lince-ibérico cresceu 95% em quatro anos e atingiu 2.663 exemplares, o valor mais elevado desde o início da monitorização ibérica, com 129 crias nascidas em Portugal só em 2025, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.

Segundo o censo ibérico, citado pelo ministério num comunicado para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, que hoje se celebra, a população de lince-ibérico atingiu em 2025 o valor mais elevado desde o início da monitorização coordenada entre Portugal e Espanha.

Este número representa um aumento de 10,9% face ao ano anterior, quando se tinham registado 2.401 exemplares, e de cerca de 95% face a 2021, quando a população total era de 1.365 linces.

Em território português foram registados 394 animais em 2025, dos quais 265 adultos ou subadultos e 129 crias nascidas naquele ano.

O censo de 2025 registou ainda 542 fêmeas reprodutoras a nível ibérico, mais 72 do que no ano anterior, e 952 crias nascidas, estando a presença do lince confirmada em 26 áreas geográficas distintas da Península Ibérica, com reprodução em 18 desses núcleos.

“Quando comparados com os números de 2002, ano em que existiam menos de 100 linces na natureza, os dados atuais demonstram uma recuperação sem precedentes de uma espécie que esteve à beira da extinção”, destacou o Ministério do Ambiente e Energia no comunicado de hoje.

No comunicado, a ministra Maria da Graça Carvalho disse que “a recuperação do lince-ibérico é uma das maiores histórias de sucesso da conservação da natureza na Europa”.

“Estes resultados demonstram que é possível inverter processos de perda de biodiversidade quando existe conhecimento científico, compromisso político, cooperação internacional e envolvimento das comunidades locais”, sublinhou.

O comunicado surge uma semana após o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) recuar na decisão de afastar a equipa técnica responsável pelo Centro Nacional de Reprodução do Lince-ibérico (CNRLI) desde a sua fundação, há 16 anos.

O ICNF anunciou, há três semanas, que ia assumir a gestão direta do centro de reprodução do Lince-ibérico a partir de 1 de junho, decisão que gerou polémica política e científica, reclamações de Espanha, e acabou revertida.

Em comunicado, na passada sexta-feira, o ICNF anunciou a recondução da equipa por mais 14 meses.

Uma semana depois, o Ministério destaca hoje que o sucesso da recuperação do lince-ibérico resulta de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre administrações públicas, centros de reprodução, proprietários e gestores do território, organizações científicas e associações de conservação da natureza.

Portugal tem um papel relevante neste esforço, nomeadamente através da ação do ICNF e do centro de reprodução em Silves, destaca.

Foto de destaque: Elisabete Rodrigues | Sul Informação

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Ministra desafia VRSA a delimitar e justificar zonas de segurança na praia

Maria da Graça Carvalho reafirma que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em todas as zonas livres das praias e desafia a Câmara de Vila Real de Santo António a identificar e fundamentar eventuais restrições por razões de segurança.

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Fuseta vai receber mais 150 mil metros cúbicos de areia após visto do Tribunal de Contas

Praia da Fuseta vai receber mais 150 mil metros cúbicos de areia numa obra de um milhão de euros já autorizada pelo Tribunal de Contas, disse hoje a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

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