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David Marreiros vence pelo segundo ano consecutivo Prémio de Jornalismo de Proximidade

O lacobrigense David José Marreiros, jornalista no Jornal do Algarve, recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, atribuído à reportagem “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”.

Em agosto de 1974, o então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo do I Governo Provisório, arquiteto Nuno Portas, deu início ao Programa SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local com o objetivo de mitigar a crise habitacional que assombrava Portugal. Havia mais de meio milhão de habitações em défice e muitas pessoas viviam em barracas e casas sem condições. O que se fez por todo o país foi juntar as pessoas em associações de moradores – orientadas por arquitetos experientes – e colocá-las a ajudar na construção das suas futuras habitações.

Foi o caso do Bairro 25 de Abril e do Bairro 1.º de Maio, ambos localizados na Meia Praia, em Lagos. Passaram mais de 50 anos e os moradores ainda não são donos das habitações que ajudaram a construir ou cujos pais e avós ajudaram a construir. A reportagem teve como base tentar perceber o porquê; tentar perceber como é que a reivindicação de um direito se tornou numa luta que passou de autarquia em autarquia, de governo em governo e de geração em geração.

A cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, dinamizado pela Associação Corações com Coroa (CCC), decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa. Catarina Furtado, presidente da Associação, ficou a cargo do evento, que teve início com a apresentação da instalação do artista SELF, seguida de um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos desenhadas pelos alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.

O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, com o trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho (RTP), “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, por João Pinhal e Guilherme Pinto (Público), e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro (Expresso) receberam Menções Honrosas.

Na categoria Campanha, o vencedor foi “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro – VLM/WPP para Vodafone.

Os Prémios Comunicação CCC – apoiados pela Missão Continente -, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, composto também por Francisco Sena Santos, membros da CCC, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género e representantes do Camões I.P e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como da APAP – Associação Portuguesa das Agências de Publicidade Comunicação e Marketing.

A ocasião terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.

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Faro recebe encontro dedicado ao Património Cultural Imaterial do Algarve

Faro acolhe, nos dias 18 e 19 de junho, o Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve, uma iniciativa que reúne especialistas, autarquias, instituições culturais e representantes das comunidades locais para debater estratégias de preservação, valorização e transmissão das tradições e saberes que integram a identidade cultural da região.

Promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve e pelo Património Cultural, I.P., em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e a Rede de Museus do Algarve, o encontro decorrerá no Auditório David Assoreira, na sede da CCDR Algarve, em Faro.

A sessão de abertura contará com a participação do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, e do presidente do Património Cultural, I.P., João Soalheiro, dando início a dois dias de reflexão sobre os desafios associados à identificação, documentação, inventariação e salvaguarda do património cultural imaterial.

O programa inclui apresentações sobre o Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, metodologias de registo e documentação destas manifestações culturais, bem como a partilha de experiências e boas práticas desenvolvidas na região. Entre os exemplos em destaque estarão o Culto da Nossa Senhora da Piedade de Loulé e a Dieta Mediterrânica, duas referências incontornáveis do património cultural algarvio.

Estão igualmente previstas sessões de debate e momentos de trabalho colaborativo que envolverão representantes de vários municípios e entidades da região.

O património cultural imaterial engloba práticas, expressões, conhecimentos e técnicas transmitidos de geração em geração, desempenhando um papel fundamental na preservação da identidade e diversidade cultural das comunidades. No Algarve, destacam-se várias manifestações já inscritas no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, entre as quais o Culto da Nossa Senhora da Piedade de Loulé, a Festa da Nossa Senhora dos Navegantes da Ilha da Culatra e o Bolo de Tacho de Monchique.

A região assume também uma posição de relevo na preservação da Dieta Mediterrânica, reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade desde 2013. Tavira foi designada comunidade representativa portuguesa desta candidatura, num processo em que a CCDR Algarve participou desde a fase preparatória, desenvolvendo desde então diversas ações de valorização e transmissão deste património em articulação com parceiros regionais.

A participação no Encontro Património Cultural Imaterial – Algarve é gratuita, mediante inscrição prévia.

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