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Descoberta nova linha de simetria da Terra que divide os hemisférios oeste e leste

By: ZAP
9 June 2026 at 08:00
A linha agora descoberta divide dois hemisférios que refletem quantidades de luz semelhantes e pode ser útil no teste de modelos climáticos. Uma equipa de investigadores identificou uma linha de simetria até agora desconhecida que divide a Terra em hemisférios oriental e ocidental, com ambas as metades a refletirem quantidades quase idênticas de luz solar de volta para o Espaço. A descoberta pode fornecer aos cientistas do clima uma nova e poderosa ferramenta para testar modelos climáticos e compreender os mecanismos que regulam a temperatura do planeta. O estudo, publicado na revista Nature, foi liderado por Jianhao Zhang, da Administração

Há uma forma de salvar o Hubble da sua inevitável queda na Terra. Mas há um problema

By: ZAP
9 June 2026 at 07:20
Enquanto se prepara para tentar elevar a órbita de um observatório astronómico numa trajetória em degradação, a NASA admite fazer algo semelhante com o Hubble, desde que seja possível reduzir os seus custos de operação. Mas o mítico telescópio espacial foi construído noutra era… A NASA anunciou a 5 de junho que a nova nave robótica LINK, construída pela Katalyst Space, chegou ao Wallops Flight Facility, na Virgínia. A nave encontrava-se nas instalações da Katalyst, no Colorado, para os preparativos finais, depois de ter concluído testes ambientais no Goddard Space Flight Center no mês passado. A agência espacial norte-americana atribuiu

Estudante de astronomia identifica origem de misteriosos sinais cósmicos

8 June 2026 at 07:20
Os astrónomos procuravam há mais de 20 anos a origem de uma classe de rajadas coerentes de emissão de rádio polarizada, que se repetem a intervalos regulares, conhecidos como transientes de rádio de longo período (LPT). Uma equipa internacional identificou um sistema estelar que permite estudar física extrema: uma anã branca que arranca material à sua companheira de maiores dimensões. À medida que esse material descreve uma espiral e se acumula sobre a anã branca, produz poderosas rajadas de ondas de rádio e raios X, num ciclo que se repete a cada 1,4 horas. Além de funcionar como um laboratório

Ventos estranhos fornecem as pistas mais convincentes obtidas até à data de atividade magnética em exoplanetas

Uma equipa de astrónomos encontrou as pistas mais convincentes obtidas até à data de que alguns planetas fora do nosso Sistema Solar podem ser magnéticos. Com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e do telescópio Gemini North, os investigadores mediram as velocidades dos ventos em sete exoplanetas muito quentes, semelhantes a Júpiter.

As observações revelaram que os ventos nestes planetas são muito provavelmente regidos por campos magnéticos, proporcionando a primeira medição fiável de magnetismo em planetas fora do Sistema Solar.

“Esta descoberta abre uma nova janela na investigação de exoplanetas. Trata-se da primeira vez que é possível comparar os ambientes magnéticos de outros mundos, um passo fundamental para, em última análise, compreender quais os planetas que podem manter-se habitáveis, conservar a sua água e, talvez, um dia, albergar vida tal como a conhecemos”, diz Julia Seidel, astrónoma no Laboratoire Lagrange, Observatoire de la Côte d’Azur, em França, e autora principal do estudo publicado na Nature Astronomy.

O campo magnético da Terra influencia a nossa atmosfera de maneiras complexas e é, por isso, um factor determinante para compreendermos como é que o nosso planeta é capaz de suportar vida. Existem também campos magnéticos noutros planetas do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno. No entanto, nos últimos 15 anos, ainda ninguém tinha conseguido medir diretamente a intensidade de campos magnéticos em exoplanetas, o que aconteceu agora.

A equipa, no entanto, não tinha como objetivo inicial medir campos magnéticos, mas sim ventos. Foram medidas as velocidades do vento em sete exoplanetas que orbitam estrelas diferentes: gigantes gasosos como Júpiter, cada um deles situado muito próximo da sua estrela anfitriã e com acoplamento de maré, ou seja, com a rotação sincronizada com a órbita.

Tal como nós vemos apenas um lado da Lua, também estes planetas mantêm sempre uma face voltada para a sua estrela, o que resulta num lado diurno escaldante e num lado noturno gelado. Esta diferença de temperaturas entre os dois lados do planeta dá origem a um clima muito diferente do existente na Terra, com a criação de ventos tremendamente fortes.

As velocidades dos ventos nos exoplanetas observados variam entre cerca de 7200 km/hora e mais de 25 000 km/hora. Em termos de comparação, em Júpiter os ventos mais rápidos atingem velocidades de cerca de 1500 km/hora.

“Inicialmente queríamos verificar se os ventos atmosféricos se comportavam do mesmo modo em todos os planetas quentes,” explica Seidel, que já trabalhou como astrónoma no ESO, no Chile. Para as medições, a equipa utilizou dados do instrumento ESPRESSO, instalado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama, e dum instrumento semelhante colocado no telescópio Gemini North, no Havai, EUA.

Ao analisarem como é que a velocidade dos ventos variava em função da temperatura do planeta, os investigadores viram surgir um padrão muito intrigante: quanto mais quente o planeta, mais lento o vento.

“Este resultado é totalmente contraintuitivo porque, em condições iguais, os planetas quentes dispõem, naturalmente, de mais energia para acelerar os ventos! Assim, suspeitámos que algo deveria estar a acontecer para fazer com que a velocidade dos ventos fosse menor nos planetas mais quentes”, explica Vivien Parmentier, coautor do estudo e professor no Laboratoire Lagrange, em França.

A equipa concluiu que a explicação mais plausível para este mistério passa, muito provavelmente, pela presença de campos magnéticos na globalidade do planeta, já que estes campos podem funcionar como um travão, abrandando assim o movimento de partículas carregadas na atmosfera.

Os dados permitiram aos investigadores inferir a intensidade do campo magnético em cada um dos planetas estudados, tendo-se descoberto que é comparável à dos campos encontrados no nosso Sistema Solar: aproximadamente quatro vezes mais forte do que o de Saturno, ou cerca de metade da intensidade do de Júpiter.

Campos magnéticos tão intensos poderão afetar mais do que apenas os ventos nestes planetas distantes. “Na Terra conhecemos a beleza das auroras boreais e austrais, onde partículas carregadas do Sol colidem com o nosso campo magnético e são guiadas para os pólos, colidindo com gases na atmosfera para produzir espetáculos coloridos de verde, rosa e roxo“, explica a coautora do estudo Bibiana Prinoth, ex-doutoranda da Universidade de Lund, na Suécia, e atualmente astrónoma do ESO em Garching, na Alemanha.

Nos exoplanetas estudados, as auroras induzidas magneticamente podem ser ainda mais espetaculares. A equipa aguarda com expetativa a chegada do Extremely Large Telescope do ESO, que ajudará a caracterizar não só grandes exoplanetas, semelhantes a Júpiter, mas também outros mais pequenos, como a Terra, possivelmente até detectando gases que possam produzir auroras nestes mundos distantes. “Gosto de imaginar que alguns destes mundos têm um céu repleto não só de estrelas, mas também de vastas cortinas de luz colorida a dançar sobre um planeta, onde em metade há um dia perpétuo e noutra metade uma noite interminável,” afirma Prinoth.

Sul Informação

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Estudo aponta causa provável de estranho zumbido que se ouve em todo o mundo

6 June 2026 at 17:30
O misterioso zumbido de baixa frequência ouvido por algumas pessoas em várias partes do mundo poderá, em muitos casos, ter origem no próprio sistema auditivo, sob a forma de acufenos subjetivos, embora não exclua causas ambientais noutros casos. Durante décadas, pessoas em todo o mundo relataram ouvir um zumbido ténue, semelhante ao de um motor, a meio da noite, um perturbador som de baixa frequência sem origem aparente. Conhecido simplesmente como The Hum (“o Zumbido”), o fenómeno tem alimentado a investigação científica, a perplexidade do público e um fluxo constante de teorias da conspiração. Agora, investigadores da Universidade Norueguesa de

Cientistas descobrem efeito quântico que pode acabar com as baterias

By: ZAP
6 June 2026 at 07:20
Uma nova forma de controlar um fenómeno quântico invulgar poderá, um dia, ajudar a alimentar dispositivos electrónicos sem baterias. Uma equipa de investigadores descobriu como imperfeições microscópicas e vibrações atómicas podem ser usadas para controlar um poderoso efeito quântico num material avançado. Esse efeito pode transformar sinais eléctricos alternados presentes no ambiente directamente no tipo de corrente de que os dispositivos electrónicos precisam, sem recorrer a componentes tradicionais. À medida que a temperatura muda, o sinal pode até inverter a direcção, oferecendo aos cientistas uma nova forma de ajustar o desempenho dos dispositivos. A equipa internacional de investigadores, liderada por

O pó de asteróide é mais “fofinho” do que pensávamos

5 June 2026 at 07:20
A descoberta pode ser importante para a criação do tipo certo de equipamento de escavação para a mineração de asteróides. A força da gravidade é diferente em cada corpo do Sistema Solar. Seja o peso esmagador de Júpiter ou a atração ínfima de um pequeno asteróide, esta força fundamental da física tem ainda um grande impacto no material que compõe estes corpos. Um novo artigo de investigadores da Universidade de Duisburg-Essen e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) demonstra o quão diferente esta gravidade pode ser, permitindo que os simulantes planetários caíssem em queda livre dentro de uma gigantesca torre de

Anãs vermelhas apanhadas a “engolir Terras”

By: CCVAlg
4 June 2026 at 07:00
Astrónomos descobriram algumas das evidências mais fortes até à data de que as estrelas podem engolir os seus próprios planetas. Um novo estudo, publicado na revista Monthly Notices of the Astronomical Society, corrobora a crença de longa data de que as estrelas jovens são capazes de “comer” mundos próximos à medida que os sistemas planetários se formam. Investigadores da Universidade de Keele e da Universidade de Exeter estudaram milhares de estrelas e encontraram evidências de que seis anãs vermelhas diferentes (o tipo de estrela mais pequeno, mais frio e mais comum do Universo) tinham engolido planetas rochosos semelhantes à Terra.

Descoberta nova forma de determinar a massa de planetas escondidos

By: ZAP
3 June 2026 at 07:00
Uma equipa de cientistas descobriu que os anéis de poeira dos planetas recém-formados podem ser a chave para determinar a sua massa. Os avanços mas tecnologias de observação, como o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array no Chile, permitiram aos investigadores observar de perto os discos protoplanetários, os anéis de poeira e gás que compõem a região de formação planetária de uma estrela. Nessas observações, os astrónomos identificaram que estes discos são compostos por estruturas de anéis distintas. Num novo estudo, publicado o mês passado na The Astrophysical Journal, a equipa revelou o seu método para extrapolar a massa de um planeta

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