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Incêndio rural na Freguesia do Rogil, concelho de Aljezur

Mais um incêndio deflagrou hoje no Algarve, segundo o registo que consta na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o alerta terá sido dado pelas 14:41 horas de hoje, sábado (6).

Há indicação de que este incêndio estará a consumir mato, lavra na freguesia de Rogil, na região da Costa Vicentina, no concelho de Aljezur, está a ser combatido por 25 operacionais, auxiliados por 6 veículos terrestres de combate a fogos e a sua situação de referência é ‘Em Conclusão‘.

Não há indicação de que o combate a este fogo rural esteja a ser efetuado por qualquer meio aéreo. Se efetivamente se justificar, voltaremos a atualizar esta informação.

Incêndio deflagra no sítio dos Cavalos em plena Serra do Caldeirão

Esta tarde deflagrou um incêndio numa zona de mato, muito próximo do sítio dos Cavalos, mas segundo a autoridade de Proteção Civil, já na freguesia do Ameixial, concelho de Loulé, que tem estado a consumir mato e algumas árvores dispersas, nomeadamente sobreiras e medronheiros.

O alerta para este incêndio foi dado pelas 17:57 horas, no site da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, tendo-se iniciado o combate ao fogo algum tempo depois.

Combatem este incêndio 26 operacionais, auxiliados por 6 veículos terrestres de combate a fogos florestais e um helicóptero em termos de meios aéreos.

Pessoas e território da Mina S. Domingos são a inspiração do espetáculo comunitário “Calor”

1 June 2026 at 02:05

A ligação às pessoas e ao território está na génese do espetáculo comunitário “Calor”, que percorrerá as ruas da Mina de São Domingos, no concelho de Mértola, a 11, 12 e 13 de Junho, disseram à Lusa os criadores.

Beatriz Marques Dias, da associação cultural Meio do Mato e codiretora artística desta produção, antecipou à agência Lusa que “Calor” é “um espetáculo fora de portas, que não acontece na sala de espetáculos, nem no cineteatro, e tem como palco o lugar da Mina de São Domingos”, aldeia mineira pertencente ao município de Mértola.

A presidente da associação cultural, Alice Duarte, que também é codiretora artística, afirmou à Lusa que a Meio do Mato foi criada em 2023, na serra de Monchique, e tem uma equipa composta por “pessoas de áreas muito variadas, como a dança, a música, a biologia, a arquitetura, o design gráfico, a economia”, e a dança e a música são as áreas performativas que abrem portas ao trabalho comunitário, que até aqui foi realizado sobretudo com escolas

A convite da companhia Cepa Torta, a Meio do Mato participou numa residência artística de duas semanas, e o seu projeto comunitário foi selecionado pelo Conselho Malacate, grupo que gere o projeto homónimo de intervenção artística multidisciplinar, criado especificamente para a localidade alentejana, contou Alice Duarte.

“Calor” foi o resultado desse trabalho e Beatriz Dias disse que se trata de um espetáculo marcado para os dias 11, 12 e 13 de junho, às 20:30, na Mina de São Domingos, tendo como ponto de encontro o Pago Velho, de onde o elenco partirá para diferentes locais da freguesia.

“O elenco é composto por 12 pessoas da comunidade, e contamos com o Alex [Moniz], que fez a composição musical do espetáculo e vai interpretá-la. Eu e a Alice estamos com o público e com o nosso elenco, mas é a comunidade que é o elenco deste espetáculo, os nossos bailarinos, os nossos intérpretes”, destacou Beatriz Marques Dias, precisando que no total participam no espetáculo dezena e meia de pessoas.

Beatriz Marques Dias frisou que “o espetáculo começa durante o dia, passa pelo pôr-do-sol, até chegar ao calor da noite”.

“A nossa expectativa é proporcionar vários tipos de calor ao público, calores frios, calores das relações, calor à mesa, o calor da resistência, o calor que nomeia o trabalho das minas, que se fez durante décadas ali, o calor da terra e o calor do corpo”, acrescentou.

Alex Moniz classificou o trabalho comunitário realizado com a população da Mina de São Domingos como “muito gratificante”, salientando se trata de um “trabalho muito específico, no qual é preciso escutar a comunidade, perceber quais são as mais-valias e o que cada pessoa pode aportar”.

“Ser intérprete de um espetáculo é uma experiência que pode ser ‘super transformadora’. E, nesse sentido, ficamos muito felizes por ver as pessoas a fazer isto. No final do projeto, há sempre muita emoção, há muito choro e, portanto, sim, é muito gratificante nesse aspeto, na relação com as pessoas. No fundo, é isso que também se valoriza, que sobressai, que é essa relação interpessoal com estas pessoas”, argumentou.

Beatriz Marques Dias realçou a dinâmica do trabalho realizado durante a residência, com “duas semanas em esteroides”, nas quais foi dado “um mergulho absolutamente maluco em termos de tempo, de energia, de intensidade”.

“E depois voltar a mergulhar no território já com mais tempo, com dois meses e meio pela frente, e reencontrar as pessoas. A realidade é que nós ficámos tão próximos das pessoas nessas duas primeiras semanas, que, quando chegámos, passado este tempo todo, parecia que não tinha passado tempo nenhum, foi muito giro voltar a encontrá-las e começar a trabalhar”, acrescentou.

Foto de destaque: Projeto Malacate

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