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Afinal, que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos da garrafa? E o preço indicado na prateleira pode não ser o valor pago?

9 June 2026 at 19:00

Comprar uma garrafa marcada a determinado preço e pagar mais 10 cêntimos na caixa pode surpreender muitos consumidores. A diferença está ligada ao sistema Volta, o novo mecanismo de depósito e reembolso aplicado a certas embalagens de bebidas em Portugal.

A cobrança pode ser legal, mas não se aplica a todas as embalagens nem dispensa informação clara no ponto de venda. A questão essencial é saber se a garrafa ou lata está abrangida pelo sistema e se o consumidor foi informado, antes do pagamento, de que ao preço do produto acresce um depósito reembolsável.

O que é o depósito Volta

O sistema Volta aplica um depósito de 10 cêntimos a embalagens de bebidas não reutilizáveis abrangidas pelo novo Sistema de Depósito e Reembolso. Segundo a Direção-Geral da Economia, o sistema entrou em funcionamento a 10 de abril de 2026 e abrange embalagens primárias não reutilizáveis de bebidas em plástico, metais ferrosos e alumínio com volume inferior a três litros, desde que estejam identificadas com o símbolo Volta.

Na prática, o consumidor paga mais 10 cêntimos no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem vazia num ponto de recolha autorizado. A Volta esclarece que o valor do depósito é de 0,10 euros e não está sujeito a IVA. O valor foi fixado pelo Despacho n.º 432/2026, de 15 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê que o depósito seja transmitido ao longo da cadeia de distribuição até ao consumidor final.

Que estabelecimentos podem cobrar os 10 cêntimos

A cobrança dos 10 cêntimos não depende apenas do tipo de loja. Um supermercado, mini-mercado, café, restaurante, bar ou máquina automática deve cobrar o depósito se vender uma embalagem abrangida pelo sistema, salvo exceções específicas previstas para a restauração.

O ponto decisivo é a embalagem. Se a garrafa ou lata tiver o símbolo Volta e estiver dentro das categorias abrangidas, o depósito é cobrado no ato da compra. Isto significa que uma garrafa de água de 1,5 litros vendida num mini-mercado pode ter mais 10 cêntimos associados, desde que esteja integrada no sistema. O mesmo pode acontecer com refrigerantes, águas, sumos, cervejas, sidras ou outras bebidas em embalagens abrangidas.

E nos cafés e restaurantes?

Há uma regra prática importante para estabelecimentos de restauração. A Volta explica que, em locais onde o pagamento é feito no final da refeição, o depósito não é cobrado quando a embalagem fica no estabelecimento, porque é esse estabelecimento que fica responsável pela devolução. Se o pagamento for feito antes do consumo, ou se o cliente levar a embalagem consigo, o depósito é cobrado e a responsabilidade pela devolução passa para o consumidor.

O Decreto-Lei n.º 152-D/2017 prevê ainda que, nos casos de pagamento após consumo, o depósito não deve ser cobrado, exceto se o rótulo ou a embalagem estiverem danificados de forma a impedir a identificação, ou se a embalagem ficar na posse do consumidor.

Também aqui há uma diferença entre vender e receber embalagens. Pontos Volta e Quiosques Volta podem aceitar embalagens abrangidas mesmo que tenham sido compradas noutro local. Já estabelecimentos de restauração só são obrigados a aceitar embalagens que tenham vendido, podendo pedir comprovativo de compra quando aplicável.

Todas as garrafas pagam depósito?

Não. Só as embalagens abrangidas e identificadas com o símbolo Volta devem ter depósito. Durante o período de transição, até 9 de agosto de 2026, podem coexistir no mercado embalagens iguais ou semelhantes, umas já com símbolo Volta e outras ainda sem esse símbolo. Se a embalagem não estiver identificada, não deve ser cobrado o depósito e a embalagem também não será aceite para reembolso no sistema.

Ficam fora, por exemplo, embalagens de vidro, embalagens ECAL, como Tetra Pak, embalagens sem símbolo Volta e bebidas com mais de 25% de ingredientes de origem láctea. Por isso, perante uma cobrança inesperada, o primeiro passo é verificar a própria garrafa ou lata. O símbolo Volta é o elemento que indica que aquela embalagem está integrada no sistema.

O preço na prateleira pode não ser o final?

Aqui a resposta exige cuidado. O depósito pode aparecer como valor separado do preço do produto, mas o consumidor tem de conseguir perceber, antes de pagar, quanto vai desembolsar.

As regras gerais de afixação de preços indicadas pela ASAE determinam que todos os bens destinados à venda a retalho devem exibir o preço de venda ao consumidor. Esse preço deve corresponder ao valor total, incluindo impostos, taxas e outros encargos repercutidos no consumidor, de modo que este conheça o montante exato a pagar.

No caso do sistema Volta, há ainda uma regra própria: o valor de depósito deve ser discriminado nas faturas e identificado nos suportes usados para indicação do preço do produto.

O que isto significa na prática

Se uma garrafa aparece marcada a 1 euro e, na caixa, o consumidor paga 1,10 euros, há duas questões a distinguir. A primeira é que o preço do produto pode ser 1 euro e os 10 cêntimos corresponderem ao depósito Volta, reembolsável depois da devolução da embalagem. Essa cobrança pode ser legal se a embalagem estiver abrangida pelo sistema.

A segunda questão é a forma como a informação foi apresentada. Se nada na prateleira, no expositor ou junto ao produto indicava que acrescia o depósito de 10 cêntimos, pode haver um problema de transparência na comunicação do preço.

O consumidor não deve descobrir apenas na caixa que o valor a pagar é superior ao indicado. O estabelecimento deve deixar claro que existe um depósito adicional ou apresentar a informação de forma inequívoca.

O depósito deve aparecer no talão?

Sim. O depósito deve ser discriminado na fatura ou no talão, separado do preço do produto. Assim, o consumidor percebe que não pagou mais pela água, sumo ou refrigerante, mas sim uma caução associada à embalagem. Essa distinção também é importante porque o depósito é reembolsável. Se a embalagem for devolvida em condições, o consumidor recupera os 10 cêntimos.

Para receber esse valor, a embalagem deve estar vazia, intacta, completa, com tampa no caso das garrafas, com o código de barras legível e com o símbolo Volta. Se não cumprir estes critérios, o ponto de recolha pode recusá-la.

Como recuperar os 10 cêntimos

O reembolso pode ser obtido nos Pontos Volta, Quiosques Volta ou noutros locais aderentes. A Volta indica que as embalagens abrangidas podem ser devolvidas nos Pontos Volta e Quiosques Volta mesmo que tenham sido compradas noutro estabelecimento.

Nos supermercados e hipermercados, o consumidor pode receber o valor através de voucher convertível em dinheiro, vale de compras, desconto, cartão de fidelização, doação ou outros meios disponíveis, consoante o ponto de recolha. A Volta refere que, nestes locais, o consumidor pode pedir o valor em dinheiro e não é obrigado a gastá-lo no próprio estabelecimento.

Há, contudo, uma diferença importante entre cobrar o depósito e aceitar devoluções. Estabelecimentos de retalho com área igual ou superior a 400 metros quadrados estão obrigados a receber todas as embalagens abrangidas pelo SDR. Os estabelecimentos com área superior a 50 metros quadrados e inferior a 400 metros quadrados devem receber, em regra, as embalagens que vendem. Já os estabelecimentos com área igual ou inferior a 50 metros quadrados estão isentos dessa obrigação, embora possam aderir ao sistema como ponto de recolha.

O essencial é guardar a embalagem em condições. Uma garrafa amachucada, sem tampa, sem código legível ou sem símbolo Volta pode não permitir recuperar o depósito.

O que fazer se lhe cobraram sem aviso

Se o consumidor foi surpreendido por mais 10 cêntimos na caixa, deve pedir esclarecimento imediato e confirmar se a embalagem tem símbolo Volta. Se tiver símbolo, o depósito pode ser devido, mas o estabelecimento deve explicar a cobrança e indicá-la de forma clara. Se não tiver símbolo Volta, a cobrança do depósito não deverá acontecer.

Quando o preço afixado não corresponde ao valor cobrado, ou quando a informação sobre o depósito não é clara, o consumidor pode pedir correção, guardar o talão e apresentar reclamação. A fiscalização das regras de afixação de preços cabe à ASAE.

A resposta curta

Sim, um mini-mercado pode cobrar os 10 cêntimos do sistema Volta se vender uma embalagem abrangida e identificada com o símbolo Volta. Aliás, nesses casos, a regra é cobrar o depósito.

Mas o consumidor tem de ser informado de forma clara. O preço na prateleira não deve induzir em erro. Se ao valor indicado acresce um depósito reembolsável, essa informação deve estar visível antes do pagamento e o valor deve surgir discriminado no talão. Em termos simples: os 10 cêntimos podem ser legais, mas a surpresa na caixa é que não deve ser a regra.

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Restaurante pode cobrar mais a turistas do que a portugueses? A lei não deixa grande margem

9 June 2026 at 18:20

Pagar menos num café ou restaurante por ser português pode parecer, à primeira vista, uma vantagem para o cliente nacional. Mas a prática levanta problemas legais quando o preço varia apenas em função da nacionalidade, residência ou origem presumida do consumidor.

A dúvida voltou a surgir depois de um caso relatado por um leitor ao Polígrafo, que encontrou num quiosque no centro de Lisboa um preço afixado de 1,80 euros por um café expresso. No momento de pagar, foi informado de que, por ser português, pagaria apenas 90 cêntimos. A explicação dada foi simples: o preço indicado era para turistas.

Preços diferentes por nacionalidade não têm base legal

De acordo com o Polígrafo, a prática de cobrar preços diferentes com base na nacionalidade ou no local de residência do cliente não encontra sustentação legal em Portugal.

Os estabelecimentos de restauração e bebidas estão obrigados a afixar os preços de forma clara, visível e legível. Essa obrigação resulta do regime jurídico aplicável às atividades de comércio, serviços e restauração, nomeadamente do Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro.

O artigo 135.º desse diploma determina que os estabelecimentos de restauração ou bebidas devem ter listas de preços junto à entrada e no interior, em português, com a indicação de todos os pratos, produtos alimentares e bebidas fornecidos e respetivos preços.

Mas a afixação do preço não torna legítima qualquer diferenciação. Ou seja, um restaurante pode e deve informar os preços praticados, mas não pode usar essa tabela para discriminar clientes em função de serem portugueses, estrangeiros, residentes ou turistas.

A lei permite diferenças, mas não por esse motivo

Há situações em que um estabelecimento pode cobrar preços diferentes pelo mesmo produto ou serviço. A DECO, citada pelo Polígrafo, explica que a variação pode existir consoante o espaço onde o consumo ocorre. É o caso, por exemplo, de preços diferentes entre balcão, sala interior ou esplanada, desde que essa diferença esteja devidamente indicada ao consumidor antes do consumo.

Também podem existir menus especiais, promoções, descontos para grupos, campanhas temporárias ou condições associadas a cartões de fidelização. O ponto essencial é que a regra seja objetiva, transparente e aplicável sem discriminação ilegal. O que não é admissível é cobrar um valor a um cliente por ser turista e outro a um cliente por ser português, se ambos pedirem exatamente o mesmo produto, no mesmo local e nas mesmas condições.

A nacionalidade não pode definir o preço

A diferenciação com base na nacionalidade ou residência pode configurar uma prática discriminatória. O problema não está apenas no valor cobrado, mas no critério usado para distinguir clientes. Se um café custa 1,80 euros para quem é estrangeiro e 90 cêntimos para quem é português, a diferença não resulta do serviço prestado, do local escolhido ou de uma promoção acessível a todos. Resulta da origem, nacionalidade ou residência presumida do consumidor.

O Decreto-Lei n.º 92/2010, que transpôs a diretiva europeia dos serviços, estabelece que os destinatários dos serviços não podem ser discriminados em virtude da nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento. O mesmo diploma prevê que as condições gerais de prestação do serviço não podem ser discriminatórias por esses motivos, salvo quando exista uma justificação objetiva.

Segundo a DECO, situações deste tipo podem e devem ser denunciadas à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, entidade responsável pela fiscalização económica em Portugal.

A legislação europeia também pesa

A questão não se limita ao direito português. O Regulamento (UE) 2018/302 visa prevenir o bloqueio geográfico injustificado e outras formas de discriminação baseadas na nacionalidade, local de residência ou local de estabelecimento dos clientes no mercado interno. Este regulamento foi criado sobretudo para combater bloqueios geográficos injustificados, mas reforça um princípio essencial: consumidores da União Europeia não devem ser tratados de forma diferente apenas por serem de outro país ou por residirem noutro Estado-membro.

Nos serviços prestados em espaços físicos, como cafés e restaurantes, a regra também pode ser relevante. Um consumidor estrangeiro não deve pagar mais apenas por não ser português. Além disso, quando esteja em causa discriminação em razão da nacionalidade, também pode estar em causa a Lei n.º 93/2017, que proíbe práticas discriminatórias no acesso a bens e serviços por motivos como nacionalidade, ascendência ou território de origem.

E se o preço estiver afixado?

A existência de uma tabela visível não resolve o problema se o critério for discriminatório. Um estabelecimento não pode simplesmente afixar “preço para turistas” e “preço para portugueses” e considerar que, por estar escrito, a prática fica legal. A afixação serve para garantir transparência, não para legitimar discriminação. O consumidor deve saber quanto paga, mas o preço deve respeitar as regras legais.

Isto significa que o estabelecimento pode diferenciar preços por local de consumo, modalidade de serviço ou campanha promocional. Mas não deve fazê-lo com base na nacionalidade ou residência do cliente.

Prática já foi detetada em zonas turísticas

A prática não é nova. Segundo o Polígrafo, o tema já tinha sido referido pelo Expresso em notícias sobre restaurantes em zonas turísticas, nomeadamente na Baixa de Lisboa, onde alguns estabelecimentos aplicavam estratégias para cobrar mais a turistas sem afastar a clientela local.

Estas situações tendem a surgir em zonas com grande pressão turística, onde os preços podem variar de forma significativa e onde muitos consumidores estrangeiros desconhecem os valores médios praticados. Ainda assim, o facto de uma prática ser comum não a torna legal. E o consumidor que se sinta prejudicado pode pedir esclarecimentos, exigir fatura e apresentar reclamação.

O que pode fazer o consumidor

Perante uma situação deste tipo, o consumidor deve confirmar o preço afixado, pedir explicação ao estabelecimento e solicitar fatura com o valor pago. Se perceber que o preço varia apenas por ser português, turista, estrangeiro ou residente, pode apresentar queixa no Livro de Reclamações ou denunciar o caso à ASAE.

Quando esteja em causa discriminação por nacionalidade, o caso também pode ser comunicado à Comissão para a Igualdade e contra a Discriminação Racial, que tem competência para receber denúncias relacionadas com práticas discriminatórias previstas na lei.

No essencial, restaurantes e cafés podem praticar preços diferentes em certas condições, mas essas diferenças têm de ser objetivas, claras e legalmente admissíveis. Cobrar mais a turistas e menos a portugueses, apenas por essa razão, não tem base legal e pode ser denunciado.

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Engel & Völkers Faro-Tavira reforça ligação ao desporto com patrocínio de torneio de padel

9 June 2026 at 18:00

A Engel & Völkers Faro-Tavira será a patrocinadora oficial do torneio “Play Like a Premier”, um evento de padel que promete reunir jogadores, parceiros, clientes e entusiastas da modalidade nos dias 13 e 14 de junho, na prestigiada Pedras Tennis & Padel Academy, localizada no empreendimento Pedras da Rainha, em Cabanas de Tavira.

Esta iniciativa reforça o compromisso da Engel & Völkers com a promoção de estilos de vida ativos, do bem-estar e da ligação à comunidade local, associando-se a uma modalidade que tem registado um crescimento exponencial em Portugal e que reflete valores como a superação, o espírito de equipa e a excelência.

O torneio contará com diferentes categorias de competição, incluindo D1 (Feminino 5/6 e Masculino 4/5) e D2 (Misto 5/6), proporcionando momentos de competição saudável e convívio entre participantes de diferentes níveis.

Crédito: Engel & Völkers Faro-Tavira

Durante os dois dias de evento, a equipa da Engel & Völkers Faro-Tavira estará presente para apoiar a organização, receber convidados e fortalecer relações com clientes, parceiros e a comunidade empresarial da região. A presença da marca neste torneio enquadra-se na estratégia de proximidade e envolvimento local que tem vindo a desenvolver em todo o Sotavento Algarvio.

Segundo a organização, o evento pretende criar uma experiência diferenciadora que combina desporto, lazer e networking num ambiente descontraído e familiar, tirando partido da excelente localização e infraestruturas da Pedras Tennis & Padel Academy.

Com esta parceria, a Engel & Völkers Faro-Tavira continua a afirmar-se não apenas como uma referência no mercado imobiliário de luxo do Algarve, mas também como uma marca comprometida com iniciativas que promovem qualidade de vida, comunidade e experiências memoráveis. A Engel & Völkers Faro-Tavira convida toda a comunidade local a acompanhar este evento e a celebrar dois dias dedicados ao desporto, à convivência e ao espírito competitivo.

A Engel & Völkers Faro-Tavira convida toda a comunidade local a acompanhar este evento e a celebrar dois dias dedicados ao desporto, à convivência e ao espírito competitivo.

Crédito: Pedras Tennis & Padel Academy

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Hotéis do Alentejo com ocupação média superior a 75% graças a “escapadinhas”

9 June 2026 at 17:01

As “escapadinhas” proporcionadas pelos feriados e pontes levam muitos turistas ao Alentejo, sobretudo portugueses, com os alojamentos turísticos a registarem uma ocupação média superior a 75%, indicou hoje o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT).

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, realçou que, por estes dias, a região alentejana regista «uma ocupação média acima de 75%, com uma maior concentração nos principais polos turísticos».

«O Alentejo está com uma excelente dinâmica de crescimento no mercado interno. Os últimos dados oficiais demonstram que é a região que, no acumulado dos primeiros quatro meses do ano, mais está a crescer no mercado nacional», referiu.

E neste período com feriados a meio da semana que permitem aos portugueses fazer ponte, salientou José Manuel Santos, o Alentejo «não fugiu a essa regra».

Escusando-se a fazer comparações com anos anteriores, alegando que os feriados não coincidem, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo assinalou que, de janeiro a abril, a região alentejana cresceu mais do que no mesmo período do ano passado.

«Portanto, a nossa expectativa é que também Maio e Junho nos tragam resultados oficiais superiores aos mesmos meses do ano passado», sublinhou, preferindo esperar por Julho para ter «uma noção mais clara» na comparação com os dados do ano passado.

José Manuel Santos revelou que as taxas de ocupação mais altas registam-se em alojamentos das regiões de Évora, que inclui concelhos vizinhos e a zona de Alqueva, de Beja, no «triângulo Portalegre, Castelo de Vide e Marvão» e na costa alentejana.

Segundo o responsável, os portugueses, maioritariamente oriundos da Área Metropolitana de Lisboa, representam «entre 60% a 70%» do total de turistas que estão de visita ao Alentejo, seguidos dos espanhóis, com uma percentagem de «10% a 12%».

Quanto ao Verão, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo disse que «é cedo para dizer se este será melhor que o do ano passado», pois «as reservas são cada vez mais ‘last minute’ [reservas de última hora]».

«A nossa convicção é que o mercado português continuará a preferir o Alentejo e temos expectativa que os resultados que temos vindo a alcançar nesses primeiros meses se mantenham durante o verão», acrescentou.

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Empreendedores reúnem-se no Future Business Summit em Portimão

9 June 2026 at 16:41

Empreendedores da StartUP Portimão partilham experiências e soluções para os desafios da liderança, inovação e transformação digital.

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Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado

9 June 2026 at 15:47

Uma nova unidade de ressonância magnética cardíaca entrou em funcionamento na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho após uma doação avaliada em cerca de dois milhões de euros. De acordo com o Correio da Manhã, trata-se de um equipamento considerado pioneiro em Portugal e destinado a reforçar a capacidade de diagnóstico cardiovascular avançado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), com impacto direto na redução de tempos de espera e na melhoria do acompanhamento clínico dos doentes.

A instalação da máquina resulta de uma doação realizada por Domingos Matos, presidente do Conselho de Administração da Medialivre. Segundo a mesma fonte, esta é apresentada como a maior doação de sempre ao SNS, num investimento que permitiu criar uma nova unidade dedicada exclusivamente à ressonância magnética cardíaca.

A inauguração decorreu na última segunda-feira, 8 de junho, e contou com a presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro, num momento que assinalou também a abertura do heliporto do hospital. O equipamento passa agora a integrar a resposta clínica da unidade hospitalar, num contexto de crescente pressão sobre os serviços de diagnóstico.

Decisão de avançar com a doação

Em declarações citadas pelo jornal, Domingos Matos explicou o processo que levou à concretização do investimento. “O projeto foi-me apresentado, e eu primeiro tentei, junto de outros empresários, conseguir reunir fundos para a doação. Não consegui isso e acabei por dizer: ‘Eu ofereço a máquina.’”

O responsável acrescentou que a decisão surgiu de forma rápida, sublinhando também o papel dos profissionais de saúde. “Foi uma atitude momentânea. A máquina tem muito valor, mas muito mais valor têm os profissionais que trabalham com ela”, afirmou.

Conforme a mesma fonte, o empresário manifestou ainda a intenção de que esta iniciativa possa incentivar outras entidades privadas a apoiarem projetos no setor da saúde pública.

Reforço da capacidade de resposta clínica

Durante a cerimónia de inauguração, o primeiro-ministro destacou a importância do novo equipamento para o funcionamento do SNS. A nova unidade de ressonância magnética cardíaca é apresentada como uma ferramenta que permitirá melhorar a precisão dos diagnósticos e reforçar a capacidade de resposta em patologias cardiovasculares.

O objetivo passa também por reduzir a pressão sobre listas de espera e melhorar a eficiência dos cuidados prestados, num contexto em que o diagnóstico precoce desempenha um papel determinante no tratamento de doenças cardíacas.

Impacto direto nos doentes

Domingos Matos destacou ainda o impacto potencial do equipamento na vida dos utentes. Em declarações reproduzidas pela mesma fonte, afirmou: “Nós sabemos que estamos a contribuir para poder salvar vidas. No fim do dia, o que interessa é salvar vidas.”

A nova unidade passa assim a integrar a rede de meios de diagnóstico disponíveis no SNS, com tecnologia avançada aplicada ao estudo do coração, uma área considerada crítica no acompanhamento de doenças cardiovasculares.

Investimento com leitura simbólica

A entrada em funcionamento deste equipamento em Gaia surge também como exemplo de colaboração entre setor privado e público no financiamento de infraestruturas de saúde. A doação, avaliada em cerca de dois milhões de euros, marca um dos maiores contributos individuais registados no sistema de saúde português.

O impacto esperado passa pela modernização dos meios de diagnóstico e pelo reforço da capacidade de resposta clínica numa das áreas com maior incidência de doença em Portugal.

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Palmares tem últimas unidades dos Signature Apartments disponíveis

9 June 2026 at 12:34

Os Signature Apartments estão 80% vendidos e entram na fase final de construção em Palmares, com conclusão prevista para junho.

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Novo showroom da Vilaça Interiores junta design, arte e lifestyle em Almancil

9 June 2026 at 11:58

A Vilaça Interiores inaugurou em Almancil, no Algarve, o seu terceiro e maior showroom, um espaço com cerca de 1000 metros quadrados, distribuído por dois pisos, dedicado ao design de interiores de luxo.

O novo espaço, situado na Rua Cristóvão Pires Norte, em Almancil, junto à Quinta do Lago, foi concebido para proporcionar uma experiência imersiva no universo da marca, reunindo ambientes completos e marcas internacionais de referência.

Entre as insígnias presentes no showroom estão Minotti, Molteni&C, Fendi Casa, RODA, Baxter, edra, antoniolupi, effe e Gessi, entre outras referências do design contemporâneo.

Novo espaço reúne marcas internacionais de referência

O percurso pelo showroom permite descobrir diferentes universos habitacionais, desde quartos e closets a salas de estar, salas de jantar, cozinhas, casas de banho, áreas exteriores e espaços dedicados ao bem-estar.

O espaço inclui ainda zonas com peças decorativas, iluminação, livros, velas e objetos em prata disponíveis para aquisição imediata, reforçando a dimensão lifestyle associada à marca.

A inauguração foi assinalada no dia 29 de maio com um evento exclusivo, de acesso por convite, que reuniu arquitetura, design de interiores, música, gastronomia, arte e cultura automóvel de luxo.

Segundo a organização, o evento transformou o showroom num “palco imersivo dedicado ao viver contemporâneo”, permitindo aos convidados explorar ambientes concebidos com algumas das principais marcas internacionais do setor.

Um dos momentos centrais da noite foi a apresentação do Aston Martin Vanquish, exibido à entrada do showroom como uma peça de destaque. A organização refere que a sua presença “reforçou o diálogo entre design e excelência”.

Evento juntou arte, música e cultura automóvel

A dimensão cultural da inauguração incluiu uma exposição fotográfica de Sónia Apolónia, que acrescentou uma componente artística ao espaço. A animação musical esteve a cargo do DJ Peete The Zouk, num ambiente marcado por instalações florais, gastronomia e cocktails de assinatura.

No final do evento, os convidados receberam presentes exclusivos desenvolvidos em colaboração com parceiros ligados ao design e ao lifestyle, incluindo Minotti, Molteni&C, Onno Collection, Baobab e Gessi.

Com mais de 45 anos de história, a Vilaça é atualmente liderada pelos irmãos Rui e Tiago Vilaça, mantendo como principal foco a criação de projetos de interiores personalizados para residências privadas, espaços comerciais e unidades de hotelaria.

Fundada no final da década de 1970, em Braga, a marca nasceu ligada ao mobiliário artesanal e à criação de peças únicas. Ao longo dos anos, evoluiu para uma abordagem mais abrangente, centrada na criação de ambientes completos.

Com showrooms em Braga, Cascais e agora no Algarve, e projetos desenvolvidos em Portugal e no estrangeiro, a Vilaça Interiores reforça a sua presença no segmento do design de interiores de luxo.

Segundo a marca, o Algarve assume-se como um mercado estratégico, sendo o novo showroom uma “autêntica montra nacional e internacional”.

O espaço encontra-se aberto ao público de segunda a sexta-feira, entre as 10:00 e as 19:00, e ao sábado, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00.

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115 euros: salário mínimo cada vez mais próximo do salário mediano

By: ZAP
9 June 2026 at 09:00
Salário mínimo já vale 91% do salário mediano: a diferença é de 115 euros. Banco de Portugal alerta para riscos. O salário mínimo nacional (SMN) está cada vez mais próximo do salário mediano em Portugal, alertou o Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira. Em 2025, a remuneração mínima fixada por lei atingiu 91% do salário mediano, deixando apenas 114,7 euros de diferença entre os dois valores. O BdP reconhece os efeitos positivos na redução da desigualdade salarial, mas alerta também para riscos sobre os incentivos dos trabalhadores, a valorização das qualificações e a produtividade da economia. Numa análise à distribuição

Merkel sobre o efeito dos refugiados e no que concorda com Trump

By: ZAP
9 June 2026 at 08:30
Antiga chanceler alemã alertou recentemente para a ascensão do nacionalismo na Europa. E admite que a decisão de acolher refugiados em 2015 impulsionou a AfD, partido de extrema-direita que lidera atualmente as sondagens no país. Uma das líderes democráticas mais duradouras do pós-guerra, a antiga chanceler federal alemã Angela Merkel, reconheceu que a sua decisão de manter as portas do país abertas durante a crise dos refugiados de 2015 impulsionou o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD). O partido, que elegeu a segunda maior bancada no Parlamento em 2025 e hoje promove abertamente a “remigração” de cidadãos indesejados

Crédito pessoal: intermediários conduzem a TAEG mais alta. O cliente está disposto a pagar

By: Lusa
8 June 2026 at 21:30
O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho. Os consumidores procuram ajuda para “descomplicar” o processo. Segundo uma análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta. Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de

Este erro na reforma pode tirar-lhe centenas de euros todos os meses: saiba do que se trata

8 June 2026 at 19:30

A reforma antecipada continua a ser uma possibilidade para milhares de trabalhadores portugueses, mas a decisão pode ter consequências duradouras no valor da pensão. Em 2026, quem optar por deixar o mercado de trabalho antes da idade legal de acesso à reforma enfrenta um conjunto de penalizações que podem traduzir-se numa redução permanente do rendimento mensal.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a idade normal de acesso à pensão de velhice está fixada nos 66 anos e nove meses. Quem solicitar a reforma antes dessa idade, sem beneficiar de um regime especial, fica sujeito a um corte de 17,63% através do chamado fator de sustentabilidade.

Dois cortes que se acumulam

A redução não se fica por aqui. Ao corte aplicado pelo fator de sustentabilidade soma-se uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação relativamente à idade legal de reforma.

Na prática, quanto mais cedo for apresentado o pedido de reforma, maior será a redução aplicada ao valor da pensão. Como ambas as penalizações se acumulam, o impacto financeiro pode tornar-se expressivo e acompanhar o pensionista durante toda a vida.

O sistema foi concebido para desencorajar saídas precoces do mercado de trabalho e para responder aos desafios colocados pelo envelhecimento da população. É neste contexto que surge o fator de sustentabilidade, um mecanismo que ajusta o valor inicial das pensões em função da evolução da esperança média de vida.

O que é o fator de sustentabilidade

O cálculo deste fator assenta na comparação entre a esperança média de vida aos 65 anos registada atualmente e a verificada no ano 2000. À medida que os portugueses vivem mais anos após atingirem essa idade, o valor inicial das novas pensões sofre ajustamentos destinados a preservar o equilíbrio financeiro do sistema de Segurança Social.

Nos últimos anos, a evolução deste indicador não foi uniforme. Em 2022 e 2023 registou-se uma redução temporária do fator de sustentabilidade, consequência do impacto da pandemia na esperança média de vida. Contudo, a tendência voltou a inverter-se e, em 2026, o corte associado a este mecanismo atinge os 17,63%.

Há exceções às penalizações

Apesar das regras gerais, nem todos os trabalhadores são afetados da mesma forma. A legislação prevê situações em que parte das penalizações pode ser eliminada.

É o caso dos trabalhadores que, aos 60 anos de idade, já tenham acumulado 40 anos de descontos. Nestes casos, o fator de sustentabilidade deixa de ser aplicado, embora se mantenha a redução mensal de 0,5% por cada mês de antecipação.

Existem também situações mais favoráveis para quem tem carreiras contributivas particularmente longas. Os trabalhadores com pelo menos 60 anos de idade e um mínimo de 46 anos de descontos, desde que tenham iniciado a atividade profissional antes dos 16 anos, podem aceder à reforma sem qualquer penalização.

Estas exceções refletem o reconhecimento de percursos contributivos mais extensos e procuram atenuar o impacto das regras aplicáveis à generalidade dos trabalhadores.

O efeito das penalizações pode ser significativo. Uma antecipação de apenas um ano representa uma redução adicional de cerca de 6% na pensão, valor que acresce ao corte imposto pelo fator de sustentabilidade. Segundo a mesma fonte, a idade normal de reforma deverá aumentar para 66 anos e 11 meses em 2027, acompanhando a evolução da esperança média de vida e elevando, potencialmente, o custo de uma saída antecipada do mercado de trabalho.

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Tem 1€? Pode comprar este antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados

8 June 2026 at 18:50

Um antigo hospital com cerca de 6.000 metros quadrados está à venda na Alemanha por apenas um euro. O preço simbólico chama a atenção, mas há um detalhe importante: o edifício está abandonado há vários anos e precisa de obras profundas de reabilitação.

De acordo com o jornal espanhol AS, o imóvel é o Waldkrankenhaus, situado em Rosbach, no estado alemão de Hesse. O antigo hospital encerrou definitivamente em 2002, depois de deixar de cumprir os padrões sanitários europeus em vigor.

Apesar do valor simbólico, a compra não é simples. A autarquia local quer que os interessados apresentem um projeto viável e garantam capacidade financeira para recuperar o edifício.

Obras podem custar milhões

O hospital está sem uso há mais de duas décadas e as instalações encontram-se obsoletas. Para poder ser transformado em habitação, alojamento turístico, espaço assistencial ou outro projeto, terá de ser adaptado às normas atuais.

Segundo a imprensa espanhola, o custo da reabilitação poderá ascender a vários milhões de euros. É por isso que o município não procura apenas um comprador, mas alguém capaz de impedir a degradação total do imóvel.

Ainda não são conhecidos prazos concretos para a apresentação de propostas. As autoridades locais estarão, no entanto, em contacto com investidores interessados em assumir o projeto.

Edifício tem valor histórico

O Waldkrankenhaus foi construído no início do século XX e funcionou durante décadas como centro especializado no tratamento de doenças respiratórias.

O edifício tem dezenas de quartos e amplas zonas comuns, distribuídas por cerca de 6.000 metros quadrados. A dimensão torna o espaço apelativo, mas também aumenta a complexidade das obras.

Parte do conjunto arquitetónico está protegido pelo seu valor histórico. Esta condição pode dificultar a intervenção e tornar a recuperação mais cara, uma vez que certas características terão de ser preservadas.

Localização em ambiente natural

Outro fator que torna o imóvel especial é a sua localização. O antigo hospital fica numa zona natural próxima do vale do rio Sieg, o que pode ser atrativo para projetos turísticos, residenciais ou de saúde.

Ao mesmo tempo, a proximidade a uma área ambientalmente sensível pode impor regras adicionais. Qualquer projeto terá de respeitar o enquadramento natural e as limitações urbanísticas aplicáveis.

É precisamente esta combinação entre dimensão, valor histórico e localização que torna o caso invulgar. O edifício custa apenas um euro, mas o verdadeiro investimento estará na sua recuperação.

Preço simbólico não significa negócio fácil

A venda por um euro pode parecer uma oportunidade rara, mas funciona sobretudo como forma de atrair investidores com capacidade de reabilitação. O objetivo é dar nova vida ao imóvel antes que o estado de conservação piore.

Casos deste tipo são cada vez mais usados por municípios europeus para recuperar património abandonado. Em vez de manter edifícios vazios e degradados, as autarquias procuram compradores que assumam obras e apresentem projetos sustentáveis.

No caso do Waldkrankenhaus, o futuro dependerá da capacidade de encontrar uma proposta credível. Por agora, o antigo hospital alemão tornou-se notícia pelo preço simbólico, mas também pelo desafio financeiro que esconde.

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“O chat morreu”. OpenAI prepara uma revolução no ChatGPT

By: ZAP
8 June 2026 at 18:20
Antes da entrada em bolsa, a OpenAI quer transformar o ChatGPT num assistente único capaz de programar, criar imagens e executar tarefas, numa viragem estratégica para produtos pagos e clientes empresariais. A OpenAI prepara a maior remodelação do ChatGPT desde que o seu lançamento deu início ao boom da inteligência artificial, numa altura em que o grupo, avaliado em cerca de 738 mil milhões de euros, procura novos motores de crescimento antes da entrada em bolsa prevista para este ano. A empresa pretende transformar o chatbot numa “superapp” que combine ferramentas de programação e agentes de inteligência artificial, acrescentando produtos

10 sinais de que a tua saúde financeira precisa de atenção antes que seja tarde

By: aeiou
8 June 2026 at 17:00
Há uma diferença enorme entre ter pouco dinheiro e ter a vida financeira desorganizada. O primeiro pode ser uma fase. O segundo é um padrão e normalmente agrava-se com o tempo, silenciosamente, até que deixa de ser possível ignorar. O problema é que a maioria das pessoas só reconhece os sinais quando já está com a corda ao pescoço. Se te revês em mais do que três pontos desta lista, é altura de parar e olhar com atenção para as tuas finanças. 1. Nunca sabes ao certo quanto deves Não é sobre saber o valor ao cêntimo. É sobre não

O país onde a esperança custa um euro – e a solidão custa ainda mais | Por Luís Ganhão

8 June 2026 at 16:41

Há imagens que dizem mais sobre Portugal do que qualquer relatório estatístico.

Uma delas repete-se diariamente em papelarias e quiosques de norte a sul do país: um idoso, de mãos trémulas, a contar moedas para comprar uma raspadinha. Outra, mais silenciosa, mas igualmente reveladora: uma pessoa idosa, sozinha em casa, a ligar para um programa televisivo de participação paga que promete prémios imediatos, enquanto calcula se a pensão chega até ao fim do mês.

Estas imagens não são exceções curiosas. São sinais de um país onde a esperança foi convertida em negócio — e onde essa transformação recai com especial intensidade sobre quem tem menos recursos, menos proteção e menos alternativas.

LUÍS GANHÃO
Jurista
Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina

Não se trata apenas de entretenimento. Para muitos idosos, jogos como o Euromilhões ou as raspadinhas, bem como concursos televisivos baseados em chamadas pagas, tornam-se rotina. Não apenas pela promessa remota de ganho, mas porque preenchem um vazio mais imediato: o da solidão, da repetição dos dias e da ausência de contacto humano regular.

A raspadinha não é um simples jogo. É um mecanismo de antecipação emocional cuidadosamente explorado. Um instante de expectativa vendido a quem, muitas vezes, já perdeu quase tudo o resto em termos de expectativa social.

E é aqui que o problema deixa de ser individual.

Portugal mantém níveis persistentes de pobreza entre a população idosa. Muitas pensões não chegam para responder ao custo real de vida. Neste contexto, a promessa de uma mudança súbita de destino deixa de ser fantasia inocente e passa a funcionar como substituto simbólico de uma mobilidade social inexistente.

Não há necessidade de engano explícito para que haja exploração. Basta a existência de um desequilíbrio estrutural: produtos concebidos para maximizar repetição, estímulo e adesão, colocados num mercado onde uma parte significativa dos consumidores vive com margens económicas mínimas.

As raspadinhas estão omnipresentes, normalizadas, integradas no quotidiano. Os concursos televisivos alimentam-se de urgência emocional, linguagem de vitória fácil e promessa permanente de recompensa imediata. Tudo isto é legal, tudo isto é publicamente visível — e precisamente por isso a sua eficácia é tão relevante.

O que está em causa não é a liberdade individual de jogar ou participar. O que está em causa é a forma como essa liberdade é sistematicamente capturada num contexto de vulnerabilidade. Quando pequenas perdas sucessivas têm impacto real no orçamento mensal, o jogo deixa de ser neutro. Passa a ser regressivo.

Há aqui uma assimetria difícil de ignorar: de um lado, sistemas desenhados para maximizar participação e receita recorrente; do outro, pessoas para quem a promessa de um ganho improvável representa, muitas vezes, a única narrativa de escape disponível.

Não é preciso caricaturar intenções para reconhecer o resultado. Pode não haver malícia individual direta. Mas há um modelo que funciona porque encontra fragilidade — e a explora de forma consistente.

E isso deve ser dito com clareza: quando a esperança se torna produto vendido sistematicamente a quem menos pode suportar a perda, não estamos apenas perante entretenimento. Estamos perante uma forma normalizada de extração de valor a partir da vulnerabilidade.

O problema não é moralizar quem joga. O problema é aceitar sem incómodo suficiente um sistema que depende, estruturalmente, de que os mais frágeis continuem a alimentar a sua promessa.

E é nesse desequilíbrio — entre promessa e fragilidade, entre estímulo e limitação — que se torna difícil evitar a conclusão essencial: quando a esperança é transformada em produto sistematicamente direcionado a quem menos margem tem para perder, o problema já não é apenas individual. É estrutural.

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“Mais do que merecido presente”: autarquia de Paços de Ferreira paga viagem de avião para o Algarve a centenas de crianças

8 June 2026 at 15:56

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira está a assegurar a deslocação de centenas de alunos do 4.º ano ao Algarve, numa iniciativa que inclui viagem de avião e visita ao Zoomarine, em Albufeira. O projeto envolve 512 finalistas do ensino básico e está a ser realizado ao longo do mês de junho, com partidas organizadas por várias escolas do concelho.

De acordo com o portal de notícias Imediato, o primeiro grupo, pertencente à Escola Básica de Freamunde, aterrou no Aeroporto de Faro na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, iniciando de imediato o programa de atividades no parque temático Zoomarine. A viagem marca o arranque de um plano logístico que se irá estender a todas as escolas participantes.

Projeto apresentado como experiência marcante

Durante o arranque da iniciativa, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Ferreira, destacou o impacto do programa, afirmando tratar-se de um “mais do que merecido presente” para os alunos. O autarca acrescentou ainda que se trata de uma experiência que “ficará para sempre gravada na memória de todas estas crianças. Todas, sem exceção”, numa intervenção associada ao momento de partida do primeiro grupo.

Segundo a mesma fonte, a iniciativa foi previamente assinalada com a entrega simbólica de vouchers aos alunos da EB1 de Freamunde. A cerimónia contou com a presença de responsáveis municipais e representantes da comunidade educativa, incluindo a vereadora da Educação, o diretor do agrupamento escolar e a coordenadora da escola.

Plano alargado a todo o concelho

O projeto foi estruturado para abranger todas as crianças que terminam o 1.º ciclo no concelho, numa lógica de participação generalizada. Conforme a mesma fonte, o objetivo passa por promover experiências partilhadas entre alunos de diferentes escolas, garantindo o acesso equitativo à viagem e às atividades programadas no Algarve.

Nas semanas seguintes, novas turmas de várias escolas do concelho irão seguir viagem para o sul do país. Entre os estabelecimentos envolvidos estão unidades de Arreigada e Seroa, Meixomil, Penamaior, Carvalhosa, Paços de Ferreira, Frazão, Eiriz, Sanfins, Ferreira, Figueiró, Raimonda e Lamoso, completando assim o conjunto de participantes previsto para esta edição.

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Rute Rodrigues assume Marketing e Comunicação dos Supermercados Apolónia

8 June 2026 at 14:50

Os Supermercados Apolónia anunciaram a nomeação de Rute Rodrigues para o cargo de Diretora de Marketing e Comunicação, reforçando a equipa de liderança da marca algarvia.

Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de marketing, comunicação e branding, Rute Rodrigues chega à insígnia depois de um percurso profissional desenvolvido nos setores do turismo, hotelaria e retalho.

Ao longo da carreira, assumiu funções de liderança em marcas e grupos como Designer Outlet Algarve, AP Hotels & Resorts e Jupiter Hotel Group, onde desenvolveu estratégias integradas de marca, campanhas 360º, eventos, ativações e projetos ligados à experiência do consumidor.

Nova responsável quer reforçar notoriedade da marca

Antes de integrar os Supermercados Apolónia, Rute Rodrigues desempenhou funções como Marketing Manager no Designer Outlet Algarve, onde foi responsável pela estratégia de marketing, campanhas de grande escala, parcerias estratégicas e iniciativas de posicionamento ligadas ao turismo, lifestyle e retalho.

“É com grande entusiasmo que integro a equipa dos Supermercados Apolónia, uma marca reconhecida pela sua qualidade, diferenciação e excelência no serviço ao cliente. Abraço este desafio com a ambição de contribuir para o reforço da notoriedade e posicionamento da marca, dando continuidade à estratégia de crescimento e valorização que tem vindo a ser desenvolvida”, sublinha a nova Diretora de Marketing e Comunicação.

Segundo a empresa, Rute Rodrigues traz para os Supermercados Apolónia uma experiência sólida em estratégias de marca, campanhas 360º, comunicação digital, eventos e experiência do consumidor, bem como uma visão estratégica orientada para resultados, considerada relevante para a consolidação da insígnia no setor da distribuição alimentar.

Os Supermercados Apolónia afirmam-se como uma referência na distribuição alimentar no Algarve, com mais de quatro décadas de atividade.

Fundada por Avelino e Célia Apolónia, a empresa evoluiu de um minimercado familiar para uma estrutura composta por três supermercados e um centro de distribuição, empregando cerca de 400 colaboradores.

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Obras nestas praias do Algarve só serão concluídas após a época balnear: “Temos tido problemas técnicos”

8 June 2026 at 12:38

As obras de reposição de areia e proteção costeira voltam a marcar a atualidade no Algarve, numa altura em que várias praias se preparam para receber milhares de banhistas. Apesar de algumas intervenções terem sido aceleradas para garantir a abertura da época balnear, nem todos os trabalhos ficarão concluídos antes do verão, havendo projetos que apenas serão retomados quando as praias deixarem de estar ocupadas por veraneantes.

De acordo com o Expresso, uma das intervenções consideradas prioritárias decorreu na praia da Fuzeta, onde o avanço do mar colocou em risco a utilização do areal durante a época balnear. A obra, realizada em regime de emergência, envolveu um investimento de cerca de 400.000 euros e a colocação de 40.000 metros cúbicos de areia, permitindo assegurar condições para a utilização da praia durante os meses de verão.

Tempestades obrigaram a intervenções urgentes

O inverno deixou marcas significativas em vários troços da costa algarvia. Em algumas zonas, os temporais provocaram perdas de areal que chegaram aos 15 metros, obrigando as autoridades a avançar com operações de alimentação artificial das praias.

Segundo a mesma fonte, também no litoral de Loulé foram realizados trabalhos de reforço dos areais entre o Forte Novo, Vale do Lobo e Vale Garrão. A intervenção, que representou um investimento superior a 14 milhões de euros, permitiu recuperar uma faixa considerável de praia. Em alguns locais, o reforço traduziu-se num ganho de cerca de 50 metros de areal até à linha de água.

Investimento que se aproxima dos 20 milhões

As várias operações realizadas ao longo dos últimos meses fazem parte de uma estratégia mais ampla de mitigação dos efeitos da erosão costeira, um fenómeno que continua a afetar diversas zonas do Algarve.

O Expresso refere que, entre obras concluídas, em execução ou já contratualizadas, o investimento total destinado à reposição de areias e à proteção costeira aproxima-se dos 20 milhões de euros. Os dados disponíveis indicam ainda que a linha de costa algarvia tem registado um recuo médio de cerca de três metros por ano, reforçando a necessidade de intervenções regulares.

Há trabalhos que vão ficar para depois do verão

Apesar dos avanços registados em várias frentes, nem todas as empreitadas conseguiram cumprir os prazos inicialmente previstos. É o caso da intervenção entre a Praia da Rocha e a Praia dos Três Castelos, cuja conclusão foi adiada.

Durante uma visita à Fuzeta, realizada no Dia Mundial do Ambiente, a ministra do Ambiente explicou as razões para o atraso. “Temos tido problemas técnicos, tem sido difícil o transporte da mistura de areia e água. Não conseguimos acabar antes da época balnear por isso interrompeu-se e tirou-se tudo. Retomamos a seguir à época balnear”, afirmou Maria da Graça Carvalho.

Próximos passos já estão definidos

Além das intervenções nos areais, estão previstas novas ações destinadas a melhorar as condições de navegabilidade e a gestão sedimentar em diferentes pontos da região. Essas operações deverão avançar nos próximos meses.

Conforme a mesma fonte, estão previstas dragagens nos portos da Fuzeta, Tavira e Lagos, trabalhos considerados importantes para a manutenção das condições de funcionamento destas infraestruturas. Enquanto isso, as praias intervencionadas entram na época balnear com condições reforçadas para receber visitantes.

A ministra do Ambiente destacou ainda a importância da intervenção realizada na Fuzeta, afirmando que a decisão foi tomada para evitar problemas durante os meses de maior procura. “Foi mesmo para salvar a época balnear e ainda bem que o fizemos”, declarou. A frase resume o objetivo das obras realizadas este ano: garantir que as praias continuam acessíveis e utilizáveis, mesmo perante os desafios colocados pela erosão costeira e pelos fenómenos meteorológicos que têm afetado o litoral algarvio.

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